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Ações e incentivos do governo impactam na redução do desemprego no Acre

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O Dia do Trabalhador, celebrado nesta quarta-feira, 1º, historicamente relembra o movimento da categoria por melhores condições de trabalho. Na data em que se celebra a importância dessa classe para o progresso da nação, o governo do Acre reúne ações que incentivam a geração de emprego e renda no estado, tanto na gestão pública, como na privada.

O resultado dessas ações é verificado diretamente nos dados que apontam índices positivos quando o assunto é geração de emprego. Um dos levantamentos que medem o índice de desocupação no mercado de trabalho registrado no Acre é a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No começo deste ano, os dados apontaram que o índice de desocupação no estado foi o menor entre as 27 unidades da federação no ano passado.

Aos 26 anos, Rodrigo destaca que passar em concurso foi a realização de um sonho. Foto: Marcos Vicentti/Secom

A publicação, feita em fevereiro deste ano, mostra que a taxa anual de desemprego no estado foi de 4,9%, o nível mais baixo da série histórica, que teve início em 2012.

Os mesmos dados positivos na geração de empregos podem ser vistos no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). De acordo com os números, no ano passado, o Acre fechou com 50.824 admissões contra 46.432 desligamentos, finalizando o ano com 4.392 novos postos de emprego formal e um estoque de 103.836 vagas, segundo o painel.

O maior empregador, de acordo com o levantamento, foi o setor de serviços, com 2.164 novos postos; seguido do comércio, 734 vagas e indústria, com 673 novos postos.

Já neste ano, em março, o Acre foi o estado com a maior geração de empregos formais, segundo o Caged. O saldo foi de 1.183 novos postos, sendo 5.003 admissões contra 3.820 desligamentos.

Ainda de acordo com a Pnad Contínua, o estado acreano tem 696 mil pessoas na idade de trabalhar e 335 mil estão na força de trabalho. O setor privado tem 114 mil pessoas empregadas, enquanto 72 mil pessoas estão no setor público. Ao todo, o mercado informal tem 139 mil pessoas.

Incentivo ao ambiente de negócios

Uma das ações em que o governo do Estado apostou para aproximar e desburocratizar alguns serviços ao empreendedor foi compor a sala destinada ao atendimento dessa categoria. A Junta Comercial é o braço do Estado que atende e incentiva a abertura de empresas.

Para a abertura e manutenção de uma empresa, há demandas no âmbito estadual e municipal e, a partir de agora, todos esses serviços vão estar reunidos em um só lugar.

A presidente da Junta Comercial do Estado do Acre (Juceac), Nayara Honorato, esteve presente na inauguração da Sala do Empreendedor em janeiro e destacou a importância da iniciativa.

“A Junta Comercial é o integrador estadual desse processo nos 22 municípios, interligando todos os órgãos licenciadores. Nessa sala vai estar o necessário para orientar sobre a abertura de empresa e todo o apoio”, explicou a gestora, ao salientar que o órgão é o coletor estadual para a constituição das empresas no estado.

O titular da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict), Assurbanípal Mesquita, destaca que o crescimento, mesmo durante um período desafiador, com perda de repasses, como o Fundo de Participação dos Estados (FPE), mostra que o esforço do governo do Acre tem gerado resultados positivos na economia.

“Foi um ano difícil para todo o país, mas o Acre conseguiu se sobressair com esses índices, bastante favoráveis. Isso graças à pujança do nosso setor empresarial, que inclui indústria, comércio e agronegócio, e que está aproveitando os incentivos e todo o ambiente de negócios, gerando o seu trabalho de produção e, consequentemente, empregos, dividendos e riqueza para o Acre”, observa.

Fabiana foi chamada em concurso da Sesacre no ano passado. Marcos Vicentti/Secom

Concursos e processos seletivos

A gestão pública também tem criado um ambiente de contratação, seja por concurso público ou contratação temporária. Só no ano passado, segundo dados da Secretaria de Estado de Administração do Acre (Sead), foram 6.222 servidores convocados para o quadro do Estado, resultado de concurso público efetivo ou processo seletivo simplificado, que oferece vagas temporárias.

A medida só reforça o compromisso do governo estadual em propiciar o ingresso dos jovens no mercado de trabalho. Para quem foi chamado, além da realização de um sonho, é a forma de contribuir para o progresso do estado, trabalhando na área que escolheu para atuar.

Para quem foi convocado, o sentimento é de sonho realizado. O concurso muda a vida não só de quem passou, mas é fundamental para a qualificação do serviço prestado à população. Uma das vagas do concurso da Secretaria de Saúde foi ocupada pela fisioterapeuta Fabiana Souza. Filha de fotógrafo, que também é ambulante, e de dona de casa, ela viu sempre na educação e na carreira do serviço público a oportunidade de assegurar aos pais uma aposentadoria tranquila.

