O Estado do Acre registrou em janeiro deste ano 32 mortes violentas. O levantamento é confirmado pela Secretaria de Segurança Pública, que enfatiza que em relação ao mesmo período do ano passado, houve uma redução de 37,25%, quando os primeiros 31 dias de 2018 registraram 51 homicídios.

Ainda de acordo com Sesp, em Rio Branco, a redução em relação ao mesmo período do ano passado é de 29%. Enquanto em 2019, a capital registrou 22 homicídios, no ano passado marcou 31. Seguindo a mesma tendência dos meses anteriores, as autoridades de Segurança Pública afirmam que a maioria das mortes é oriunda da guerra travada entre as facções criminosas Comando Vermelho e Bonde dos 13, que disputam o domínio do território do Acre pelo controle do tráfico de drogas e armas.

Com relação a roubos, a Secretaria informou que em todo o Estado, foram registrados 435 Boletins de Ocorrência. O número é inferior ao ano passado, quando janeiro registrou 730 ocorrências. A redução em de 2019 a 2018 foi de 40%.

Entre os anos de 2015 a 2018, mais de 1.400 pessoas foram assassinadas violentamente em todo o Estado do Acre, de acordo com levantamento feito recentemente por ac24horas e confirmado pela Secretaria de Segurança Pública.

Nesse período de quatro anos, o ano mais violento foi 2017 com 504 mortes violentas, sendo 323 confirmadas pelas autoridades como execuções. O segundo ano mais violento, foi o de 2018, que segundo dados da Sesp, registrou 392 mortes, sendo que 285 tidas como execuções. Já em 2016, foram registradas 350 mortes e em 2015, 160. Somando todas essas mortes e dividindo pelos quatro últimos, a média de mortes violentas no Acre fica na casa dos 351 por ano.

Em agosto do ano passado, o Acre foi destaque do Anuário da Segurança Pública, desenvolvido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, quando mostrou Rio Branco como a capital mais violenta do Brasil proporcionalmente. Em 2017, a taxa de homicídios na cidade foi de 83,7 assassinatos para cada 100 mil habitantes. A capital acreana superou até mesmo cidades do Nordeste que há décadas não perdiam o status das mais violentas, como Maceió e Fortaleza.

De 2016 para 2017 o crescimento da taxa de mortes em Rio Branco foi de 35,5%. Entre os estados, Acre e Ceará também dividem o topo dos mais violentos do país. Assim como entre as capitais, o Acre supera o Ceará.

Em 2017, a taxa de homicídios acreana foi de 63,9 assassinatos para um conjunto de 100 mil habitantes –aumento de 41% na comparação com 2016. Essa elevação colocou o estado como o segundo mais perigoso entre os 27 pesquisados. O campeão foi o Rio Grande do Norte, com 68 homicídios para 100 mil moradores. A terceira posição é do Ceará – 59,1 assassinatos/100 mil.

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