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Acre participa de workshop trinacional sobre sistema de alerta a inundações nas bacias dos rios Madeira, Alto Purus e Alto Juruá

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), participou nesta terça-feira, 29, do Workshop Trinacional sobre a Implementação do Sistema de Alerta Precoce nas Bacias dos Rios Madeira, Alto Purus e Alto Juruá. O evento é realizado no âmbito do Projeto Bacia Amazônica, que tem como objetivo desenvolver ações estratégicas para uma gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos da bacia do Rio Amazonas, considerando a variabilidade e os impactos das mudanças climáticas.

Acre participa do Workshop Trinacional, destacando a importância da cooperação entre países para enfrentar os desafios das inundações. Foto: Carina Castelo Branco/Sema

A proposta central do workshop é fortalecer o planejamento conjunto e a cooperação entre Brasil, Bolívia e Peru para o gerenciamento de riscos e desastres relacionados a inundações com foco na criação de um sistema integrado de previsão e alerta trinacional. A iniciativa busca incluir as salas de Situação dos estados do Acre, Amazonas e Rondônia, além dos municípios que frequentemente enfrentam eventos hidrológicos extremos.

Secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, falou sobre os desafios climáticos enfrentados pelo Acre nos últimos anos e destacou a importância da integração com os países vizinhos. Foto: Caroline Félix/Sema

Na abertura do evento, o secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, destacou a importância da cooperação internacional e a necessidade de adaptação urgente às mudanças climáticas.

“O Acre viveu nos últimos dois anos emergências climáticas causadas tanto por secas quanto por cheias, e esse cenário não parece dar sinais de melhora. Iniciativas como essa são essenciais para aprimorarmos o nível de informação, instalarmos novos equipamentos e estabelecermos protocolos de compartilhamento de dados. O governo do Acre e a Sema estão à disposição da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e dos países vizinhos para fortalecer essas ações conjuntas”, afirmou o secretário.

Workshop discutiu sobre a implementação de sistema de alerta a inundações nas bacias dos rios Madeira, Alto Purus e Alto Juruá. Foto: Carina Castelo Branco/Sema

No Acre, as atividades serão inicialmente direcionadas aos municípios de Rio Branco, Sena Madureira e Cruzeiro do Sul, onde já foram realizadas visitas técnicas e reuniões preliminares com os principais representantes locais, com a participação da Sema, para apresentar o Sistema de Alerta Precoce. Essas ações visam elaborar um diagnóstico da situação atual e estabelecer uma rede de contatos integrada ao sistema.

Financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Projeto Bacia Amazônica é executado pela Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e visa apoiar os oito países membros da OTCA – Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela – na implementação do Programa de Ações Estratégicas (PAE) para a Gestão Integrada dos Recursos Hídricos da Bacia Amazônica.

Fernando Cisnero, assessor técnico da OTCA, disse esperar que discussões resultem em compromissos concretos e permanentes. Foto: Ylza Lima/Sema

Fernando Cisnero, assessor técnico da OTCA, enfatizou a relevância da iniciativa e os desafios encontrados nas reuniões preliminares. “Um aspecto que identificamos nas entrevistas é que a maioria dos municípios ainda não quantificou suas perdas. Será essencial estabelecer um acordo trinacional para essa quantificação. Outro ponto importante são as áreas de risco e os impactos das secas na saúde humana. E, por fim, esperamos que este workshop resulte em compromissos concretos e permanentes, que perdurem independentemente das mudanças de governo. Esperamos que todos, especialmente as autoridades, cumpram o que for acordado”, afirmou Fernando.

O sistema de alertas complementará o monitoramento hidrometeorológico realizado pela Sema, por meio do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), que acompanha eventos extremos em tempo real. Essa iniciativa faz parte do Pacto pela Governança das Águas, assinado com a ANA, e reforça o compromisso com uma gestão mais integrada e eficiente dos recursos hídricos na Amazônia.

