Acre
Acre lidera modelo pioneiro de brigadas comunitárias dentro de unidades estadual e reduz queimadas em mais de 90%
Modelo pioneiro no país combate incêndios florestais com moradores locais treinados; estratégia transforma proteção ambiental em geração de renda para comunidades

Brigadistas comunitários ajudam na contenção e prevenção do fogo dentro de suas comunidades. Foto: Alice Leão/Secom
O Acre tem se firmado como laboratório vivo de inovação ambiental ao unir esforços do poder público estadual, articulações com esferas federais e parcerias com comunidades locais, e inaugurar uma nova lógica de proteção florestal, que não apenas preserva, mas também transforma. Pioneiro no Brasil, o Acre é o primeiro a oficializar a presença de brigadistas comunitários remunerados em unidades de conservação estaduais.
Coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), o Programa de Brigadistas Comunitários se firma para além de uma política pública, mas também como motor de mudança que gera renda, fortalece vínculos com o território e reposiciona os moradores da floresta como protagonistas da sua própria proteção.
Ao investir em ações concretas de resiliência climática e segurança ambiental, o governo reafirma seu compromisso com a vida, a biodiversidade e o futuro.
O tenente do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) e coordenador da Brigada Comunitária, Marlon Castelo Branco, explica que o programa prevê a atuação direta de moradores das unidades de conservação estaduais no combate ao fogo em áreas de vegetação.
Segundo ele, além da resposta aos incêndios florestais, os brigadistas também participam de ações de prevenção, contribuindo com o conhecimento da comunidade local para evitar os altos índices de queimadas.

Tenente do Corpo de Bombeiros e coordenador do projeto, Marlon Castelo Branco, orienta equipes antes de irem a campo. Foto: Alice Leão/Secom
“O contrato tem duração de seis meses e, nesse período, os brigadistas recebem um auxílio, que é uma ajuda de custo para alimentação e deslocamento. Eles também recebem fardamento, equipamentos de proteção individual e toda a estrutura necessária para realizar um combate seguro”, detalha o tenente.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Acre registrou uma queda expressiva de 97,7% nos focos de calor em unidades de conservação estaduais entre os períodos de janeiro a início de outubro dos anos de 2024 e 2025.
Enquanto no ano passado foram contabilizados 261 focos em quatro unidades, neste ano o número caiu para apenas seis, distribuídos em três áreas protegidas. A redução expressiva é resultado direto de ações integradas de prevenção e combate aos incêndios florestais, impulsionadas por projetos que unem tecnologia, capacitação e envolvimento comunitário.

Acre é pioneiro em um projeto envolvendo comunidade dentro das unidades de conservação estaduais. Foto: Alice Leão/Secom
Poucos estados têm iniciativas semelhantes, segundo o tenente, que atribui esse avanço a um conjunto de ações, como a Operação Protetor dos Biomas – Fogo Controlado, realizada em parceria com o Corpo de Bombeiros.
“Esse projeto também promove crescimento social nas comunidades, porque agrega valor econômico e traz capacitação técnica. Cada brigada conta com cerca de dez brigadistas, o que representa uma renda significativa para comunidades pequenas”, pontua.
Atualmente, o programa atua nas regiões das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Igarapé São Francisco e Lago do Amapá, da Floresta Estadual do Antimary, do Complexo de Florestas Estaduais do Rio Gregório (Cferg) e da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Japiim–Pentecoste.
Cada brigadista recebe uma ajuda de custo mensal de R$ 1.476, além de seguro de vida e equipamentos de proteção individual (EPIs). O programa é financiado pela organização internacional Re:wild e executado em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com recursos garantidos ainda na Semana do Clima de Nova York (2023) pelo governador Gladson Camelí.