Fabiana conta que foi desacreditada por muitos, mas que sempre aproveitou as oportunidades para o seu desenvolvimento, com ensinamentos dos pais, que, tendo estudado apenas até a 4ª série, sempre deram importância à educação formal das duas filhas. Estudante de escola pública, conseguiu ingressar em uma faculdade particular por meio da bolsa do Programa Universidade para Todos (Prouni), o primeiro degrau para ver sua história mudar.

“Com eles, aprendi sobre simplicidade, humildade, honestidade e respeito. Tem gente que tem mais ambição, mas eu não. Eu, conseguindo dar conforto aos meus pais, já está bom. Hoje posso contribuir em casa, sou a renda mais segura, o que me deixa feliz”, conta.

Neto de seringueiros, Rodrigo Araújo relata que sempre teve acesso às causas ambientais no seu cotidiano, principalmente porque morava no bairro Cidade Nova e via constantemente a casa alagar, fato que o fez buscar especialidade em recursos hídricos.

Mesmo tendo acesso a muitas ferramentas que o ajudaram a chegar ao serviço público, o engenheiro diz que sempre concentrou os esforços em estar no cargo que ocupa, atuando na área que sempre quis atuar.

“Estar aqui hoje é a realização de um sonho. Acredito que a inserção de pessoas mais jovens no serviço público é importante. Essa troca entre os mais jovens e os mais experientes traz uma renovação para a própria estrutura governamental”, avalia.

Leidiane Silva Santos estava há mais de seis anos desempregada antes de começar a trabalhar na obra da nova maternidade. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Obras gerando emprego

As obras também geraram emprego na construção civil e todos os setores que estão envolvidos nela. Um levantamento feito pela gestão do governador Gladson Cameli, que cumpre seu segundo mandato, mostra que o Acre tem 126 grandes obras entregues e ainda 444, entre as que estão em andamento, os projetos aprovados e aquelas em planejamento.

Uma das principais obras do governo, a nova maternidade, emprega diretamente mais de 70 pessoas. Enquanto estão envolvidos em uma das maiores construções do estado, os trabalhadores destacam como essa atividade econômica e o fomento na construção civil são importantes para tirar muitas pessoas da estatística do desemprego.

É o caso de Leidiane Santos. Apontadora de obra, ela compõe a equipe que levanta a Maternidade Marieta Messias Cameli. “Estava desempregada há mais de seis anos, quando surgiu a oportunidade aqui. Essas obras são muito importantes, porque geram emprego para todos nós. Então, é um local onde podemos trabalhar, ter nosso dinheiro em dia, e tudo isso é muito importante”, destaca.

Rafael dos Santos também passou um ano desempregado antes de ser chamado para trabalhar como servente de pedreiro na obra. “Já estou há sete meses ajudando aqui, e essa questão do governo apostar na construção civil é boa, porque tira muita gente da rua”, completa.

O governador do Acre, Gladson Cameli, em sua última vistoria à obra destacou a importância de apostar no setor de construção civil, que é um dos que mais gera emprego e renda no estado.

“Uma obra saindo do papel mostra o compromisso e a dedicação da nossa equipe. Isso aqui gera emprego, e podemos ver o otimismo e a dedicação dos funcionários. E mais ainda, aumenta a credibilidade que o Estado está tendo, porque a empresa está tocando a todo vapor e gerando emprego”, destacou.

Governador Gladson Cameli destaca que fomentar setor da construção civil é aumentar geração de emprego e renda no estado. Foto: José Caminha/Secom

Novo Sine

Outro ponto que ajuda na distribuição de vagas no mercado é o Sistema Nacional de Empregos (Sine), que, no primeiro trimestre do ano, fez mais de 10 mil atendimentos, desde a emissão da carteira de trabalho digital à emissão de cartas de encaminhamento.

Como explica a coordenadora do sistema, Jaqueline Castro, a instituição é uma intermediadora entre o candidato a uma vaga de emprego e a iniciativa privada “com orientação quanto à escolha de emprego, informações quanto aos recursos humanos disponíveis e, a partir da reestruturação, também com assistência social”.