Superintendente adjunto da ANA, Henrique Pinheiro Veiga, ressaltou a colaboração entre as nações envolvidas para o sucesso do sistema. Foto: Carina Castelo Branco/Sema

O superintendente adjunto de Planos, Programas e Projetos da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Henrique Pinheiro Veiga, reforçou que o sucesso do sistema depende da colaboração entre as nações envolvidas.

“A estruturação de um sistema de alerta precoce será efetiva apenas com a cooperação entre países, estados e municípios. Somente com a geração de informações e protocolos conjuntos é que poderemos reduzir os riscos associados a secas e inundações. Estamos muito satisfeitos em participar deste evento, representando a diretoria da Agência Nacional de Saneamento Básico e de Águas do Brasil”, disse.

Workshop reuniu autoridades e técnicos dos três países para elaborar estratégias que fortalecerão o monitoramento hidrometeorológico na Amazônia. Foto: Caroline Félix/Sema
O evento contou com a presença de autoridades e técnicos especializados dos três países. Representando o Acre, participaram a chefe da Sala de Situação do Cigma, Ylza Lima; a chefe da Divisão de Recursos Hídricos da Sema, Maria Antônia Zabala; e representantes da Defesa Civil Estadual e Municipal. Também estiveram presentes representantes das Defesas Civis dos estados do Amazonas e Rondônia.

A delegação boliviana incluiu Sergio Daniel Vidal Humaday, presidente do conselho de Puerto Rico; Diana Maria Nacif Abularach, vereadora de Santa Ana de Yacuma; e Maricela Salvatierra Sotto, vereadora do município de Loreto. Já do Peru, participaram Luis Alberto Bocángel Ramirez, prefeito de Tambopata; Richard Martin Chacacanta Estrada, prefeito de Las Piedras; e Juan Jesús Tovar Fanola, prefeito de Inambari, além de técnicos especializados de ambos os países.

Fonte: Governo AC

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Presidente do MDB no Acre confirma vinda de Baleia Rossi para selar aliança com Mailza Assis

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Presidente estadual Vagner Sales afirma que conversas estão adiantadas e que líder nacional virá ao estado para confirmar apoio

Vagner Sales afirma que líder nacional do partido virá ao estado anunciar apoio à pré-candidata do PP ao governo. Foto: captada 

O presidente estadual do MDB no Acre, Vagner Sales, anunciou nesta terça-feira (20) que o presidente nacional do partido, deputado Baleia Rossi (MDB/SP), virá ao estado em breve para oficializar a aliança do MDB com a vice-governadora Mailza Assis (PP), pré-candidata ao governo do Acre nas eleições de 2026. Segundo Sales, as tratativas estão “bastante adiantadas” e o anúncio depende apenas da confirmação final do PP.

“O MDB continua em diálogo com a candidata a governadora Mailza Assis e as discussões estão bastante adiantadas. Logo teremos um anúncio importante”, afirmou. Ele ressaltou que a decisão agora está nas mãos do PP e de Mailza, que devem acertar as reivindicações do MDB.

A movimentação reforça a articulação iniciada em dezembro, quando o governador Gladson Cameli (PP) se reuniu com Baleia Rossi em Brasília. A aliança também encerra a expectativa do Republicanos, que tem o senador Alan Rick como pré-candidato, de contar com o apoio do MDB. Internamente, o partido defende que a decisão leve em conta a formação de chapas competitivas para a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal.

O governador Gladson Cameli (PP) se reuniU pessoalmente com Baleia Rossi, em Brasília, no último dia 10 de dezembro do ano passado. Foto: captada 

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Acre lidera ranking nacional de feminicídios em 2025, com maior taxa proporcional do país

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Estado registrou 14 assassinatos de mulheres, alta de 75% sobre 2024; taxa de 1,58 por 100 mil habitantes é a mais elevada entre todas as unidades federativas

Desde 2015, o Acre contabilizou 122 feminicídios. A marca de 100 vítimas foi ultrapassada em 2023, quando o acumulado da década chegou exatamente a cem casos.

