Cotidiano
Acre tem apenas uma prefeita e 50 vereadoras eleitas no último domingo dia 06
Mulheres representam 51% do total de eleitores no estado, mas são minoria em cargos no Executivo e nos legislativos mirins.

Rosana Gomes será a única mulher a administrar uma cidade acreana em 2025 — Foto: Arquivo pessoal
Apesar de serem maioria entre os mais de 612 mil eleitores no Acre, as mulheres viram sua participação diminuir na política do estado após as Eleições de 2024. A partir de 2025, apenas uma das 22 cidades do estado vai ser administrada por uma mulher com a reeleição de Rosana Gomes (PP) em Senador Guiomard.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Acre conta atualmente com 314.748 eleitoras aptas a votar contra 297.700 mil eleitores homens. Em termos estatísticos, isso significa que o eleitorado feminino representa 51% do total enquanto o eleitorado masculino representa 49%.
Em 2020, haviam 16 mulheres candidatas ao cargo majoritário contra 74 candidatos homens. Destas, apenas Rosana Gomes, Fernanda Hassem e Maria Lucinéia conseguiram se prefeitas de Senador Guiomard, Brasiléia e Tarauacá respectivamente.
Já em 2024, apenas oito mulheres lançaram candidaturas às prefeituras contra 53 homens. Já o total geral de candidaturas, entre cargos nos executivos municipais e legislativos mirins, também encolheu: foram 1,5 mil candidatos do sexo masculino contra 811 candidatas do sexo feminino.
Nas eleições municipais anteriores, embora os homens também fossem maioria, com 1.985 candidaturas, haviam mais mulheres disputando cargos eletivos. Eram 1.044 candidatas a prefeitas e vereadoras. Haviam ainda 31 concorrentes não identificáveis com nenhum dos gêneros.

Senador Guiomard é também a cidade que elegeu mais mulheres para o Parlamento — Foto: Gilberto Moura/Arquivo pessoal
Única cidade a reeleger prefeita é também a que mais elegeu vereadoras
Na composição do Parlamento mirim, Senador Guiomard também se destacou. A cidade foi a que mais elegeu vereadoras este ano. Foram cinco, quase metade das 11 vagas que eram disputadas.
O segundo lugar no ranking de mais mulheres eleitas para o Legislativo é disputado entre Feijó, onde haviam 13 vagas, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, onde eram 11 vagas cada. Nestas cidades, quatro candidatas foram eleitas.
Já Acrelândia, Capixaba, Manoel Urbano, Porto Acre, Porto Walter e Xapuri, onde as câmaras são compostas por nove vereadores, elegeram apenas uma mulher cada.
Também com nove vagas, Assis Brasil, Bujari, Jordão e Santa Rosa do Puruselegeram duas mulheres cada.
Duas também foi a quantidade de eleitas em Brasiléia e Marechal Thaumaturgo, onde haviam 11 cadeiras, bem como em Tarauacá onde a Câmara conta com 13 lugares.
Já Epitaciolândia e Plácido de Castro, com 11 cadeiras cada, elegeram 3 mulheres, bem como Sena Madureira onde eram 13 vagas.

Rio Branco aumenta o número de vagas, mas mantém número de mulheres
Em contrapartida, na capital do estado, Rio Branco, a Câmara de Vereadores aumentou o número de vagas de 17 para 21 parlamentares, mas ainda assim, manteve o total mulheres eleitas das Eleições de 2020, apenas duas.
Já Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade acreana, que não tinha na atual legislatura nenhuma parlamentar do sexo feminino, a partir de 2025 deve ter duas vereadoras entre 14 que compõe o quadro.
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Governo do Acre envia projeto à Aleac para corrigir ausência de anexo de emendas na LOA 2026
Mensagem governamental propõe alteração na lei orçamentária para permitir que execução das emendas parlamentares ocorra por créditos especiais e consolidação por decreto; cada deputado tem direito a R$ 4,1 milhões

A proposta deve ser analisada em regime de urgência na Aleac, mas aguarda ainda a pauta do parlamento seja destravado já que existem 10 projetos de leis vetados pelo governador que estão na fila para análise. Foto: captada
O governador Gladson Cameli encaminhou nesta terça-feira (3) à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) um projeto de lei que altera a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 para tratar dos demonstrativos de emendas parlamentares que não puderam ser anexados em tempo hábil no final do ano passado. De acordo com apuração, o orçamento foi sancionado sem o anexo completo por falta de tempo para consolidar a relação de destinatários.
Pela nova redação, o governo altera dispositivo para permitir que a implementação das emendas ocorra por meio de créditos especiais e que a consolidação dos demonstrativos seja realizada por decreto do Poder Executivo. Na redação anterior da LOA, esse procedimento não seria possível, o que poderia inviabilizar a execução das emendas.
Cada um dos 24 deputados estaduais tem direito a R$ 4,1 milhões em emendas parlamentares impositivas, o que totaliza pouco mais de R$ 98 milhões do orçamento estadual. No ano passado, a Mesa Diretora da Aleac se comprometeu a assumir a execução de parte dessas emendas para que cada parlamentar pudesse chegar ao montante de R$ 5 milhões.
Na mensagem encaminhada ao parlamento, o governador justifica que foi verificada “a impossibilidade temporal e jurídica de se publicar a consolidação das emendas parlamentares como anexo originário da LOA 2026”, uma vez que essas emendas serão atendidas mediante abertura de créditos adicionais e não foram aprovadas oportunamente pelo Legislativo durante a apreciação do texto original da lei.
“Diante disso, propõe-se a alteração da LDO 2026 a fim de permitir que a implementação das emendas ocorra via créditos adicionais especiais durante a execução orçamentária, autorizando-se a consolidação do demonstrativo das emendas parlamentares ao orçamento do exercício de 2026 mediante ato do Poder Executivo”, diz trecho da mensagem assinada pelo chefe do Palácio Rio Branco.
A proposta deve ser analisada em regime de urgência na Aleac, mas aguarda a pauta do parlamento ser destravada, já que existem dez projetos de lei vetados pelo governador que estão na fila para análise. A expectativa é que a alteração da LOA ocorra ainda esta semana.
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Prefeitura de Xapuri abre cinco seleções simplificadas com vagas para Educação, Saúde e áreas administrativas
Editais contemplam níveis fundamental, médio, técnico e superior; salários chegam a R$ 4,3 mil e inscrições vão até 11 de março