Mulheres se destacam na liderança de brigadas comunitárias. Foto: Alice Leão/Secom
Protagonismo feminino
O ingresso nas brigadas comunitárias do Acre exige preparo e dedicação. Os candidatos passam por avaliação curricular, testes físicos e provas práticas. Após a seleção, enfrentam uma formação técnica intensiva de 30 horas, com aulas teóricas e atividades de campo em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar.
Mas é no cotidiano da floresta, entre o calor das chamas e o peso da responsabilidade, que se revela uma força que vai além da técnica: a presença feminina. Em meio à coragem que define essas brigadas remuneradas, mulheres têm se destacado como símbolo de inclusão e transformação. Das cinco equipes em atuação, três são lideradas por elas, um marco que reafirma o protagonismo feminino na proteção ambiental e no enfrentamento direto aos incêndios florestais. É delas que vem a voz que inspira e rompe barreiras.
Aos 24 anos, Nélita Freitas dos Santos é professora e chefe da brigada comunitária na Floresta do Antimary. Há dois anos, ela trocou o balcão de uma lanchonete pela vida na floresta e, desde então, tem se dedicado à proteção ambiental.

Nélita destaca que projeto também gera renda dentro das áreas protegidas. Foto: Alice Leão/Secom
A mudança começou com a capacitação em Sena Madureira, onde descobriu uma nova vocação.
“O que me chamou atenção foi a parte do meio ambiente, que eu acredito ser de grande importância. E também foi uma forma de emprego para o pessoal daqui, porque não é fácil encontrar emprego aqui dentro”, conta.
Nélita lembra que, quando chegou à floresta, os focos de incêndio eram intensos e constantes. “A gente não conseguia nem respirar. Hoje, a diferença é visível. Os focos diminuíram bastante”, afirma.
Ela destaca o protagonismo feminino no projeto. “A maioria das inscrições foi de mulheres. E nós aguentamos firme. A capacitação foi pesada, os testes físicos foram exigentes, mas conseguimos mostrar que somos capazes”, diz com orgulho.

Brigadistas se reúnem com moradores da região para levar informação. Foto: Alice Leão/Secom
Como moradora da floresta, Nélita acredita que a afinidade com a comunidade é um diferencial. “A gente já conhece o pessoal, tem uma relação próxima. Isso facilita muito o trabalho de prevenção e educação ambiental”, explica.
O projeto, para ela, representa uma virada de chave, não só para a floresta, mas para quem vive nela. “Se aqui teve mudança, acredito que outros estados também podem ter. Meu plano é continuar no projeto, fazer a capacitação novamente e seguir combatendo e educando o pessoal”, conclui.

Comunidade tem dado às mãos com o Estado para o combate ao fogo. Foto: Pedro Devani/Secom
Resistência e pertencimento
Por viverem nas mesmas comunidades onde atuam, os brigadistas comunitários carregam consigo um conhecimento profundo do território e uma relação de confiança com os moradores locais.
Essa conexão direta com o ambiente e com as pessoas permite respostas mais ágeis e eficazes diante dos focos de incêndio. Mas o trabalho vai além do combate às chamas, os brigadistas também são agentes de transformação, atuando em ações de educação ambiental, prevenção e sensibilização, que ocorrem em escolas, comércio e comunidades rurais e urbanas.
Com escuta ativa e presença constante, eles ajudam a conservar a vegetação nativa e a reduzir os riscos durante o período de estiagem, fortalecendo a cultura de cuidado com a floresta e com quem vive dela.

Moradores relatam os benefícios da brigada na mudança de hábito daqueles que são alcançados pelo projeto. Foto: Alice Leão/Secom
Guardião da floresta
Professor e brigadista há cinco meses, José da Silva Gomes vive na colônia São Sebastião, às margens do Rio Tauari. Dividindo sua rotina entre as salas de aula e as ações de combate ao fogo, ele vê na brigada comunitária um novo desafio e uma oportunidade de transformação.
“Quando entrei para a brigada, sabia que seria uma experiência intensa, mas também muito enriquecedora. Além de aprender, posso ajudar as pessoas e contribuir com a preservação do meio ambiente, combatendo queimadas e desmatamento”, afirma.
Gomes acredita que o envolvimento de moradores locais é essencial para o sucesso do projeto. “Essa iniciativa do governo de incluir pessoas da própria comunidade é muito positiva. Ela motiva, traz esperança para quem muitas vezes se sente esquecido. Os colonheiros acabam se rebaixando, achando que não têm vez, mas esse projeto mostra que temos valor”, diz.