O Acre liderou a taxa proporcional de feminicídios no Brasil em 2025, com 1,58 casos por 100 mil habitantes – a maior do país. Em números absolutos, foram 14 assassinatos de mulheres motivados por violência de gênero ou doméstica, um aumento de 75% em relação a 2024, quando ocorreram oito mortes. O estado igualou os picos históricos registrados em 2016 e 2018, que também contabilizaram 14 feminicídios cada.

Desde 2015, quando a lei do feminicídio foi sancionada, o Acre acumula 122 vítimas. A marca de 100 casos foi ultrapassada em 2023. Em nível nacional, 2025 foi o ano mais letal desde a criação da legislação, com 1.470 feminicídios registrados – uma média de quase quatro mortes por dia. O dado supera o recorde anterior, estabelecido em 2024, e reforça a urgência de políticas de enfrentamento à violência contra a mulher em todo o país.

Comparativo nacional:
  • Acre: 14 casos (taxa de 1,58/100 mil) – maior proporção do país

  • Amapá: 9 casos

  • Roraima: 7 casos

  • Brasil: 1.470 feminicídios em 2025 (recorde desde 2015)

Desde 2015, o estado já contabilizou 122 feminicídios – a marca de 100 vítimas foi ultrapassada em 2023. A reincidência de parceiros ou ex-parceiros como autores e a dificuldade de acesso a medidas protetivas no interior são apontadas como fatores agravantes.

Ações em curso:

A Secretaria de Segurança do Acre intensificar a fiscalização eletrônica de medidas protetivas e ampliar campanhas de conscientização em parceria com o Ministério das Mulheres. O Estado deve instalar mais Delegacia da Mulher no interior e criar um comitê interinstitucional para monitorar casos de alto risco.

O recorde nacional de feminicídios em 2025 (1.470 casos) coincide com o aumento de 75% no Acre, indicando que a violência de gênero escalou mesmo após uma década da Lei do Feminicídio (13.104/2015) – sinal de que a legislação sozinha não basta sem políticas de prevenção e proteção efetivas.

Desde 2015, o estado já contabilizou 122 feminicídios. A reincidência de parceiros ou ex-parceiros como autores e a dificuldade de acesso a medidas protetivas no interior do estado são apontadas como fatores agravantes.

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Veja; Colisão entre carro e moto deixa motociclista ferido no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul

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Acidente ocorreu em cruzamento de grande fluxo e reacende cobrança por melhorias na sinalização da via

Uma colisão entre um carro e uma motocicleta deixou um motociclista ferido na tarde desta terça-feira (20), no cruzamento da Rua Minas Gerais com a ladeira de acesso ao Comercial Líder, no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul. O trecho é conhecido pelo intenso tráfego de veículos e já é considerado ponto crítico por moradores da região.

Segundo informações apuradas no local, o motociclista seguia em direção ao cruzamento quando, ao tentar atravessar a via, teria invadido a preferencial. Um veículo Volkswagen Gol, que trafegava pela Rua Minas Gerais, não conseguiu frear a tempo e acabou atingindo a motocicleta lateralmente.

Com o impacto, o condutor da moto foi arremessado ao solo, sofrendo escoriações e relatando dores pelo corpo. O motorista do automóvel permaneceu no local, prestou auxílio à vítima e aguardou a chegada das autoridades.

Moradores que presenciaram o acidente, nas proximidades da quadra poliesportiva do bairro, acionaram o serviço de emergência. O motociclista foi socorrido e encaminhado para atendimento médico.

Ainda de acordo com relatos da comunidade, o cruzamento apresenta baixa visibilidade e fluxo constante de veículos, fatores que elevam o risco de novos acidentes. Os moradores cobram providências do poder público, como reforço na sinalização e melhorias na infraestrutura viária.

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