Brasil
Acre e Tocantins lideram oficina técnica para conformidade de projetos privados e jurisdicionais para geração de crédito de carbono no Brasil
O Grupo Técnico de Trabalho (GTT) de Mensuração, Relato e Verificação (MRV) da Amazônia Legal, liderado pelos governos do Tocantins e do Acre, realizou a oficina técnica sobre os desafios para o processo de conformidade entre projetos privados e jurisdicionais na geração de crédito de carbono de alta integridade. O evento teve início na quarta, 22, e encerrou na noite desta quinta-feira, em Brasília (DF).
Participaram da oficina gestores e técnicos do Acre, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia e Tocantins. O evento, intitulado “REDD+ em Várias Escalas: Oficina Técnica sobre o Aninhamento no Brasil”, foi realizado em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com apoio financeiro da Noruega, por meio do Projeto Parceria para Clima e Floresta.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio da Secretaria Executiva da Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+), acompanhou a condução do evento como parceiro estratégico.
A oficina teve como objetivo auxiliar os estados a identificar as lacunas e traçar metodologias para o processo de aninhamento (conformidade entre projetos privados e jurisdicionais) para MRV de Redução do Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+), estabelecer ferramentas para contabilizar as emissões reduzidas e alinhar com os programas e projetos privados de carbono florestal.

Após amplo debate, cada estado apresentou os desafios para o aninhamento, a fim de evitar a dupla contagem e assegurar a integridade, o cumprimento das salvaguardas socioambientais e as metas a nível global.

O presidente do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais do Estado do Acre (IMC), Leonardo Carvalho, liderou a comitiva acreana, composta pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento a Serviços Ambientais (CDSA), José Luiz Gondim; a titular da Secretaria dos Povos Indígenas (Sepi), Francisca Arara; a coordenadora do Programa REM Acre, Marta Azevedo; e os técnicos do IMC, Leonardo Ferreira e Lucélia Filgueira.

O gestor apresentou as principais metas já em curso, a exemplo do restabelecimento do Comitê Científico do Sistema de Incentivo a Serviços Ambientais (Sisa), responsável por apreciar a estratégia de aninhamento do Acre; implementação do sistema de MRV; adaptação e adequação ao padrão de excelência ambiental ART TREES; estruturação da base de dados do sistema de MRV do Programa ISA-Carbono e a elaboração do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Acre.

“Estamos empenhados e comprometidos em desenvolver uma estratégia de aninhamento para projetos privados dentro do sistema jurisdicional do Acre, a fim de garantir que todos os projetos de REDD+ cumpram os padrões de integridade para certificação internacional. Esses projetos precisam estar metodologicamente alinhados com as metas e políticas estaduais, garantindo conformidade contábil, ambiental e respeito às salvaguardas”, ressaltou.
Como encaminhamento, os participantes da oficina propuseram a criação de grupo técnico com a participação de especialistas de vários segmentos da sociedade para explorar as soluções para aninhamento de projetos e programas jurisdicionais; disponibilização de ferramentas tecnológicas eficientes para geração de informações sobre os projetos em implementação no Brasil e um pacote regulatório mínimo, que assegure as negociações pelos estados junto ao mercado internacional.

Do governo federal participaram representantes da Casa Civil; do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA); membros da Comissão CoNAREDD+; do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA); do Ministério de Relações Exteriores (MRE); do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); do Ministério de Planejamento e Orçamento; do Ministério da Fazenda; do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); do Ministério dos Povos Indígenas (MPI); da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); do Ministério da Igualdade Racial (MIR); do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC); do Banco Nacional do Desenvolvimento Sustentável (BNDES) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O evento contou ainda com a participação da representante da Aliança Natural Base Solutions (NBS), Janaina Dallan, que apresentou a visão da iniciativa privada quanto ao aninhamento e à necessidade de integridade. O representante da Certificadora Verra, Salvador Colón, levou propostas para adequação às iniciativas jurisdicionais.
Participaram também representantes da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira L, do Conselho Nacional de Seringueiros (CNS) e diversas organizações da sociedade civil, que assessoram os estados na temática de REDD+, de centros de pesquisa e da cooperação internacional engajados na pauta no Brasil.
- Foto: Edgar Marra
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- Foto: Edgar Marra
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Fonte: Governo AC
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Mendonça desobriga Vorcaro de comparecer à CPI do Crime Organizado

