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Agosto é o mês mais seco na Amazônia sul-ocidental, diz pesquisador Davi Friale

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Agosto é o mês mais seco no Acre, em Rondônia e no Amazonas, com valores pluviométricos inferiores a 30mm, em algumas áreas, informa pesquisador meteorológico Davi Friale no portal O Tempo Aqui. “Chove muito, acima de 200mm, apenas, no noroeste e no norte do Amazonas. Nas demais áreas, o índice situa-se, entre 30 e 60mm, inclusive, em Manaus”, diz.

As ondas de frio e a incursão de ar polar ainda são intensas, neste mês, e derrubam brusca e acentuadamente a temperatura no Acre, em Rondônia e no sul e sudoeste do Amazonas, provocando o conhecido fenômeno da friagem. São comuns, neste mês, temperaturas abaixo de 15ºC, em Rio Branco, Brasileia, Guajará-Mirim e Vilhena. A menor temperatura registrada, neste mês, na capital acreana, nos últimos anos, foi 5,9ºC, ocorrida no ano de 1975. Em Porto Velho, o menor registro foi 10,0ºC e ocorreu no ano de 1978.

No Amazonas, a queda da temperatura ocorre no sul e no sudoeste do estado. Já, em Manaus, o calor é predominante e a menor temperatura registrada, em agosto, foi 18,0ºC, ocorrida em 1978.

Após a passagem da onda de frio, a umidade do ar diminui acentuadamente, ficando, muitas vezes, abaixo de 30%, no Acre e em Rondônia, com vários dias ensolarados e noites estreladas e temperaturas noturnas amenas.

Em agosto, principalmente na segunda quinzena, podem ocorrer temporais, com fortes ventanias e raios, devido ao calor diurno.

MÉDIAS E EXTREMOS DE AGOSTO

RIO BRANCO

Mínima média: 19,2ºC (0,7ºC a mais do que no mês anterior).

Menor temperatura registrada: 5,9ºC, em 1975, no dia 19.

Máxima média: 32,6ºC (1,3ºC a mais do que no mês anterior).

Maior temperatura registrada: 37,6ºC, em 1987, no dia 26.

Chuva média: 40,4mm (no mês anterior é 42,1mm).

Número médio de dias com chuva: 5 (no mês anterior é 4).

Chuva máxima registrada em 24 horas: 37,0mm, em 1975, no dia 23.

PORTO VELHO

Mínima média: 19,0ºC (0,7ºC a mais do que no mês anterior).

Menor temperatura registrada: 10,0ºC, em 1978, no dia 15.

Máxima média: 32,9ºC (1,3ºC a mais do que no mês anterior).

Maior temperatura registrada: 36,2ºC, em 1988, no dia 24.

Chuva média: 40,0mm (no mês anterior é 22,6mm).

Número médio de dias com chuva: 6 (no mês anterior é 4).

Chuva máxima registrada em 24 horas: 70,2mm, em 1979, no dia 23.

MANAUS

Mínima média: 23,0ºC (0,3ºC a mais do que no mês anterior).

Menor temperatura registrada: 18,0ºC, em 1978, no dia 15.

Máxima média: 32,6ºC (1,3ºC a mais do que no mês anterior).

Maior temperatura registrada: 37,5ºC, em 1979, no dia 19.

Chuva média: 57,9mm (no mês anterior é 87,5mm).

Número médio de dias com chuva: 7 (no mês anterior e 10).

Chuva máxima registrada em 24 horas: 75,6mm, em 1975, no dia 27.

CRUZEIRO DO SUL

Chuva média: 90mm.

TARAUACÁ

Chuva média: 80mm.

BRASILEIA

Chuva média: 35mm.

VILHENA

Chuva média: 15mm.

DISTRIBUIÇÃO DE CHUVAS PELO BRASIL

Chove mais do que 200mm (muito úmido):

– Roraima (norte), nas fronteiras com a Venezuela e com a Guiana;

– Amazonas (norte e noroeste), nas regiões de São Gabriel da Cachoeira, Iauaretê e fronteiras com a Venezuela e com a Colômbia;

– Amapá (norte), na fronteira com a Guina Francesa;

– Rio Grande do Sul (norte).

Chove menos do que 30mm (muito seco):

– Distrito Federal;

– Goiás;

– Mato Grosso;

– Minas Gerais;

– São Paulo (norte);

– Tocantins;

– Rondônia (centro, oeste e sul);

– Pará (leste e sudeste);

– Nordeste, exceto o litoral do Piauí, da Paraíba, de Pernambuco, de Alagoas, de Sergipe e da Bahia.

Foram apresentados apenas os extremos de seca e de chuva. Nas demais áreas do país, as chuvas ocorrem numa faixa compreendida entre 30 e 200mm.

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Acre

Bocalom ironiza pesquisa que o coloca em terceiro na disputa pelo governo do Acre

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Prefeito minimiza números do levantamento e diz que “pesquisa que vale é a das urnas”

Durante a inauguração do Mercado Municipal do São Francisco, na noite desta segunda-feira (23), em Rio Branco, o prefeito e pré-candidato ao governo, Tião Bocalom, reagiu com ironia aos números da mais recente pesquisa divulgada pelo Instituto Delta Agência de Pesquisa.