Nas escolas, a educação ambiental faz a diferença. Foto: Alice Leão/Secom
Durante uma palestra para crianças, ele reforçou a importância de multiplicar esse modelo. “Acredito que essa ação pode ser expandida para outros estados e até chamar atenção internacional. Afinal, estamos cuidando da natureza, e isso é o que realmente importa.”
Como morador da região, ele também percebe os impactos concretos das ações de prevenção. “Comparando com o ano passado, que foi muito crítico, já dá pra sentir uma diferença. Ainda há incêndios, mas diminuíram bastante. Isso mostra que há um olhar mais atento, um cuidado com o meio ambiente e com as pessoas”, avalia.
Para ele, o projeto não deve parar por aqui, pelo contrário, deve ser expandido. “Se avançarmos mais, vamos conquistar novos projetos, fortalecer a sociedade e conservar o meio ambiente, que é essencial para todos nós”, conclui.

Política pública deixou de ser vertical e hoje escuta e trabalha junto com a comunidade e povos tradicionais para garantir eficácia do projeto. Foto: Alice Leão/Secom
Quando o fogo virou lição e a escuta virou política
A expressiva redução dos focos de queimadas no Acre não é fruto do acaso. Por trás dos números, há uma mudança de paradigma, em que gestores públicos sensíveis decidiram romper com modelos verticais e se unir às comunidades em uma gestão integrada, capaz de expandir ações de prevenção e proteção ambiental de uma ponta a outra do estado.
A escuta ativa e o envolvimento direto da população transformaram o combate ao fogo em uma política pública eficaz e enraizada no território.
Juliano Augusto Ninawa, brigadista e agente ambiental comunitário, mora há 17 anos no espaço cultural Área Viva, na APA do Igarapé São Francisco, e testemunhou de perto os impactos da ausência de controle sobre o uso do fogo. Ele lembra com precisão o incêndio de 2010, causado por uma queima de lixo que se alastrou e destruiu cerca de 2 mil hectares.

Brigadas em comunidades fizeram toda a diferença na redução de focos de incêndio. Foto: Pedro Devani/Secom
“Foram muitos dias de incêndio. A gente ficava desesperado, porque o fogo queimava cercas, roçados, passava perto das casas. Era um prejuízo enorme, e a floresta, com toda a sua riqueza, estava sendo consumida”, relata.
O brigadista conta que, na época, a única esperança veio com a chuva. “Foi a natureza que ajudou a gente. E foi ali que entendemos a urgência de ter prevenção e controle sobre o uso do fogo, para garantir uma melhor qualidade de vida”, afirma.
A partir dessa experiência, ele passou a integrar o programa de agentes ambientais voluntários ligados ao Ibama e participou da primeira capacitação promovida pela Sema e pelo Corpo de Bombeiros.
Ninawa reforça que os verdadeiros responsáveis pela proteção da floresta são os próprios moradores.

Brigadistas também trabalham plantando mudas para reflorestamento. Foto: Alice Leão/Secom
“Todos aqui são comunidade. E o poder público precisa estar junto, não separado. Antes, os projetos vinham de cima para baixo, sem encaixar na nossa realidade. Era como montar um quebra-cabeça com peças trocadas”.
Segundo ele, foi a partir da integração entre todas as esferas — comunidade, governo e instituições — que se começou a construir um modelo funcional. “A gente percebeu que cuidar do meio ambiente exige equilíbrio. Não adianta proteger só um trecho do rio se ele continua sendo poluído mais abaixo. É preciso cuidar de todas as áreas”, explica.
Hoje, ele vê com orgulho a transformação que o projeto trouxe e acredita que a comunidade se apropriou do processo. “A gente sabe do fogo antes dele começar. Se o proprietário não nos chama, ele sabe que vamos aparecer no dia seguinte. Criamos uma rede de conscientização. O filho vira brigadista, o vizinho vira agente e isso muda a cultura”, conclui.
Uma mudança que também que alcança os saberes tradicionais, peças fundamentais para esse controle.
“Os indígenas sabem que o mato é remédio. E, de repente, percebem que estão queimando o que poderia curar. Isso transforma a visão. E é aí que começa a verdadeira mudança.”