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu na noite desta terça-feira (3/3) o pedido da defesa de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para que o empresário fosse dispensado da obrigação de comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.
A oitiva de Vorcaro está prevista para a manhã desta quarta-feira (4/3). Com a decisão de Mendonça, a presença dele no colegiado torna-se, portanto, facultativa. Além do empresário, é esperado a oitiva do seu cunhado, o empresário Fabiano Campos Zettel.
Na decisão, o Mendonça ressalta a importância da CPI, mas afirma que “revela-se inafastável a garantia constitucional de qualquer investigado contra a autoincriminação”. O banqueiro já é investigado em inquérito sobre as fraudes no banco.
Segundo o magistrado, o direito de não produzir prova contra si mesmo abrange não apenas o silêncio, mas também a faculdade de comparecer ou não ao ato, sem que isso gere sanções.
Caso decida ir à CPI, Vorcaro será custodiado pela Polícia Legislativa do Senado Federal, conforme determina Mendonça. Já o deslocamento até Brasília deverá ser organizado pela Polícia Federal (PF), obrigatoriamente em aeronave oficial ou comercial, sendo vedado o uso de qualquer aeronave particular
A CPI aprovou na última quarta-feira (25/3) a convocação de Vorcaro para comparecer no Congresso.
“Desde então, há jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o direito de um investigado à não autoincriminação abrange a faculdade de comparecer ou não ao ato, entendendo, como corolário do brocardo nemo tenetur se detegere, que inexiste obrigatoriedade ou sanção pelo não comparecimento”, disse o ministro.
Em atualização.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Mega-Sena: aposta acerta seis números e leva sozinha R$ 158 milhões

Uma aposta feita no Ceará faturou o prêmio de R$ 158 milhões da Mega-Sena 2979, nesta terça-feira (3/3). O ganhador é um bolão com cinco cotas feito na lotérica Sorte Mais Brasil, em Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza. Esse é o maior prêmio do ano até o momento da Mega-Sena.
Outras 128 apostas acertaram cinco números e levaram R$ 38 mil cada. Já 7.902 fizeram a quadra e vão faturar R$ 1.034,09 cada. Os detalhes das apostas ganhadoras podem ser conferidos no site da Caixa.
As seis dezenas sorteadas foram: 18-27-37-43-47-53. O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.
Próximo sorteio
O próximo sorteio da Mega-Sena será na quinta-feira (5/3). A estimativa do prêmio é de R$ 45 milhões.
As apostas podem ser feitas até às 20h do dia do sorteio pelo site oficial da Caixa Econômica ou em casas lotéricas. O cadastro online exige registro no site oficial, cartão de crédito e confirmação por e-mail.
Como apostar na Mega-Sena
Para jogar, é preciso escolher de seis a 15 dezenas por cartela. O jogo simples da Mega-Sena, com seis números, custa R$ 6 e oferece uma chance em 50.063.860 de ganhar o prêmio principal. Com 15 números, a probabilidade aumenta para 1 em 10.003 por cartela.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Bocalom não descarta aliança com MDB e PSD após definição de novo partido, mas rejeita qualquer acordo com esquerda
Pré-candidato ao governo afirma que diálogo com emedebistas e sociais-democratas é possível; sobre Petecão, lembra parcerias anteriores: “Não vejo dificuldade”

Questionado especificamente sobre o PSD, partido comandado no Acre pelo senador Sérgio Petecão, Bocalom afirmou não ver dificuldade em abrir diálogo. Foto: captada
Em meio à reorganização do tabuleiro político estadual, o prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, admitiu nesta terça-feira (3) a possibilidade de abrir diálogo com partidos como MDB e PSD, mas condicionou qualquer negociação à definição da legenda pela qual disputará as eleições de 2026. A declaração foi dada durante coletiva no auditório da Acisa, após Bocalom anunciar sua saída do PL.
Questionado sobre uma aproximação com o MDB – que perdeu espaço na base governista com a consolidação do nome do senador Márcio Bittar ao Senado ao lado do governador Gladson Cameli –, o prefeito afirmou: “Tudo é possível depois que a gente firmar o pé dentro de uma certa sigla”. Segundo ele, somente após a definição partidária será possível aprofundar tratativas sobre vice e alianças mais amplas.
Sobre o PSD, partido comandado no Acre pelo senador Sérgio Petecão, Bocalom declarou não ver dificuldades para um eventual diálogo. “Não vejo dificuldade, porque ele foi parceiro muitas vezes com a gente em outras eleições”, concluiu.
O prefeito reforçou, no entanto, que o passo inicial é definir a legenda pela qual disputará o governo em 2026. “O que a gente precisa é definir logo o partido que nós vamos estar, para que a chapa, tanto federal como estadual, esteja organizada. Depois a gente começa a conversar sobre vice e alianças”, afirmou.
Embora tenha demonstrado abertura para partidos de centro, Bocalom foi enfático ao descartar qualquer aproximação com legendas de esquerda. “A única coisa que não tem possibilidade é qualquer coisa com PT, PCdoB, esses partidos. Jamais eu nem sento à mesa para conversar. São partidos verdadeiramente de esquerda”, disparou.



























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