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Acre abre quase 900 vagas de emprego com carteira assinada em agosto

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Em todo Brasil, foram geradas mais 278 mil vagas com carteira assinada em agosto

Seguindo a tendência de alta em todo o Brasil, o Acre aumentou o número de vagas de emprego ofertadas em agosto. Ao todo, o estado abriu 858 novos postos de trabalho com carteira assinada no mês. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), formulado pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

Ao longo de 2022, considerando os meses de janeiro a agosto, o estado somou 6.189 oportunidades a mais de empregos com carteira assinada. O setor de serviço, com 636 vagas, foi o que mais gerou empregos no estado em agosto.

No Norte, Pará (7.098 novos postos), Amazonas (4.088) e Tocantins (2.147) ocupam o pódio de maiores criadores de emprego. Na sequência, aparecem os estados de Rondônia (1.883), Roraima (1.081), Amapá (1.016) e Acre (858) fecham a contagem regional.

Somados, os sete estados do Norte foram responsáveis por 18.171 novos postos formais de trabalho em agosto. Com isso, do ponto de vista regional, o Norte notabilizou-se como o segundo grande destaque do oitavo mês do ano, tendo apresentado um crescimento de quase um por cento (0,90%) da força de trabalho, atrás apenas do Nordeste, que figurou o maior crescimento relativo entre as cinco regiões brasileiras.

Em números absolutos, a Região Sudeste foi a que mais gerou empregos no oitavo mês deste ano, com 137.759 novas vagas. A Região Nordeste aparece em segundo lugar, com um saldo positivo de 66.009 vagas (em julho foram 49.215 novos postos). Na sequência, estão o Sul, com 35.032 novos empregos (28.152 em julho), o Centro-Oeste, com 21.515, e a Região Norte, com 18.171 novos postos.

Entre os estados, São Paulo lidera lista, tendo registrado 74.973 novos postos. Além da Bahia e Pernambuco, quatro unidades da Federação fecharam o mês de agosto tendo criado mais de dez mil novos empregos: Rio de Janeiro (30.838), Minas Gerais (27.381), Paraná (15.118) e Santa Catarina (10.223).

Recorde absoluto

Com a geração dos mais de 278 mil novos postos, o país superou a marca de 42,5 milhões de empregos formais, o maior número já registrado no Novo Caged. Apenas entre janeiro e agosto deste ano, o saldo de empregos gerados alcança a marca de 1.853.298. Se forem considerados os últimos 12 meses, o total de novos postos formais abertos chega a 2.455.662.

Os dados de agosto demonstram, ainda, que somente no intervalo de julho de 2020 a agosto de 2022 — considerado o período de retomada do emprego formal — o país registrou um saldo positivo de 5.836.476 postos de trabalho.

O Caged serve como base para a elaboração de estudos, pesquisas, projetos e programas ligados ao mercado de trabalho e, desta forma, subsidia a tomada de decisões para ações governamentais.

Setores da economia
O Novo Caged de agosto mostra, ainda, que a geração de empregos no país se deu em todos os cinco setores monitorados. O setor de Serviços liderou mais uma vez, tendo criado 141.113 postos, um crescimento de mais de 59 mil novos empregos em comparação aos dados de julho. Na sequência, aparecem os setores da Indústria (52.760 postos), Comércio (41.886), Construção Civil (35.156) e Agropecuária (7.724).
Considerando todos os oito primeiros meses deste ano, o setor da Construção Civil tem o desempenho mais destacado, com um crescimento de mais de dez por cento (10,8%) no estoque de empregos formais. Todos os demais setores têm saldo positivo no acumulado do ano, com os serviços chegando a 1.027.288 vagas geradas em 2022 e a indústria tendo aberto 319.379 novas vagas.
É importante ressaltar que pelo terceiro mês seguido o salário médio real de admissão apresentou crescimento, fruto do aquecimento do mercado de trabalho e do sucesso das políticas de controle da inflação.

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Universitária acreana selecionada em evento nacional de inovação terá apoio do governo do Estado

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Talento nato. Assim pode ser definida a estudante Heloísa Braga de Lima, acadêmica do 2º período de Direito da Universidade Federal do Acre (Ufac). Selecionada para a segunda etapa do 14º Campus Mobile, programa nacional de inovação e empreendedorismo do Instituto Claro, a estudante terá o apoio do governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), para participar da fase presencial do evento, que será realizado em São Paulo (SP), entre os dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro, garantindo a representatividade do estado.

