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Acre registra 13 mortes e mais de 2,4 mil casos de Covid-19 em 2024, aponta boletim da Sesacre

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Entre os óbitos, 71,1% (32 casos) ocorreram em pessoas acima de 60 anos. Do total, 48,9% (22 casos) foram do sexo masculino e 51,1% (23 casos) do sexo feminino

Em 2024, a incidência caiu para 269,4 casos por 100 mil habitantes, com Assis Brasil registrando a maior taxa (716,8 casos por 100 mil habitantes). Foto: arquivo 

O Acre encerrou o ano de 2024 com 2.410 casos confirmados de Covid-19 e 13 óbitos, conforme os dados atualizados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), referentes à semana epidemiológica 50.

Desde o início da pandemia, em 2020, o estado notificou 403.263 casos, dos quais 233.331 foram descartados, 169.893 confirmados e 2.085 evoluíram para óbito. Após a ampliação da vacinação, principalmente em 2023 e 2024, houve uma redução significativa nos casos graves e mortes pela doença.

Dados Comparativos

Em 2023, foram registrados 8.015 casos confirmados, com maior concentração nas semanas epidemiológicas 01, 15 e 49. No mesmo período de 2024, o total caiu para 2.410 casos. Apesar disso, houve um pico na semana 23 de 2024.

Quanto aos óbitos, 32 foram registrados em 2023, com maior concentração entre as semanas 11 e 22 (18 mortes). Em 2024, até a semana 50, ocorreram 13 óbitos, sendo três na semana 01 e o último na semana 49.

A incidência de Covid-19 no Acre foi de 896,1 casos por 100 mil habitantes em 2023, com Cruzeiro do Sul liderando com 1.508,9 casos por 100 mil habitantes. Em 2024, a incidência caiu para 269,4 casos por 100 mil habitantes, com Assis Brasil registrando a maior taxa (716,8 casos por 100 mil habitantes).

Perfil dos Casos

Nos anos de 2023 e 2024, dos 10.425 casos confirmados, 38,3% eram homens (3.993) e 61,7% mulheres (6.432). A maior parte das infecções ocorreu na faixa etária de 40 a 49 anos, em ambos os sexos.

Entre os casos confirmados, 10.204 pacientes já receberam alta. Entretanto, 39 casos em 2023 e 13 em 2024 evoluíram para óbito, totalizando 52 mortes no período. O município de Rio Branco registrou 31 dessas mortes.

Mortalidade e Letalidade

O Acre apresenta um coeficiente de mortalidade de 5,0 óbitos por 100 mil habitantes e uma taxa de letalidade de 0,4%. O município do Bujari lidera esses índices, com um coeficiente de mortalidade de 28,8 por 100 mil habitantes e letalidade de 8,3%.

Entre os óbitos, 71,1% (32 casos) ocorreram em pessoas acima de 60 anos. Do total, 48,9% (22 casos) foram do sexo masculino e 51,1% (23 casos) do sexo feminino. Cerca de 68,9% (31 casos) dos óbitos estavam associados a comorbidades, enquanto 31,1% (14 casos) não apresentavam histórico de doenças prévias.

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Governo do Acre corrige injustiça e garante avanço na carreira de 1,9 mil servidores após mais de uma década de impedimento

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Medida beneficia servidores da Assecom, Rádio Difusora e outros órgãos; impacto financeiro é de R$ 2,1 milhões mensais; promoções e progressões começam em abril

O governo do Acre anunciou nesta terça-feira (24) uma mudança de entendimento que garante avanço na carreira de cerca de 1,9 mil servidores públicos estaduais que se encontravam em situação considerada irregular. A medida encerra um período de mais de dez anos marcado por insegurança jurídica e limitações funcionais, que impediam esses profissionais de acessar promoções e progressões.

A decisão beneficia, por exemplo, os servidores da Assecom, da Rádio Difusora Acreana e outros que pertencem à estrutura do Governo do Acre. A implementação das promoções e progressões está prevista para o mês de abril e deve alcançar tanto servidores ativos quanto aposentados. O impacto financeiro estimado é de R$ 2,1 milhões por mês.

A revisão foi construída a partir de articulação do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza Assis, ambos do Progressistas, que solicitaram uma reavaliação do caso. O novo posicionamento foi consolidado pela Procuradoria-Geral do Estado do Acre em conjunto com a Secretaria de Estado de Administração do Acre, após análises jurídicas e administrativas.

A revisão foi construída a partir de articulação do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza Assis, que solicitaram uma reavaliação do caso. Foto: captada 

Com o novo parecer, o tempo de serviço desses servidores volta a ser considerado para fins de evolução funcional, derrubando o impedimento que, até então, bloqueava esse reconhecimento. Durante o período, muitos profissionais evitaram solicitar aposentadoria por receio de prejuízos financeiros e pela falta de garantia quanto aos seus direitos.

Declaração do governador

“O que o governo está fazendo é corrigir uma grande injustiça que era cometida contra esses servidores. Mas isso agora é passado. Agradeço o empenho da nossa equipe e vamos seguir trabalhando para diminuir as diferenças e seguir construindo um Estado cada vez mais forte”, afirmou Gladson Cameli em fala à Agência de Notícias do Acre.

