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Brasil

Acre continua nas piores posições em ranking nacional de educação

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Com informações da revista Exame

O resultado do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) 2012, divulgado nesta terça-feira, 3, pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que o Acre ainda precisa melhorar, e muito, os indicadores educacionais.

Aplicado em 65 países, o Pisa é um dos mais importantes testes internacionais para comparar o nível educacional dos países. A prova é aplicada a alunos na faixa dos 15 anos e mede o conhecimento dos estudantes em Matemática, Leitura e Ciências.

Entre as três áreas de conhecimento, na de Matemática, os alunos acreanos obtiveram o pior resultado. Alcançaram 359 pontos, ficando em 24º no ranking dos estados brasileiros. Com resultado ainda pior ficaram os estados do Amazonas, Maranhão e Alagoas.

Na avaliação da disciplina de Ciências, os estudantes do Acre alcançaram 380 pontos, e em Leitura, 383. Nas duas áreas, o estado ficou na 20ª posição entre as demais unidades da federação.

Por uma margem apertada, o Espírito Santo venceu o Distrito Federal e apresentou o melhor desempenho entre os estados brasileiros. Na outra ponta da lista, Alagoas e Maranhão apresentaram os piores resultados, tanto na nota geral quanto na avaliação separada de cada uma das disciplinas.

Embora elogiável no âmbito brasileiro, o desempenho dos melhores estados são constrangedores quando comparados aos melhores exemplos internacionais. Shangai, na China, ficou com 613 em matemática, contra 416 do Distrito Federal, que liderou o ranking nessa área. O Japão tirou 538 pontos em leitura, contra 433 do Rio Grande do Sul, que lidera nessa competência.

Posição Geral Estado MAT. (pontos) Posição em Mat. LEITURA (pontos) Posição em Leitura CIÊNCIA (pontos) Posição em Ciências Nota geral
Espírito Santo 414 427 428 423
Distrito Federal 416 428 423 422
Rio Grande do Sul 407 433 419 420
Santa Catarina 415 423 418 419
Mato Grosso do Sul 408 428 415 417
Minas Gerais 403 427 420 417
São Paulo 404 422 417 414
Paraná 403 422 416 414
Paraíba 395 411 412 406
10º Rio de Janeiro 389 10º 408 10º 401 11º 399
11º Piauí 385 11º 403 11º 403 10º 397
12º Sergipe 384 12º 397 13º 394 13º 392
13º Rondônia 382 13º 400 12º 389 15º 390
14º Goiás 379 15º 393 17º 396 12º 389
15º Ceará 378 16º 397 14º 386 17º 387
15º Rio Grande do Norte 380 14º 393 16º 387 16º 387
17º Bahia 373 17º 388 18º 390 14º 384
18º Amapá 360 22º 396 15º 382 18º 379
19º Mato Grosso 370 18º 382 21º 381 19º 378
20º Tocantins 366 19º 381 23º 378 21º 375
20º Pará 360 23º 387 19º 377 22º 375
22º Acre 359 24º 383 20º 380 20º 374
23º Amazonas 356 25º 382 22º 376 23º 371
23º Roraima 362 21º 377 24º 375 24º 371
23º Pernambuco 363 20º 376 25º 374 25º 371
26º Maranhão 343 26º 369 26º 359 26º 357
27º Alagoas 342 27º 355 27º 346 27º 348
BRASIL 391 58º de 65 países 410 55º de 65 países 405 59º de 65 países 402

 

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Brasil

Economia do Acre cresce 327% em 30 anos e fica entre as que mais avançaram no Brasil

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Estudo aponta que estado teve desempenho superior à média nacional entre 1995 e 2025 e ocupa a 10ª posição no ranking de crescimento econômico.

A economia do Acre registrou crescimento real de 327,3% entre 1995 e 2025, desempenho superior à média brasileira no período e que coloca o estado entre os dez que mais expandiram suas economias nas últimas três décadas. Os dados fazem parte de um estudo divulgado na última segunda-feira (9) pela plataforma Brasil em Mapas, que analisou a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) das 27 unidades da federação ao longo de 30 anos.

De acordo com o levantamento, enquanto o PIB real brasileiro acumulou expansão de 222,2% no período, o crescimento acreano foi significativamente maior. No ranking nacional, o estado aparece na 10ª colocação entre os que mais cresceram no país.

O estudo foi elaborado com base em dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Banco Central do Brasil, corrigidos pela inflação por meio do deflator do PIB, metodologia que permite comparar a evolução econômica real dos estados ao longo do tempo.

Salto no tamanho da economia

Os dados mostram que a economia acreana ampliou significativamente sua escala desde meados da década de 1990. Em valores nominais, o PIB do estado saltou de R$ 1,237 bilhão em 1995 para R$ 31,155 bilhões em 2025, segundo as estimativas apresentadas no estudo.

Apesar da expansão expressiva, o peso da economia do Acre no cenário nacional ainda é reduzido. Em 2025, o estado respondeu por cerca de 0,25% de todo o PIB brasileiro, evidenciando a forte concentração econômica em unidades federativas de maior porte.

