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Adolescente de 14 anos achado em cova rasa foi entregue ao ‘tribunal do crime’ pela tia e madrasta, diz polícia

José Evlair Felix de Araújo, de 14 anos, foi achado em uma cova rasa nesse domingo (22), em um ramal na cidade de Feijó. Cinco envolvidos no crime já foram presos.

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José Evlair Felix de Araújo, de 14 anos, foi achado em uma cova rasa em Feijó – Foto: Reprodução

Por Alcinete Gadelha

Após a prisão de cinco envolvidos na morte do adolescente José Evlair Felix de Araújo, de 14 anos, achado em uma cova rasa, na cidade de Feijó, no interior do Acre, a Polícia Civil trabalha para prender os executores do adolescente que foi entregue ao “tribunal do crime”.

O delegado Railson Ferreira, responsável pelas investigações, disse que nesta segunda-feira (5), a criança de 5 anos que supostamente teria sido estuprada pelo primo, vai fazer o exame de conjunção carnal para comprovar se houve ou não o abuso sexual.

A mãe da garotinha, que também é tia do adolescente, teria pedido que o menor fosse morto pelo “tribunal do crime” e a madrasta, que conviveu com ele por 12 anos, entregou para a facção.

Além disso, Correia reforçou que pelo menos mais cinco pessoas estão envolvidas diretamente no caso. Ele acrescentou que na delegacia o grupo preso no domingo (22) confessou a participação no crime. Eles foram levados ao presídio ainda na noite de domingo.

“Confessaram sua participação e já foram encaminhadas para a prisão ontem [domingo, 22] . Eles participaram até um determinado ponto mais no sentido de decisão mesmo da morte ou de levar o adolescente para o local onde foi morto, mas a execução não foi praticada por eles”, disse o delegado.

O delegado disse que a partir da identificação dos demais envolvidos, trabalha para aprofundar as investigações e representar pela prisão deles.

“Porque tem uma hierarquia, tem a pessoa encarregada de decidir, de levar, tem pessoas encarregadas de matar, depende do artigo de cada um”, explicou.

Corpo foi enterrado em uma cova rasa e coberto por palha — Foto: Divulgação Policia Civil

O crime

Cinco pessoas foram presas em flagrante por envolvimento na morte do adolescente na cidade de Feijó. O corpo do adolescente foi achado no domingo (22), enterrado em uma cova rasa, em uma área de mata no Ramal do Quinôr, e coberto por palhas.

Conforme informações da Polícia Civil, a suspeita inicial é de que o menor tenha sido morto por vingança, após supostamente ter cometido um estupro contra a prima de cinco anos. A polícia duvida da versão de estupro e pediu exame de conjunção carnal para comprovar.

“Acredito que a própria tia planejou isso, criou o cenário para matar o próprio sobrinho. A tia pediu a cabeça pro tribunal e a madrasta levou ele pra facção,” disse o delegado.

A investigação aponta que, antes de ser morto, o adolescente foi levado a vários locais, dentro e fora do perímetro urbano e durante sua execução foi torturado.

“Ele estava muito lesionado, já em estado de putrefação, foi possível verificar que as partes íntimas estavam muito inchadas. Enterraram em cova rasa, movimentaram esse menor por quilômetros pela cidade, sábado [21] à noite tiraram de uma cova e colocaram em outra”, explicou o delegado.

‘Tia diabólica’

Segundo a polícia, a própria tia, conhecida por ‘Professora do Crime’, já tinha mandado disciplinar o irmão, que é pai do adolescente, há três meses.

“Mulher bem diabólica”, disse.

Foram presos: a tia de 28 anos, classificada pela polícia como “professora do crime” e responsável pela disciplina dentro da organização; outra de 32 anos, a Bibi Perigosa, e três homens de 26, 31 e 19 anos.

Ainda de acordo com a polícia, todos têm passagem pela polícia e fazem parte de uma mesma organização criminosa que age na região.

Os crimes cometidos pelos presos vão desde de organização criminosa, ocultação de cadáver, homicídio qualificado por motivo torpe e formação de quadrilha.