O levantamento aponta Bocalom na terceira colocação, com cerca de 15% das intenções de voto, atrás do senador Alan Rick, que lidera com mais de 40%, e da vice-governadora Mailza Assis, que ultrapassa os 20%.

Ao comentar o cenário, o prefeito evitou aprofundar a análise e voltou a questionar a credibilidade das pesquisas eleitorais. “Comentar pra quê? Eu a vida inteira fui vítima de pesquisa. Me mostra qual pesquisa dizia, antes da eleição, que o Bocalom tinha chance de ganhar. Nenhuma”, afirmou.

A declaração contrasta com levantamentos anteriores. Em agosto de 2025, também em pesquisa do Instituto Delta, Bocalom aparecia com 19,62% das intenções de voto, ocupando a segunda colocação, enquanto Mailza tinha 13,63%.

Na comparação com o cenário atual, os dados indicam queda de aproximadamente quatro pontos percentuais para o prefeito, além da inversão de posições com a vice-governadora, que agora aparece à frente.

Apesar disso, Bocalom reforçou que não considera pesquisas como fator determinante. “Se eu fosse olhar pesquisa, nem candidato eu teria sido. Pra mim, pesquisa é o povo na rua, conversando. E no dia da eleição. Essa é a pesquisa que vale”, declarou.

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Acre

62,52% dos acreanos aprovam a gestão de Cameli

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O Instituto Delta Agência de Pesquisa, contratado pela TV Gazeta, divulgou nesta segunda-feira, 23, uma pesquisa sobre a avaliação da gestão do governador Gladson Cameli, que deixará o cargo no dia 2 de abril para concorrer a uma vaga no Senado Federal pelo Acre.

De acordo com o levantamento, 62,52% dos acreanos aprovam a gestão de Cameli, 28,03% desaprovam, e 9,44% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 1.006 eleitores em 18 cidades do Acre entre os dias 16 e 21 de março. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, com confiabilidade de 95%. O registro da pesquisa no Tribunal Regional Eleitoral do Acre é AC-08354/2026.

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“Sementes de Resistência”: força das mulheres da Transacreana ganha voz em documentário que estreia em Rio Branco

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Documentário Sementes de Resistência valoriza participação feminina na Transacreana

Documentário de curta-metragem sobre protagonismo de mulheres rurais da Transacreana será lançado no dia 26 de março, às 10h, no Museu dos Povos Acreanos

O documentário de curta-metragem “Sementes da Resistência” será lançado no próximo dia 26 de março, às 10h, no auditório Florentina Esteves, localizado no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco. O evento integra as ações do mês da mulher e contará com a participação de trabalhadoras rurais da região da Transacreana.

Mulheres agricultoras são as personagens do documentário Sementes de Resistência

A produção destaca o papel fundamental das mulheres na conservação da agrobiodiversidade ao longo da Rodovia AC-90, conhecida como Transacreana. O documentário evidencia a atuação dessas trabalhadoras na preservação de sementes e na manutenção de práticas agrícolas sustentáveis na Amazônia acreana.

O curta-metragem é resultado do projeto de pós-doutorado da professora Rosana Cavalcante, ex-reitora do Instituto Federal do Acre (Ifac), desenvolvido em parceria com o Instituto Federal do Acre (Ifac) e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A produção foi construída em colaboração com mulheres agricultoras da região, reconhecidas como guardiãs de saberes tradicionais.

Roda de conversa durante a gravação do documentário Sementes de Resistência

Documentário valoriza papel das mulheres – Segundo a professora Rosana Cavalcante, o documentário retrata trajetórias marcadas pela resistência e pelo protagonismo feminino no campo. “A produção apresenta agricultoras que, por meio de conhecimentos ancestrais, preservam sementes, fortalecem a segurança alimentar e enfrentam os desafios das mudanças climáticas com sabedoria”, destacou.

Produzido pela Orna Audiovisual, o documentário aborda temas como agrobiodiversidade, sustentabilidade, agricultura familiar, protagonismo feminino, políticas públicas e a invisibilidade das mulheres rurais, além da valorização de práticas intergeracionais.

Professora Rosana Cavalcante desenvolveu seu projeto de pós-doc na Transacreana

O lançamento contará com a presença de protagonistas da obra, como as produtoras rurais e líderes de associação conhecidas da região: Roselina Queiroz Leite (Dona Rosa, moradora do Barro Alto) e Maria da Natividade Oliveira Cordeiro (Dona Lôra, que atua com plantas medicinais no Km 14 e vende no Mercado Elias Mansour), além da presidente da Cooperativa Beija-Flor, do Km 72 da Transacreana, Layane Furtado Mello.

A vice-governadora do Acre, Mailza Assis Cameli, também participará do evento falando da roda de conversa que teve com as protagonistas durante a gravação do documentário, onde abordou temas importantes como as demandas das agricultoras e políticas públicas voltadas para a região.

Serviço
Evento: Lançamento do documentário curta-metragem “Sementes da Resistência”
Data: 26 de março de 2026
Horário: 10h
Local: Auditório Florentina Esteves – Museu dos Povos Acreanos
Endereço: Av. Epaminondas Jácome, 2792, Centro, Rio Branco (AC)

Fotos: Neto Lucena/Secom

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