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Advogados fazem protesto por elevador inoperante a 3 anos; teve bolo e refrigerante

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Advogados e membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional Acre, fizeram um protesto um tanto curioso na Cidade da Justiça, na manhã desta quinta-feira, dia 11. O elevador do prédio está há três anos sem funcionar, e tem prejudicado usuários do Poder Judiciário, incluindo advogados e cidadãos.

Um cadeirante que tentava subir ao 3º andar do prédio, e verificar a situação de um processo que corre na Justiça Criminal. Na cadeira de rodas, ele não conseguiu acessar o terceiro pavimento. Foi preciso que a juíza do caso descesse para conversar com ele. O homem reclama da falta de acessibilidade.

“É um absurdo porque a gente chega aqui e o carro não pode vir até aqui dentro. A gente tem que descer lá na rua e subir a rampa aqui na entrada. Tem mais de 50 metros pra gente chegar aqui, é um aluta, e quando chega não consegue ir lá pra cima. Alguém precisar agir aqui”, diz Edinelson Leal, de 49 anos.

O protesto dos advogados teve direito a bolo e refrigerante. Uma forma lúdica para, ironicamente, comemorar os três anos de inoperância do elevador do juizado criminal, que tem ao todo cinco andares. Um protesto por dignidade, nas palavras do advogado Romano Gouveia, da Comissão de Direito Criminal da OAB.

“Isso é o que está faltando, não só para os advogados, mas para o cidadão. Salas sem ar-condicionado, espaço sem elevador, sem acessibilidade aos cadeirantes, ou aos idosos, por exemplo. Eles não conseguem ir nem ao cartório para ver um processo. Não são três dias, são três anos sem funcionar”, pontua o advogado.

Para o presidente da OAB Seccional Acre, advogado Marcos Vinícius Jardim, essa é uma manifestação importante. “Nos estamos fazendo um manifesto em defesa da Constituição Federal, que prega a dignidade da pessoa humana, acesso à Justiça e a acessibilidade. E acesso é muito mais que simplesmente entrar. O Tribunal de Justiça não cumpre com um dever básico”, destaca.

O membro do Conselho Nacional do Ministério Público, advogado Erick Venâncio, acompanhou o ato e o classificou como “Esse não é um protesto pela prerrogativa do advogado, mas àqueles que não conseguem acessar os serviços do fórum. Queremos do Tribunal de Justiça, a priorização do acesso à Justiça. Tantos tastos às vezes desnecessários, e temos aqui um elevador que não funciona há três anos”, destaca.

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Bruno é apresentado e vai reforçar o Vasco na Copa do Brasil

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O goleiro Bruno, 41, ex-Flamengo e Rio Branco, foi apresentado nesta segunda, 16, na Fazendinha, e é o reforço do Vasco para o duelo contra o Velo Clube, de São Paulo, pela 1ª fase da Copa do Brasil. A partida será disputada na quinta, 19, às 19 horas, na Arena da Floresta. “Tínhamos a contratação do Bruno encaminhada e, agora, foi possível fechar”, declarou o técnico …

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Fonte: Conteúdo republicado de PHD ESPORTES - ESPORTES

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Santa Cruz começa preparação para confronto diante do Rio Branco

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O elenco do Santa Cruz iniciou nesta segunda, 16, no CT do Cupuaçu, a preparação para o confronto diante do Rio Branco. A partida será realizada na segunda, 23, a partir das 18 horas, no Tonicão, e o Santa Cruz 4º colocação no Campeonato Estadual Sicredi de 2026 com 7 pontos precisa vencer para seguir com boas chances de conquistar uma vaga na semifinal. Banguelê …

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Em 16 anos, carne e grãos desafiam hegemonia do extrativismo e redesenham a economia acreana

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A participação da via rodoviária nas exportações saltou de 2,2% em 2010 para 27,6% em 2025, impulsionada pela atuação da unidade da Receita Federal de Assis Brasil e pela consolidação do corredor para o Pacífico

O desafio para 2026 será consolidar essa virada, garantindo que o “Feito no Acre” chegue cada vez mais longe, com mais competitividade e maior valor agregado. Foto: captada 

A economia acreana passou por uma transformação profunda nos últimos 16 anos, deixando para trás a histórica dependência do extrativismo e abrindo espaço para uma agropecuária cada vez mais competitiva. É o que revela o recém-lançado relatório da Seplan, Panorama do Comércio Exterior do Acre: Evolução e Tendências (2010–2025), que detalha como carne e grãos passaram a redesenhar a estrutura produtiva e o perfil exportador do estado.