Entre os cargos previstos estão funções de apoio operacional, técnicos administrativos, profissionais da área da saúde, além de professores e outros trabalhadores vinculados à rede municipal de ensino. Foto: captada
A Prefeitura de Xapuri publicou nesta terça-feira (3) cinco editais de processos seletivos simplificados para contratação temporária e formação de cadastro de reserva em diferentes setores da administração municipal. Os documentos foram divulgados no Diário Oficial e integram um único arquivo oficial.
Os certames contemplam vagas para áreas estratégicas como Educação, Saúde e setores administrativos, com oportunidades para profissionais de níveis fundamental, médio, técnico e superior. A iniciativa busca atender demandas emergenciais do serviço público, especialmente para garantir a continuidade de atividades essenciais nas zonas urbana e rural.
Entre os cargos previstos estão funções de apoio operacional, técnicos administrativos, profissionais da área da saúde, além de professores e outros trabalhadores vinculados à rede municipal de ensino.
As seleções ocorrerão por meio de análise curricular e avaliação de títulos, conforme critérios específicos de cada edital. As contratações serão em caráter temporário, com prazo determinado e possibilidade de convocações conforme a necessidade da administração.
Os salários variam entre R$ 1.621 e R$ 4.318,18, conforme a função e a carga horária. As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, no período de 3 a 11 de março de 2026. As taxas variam de R$ 40 a R$ 80, de acordo com o nível de escolaridade exigido. Candidatos inscritos no CadÚnico poderão solicitar isenção nos dois primeiros dias do prazo de inscrição.
Confira:

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Prefeitura de Rio Branco reenvia à Câmara projeto que institui nova Lei Orgânica da Administração Tributária
Proposta em caráter de urgência disciplina carreira de auditor fiscal e estabelece normas para arrecadação e fiscalização no município; texto já havia tramitado anteriormente no Legislativo

Segundo o Executivo, os direitos e vantagens pecuniárias previstos já constam em legislações anteriores, como a Lei Geral da Fiscalização e o Regime Jurídico Estatutário dos Servidores. Foto: captada
A Prefeitura de Rio Branco encaminhou novamente à Câmara Municipal, em regime de urgência urgentíssima, o Projeto de Lei Complementar que institui a nova Lei Orgânica da Administração Tributária do Município e disciplina a carreira de Auditor Fiscal da Receita Municipal. O envio ocorre com base no artigo 39 da Lei Orgânica Municipal (LOM).
O projeto é acompanhado da Mensagem Governamental nº 59/2025, da Análise de Impacto Orçamentário-Financeiro (AIOF) e de parecer jurídico da Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos e Atos Oficiais (Sejur). A proposta estabelece normas sobre a organização da Administração Tributária, definindo competências, prerrogativas, princípios institucionais e a estrutura básica do órgão.
Entre os pontos centrais, a proposta detalha a carreira de Auditor Fiscal da Receita Municipal, com atribuições, direitos, deveres, garantias, vedações, remuneração e desenvolvimento funcional. A Administração Tributária é caracterizada como atividade essencial ao funcionamento do município, responsável pela constituição do crédito tributário, arrecadação, fiscalização e julgamento administrativo de processos fiscais.
O texto elenca como princípios institucionais a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência, justiça fiscal, equidade, autonomia técnica e preservação do sigilo fiscal. A proposta também prevê atuação integrada com administrações tributárias da União, estados e outros municípios, mas veda a terceirização de atividades privativas da carreira.

O prefeito Tião Bocalom afirma que a proposta não gera impacto financeiro aos cofres municipais. Foto: captada
Na justificativa enviada aos vereadores, o prefeito Tião Bocalom afirma que a proposta não gera impacto financeiro, uma vez que os direitos e vantagens previstos já constam em legislações anteriores. O Executivo argumenta que a medida corrige lacunas da atual Lei Complementar nº 30/2017, que não teria disciplinado adequadamente a carreira de auditor fiscal.
O texto também menciona o princípio da simetria federativa, defendendo organização própria para o Fisco municipal, assim como ocorre nas esferas federal e estadual. Segundo a mensagem governamental, a receita própria de Rio Branco tem apresentado crescimento, resultado atribuído, em parte, à atuação dos auditores fiscais.
O projeto volta a tramitar na Câmara Municipal e deve ser apreciado nas próximas sessões, em meio a debates sobre a estrutura administrativa e a organização das carreiras do serviço público municipal.

O projeto volta a tramitar na Câmara Municipal e deve ser apreciado nas próximas sessões, em meio a debates sobre a estrutura administrativa e a organização das carreiras do serviço público municipal. Foto: captada

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