Acre
Acre acumula mais de 950 casos de HIV em três anos, apontam dados da Sesacre
Homens jovens entre 20 e 39 anos são os mais afetados; estado registrou 283 infecções até novembro de 2025, segundo boletim divulgado no Dia Mundial de Luta contra a AIDS

O indicador reforça que a infecção continua como um desafio de saúde pública no estado, com impacto persistente sobre a população mais jovem e do sexo masculino. Foto: captada
O Acre registrou mais de 950 casos de HIV nos últimos três anos, de acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) divulgados nesta segunda-feira (1º) pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Os números, apresentados no Dia Internacional da Luta contra a AIDS, reforçam que a infecção permanece como um desafio de saúde pública no estado, com impacto persistente sobre a população jovem e do sexo masculino.
Evolução dos casos:
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2023: 317 infecções
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2024: 354 infecções
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2025 (até novembro): 283 infecções
Embora os dados de 2025 apontem uma redução em relação ao ano anterior, o volume acumulado revela que a epidemia segue ativa e exige atenção constante. O perfil epidemiológico mantém padrão estável: mais de 70% dos novos casos ocorrem em homens (72% em 2023, 70% em 2024 e 71% em 2025).
A faixa etária mais afetada continua sendo a de jovens adultos entre 20 e 39 anos, mantendo o padrão nacional de vulnerabilidade. Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas direcionadas à prevenção, testagem e tratamento precoce, especialmente entre a população masculina jovem, grupo que apresenta maior resistência ao acesso aos serviços de saúde.
Segundo o chefe do Núcleo de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), Jozadaque da Silva, a redução nos casos se deve a múltiplas explicações. “O recuo se dá pelas políticas de prevenção combinadas à ampliação da testagem rápida, oferta crescente da PrEP, além do fortalecimento das redes de atenção destinadas a populações-chave. O estado também investiu na descentralização do diagnóstico e no acompanhamento das pessoas vivendo com HIV”, explicou.
Ainda segundo o chefe, o problema maior atual enfrentado pelos portadores do HIV é a falta de acolhimento. “É a discriminação. Com isso, a pessoa que convive com a infecção acaba se afastando do tratamento, a carga viral – que antes era indetectável – passa a se tornar detectável e a transmissão recomeça. Por isso, é importante o acolhimento”, enfatizou.
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Rio Envira permanece acima da cota de transbordamento e mantém Feijó em alerta
Nível do manancial marcou 12,01 metros nesta quarta-feira (14); duas famílias foram retiradas de áreas alagadas

O rio Envira permanece acima da cota de transbordamento no município de Feijó e segue mantendo autoridades e moradores das áreas ribeirinhas em estado de alerta. De acordo com o Informativo Hídrico divulgado pela Defesa Civil Municipal nesta quarta-feira (14), às 6h, o nível do rio foi registrado em 12,01 metros.
Apesar da leve redução em relação à medição do dia anterior, quando o manancial atingiu 12,39 metros, o rio continua acima da cota de transbordamento, fixada em 12 metros, e bem acima da cota de alerta, que é de 11 metros. O cenário ainda é considerado preocupante pela Defesa Civil.
O transbordamento ocorreu na tarde de terça-feira (13), causando alagamentos em áreas ribeirinhas e em bairros mais baixos da cidade. Em decorrência da cheia, duas famílias precisaram ser retiradas de suas residências e encaminhadas para locais seguros.
A Defesa Civil de Feijó informou que mantém o monitoramento permanente do comportamento do rio e equipes de prontidão para agir em caso de nova elevação do nível ou necessidade de novas remoções. O órgão destacou ainda que o nível máximo histórico do rio Envira no município é de 14,54 metros, o que reforça o estado de atenção enquanto o manancial permanecer acima das cotas de segurança.
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Polícia Civil cumpre novos mandados e encontra depósito clandestino de medicamentos em Rio Branco
Em mais um desdobramento das investigações sobre o desvio de medicamentos e insumos hospitalares da rede estadual de saúde, a Polícia Civil do Acre (PCAC) cumpriu, nesta quarta-feira, 14, dois mandados de busca e apreensão em Rio Branco.
Um dos locais inspecionados fica na região da Gameleira, onde a equipe policial localizou mais um depósito clandestino utilizado para o armazenamento irregular de medicamentos oriundos da rede pública de saúde. De acordo com a investigação, a autoridade policial trabalha com a hipótese de que o local seja de responsabilidade do mesmo idoso de 74 anos que já vinha sendo investigado desde a semana passada por envolvimento no esquema. O segundo alvo da operação foi uma clínica que presta serviços de saúde, pois os proprietários do estabelecimento são investigados sobre a hipótese de crime de receptação de medicamentos.
A ação faz parte de uma investigação mais ampla, iniciada há alguns meses a pedido do secretário de Estado de Saúde, e conduzida por meio de uma força-tarefa da Polícia Civil. Com os mandados cumpridos nesta quarta-feira, já são cinco ordens judiciais executadas no âmbito da apuração, que busca identificar todos os envolvidos no esquema criminoso, bem como o destino final dos medicamentos desviados.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, destacou a importância do trabalho investigativo e o compromisso da instituição com a defesa da saúde pública. “Estamos tratando de um crime extremamente grave, que atinge diretamente a população que depende do sistema público de saúde. A Polícia Civil está atuando de forma firme e contínua para identificar todos os responsáveis, desarticular esse esquema criminoso e garantir que os culpados sejam responsabilizados na forma da lei. Esse é um trabalho técnico, sério e que seguirá até o completo esclarecimento dos fatos”, afirmou o delegado-geral.
As investigações seguem em andamento, e novas diligências não estão descartadas. A Polícia Civil reforça que denúncias podem contribuir de forma decisiva para o avanço das apurações, através do 181.
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Rio Juruá registra nível quase quatro metros acima do registrado no mesmo período de 2025 em Cruzeiro do Sul
Manancial atingiu 11,37 metros nesta quarta-feira (14); Defesa Civil alerta para tendência de elevação nos próximos dias devido às chuvas no alto curso do rio

O rio Juruá atingiu a marca de 11,37 metros em Cruzeiro do Sul nesta quarta-feira (14), nível quase quatro metros acima do registrado na mesma data do ano passado, quando o manancial marcava 7,71 metros.
De acordo com a Defesa Civil Municipal, desde o início de janeiro deste ano já foram registrados 190 milímetros de chuva no município. Segundo o representante do órgão, Iranilson Nunes, a tendência é de elevação do nível do rio nos próximos dias, em razão do volume de chuvas concentrado no alto curso do Juruá.
Iranilson informou que, no município de Porto Walter, o rio já apresenta elevação significativa após um período de chuvas intensas, com registros de precipitação ao longo de praticamente 24 horas.
“Recebemos a informação de que, em Porto Walter, o rio começou a subir. Ontem choveu praticamente o dia inteiro e, consequentemente, o nível do rio aumentou naquela região. Esse volume de água costuma influenciar Cruzeiro do Sul cerca de dois dias depois”, explicou.
A Defesa Civil segue monitorando a situação e mantém atenção aos próximos boletins hidrológicos.


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