Carne bovina, carne suína e soja passaram a liderar a pauta exportadora, impulsionando um ciclo de crescimento que reposiciona o Acre no cenário do comércio internacional. Nesse período, o estado acumulou US$ 490 milhões em superávit e registrou crescimento médio anual de 11% nas exportações — quase três vezes a média brasileira.

O ponto de partida, no entanto, foi desafiador. Entre 2010 e 2014, ainda sob os efeitos da crise financeira global, o Acre enfrentou retração média de 23,2% ao ano nas exportações. A pauta era altamente concentrada: madeira e castanha respondiam por 85% das vendas externas, e o Reino Unido absorvia quase metade de tudo o que o estado exportava. A queda abrupta das exportações madeireiras expôs a fragilidade desse modelo e abriu caminho para uma reestruturação que ganharia força nos anos seguintes.

A partir de 2015, o estado iniciou um processo de diversificação, com a entrada gradual das proteínas animais. Mas a virada decisiva ocorreu entre 2020 e 2022, quando a soja registrou crescimento médio anual de 242%, saltando de US$ 1,2 milhão para US$ 14,3 milhões. Esse avanço marcou a transição definitiva de uma economia baseada em produtos florestais para uma matriz agropecuária mais robusta e integrada às cadeias globais.

O triênio mais recente consolidou essa mudança. Entre 2023 e 2025, as exportações cresceram 46,9% ao ano, alcançando o recorde histórico de US$ 98,9 milhões em 2025. A carne bovina assumiu a liderança da pauta, seguida pela soja e pela carne suína. O desempenho do último trimestre reforça essa tendência: outubro registrou US$ 8,86 milhões em vendas; novembro, mesmo com retração sazonal, já superava todo o acumulado de 2024; e dezembro encerrou o ano com alta de 20,9%, impulsionado pela castanha e pela carne bovina.

Outro aspecto marcante é a interiorização da atividade exportadora. Em 2010, Rio Branco concentrava 61% das vendas externas. Em 2025, o mapa mudou: Brasileia assumiu a liderança, com US$ 26,66 milhões, impulsionada pela carne suína e pela castanha; Senador Guiomard tornou-se o principal polo da carne bovina; e Rio Branco passou a ocupar a terceira posição, com uma pauta mais diversificada. O movimento indica que o desenvolvimento econômico deixou de se concentrar na capital e avançou para áreas de fronteira e municípios estratégicos.

A geografia comercial também se redesenhou. O Acre deixou de mirar prioritariamente a Europa e passou a se conectar com mercados mais próximos e dinâmicos. O Peru tornou-se o principal destino anual das exportações, com 27,2% do total, funcionando tanto como comprador quanto como corredor logístico para outros mercados. Emirados Árabes Unidos e Turquia consolidaram-se como compradores da carne bovina acreana, ampliando a presença do estado no Oriente Médio.

No campo logístico os avanços são significativos. A participação da via rodoviária nas exportações saltou de 2,2% em 2010 para 27,6% em 2025, impulsionada pela atuação da unidade da Receita Federal de Assis Brasil e pela consolidação do corredor para o Pacífico. Embora a via marítima ainda responda pela maior parte do escoamento, o futuro acesso ao porto de Chancay, no Peru, abre uma oportunidade histórica para o Acre se conectar diretamente ao mercado asiático e à costa oeste dos Estados Unidos.

Apesar dos avanços, persistem gargalos que limitam o potencial de expansão. A BR-364 e a BR-317 seguem como pontos críticos, com trechos vulneráveis e manutenção insuficiente. A modernização aduaneira nas fronteiras com Peru e Bolívia é urgente, assim como obras estruturantes, como o Anel Viário de Brasileia. A ferrovia planejada para conectar o Brasil ao Pacífico via Acre surge como solução estratégica para superar as fragilidades das rodovias federais e reduzir custos logísticos.

A trajetória da balança comercial entre 2010 e 2025 mostra um estado que começa a transformar sua localização estratégica em vantagem competitiva. O Acre deixa de ser periferia econômica e passa a se posicionar como corredor logístico e comercial da Amazônia, peça-chave da Rota de Integração Quadrante Rondon.

Neste cenário, o superávit recorde de US$ 93,72 milhões em 2025 aponta para a possibilidade de um ciclo duradouro de desenvolvimento, desde que os investimentos em infraestrutura e facilitação comercial avancem. O desafio para 2026 será consolidar essa virada, garantindo que o “Feito no Acre” chegue cada vez mais longe, com mais competitividade e maior valor agregado, possibilitando maior distribuição de renda entre os acreanos.

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