Conhecimentos são compartilhados com toda a comunidade. Foto: Alice Leão/Secom
Menos fogo, mais vida
A redução dos focos de incêndio nas áreas protegidas do Acre é a expressão concreta de uma transformação social que se enraizou nas comunidades. O projeto dos brigadistas comunitários não apenas protege a floresta, mas também redesenha a relação entre o Estado e os moradores, que hoje se reconhecem nos agentes de mudança que atuam ao seu lado.
Ao invés de serem espectadores, tornaram-se protagonistas. Há relatos de que, no passado, atendimentos médicos por problemas respiratórios eram frequentes, mas neste ano, com a melhora na qualidade do ar, esses casos praticamente desapareceram.

Marina Mendonça, que no ano passado, precisou procurar o médico devido à fumaça, fala como os focos de incêndio reduziram em sua comunidade. Foto: Alice Leão/Secom
Como é o caso da aposentada Marina Mendonça, de 66 anos, que no ano passado teve que procurar o hospital porque tem problemas respiratórios e a fumaça agravou seu quadro. Já este ano, ela fala que o cenário é outro.
“Está bem melhor. Os bombeiros e brigadistas passam sempre, orientando as pessoas a evitarem as queimadas, porque isso prejudica o meio ambiente e a saúde. E o pessoal tem dado uma maneirada”, afirma.
A iniciativa mostra que é possível trabalhar com técnica e eficiência, sem agredir o meio ambiente, promovendo educação sobre o uso consciente dos recursos naturais. E os moradores não apenas relatam essa mudança, eles a vivem, respiram e carregam no corpo os sinais de uma política pública que devolve dignidade, saúde e pertencimento.
Morador de Mâncio Lima, Jeovane Dias acompanha de perto os impactos da brigada comunitária na região. Para ele, a presença dos brigadistas tem sido decisiva na contenção dos incêndios florestais, especialmente em áreas mais afastadas, onde o acesso ao Corpo de Bombeiros é limitado.
“A brigada ajuda muito nesse controle e orienta sobre as normas de uso do fogo. Isso é muito importante para nós aqui. O tempo de resposta era longo, e muitas vezes a logística não permitia que eles chegassem a tempo. Agora, com a brigada local, os focos são amenizados com mais rapidez”, relata.

Evanildes conta que sua família já foi atendida pela brigada e revela que isso fez toda a diferença. Foto: Alice Leão/Secom
Ele também percebeu melhorias na saúde da população. “Antes, com tanta fumaça, muita gente ficava gripada, com sintomas respiratórios. A comunidade se envolvia demais com o fogo e isso trazia doenças, mas agora está mais tranquilo.”
Moradora da comunidade São Domingos, em Mâncio Lima, Evanildes Mendes reconhece o impacto direto da brigada comunitária na rotina dos moradores. Para ela, o trabalho dos brigadistas é essencial.
“Sempre eles vêm, fazem palestras aqui e explicam como funciona essa questão do fogo. Ano passado, teve uma queimada muito forte aqui na comunidade. Meu menino tinha uma casinha lá. Se eles não tivessem chegado tão rápido, a casinha dele teria pegado fogo”, relembra.
Segundo ela, a comunidade já foi atendida várias vezes e percebeu uma melhora significativa desde que os brigadistas passaram a atuar. “Ano passado foi muito intenso, com muita fumaça e incêndio. Mas agora diminuiu muito, muito mesmo. Quando eles trazem panfletos e informações, a gente entende. E quem não entende, a gente explica. Vai virando aquele boca a boca que resolve”, conclui.
Aos 80 anos, Manoel da Costa carrega na memória o contraste entre o passado recente e o presente mais respirável. Morador da zona rural, ele lembra como a fumaça tomava conta do horizonte durante o período de estiagem.
“No ano passado, nessa mesma época, a gente olhava pro céu e só via vermelho. O sol ficava encoberto, tudo era fumaça. Era aquela serração pesada, que não deixava a gente enxergar nada”, recorda.