Entre 447 projetos de todo o país, apenas 102 foram selecionados para a próxima fase. O plano desenvolvido por Heloísa, intitulado “Self Pace: da inércia cognitiva à autonomia – tecnologia assistiva para neurodivergentes no Brasil”, propõe a criação de um aplicativo voltado à organização da rotina e ao fortalecimento da autonomia de pessoas neurodivergentes, como indivíduos com transtorno do espectro autista (TEA) e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). O objetivo é usar a tecnologia para causar um impacto social positivo.

Heloísa Braga de Lima (de azul) receberá apoio do governo, por meio da Seict, para participar da fase presencial do Campus Mobile. Foto: Emely Azevedo/Seict

De acordo com o titular da Seict, Assurbanípal Mesquita, o apoio institucional à universitária acreana está alinhado às políticas públicas do Estado voltadas ao estímulo à inovação e à valorização de talentos locais. “O governo do Acre entende que investir em jovens com iniciativas inovadoras é fortalecer o futuro do estado em diversas áreas essenciais. A seleção da Heloísa em um programa nacional desse porte mostra que temos capacidade criativa, técnica e social para ocupar espaços estratégicos no cenário da tecnologia e da inovação no país”, afirma.

A estudante explicou que o projeto nasceu de uma vivência pessoal e foi desenvolvido com foco em oferecer soluções práticas para desafios cotidianos enfrentados por pessoas neurodivergentes. “O Self Pace surge da necessidade de criar ferramentas que respeitem o tempo e as particularidades de cada pessoa. A tecnologia, quando bem pensada, pode ser uma aliada real na construção da autonomia e da qualidade de vida. Estou muito feliz em avançar para a fase presencial do Campus Mobile e extremamente grata pelo apoio do governo”, destaca.

Projeto feito por Heloísa propõe a a criação de um aplicativo para a autonomia de pessoas neurodivergentes. Imagem: reprodução

Diretora de Tecnologia da Seict, Priscila Messias ressaltou que a participação da jovem no evento nacional reposiciona o Acre no cenário nacional e também fortalece a presença do estado em ambientes estratégicos de inovação. “Esse tipo de programa proporciona acesso a mentorias, redes de contato e conhecimento aplicado, o que amplia a visão dos participantes e gera impacto direto no desenvolvimento de soluções com potencial social e econômico. Apoiar essa trajetória é parte do nosso compromisso com a formação de talentos e com a inovação no Acre”, aponta a gestora.

Durante a segunda etapa do Campus Mobile, os participantes passarão por uma imersão presencial com mentorias especializadas, oficinas práticas e apresentações técnicas para o aprimoramento dos projetos. Ao fim do programa, as iniciativas podem concorrer a premiações, investimentos e até experiências internacionais, como imersão no Vale do Silício, nos Estados Unidos. O apoio do governo reforça o avanço do Acre na área de ciência, tecnologia e inovação, além de evidenciar o papel do poder público no apoio a projetos que unem conhecimento e desenvolvimento humano.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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AMPAC repudia live de juiz aposentado antes de operação contra o crime organizado no Acre

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Transmissão exibiu comboio policial momentos antes da deflagração de ação do Gaeco e da Polícia Civil, que resultou em ao menos 15 prisões em vários estados

A Associação dos Membros do Ministério Público do Estado do Acre (AMPAC) divulgou, nesta terça-feira (13), uma nota pública de repúdio à transmissão ao vivo realizada pelo juiz aposentado e advogado Edinaldo Muniz momentos antes da deflagração de uma grande operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Acre (MPAC), em conjunto com a Polícia Civil.

A live, publicada nas primeiras horas da manhã, mostrou um comboio de viaturas e agentes que se preparavam para cumprir mandados judiciais. A operação ocorreu de forma simultânea em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá, além de outros seis estados, e resultou na prisão de pelo menos 15 pessoas, atingindo a cúpula de uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas e cobrança de “taxa de segurança”.

Durante a transmissão, Edinaldo Muniz abordou agentes ainda na madrugada e questionou a movimentação policial, sem obter respostas. Ao final do vídeo, afirmou não ter recebido informações sobre a ação, mas exibiu imagens completas do comboio.