E agora, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), entrega, no dia 3 de maio, como parte da programação alusiva ao Dia do Trabalhador, a nova estrutura do Sine, projeto que é uma parceria com o governo federal, por intermédio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Fonte: Governo AC

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Acre

Acre está entre os piores do país em perdas de água tratada, aponta estudo nacional

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Levantamento revela desperdício superior a 62% na distribuição e expõe desafios no saneamento básico do estado

No último domingo (22), data em que se celebrou o Dia Mundial da Água — instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 para reforçar a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos hídricos — um levantamento nacional chama atenção para a situação do Acre no cenário do saneamento básico.

O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, divulgou o “Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023)”, que analisa a eficiência dos sistemas de abastecimento no país. Segundo o estudo, o Brasil desperdiça 40,31% da água tratada antes que ela chegue às torneiras — um problema de impacto ambiental, econômico e social. No recorte estadual, o Acre aparece entre os estados com os piores indicadores do país.

De acordo com o levantamento, o Acre apresenta Índice de Perdas na Distribuição de 62,25%, percentual muito acima da média nacional (40,31%). Isso significa que mais da metade da água tratada no estado se perde ao longo da rede de abastecimento antes de chegar aos consumidores.

O estado figura entre os quatro piores do país nesse indicador, ao lado de Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Pará (58,71%). O estudo aponta que as maiores ineficiências estão concentradas principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Em contraste, estados como Goiás (25,68%), Distrito Federal (31,46%), São Paulo (32,66%) e Paraná (33,11%) apresentam índices inferiores a 35%, demonstrando maior eficiência na gestão do sistema.

No Índice de Perdas por Ligação, que mede o volume médio perdido por ponto de consumo ativo, o Acre também apresenta um dos piores desempenhos do país. O estado registra 1.001,04 litros por ligação por dia, quase três vezes acima da média brasileira, que é de 348,86 litros por ligação por dia.

Apenas o Amapá (1.057,73 L/lig/dia) e Roraima (933,03 L/lig/dia) apresentam índices semelhantes ou superiores. Já estados como Goiás (124,25 L/lig/dia), Tocantins (178,81 L/lig/dia) e Paraná (221,97 L/lig/dia) estão entre os mais eficientes nesse indicador.

Segundo o estudo, os dados evidenciam desigualdades regionais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional das companhias de saneamento. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação — como o Acre — enfrentam maior risco de intermitência no abastecimento, pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos mais robustos para recuperar eficiência.

Em comparação internacional, o Brasil também apresenta desempenho abaixo do ideal. Enquanto o país registrou perdas de cerca de 40% em 2023, a média de países desenvolvidos, segundo o Banco Mundial, gira em torno de 15%.

O estudo ainda aponta pouca evolução nos últimos anos. Entre 2019 e 2023, o índice nacional de perdas na distribuição subiu de 39,24% para 40,31%, distante da meta de 25%. Já as perdas por ligação aumentaram de 339,48 litros por dia para 348,86 litros por dia no mesmo período, também acima da meta de 216 litros estabelecida pelo governo federal.

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Semana começa com calor, sol entre nuvens e pancadas de chuva no Acre

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Previsão indica temperaturas elevadas em todo o estado, com chuvas rápidas e baixo risco de temporais

 

A previsão do tempo para esta segunda-feira (23) indica predominância de clima quente em todo o Acre, com sol entre nuvens e ocorrência de chuvas passageiras e pontuais. Em algumas áreas, as pancadas podem ser mais intensas. As informações são do portal O Tempo Aqui.

O mesmo padrão climático também deve atingir estados como Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Goiás, além do Distrito Federal, da região de planícies da Bolívia e da selva peruana.

Nas microrregiões de Rio Branco, Brasileia e Sena Madureira, o dia será marcado por calor, aumento de nuvens e chuvas rápidas e isoladas, com média probabilidade de ocorrência de chuvas mais fortes, mas com baixa chance de temporais.

A umidade relativa do ar deve variar entre 50% e 60% durante a tarde, alcançando índices entre 85% e 95% ao amanhecer. Os ventos sopram entre fracos e calmos, predominando do norte, com variações ao longo do dia. O risco de ventos fortes é considerado muito baixo.

Já nas microrregiões de Cruzeiro do Sul e Tarauacá, o cenário é semelhante, com calor, presença de nuvens e chuvas passageiras. A probabilidade de chuvas fortes é média, enquanto o risco de temporais segue baixo.

Nessas regiões, a umidade mínima deve oscilar entre 55% e 65% no período da tarde, podendo atingir até 100% nas primeiras horas do dia. Os ventos também permanecem fracos, com baixa possibilidade de rajadas intensas.

As temperaturas seguem elevadas em todas as regiões do estado, com mínimas variando entre 22°C e 25°C e máximas podendo chegar a 34°C, especialmente nas cidades do interior.

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Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026

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O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.

Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.

No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.

Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.

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