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Escassez de gado trava abates e empurra mercado do boi gordo para novo ciclo de alta

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Esse comportamento fortalece o poder de barganha do produtor e reduz a pressão de oferta sobre o mercado

O avanço recente foi impulsionado por reajustes diários nas negociações. Foto: captada 

Fatores externos continuam influenciando a formação de preços no curtíssimo prazo. Entre eles, destacam-se o avanço da cota chinesa e o cenário geopolítico internacional

O mercado do boi gordo voltou a ganhar força no Brasil e já opera acima de importantes referências, com destaque para São Paulo, onde a arroba rompeu a barreira dos R$ 350/@. O movimento, que vinha sendo esperado por analistas, se consolida em meio a um cenário de oferta restrita de animais terminados, escalas de abate encurtadas e firmeza na ponta vendedora, fatores que vêm sustentando a valorização da arroba em diversas regiões do país.

De acordo com dados de mercado levantados por consultorias e veículos especializados, o “boi-China” já alcança R$ 353/@ em São Paulo, enquanto o boi gordo destinado ao mercado interno gira em torno de R$ 350/@. O avanço recente foi impulsionado por reajustes diários nas negociações, refletindo a dificuldade das indústrias em alongar suas escalas diante da escassez de animais prontos para abate.

Esse cenário também se reflete na operação dos frigoríficos, que atualmente trabalham com programações médias de apenas seis dias úteis, um nível considerado apertado para o padrão da indústria. Com isso, a tendência de curto prazo segue sendo de sustentação — ou até novas altas — nos preços da arroba.

Oferta curta mantém mercado firme e trava quedas

A principal explicação para esse movimento está na oferta. O volume de animais terminados segue limitado, e os pecuaristas, favorecidos por boas condições de pastagem, conseguem reter o gado no campo e negociar com mais cautela, evitando vendas abaixo das referências atuais.

Esse comportamento fortalece o poder de barganha do produtor e reduz a pressão de oferta sobre o mercado. Como resultado, mesmo com um consumo doméstico mais moderado, os preços seguem firmes.

Além disso, fatores externos continuam influenciando a formação de preços no curtíssimo prazo. Entre eles, destacam-se o avanço da cota chinesa e o cenário geopolítico internacional, que impactam diretamente o fluxo de exportações e a precificação da carne bovina brasileira.

Preços do boi gordo nas principais praças do país

Levantamentos recentes mostram que o boi gordo já opera em patamares elevados nas principais regiões produtoras:

  • São Paulo (SP): R$ 353,42/@ (a prazo)
  • Goiás (GO): R$ 338,57/@
  • Minas Gerais (MG): R$ 342,65/@
  • Mato Grosso do Sul (MS): R$ 340,45/@
  • Mato Grosso (MT): R$ 346,42/@

Os números reforçam a uniformidade da firmeza no mercado físico, com poucas variações negativas entre as praças.

Atacado ainda patina e consumo limita avanços

Apesar da valorização da arroba, o mercado atacadista apresenta um ritmo mais lento. O escoamento da carne bovina segue moderado, com o consumidor priorizando proteínas mais acessíveis, como frango, ovos e embutidos.

Atualmente, os cortes no atacado operam nos seguintes níveis:

  • Quarto traseiro: R$ 27,30/kg
  • Dianteiro: R$ 21,00/kg
  • Ponta de agulha: R$ 19,50/kg

Esse cenário limita movimentos mais agressivos de alta no curto prazo, embora não seja suficiente para derrubar os preços da arroba, dada a restrição de oferta.

Mercado futuro reforça expectativa de alta

No mercado futuro, o viés também é positivo. Os contratos do boi gordo seguem em valorização, com destaque para o vencimento de maio de 2026, negociado a R$ 357,80/@, registrando alta de 1,39% no pregão recente.

A leitura do mercado é clara: a expectativa ainda é de continuidade da valorização no curto prazo, sustentada pela escassez de oferta.

Apesar do momento favorável ao pecuarista, há sinais de possível reversão no horizonte. A tendência de redução das chuvas ao longo dos próximos meses pode impactar diretamente as pastagens, reduzindo a capacidade de retenção de animais no campo.

Com isso, a expectativa é de que a oferta de boiadas aumente no segundo trimestre, o que pode pressionar os preços da arroba e alterar o atual ciclo de alta.