Norte ganha protagonismo

O levantamento aponta que o crescimento do Acre acompanha uma tendência mais ampla observada na Região Norte. Segundo o estudo, a região registrou crescimento médio de 354% entre 1995 e 2025, ficando atrás apenas do Centro-Oeste, que liderou a expansão econômica no país com média de 408% no mesmo período.

De acordo com os pesquisadores, esse avanço está relacionado à expansão de novas fronteiras econômicas, à interiorização da produção e ao aumento da participação de atividades ligadas ao agronegócio, à exploração de recursos naturais e ao setor de serviços.

Mudanças no mapa econômico

O estudo também destaca que as últimas três décadas provocaram mudanças na dinâmica econômica brasileira. Estados historicamente mais industrializados passaram a crescer em ritmo mais moderado, enquanto regiões antes consideradas periféricas ganharam maior protagonismo.

Entre os estados com maior expansão no período estão Mato Grosso (661%), Tocantins (593,8%) e Mato Grosso do Sul (486,4%), impulsionados principalmente pelo avanço do agronegócio. Na outra ponta do ranking, o Distrito Federal registrou o menor crescimento do país, com 126,9%.

Apesar dessas transformações, a concentração econômica ainda permanece elevada. Em 2025, São Paulo continuava sendo o principal polo econômico do país, responsável por cerca de 31% de todo o PIB nacional.

Para os autores do estudo, os dados mostram que o Brasil avançou em crescimento econômico nas últimas décadas, mas ainda enfrenta o desafio de reduzir as desigualdades regionais e transformar a expansão econômica em desenvolvimento mais equilibrado entre os estados.

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Brasil

Anvisa libera medicamentos para diabetes e câncer de mama

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novos medicamentos para o tratamento do diabetes tipo 1, para o câncer de mama e para o angioedema hereditário. Os registros foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira (9).

A agência aprovou o Tzield® (teplizumabe), indicado para retardar o início do diabetes tipo 1, estágio 3, em pacientes adultos e pediátricos com 8 anos de idade ou mais que já estejam no estágio 2. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune grave e de longa duração, que costuma se manifestar na infância e pode gerar aumento de complicações, como doenças cardíacas, renais e oculares.

Também foi aprovado o Datroway®, indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama irressecável ou metastático, com receptor hormonal positivo e HER2 negativo, que já tenham se submetido a terapia endócrina e a pelo menos uma linha de quimioterapia para doença irressecável (que não pode ser removida completamente por cirurgia) ou metastática (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).

O Andembry® (garadacimabe) também teve o registro aprovado. O medicamento é indicado para prevenção do angioedema hereditário (AEH). A doença genética é considerada rara e causa inchaços (edemas) repentinos e dolorosos em diversas partes do corpo, que podem afetar de forma recorrente a pele, as mucosas e os órgãos internos.

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Endividamento das famílias chega a 80,2%, o maior da série histórica

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Imagem colorida de Cartão de crédito: novas regras para rotativo estão valendo

O percentual de endividamento das famílias chegou a 80,2%  em fevereiro deste ano, de acordo com a nova pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta quarta-feira (11/3). O número representa o maior índice da série histórica.

Em comparação com fevereiro de 2025, o índice apresenta um crescimento de 3,8 pontos percentuais — era de 76,4% há um ano. Em relação ao mês de janeiro deste ano, houve crescimento de 0,7 ponto percentual — era de 79,5%.

O índice de endividamento consiste nas famílias que relataram ter dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

19,7% dos entrevistados pela CNC em fevereiro afirmaram não ter dívidas. Em janeiro, eram 20,5%.

O endividamento recorde das famílias está acompanhado de aumento na inadimplência. Após três meses de retração, o índice voltou a aumentar, atingindo 29,6% dos entrevistados. A taxa é a maior desde novembro do ano passado (30%).

Embora tenha sido registrado aumento no endividamento e na inadimplência de janeiro para fevereiro, houve recuo no percentual de famílias que não terão condições de pagar as dívidas em atraso. A redução foi sensível, de 0,1 ponto percentual, com o índice atingindo 12,6%.

A pesquisa mostra que todas as faixas de renda apresentaram aumento no endividamento. Mas essa variação foi mais importante nas famílias com renda acima de cinco salários.

Famílias endividadas por faixa de renda:

  • 0 a 3 salários mínimos: 82,9%
  • 3 a 5 salários mínimos: 82,9%
  • 5 a 10 salários mínimos: 78,7%
  • mais do que 10 salários mínimos 69,3%

Comprometimento da renda

A parcela dos consumidores que tem mais da metade da renda vinculada a dívidas ficou estável, em 19,5%, após registrar alta por dois meses consecutivos.

Para 56,1% das famílias, o comprometimento da renda com dívidas varia de 11% a 50%. No entanto, o percentual médio de comprometimento da renda com dívidas ficou em 29,7% em fevereiro deste ano. No mesmo mês de 2025, o resultado foi de 29,9%.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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