Projeto envolve combate e educação ambiental. Foto: Alice Leão/Secom
Este ano, segundo ele, o cenário mudou. “Graças a Deus, agora está tudo limpo. Levou tempo, mas melhorou muito”, afirma.
Ele também destaca a importância da educação ambiental e da presença de pessoas da própria comunidade na linha de frente. “Quando a gente não tem noção das coisas, tudo parece complicado. Mas quando vê o pessoal explicando, lendo, falando, a cabeça muda. Aqui na minha comunidade, quase 100% já não trabalha mais com fogo”, diz com orgulho.
Hoje, segundo ele, boa parte da produção agrícola é feita com técnicas alternativas, como o uso de máquinas e o plantio direto. E é assim, com pioneirismo, capacitação técnica e engajamento comunitário, que o Acre fortalece sua resiliência climática e reafirma o compromisso com a proteção das florestas, da biodiversidade e da vida das pessoas.
- default
- default
Comentários
Acre
MEI: Aberto o prazo para a Declaração Anual de Faturamento
Documento é obrigatório e pode ser feito no atendimento do Sebrae
Está aberto o período para o Microempreendedor Individual (MEI) efetuar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI). O MEI deve, obrigatoriamente, apresentar seu faturamento referente ao ano de 2025, além de registrar funcionários que tenham sido contratados.
O prazo para envio da declaração é até 31 de maio, e pode ser realizada presencialmente em um dos pontos de atendimento do Sebrae e Salas do Empreendedor ou online no portal Gov.br.
Toda a receita bruta, seja de comércio, indústria ou serviço, deve constar no documento. É importante ressaltar que caso o MEI extrapole o faturamento permitido de até R$ 81 mil por ano, ele será desenquadrado e precisará buscar um profissional de contabilidade para reenquadrá-lo conforme o necessário.
A declaração é gratuita e deve ser enviada mesmo que o empreendedor não tenha tido faturamento durante o ano. O atraso na entrega gera multa e o não envio da DASN-SIMEI pode tornar o CNPJ inapto ou desenquadrá-lo.
Pontos de atendimento do Sebrae:
– Sede: Av. Ceará, 3693, 7º BEC – Rio Branco;
– Oca de Rio Branco: R. Quintino Bocaiuva, 299, Centro – Rio Branco
– Escritório Regional do Alto Acre: Av. Rui Lino, 698, Galeria Chami, Centro – Brasiléia;
– Oca de Xapuri: R. Seis de Agosto, 12, Xapuri;
– Escritório Regional do Juruá: Av. Boulevard Thaumaturgo, 1148, Centro – Cruzeiro do Sul
– Oca de Cruzeiro do Sul: R. Rui Barbosa, 267, Centro – Cruzeiro do Sul;
– Escritório Regional de Tarauacá: R. Justiniano de Serpa, 55, Centro – Tarauacá.
Para mais informações, entre em contato com o 0800 570 0800, que funciona 24h, inclusive aos finais de semana e feriados.
Comentários
Acre
Tia entra com pedido de guarda de criança após suspeita de maus-tratos por mãe em Xapuri
Caso envolve três crianças, sendo uma bebê de 7 meses internada; família relata negligência e consumo de álcool na frente dos filhos. Justiça deve decidir até sexta-feira

A tia de uma das três crianças que estariam sofrendo maus-tratos pela própria mãe em Xapuri, interior do Acre, entrou com um pedido de guarda provisória do sobrinho de 4 anos nesta segunda-feira (5). O caso envolve ainda uma criança de 2 anos e uma bebê de 7 meses, internada com Enterocolite Necrosante no Hospital da Criança, em Rio Branco.
Maria Aparecida de Souza, tia paterna da mais velha, relatou que a decisão de procurar a Justiça ocorreu após testemunhar situações de negligência, como a mãe passar a tarde bebendo e ignorar a fome dos filhos. “No dia 1º de janeiro, o menino ainda chorava de fome às 19h. Fiz um mingau e levei. Aquilo foi a gota d’água”, disse. O pai e outra tia da bebê também solicitaram a guarda da menor.

