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Agricultor filma incêndio em casa sem saber que pai dormia no local; idoso morreu carbonizado
Manoel Piedade Fragoso, de 70 anos, estava dentro de uma casa abandonada que pertencia à família quando o incêndio começou. Elizeu Piedade, que morava na frente da casa incendiada, acordou com o fogo e fez a filmagem.

Manoel Piedade morreu carbonizado na manhã desta quinta-feira (16) na zona rural de Acrelândia. Foto: Arquivo pessoal
O idoso Manoel Piedade Fragoso, de 70 anos, morreu carbonizado dentro de uma casa abandonada no início da manhã desta quinta-feira (16), na área conhecida como Ramal do Pelé, zona rural de Acrelândia, interior do Acre. O incêndio foi gravado pelo filho dele, que não sabia que o pai estava no imóvel.
Manoel morava com a família em outra casa, mas tinha o costume de dormir no imóvel desocupado quando saía para consumir bebida alcoólica. Uma perícia deve apontar o que causou o incêndio.
Filhos e outros parentes dele vivem perto do local do incêndio. O agricultor Elizeu Piedade disse que a residência incendiada pertencia a um de seus irmãos.
“Era do meu irmão, mas ele saiu, abandonou lá e deixou a casa fechada. O pai fumava muito e na casa onde ele morreu tinha muito pano, colchão e objetos. A casa ficava em frente da minha casa”, contou.
Ainda segundo o agricultor, Manoel saiu na noite de quarta para beber e dormiu na residência abandonada. Pela manhã, acordou com o imóvel pegando fogo e fez o vídeo.
Na gravação, é possível ouvi-lo conversando com outra pessoa e afirmando que não tem ninguém na casa. “Deus me livre. Não, tem ninguém aí dentro não”, diz.
Elizeu disse que após a gravação viu o corpo do pai caído dentro do imóvel. “Aqui dentro de casa não dá para escutar nada, levantei assustado e nem sabia que tinha alguém lá. Achei que o pai tinha ido embora para a casa dele, mas não”, lamentou.
Foi Elizeu quem acionou o Corpo de Bombeiros para apagar as chamas. Contudo, a equipe não pôde salvar nada do local. “É difícil, perdemos o pai. Teve 16 filhos e aí todo mundo casou e foi para os seus cantos. Foi uma fatalidade, é complicado dizer”.
Investigação
O delegado Dione Lucas disse que uma equipe policial foi até a residência fazer a perícia e que tudo aponta para um incêndio acidental. “Ele estava lá sozinho, não tinha energia elétrica e, talvez, tenha incendiado a casa”, complementou.
Lucas destacou que apenas o laudo vai apontar as causas do incêndio. “O laudo da perícia do local de crime e do IML. Tudo aponta que foi um acidente”, finalizou.

Casa pegou fogo no início da manhã desta quinta-feira (16). Foto: Arquivo/Corpo de Bombeiros do Acre
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Criança morre após ser atendida em UPA no interior do Pará
Uma menina de apenas um ano e oito meses, identificada como Sofia Gabriela, morreu na noite desta quinta-feira (3) após ser atendida na Unidade de Pronto Atendimento.
(UPA) do Icuí, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A criança havia dado entrada na unidade de saúde com sintomas de diarreia e vômito. A morte foi confirmada pela família por volta das 20h30. Houve confusão na porta da unidade de saúde.
A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas.De acordo com relatos da família, a pequena Sofia começou a passar mal ainda pela manhã. Por volta das 9h, os pais a levaram até a UPA do Icuí, onde ela recebeu medicação e foi liberada para retornar para casa. No entanto, segundo o pai da menina, o mecânico Matheus do Remédios dos Santos, de 22 anos, o estado de saúde da criança piorou logo após o retorno.
Diante do agravamento do quadro, a família retornou com a criança à UPA. Lá, ela foi medicada novamente e levada para a sala vermelha, área destinada a pacientes em estado grave, mas, segundo os familiares, sem o acompanhamento de nenhum responsável.
Sofia Gabriela era asmática, mas considerada uma criança saudável e ativa pela família. Os parentes afirmam não entender o que, de fato, aconteceu dentro da unidade de saúde.
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Idoso de 72 anos é preso por estupro de duas filhas após 13 anos foragido
Crimes ocorreram em Minas Gerais quando vítimas tinham 13 e 15 anos; operação conjunta entre MG e TO prendeu suspeito no Tocantins
Um homem de 72 anos foi preso nesta quinta-feira (3) em Araguaína (TO), acusado de estupro de vulnerável contra suas duas filhas, então com 13 e 15 anos. Os crimes ocorreram em Gurinhatã (MG) em 2010, e o suspeito estava foragido desde então.
A captura foi realizada por meio de compartilhamento de informações entre as Polícias Civis de Minas Gerais e Tocantins, no âmbito da Operação Protetor. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Vara da Infância e da Juventude de Ituiutaba (MG).
Detalhes do caso
- O nome do acusado não foi divulgado para preservar a identidade das vítimas
- Ele foi localizado no norte do Tocantins e levado para a Unidade Penal de Araguaína
- Agora, aguarda transferência para Minas Gerais para responder à Justiça
O caso choca pela violência prolongada e pelo tempo de fuga do acusado, que finalmente foi alcançado pelas forças de segurança.
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Roraima: Justiça quer intensificar fiscalização de combustível de aviação
A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal concedeu decisão liminar obrigando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a apresentar, no prazo de 30 dias, cronograma detalhado de fiscalização de revendedores e pontos de abastecimento de combustíveis de aviação em Roraima.
Conforme a decisão, proferida pelo juízo da 1ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária de Roraima, a autarquia deve suspender as autorizações de funcionamento de todas as pessoas jurídicas que estejam operando em desconformidade com a legislação vigente ou fornecendo apoio logístico à atividade ilegal de mineração no estado.
De acordo com ação, a ANP negligenciou a fiscalização do Mapa de Movimentação de Combustível de Aviação (MMCA), deixou de promover rastreabilidade nas vendas de gasolina de aviação (AVGAS) e manteve registros de postos que sequer existiam fisicamente. Mesmo após autuações, empresas reincidentes continuaram operando sem impedimentos, em alguns casos rompendo lacres de interdição e adquirindo grandes volumes de combustível. A revendedora Pioneiro Combustíveis Ltda., por exemplo, foi citada como uma das empresas que continuaram em atividade mesmo após sanções administrativas.
Além da liminar já deferida, o MPF requer, no mérito da ação, a condenação da ANP à adoção de medidas estruturantes, incluindo: implementação de mecanismos de rastreabilidade de combustíveis de aviação; criação de sistema informatizado e transparente de controle de vendas; imposição de sanções proporcionais às infrações apuradas; atuação preventiva e não apenas reativa na repressão às irregularidades; e o pagamento de R$ 100 mil por dano moral coletivo, valor a ser revertido ao Fundo Nacional de Reparação dos Direitos Difusos.
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