A atitude gerou forte repercussão nas redes sociais e críticas de internautas, que apontaram risco à investigação sigilosa. Em nota assinada pela presidente da entidade, Juliana Maximiano Hoff, a AMPAC destacou que operações de combate ao crime organizado exigem planejamento rigoroso, atuação integrada e absoluto sigilo, devido ao elevado risco enfrentado pelos agentes públicos.

Segundo a associação, a transmissão ao vivo criou uma possibilidade concreta de frustração das medidas judiciais, ocultação de provas e fuga de investigados, além de expor indevidamente os profissionais envolvidos, aumentando o risco de reações criminosas. A entidade afirmou ainda que o único beneficiado por esse tipo de conduta é o próprio crime organizado.

A AMPAC ressaltou que a gravidade do caso é ampliada pelo fato de a live ter sido realizada por um juiz aposentado, com décadas de atuação na magistratura e pleno conhecimento da necessidade de sigilo em ações dessa natureza. Ao final, a associação repudiou veementemente a transmissão, reafirmou apoio às instituições de segurança pública e defendeu que o êxito dessas operações depende de responsabilidade, prudência e compromisso com o interesse público.

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Operação ‘Casa Maior’ cumpre mais de 100 ordens judiciais no Acre e em outros seis estados

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Polícia Civil do Acre e o Ministério Público concederam entrevista coletiva para apresentar detalhes e novos desdobramentos da Operação Casa Maior, que combate o crime organizado com atuação no Acre e em outros estados. Foto: Dhárcules Pinheiro/ Secom

Uma ação conjunta entre a Polícia Civil do Acre (PCAC) e o Ministério Público resultou no cumprimento de mais de 100 ordens judiciais nesta quarta-feira, 13, no Acre e em outros estados do país. A ofensiva, batizada de Operação Casa Maior, teve como foco o enfrentamento a uma organização criminosa com forte atuação interestadual, envolvida em tráfico de drogas, extorsão e crimes violentos.

No Acre, a operação foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e executada pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), em conjunto com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), e contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.

Ao todo, foram expedidos 62 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso. Até o momento, 15 pessoas foram presas, mais de R$ 27 mil em dinheiro foram apreendidos, além de uma arma de fogo, munições e veículos.

Até o momento, 15 pessoas foram presas e houve apreensão de dinheiro, arma de fogo, veículos e bloqueio de contas ligadas ao crime organizado. Foto: Emerson Lima/ PCAC

As medidas judiciais foram cumpridas nos municípios de Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, além dos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Paraíba e Mato Grosso. Segundo as autoridades, devido à ampla ramificação da organização criminosa, a operação precisou ser estendida para outros seis estados da federação, onde alvos estratégicos foram localizados e presos.

Em coletiva de imprensa, o Delegado-Geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, frisou que a operação representa apenas mais uma etapa de um trabalho investigativo contínuo de anos de investigação.

“As investigações não param por aqui. Estamos falando de um grupo criminoso altamente estruturado, que atuava na cobrança de pedágio de comerciantes, deliberava comandos para execuções e exercia papel decisivo dentro da organização criminosa. Não descartamos novas prisões e apreensões, pois esse trabalho não se encerra com a operação de hoje. As investigações continuam”, destacou o delegado-geral.

Arma de fogo e munições foram apreendidos durante a ação policial: Foto: Dhárcules Pinheiro

O coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bernardo Albano, ressaltou a complexidade da investigação e o alcance interestadual do esquema criminoso. “Foi identificada uma ligação direta entre criminosos do Acre com presos do sistema prisional do Rio de Janeiro e também com foragidos daquele estado. A investigação revelou ainda a participação de advogados já condenados por integrar organização criminosa, além do envolvimento de esposas de lideranças, que passaram a expedir ordens após a prisão de seus maridos”, afirmou o promotor.

As apurações também identificaram e resultaram no bloqueio de um grande fluxo financeiro utilizado para financiar as atividades criminosas e manter o padrão de vida das lideranças da facção. Além disso, os investigadores conseguiram mapear o processo decisório interno, as disputas de poder e a hierarquia dentro da organização.

Além do tráfico de drogas, a Operação Casa Maior desarticulou esquemas de extorsão contra comerciantes do centro de Rio Branco, que eram obrigados a pagar supostas “taxas de segurança” impostas por criminosos. A ação representa um duro golpe contra o crime organizado e reforça a atuação integrada das forças de segurança e do Ministério Público no combate às facções criminosas no Acre e no país.

 

Fonte: PCAC

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