A decisão beneficia, por exemplo, os servidores da Assecom, da Rádio Difusora Acreana e outros que pertencem à estrutura do Governo do Acre. Foto: captada 

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Pesquisador alerta para união de setores da sociedade no enfrentamento às mudanças climáticas na Amazônia

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Professor Foster Brown participou de conferência binacional em Cruzeiro do Sul e destacou aumento de eventos extremos na região

Durante conferência binacional com participação de povos indígenas, realizada em Cruzeiro do Sul, o pesquisador Foster Brown destacou a necessidade de união entre diferentes setores da sociedade para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.

Professor de pós-graduação da Universidade Federal do Acre e pesquisador do Woodwell Climate Research Center, ele ressaltou que os impactos já são perceptíveis na região amazônica, com aumento de eventos extremos.

“Hoje temos não apenas variações naturais do clima, mas também o efeito direto da atividade humana, que está intensificando extremos de calor, chuvas e secas”, explicou.

Segundo o especialista, o cenário atual exige uma atuação conjunta entre diferentes grupos, incluindo produtores rurais, moradores urbanos e povos indígenas, para reduzir os impactos e se preparar para um futuro ainda mais desafiador.

“Se não houver preparação para eventos mais extremos, as consequências serão cada vez mais severas. É fundamental que todos trabalhem juntos para minimizar esses efeitos”, alertou.

Informação de qualidade

Foster Brown também destacou a importância da informação de qualidade no enfrentamento da crise climática. Para ele, o grande desafio atual não é a falta de dados, mas o excesso de informações, muitas vezes imprecisas.

“As pessoas precisam buscar fontes confiáveis. O aumento do calor é algo que todos já estão sentindo, mas é importante entender o que a ciência diz sobre isso e como podemos agir”, pontuou.

A conferência binacional reuniu pesquisadores, lideranças indígenas e representantes de instituições do Brasil e de países vizinhos para debater os impactos das mudanças climáticas na Amazônia e as estratégias de adaptação para as populações da região.

Segundo o especialista, o cenário atual exige uma atuação conjunta entre diferentes grupos, incluindo produtores rurais, moradores urbanos e povos indígenas. Foto: captada 

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PL fecha partido para novas filiações e gera mal-estar na base governista, relatam deputados

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Estratégia de restringir legenda a Arlenilson Cunha desagrada 17 dos 18 parlamentares da base do governo na Aleac; clima tenso foi tema de almoço com Mailza

A estratégia do Partido Liberal (PL) no Acre de não abrir espaço para novas filiações de deputados com mandatos gerou um clima tenso durante o almoço que a vice-governadora Mailza Assis (PP) promoveu na segunda-feira (23) no Afa Jardim, em Rio Branco. O encontro teve como objetivo “apaziguar os ânimos dos mais afoitos”, conforme apurou a reportagem.

Dos 18 deputados da base do governo na Assembleia Legislativa (Aleac), 17 descartaram apoiar o senador Márcio Bittar, presidente do PL no Acre. Os parlamentares alegam que o fato de o partido abrir exceção apenas para Arlenilson Cunha, que já tem mandato, põe em risco outras candidaturas que poderiam ter chance de reeleição na base do governo.

Nas contas do PL, com essa estratégia de fechar o partido, de dois a três deputados podem ser eleitos nas eleições de outubro. A avaliação contrasta com a expectativa dos parlamentares da base, que se sentem preteridos.

“O clima não é dos melhores. Os deputados explanaram suas insatisfações. Diz o governo que iria conversar com Márcio para tentar abrir um entendimento, mas acho difícil”, citou um deputado que participou do almoço.

Um outro parlamentar consultado foi mais categórico. “Hoje, por estar bem nas pesquisas, ele pode pensar que somos descartáveis, vamos ver lá na frente”, disse.

Dos 18 deputados da base do governo na Assembleia Legislativa, 17 descartaram apoiar o senador Márcio Bittar, presidente do partido no Acre. Foto: captada 

Posição do governo

Questionado nos corredores da Aleac sobre o episódio, o secretário de governo, Luiz Calixto, que participou do almoço, minimizou o impacto. “Márcio Bittar será o par na chapa de senador com o governador Gladson e, sendo assim, vamos conversar com todos para elegerem a dupla Gladson/Bittar”, afirmou o articulador.

Cenário eleitoral

A insatisfação dos deputados ocorre em meio à definição das alianças eleitorais para 2026. Márcio Bittar é pré-candidato à reeleição ao Senado e deve compor chapa com o governador Gladson Cameli, que disputará o Senado na mesma chapa. Mailza Assis, que assume o governo em 2 de abril, lidera a chapa majoritária ao Palácio Rio Branco.

O fechamento do PL para novas filiações restringe as opções de parlamentares que buscam uma legenda para concorrer à reeleição, gerando tensão na base governista a menos de um mês do início da campanha eleitoral.

A estratégia do Partido Liberal no Acre de não abrir espaço para novas filiações para deputados com mandatos gera clima tenso Acre. Foto: captada

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