Denúncia feita ao Ministério Público pela tia de uma das crianças. Foto: cedida
Em depoimento à imprensa acreana, Maria Aparecida, tia de uma das três crianças sob suspeita de maus-tratos, descreveu a omissão materna que motivou a ação judicial. Ela relatou que a mãe, após passar a tarde consumindo bebida alcoólica, ignora os apelos da criança que chora de fome.
“Passa a tarde chamando para fazer o mingau da criança, ela simplesmente não vai. Eu chegando à noite, por volta das 19h do dia 1 de janeiro, na casa com as duas crianças, a de 2 anos ainda chorava de fome. Eu pensei: ‘agora ela vai fazer alguma coisa para esses meninos comerem’. Mas, mais uma vez, ela ficou apenas mandando o menino ir dormir. Aquilo me doeu. Foi quando fiz um copo de mingau e levei para ela dar para o neném. Isso, para mim, foi a gota d’água, toda a família só deseja o melhor para as três crianças. “Na minha família, todos querem o melhor para essas crianças”. acrescentou
A Defensoria Pública e o Ministério Público estão envolvidos. A previsão é que a Justiça decida sobre os pedidos até sexta-feira (9). A família afirma que busca apenas o bem-estar das crianças.

Aparecida contou que buscou a justiça juntamente ao pai e uma tia da bebê de sete meses, que está internada no Hospital da Criança após ser diagnosticada com Enterocolite Necrosante (ECN). Foto: captada
Comentários
Acre
Família recebe casa construída por igreja evangélica em Cruzeiro do Sul
Construída pela Igreja Batista Maranata, residência no bairro Remanso substitui moradia de madeira em área de risco; chefe da família, diarista, diz que levaria anos para conquistar o imóvel

A antiga moradia, localizada em área suscetível a alagamentos, oferecia riscos à segurança. A entrega do novo lar foi acompanhada por integrantes da igreja e vizinhos. Foto: cedida
Redação AgoraAcre
Uma família de Cruzeiro do Sul, no Acre, recebeu uma nova residência construída por membros da Igreja Batista Maranata. A entrega do imóvel ocorreu no bairro do Remanso e contou com a presença de integrantes da igreja, amigos e moradores da comunidade.
A família beneficiada é formada por seis pessoas. O chefe da família, Felipe Nascimento Sena, de 30 anos, trabalha como autônomo e diarista. Emocionado, ele destacou que levaria muitos anos para conseguir construir uma casa nas condições em que foi entregue.
“Sou muito grato a Deus e aos irmãos da igreja que fizeram doações e também àqueles que contribuíram com seu tempo de trabalho aqui na obra”, afirmou Felipe.
A antiga residência da família era construída em madeira e apresentava sinais de desgaste, oferecendo riscos à segurança dos moradores. Além disso, o imóvel estava localizado às margens do canal do Remanso, ficando vulnerável a alagamentos em períodos de chuva.

De acordo com pastor Ageu, objetivo do projeto é atender famílias em situação de vulnerabilidade, levando dignidade e segurança por meio da habitação. Foto: cedida
A nova casa foi totalmente reconstruída em alvenaria, com estrutura reforçada em ferro na cobertura. O imóvel conta com três quartos, sala e cozinha. Restam apenas a pintura e a instalação do forro para a conclusão total da obra.
Segundo o pastor da Igreja Batista Maranata, Ageu Obernon da Silva, a construção foi realizada pelo departamento “Construtores de Cristo” e financiada integralmente por meio de doações dos membros da igreja. A obra teve duração aproximada de seis meses e custo estimado em R$ 70 mil.
De acordo com pastor Ageu, objetivo do projeto é atender famílias em situação de vulnerabilidade, levando dignidade e segurança por meio da habitação. Segundo ele, o objetivo é contrair pelo menos um imóvel por ano, para famílias carentes da igreja.

A família de seis pessoas, que vivia em uma casa de madeira degradada às margens de um canal no bairro Remanso, recebeu uma nova residência construída e doada pela Igreja Batista Maranata. Foto: captada
“Milagre não se explica, se vive. Esta é apenas a primeira casa que estamos entregando, e tenho certeza de que muitas outras virão com o passar do tempo. Aqui há ofertas vindas de diversas partes do país, de pessoas que não mediram esforços para ajudar. Posso citar, por exemplo, um irmão que, sozinho, doou mais de R$ 10 mil. Todos esses gestos demonstram amor ao próximo e o cumprimento do chamado de Cristo”, destacou o pastor.

Felipe Nascimento Sena, 30 anos, chefe da família e diarista, agradeceu emocionado: “Sou muito grato a Deus e aos irmãos da igreja. Levaria muitos anos para conseguir construir uma casa assim”. Foto: cedida



































































Você precisa fazer login para comentar.