Resumo do cenário atual

O mercado do boi gordo vive um momento de forte sustentação, impulsionado por uma combinação de fatores:

  • Oferta restrita de animais terminados
  • Escalas de abate curtas nos frigoríficos
  • Exportações ainda relevantes
  • Pecuariastas mais capitalizados e seletivos nas vendas

Enquanto esse equilíbrio se mantiver, a arroba deve continuar em patamares elevados — e não está descartado que novas máximas sejam registradas no curto prazo.

O volume de animais terminados segue limitado, e os pecuaristas, favorecidos por boas condições de pastagem. Foto: AI 

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Governo propõe subsídio de até R$ 1,20 por litro do diesel com parceria entre União e estados; Acre avalia adesão

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Medida apresentada no Confaz prevê redução dividida igualmente entre governo federal e estados que aderirem; secretário da Fazenda diz que intenção é participar, mas depende de análise da Assembleia Legislativa

Uma proposta discutida no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) pode impactar diretamente o preço do diesel no país. O governo federal apresentou aos estados e ao Distrito Federal um modelo de subsídio que prevê redução de até R$ 1,20 por litro no combustível.

A medida estabelece uma subvenção econômica dividida entre União e estados, com R$ 0,60 por litro custeados pelo governo federal e outros R$ 0,60 pelos estados que optarem por aderir.

No Acre, a adesão à proposta está sendo avaliada. Segundo o secretário de Estado da Fazenda, Amarísio Freitas, a intenção do governo estadual é participar do programa, mas a medida ainda depende de análise da Assembleia Legislativa.

“Após amplo debate técnico, a intenção do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza Assis é manifestar adesão à proposta. O prazo é de dois meses e terá início a partir da edição de medida provisória”, afirmou.

O modelo prevê a concessão de subsídios diretamente aos importadores de diesel, com participação compartilhada entre União e estados. A adesão é voluntária. Foto: captada 

Como funciona a proposta

O modelo prevê a concessão de subsídios diretamente aos importadores de diesel, com participação compartilhada entre União e estados. A adesão é voluntária.

A iniciativa surge após a avaliação de que a antiga proposta de redução do ICMS sobre combustíveis não seria viável do ponto de vista técnico e jurídico, além de gerar impactos fiscais relevantes para os estados.

Combate a irregularidades no setor

Além da discussão sobre o diesel, o Confaz também debate medidas para enfrentar práticas irregulares no setor de combustíveis, como a atuação de devedores contumazes.

Entre as ações previstas está o envio, pelos estados, de listas de contribuintes inadimplentes à Receita Federal, especialmente aqueles reincidentes em irregularidades tributárias. A proposta também inclui o compartilhamento de informações entre os fiscos estaduais e a União.

A ideia é ampliar o controle sobre o mercado, reduzir fraudes e combater a concorrência desleal, fatores que também influenciam nos preços ao consumidor.

A expectativa é que, com a adoção das medidas, haja maior estabilidade no abastecimento e redução dos impactos das variações internacionais no preço do diesel.

No Acre, a adesão à proposta está sendo avaliada. Segundo o secretário da Fazenda, Amarísio Freitas. Foto: captada 

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DPU convoca aprovados em seleção de residentes em Direito no Acre

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A Defensoria Pública da União (DPU) em Rio Branco/AC divulgou nesta terça-feira, 31, a convocação dos candidatos aprovados na seleção de residentes em Direito. A chamada segue o Edital nº 2, de 3 de novembro de 2025, e suas retificações, além da Portaria GABDPGF DPGU nº 1575, de 30 de outubro de 2024.

Entre os convocados para as vagas reservadas de cotas raciais está Maria Julieta Guimarães Sobreira, enquanto na ampla concorrência foi chamado Gabriel Maia de Albuquerque.

Os selecionados devem comparecer presencialmente à sede da Defensoria Pública da União do Acre no dia 6 de abril de 2026, das 9h às 17h, com documentos pessoais, comprovantes de residência, dados bancários, informações sobre saúde, diplomas de graduação e pós-graduação, currículo e registro na OAB, quando aplicável.

Mais informações podem ser obtidas pelos números: (68) 2106-7802 e (68) 99221-1089.

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