Para promover cidadania e segurança, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio da Polícia Militar realiza, desde o dia 19 de maio, ações itinerantes do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) nos municípios do estado.
Ações do Proerd chegam a municípios do interior e comunidades indígenas do estado por meio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp
O programa, que tem como objetivo conscientizar as crianças em fase de formação para o desenvolvimento da cidadania por intermédio de políticas antidrogas, teve início em Santa Rosa do Purus e atualmente está no município do Jordão, devendo ser finalizado no domingo, 2. A próxima cidade é Porto Walter, de 2 a 9 de junho, seguido de Marechal Thaumaturgo, de 9 a 16 de junho. Além desses, também está prevista a abertura de duas turmas em Tarauacá.
Comunidade em Santa Rosa do Purus. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp
O secretário de Segurança Pública, coronel José Américo Gaia, destaca que a ação é fundamental para a garantia das informações e da segurança nos lugares de difícil acesso. “É fundamental que as comunidades mais afastadas, as ribeirinhas e indígenas tenham acesso ao Proerd, que é uma política antiviolência que leva os conceitos de segurança a serem aplicados à vida, desenvolvendo o exercício da cidadania entre os futuros chefes do Estado, que são as crianças e adolescentes”, disse.
Secretário José Américo Gaia: “Conceitos de segurança aplicados à vida”. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp
Para ir esses locais, a Polícia Militar conta com o apoio da Segurança Pública, por meio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), já que, em muitos desses lugares, o acesso é apenas por via aquática e aérea, como destaca diretora operacional da PM, coronel Marta Renata Alves: “Sem esse apoio, não conseguiríamos chegar a essas localidades de difícil acesso, como Santa Rosa e Jordão. É uma parceria indispensável para nós”.
Diretora operacional da Polícia Militar falou da importância da parceria. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp
A coordenadora estadual de Polícia Comunitária e Direitos Humanos, tenente-coronel Ana Cássia Monteiro explica que, apesar de as agendas estarem marcadas até o fim de março, as ações não se encerram.
Tenente-coronel Ana Cássia Monteiro, coordenadora estadual de Polícia Comunitária e Direitos Humanos, disse que as ações são permanentes. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp
“A gente fez ano passado, estamos fazendo este ano e vamos continuar fazendo. São ações permanentes. Só que tem um período de espaçamento para outras demandas, porque o policiamento comunitário compreende diversas ações como policiamento escolar, o Proerd, Guardiões da Paz, Semeando Futuro, Sementinhas do Futuro, Jiu Jitsu com a PM, Funcional com a PM e Juntos pelo Acre”.
Proerd nas comunidades indígenas
Comunidade em Santa Rosa do Purus participou das ações. Foto cedida
Paralelo ao Proerd Itinerante, também está em trânsito o Proerd nas Aldeias, que é um projeto que surgiu há pouco tempo, em uma visita do 7º Batalhão da Polícia Militar (7°BPM) à Terra Indígena (TI) Igarapé do Caucho, em Tarauacá.
O coordenador estadual do Proerd, tenente-coronel José Jamisson Neri, explica quais serão as próximas ações do programa. “Estamos indo ao Caucho para uma reunião novamente com as lideranças indígenas, pais e professores da comunidade. Após finalizar essa visita, semana em que vem há uma visita à Aldeia 27, com o mesmo propósito. Estamos concluindo o planejamento, fazendo o levantamento de quantos alunos poderemos atender. Inicialmente será de forma intensiva”, relata.
Inicialmente as comunidades que sertão atendidas serão dos povos Huni Kuĩ (kaxinawá), em Tarauacá, os Yawanawá, na TI Rio Gregório e os Ashaninka, TI Kampa e Isolados do Rio Envira, em Feijó.
Por unanimidade, Corte considerou inconstitucional dispositivo que concedia título definitivo de terras após dez anos de ocupação; decisão atinge cinco unidades de conservação e reacende debate ambiental na Amazônia
A Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é possível transformar áreas de florestas públicas do Acre em propriedade privada após dez anos de ocupação ou concessão de uso. Por unanimidade, os ministros derrubaram um trecho da lei estadual que abria caminho para a titulação definitiva de áreas localizadas dentro de florestas públicas estaduais.
Para a Corte, a norma contrariava a Constituição ao criar uma espécie de regularização que resultava, na prática, na privatização de terras públicas inseridas em áreas protegidas. O entendimento reforça que florestas públicas só podem ter sua destinação alterada mediante critérios rigorosos e legislação específica.
O ministro Nunes Marques também afirmou que a medida viola o artigo 225 da Constituição, que garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Para ele, a desafetação automática com base apenas no decurso de prazo, sem estudos técnicos prévios e sem avaliação dos impactos ambientais, representa redução do nível de proteção ambiental.
O voto do relator invoca o princípio da vedação ao retrocesso ambiental, segundo o qual o legislador não pode enfraquecer conquistas já consolidadas na tutela do meio ambiente.
Outro fundamento apontado foi a ofensa ao regime jurídico dos bens públicos. A alienação de imóveis públicos, destacou o ministro, exige autorização legislativa específica e, em regra, licitação, conforme as normas gerais federais. Além disso, a Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada, o que é vedado pelas normas federais.
Florestas Atingidas e Mecanismo Anulado
A decisão impede a titulação definitiva de terrenos em cinco Florestas Estaduais (FES) do Acre:
FES do Rio Gregório
FES do Rio Liberdade
FES do Mogno
FES do Antimary
FES do Afluente do Complexo do Seringal Jurupari
A regra agora anulada, que alterava a Lei Estadual nº 1.787/2006, permitia que produtores de agricultura familiar ou extrativistas recebessem o título definitivo da área após dez anos de uso ou posse. Com o registro em cartório, a área seria automaticamente retirada da condição de floresta pública.
A Floresta Estadual do Antimary foi criada em 7 de fevereiro de 1997 com uma área total de 57.629,00 hectares, entre os municípios de Bujari e Sena Madureira. Foto: captada
Ação e Argumentos
A ação que levou à decisão foi movida pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas, que argumentou que a medida representava risco ao meio ambiente e afrontava regras constitucionais sobre terras públicas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também questionou a lei, classificando-a como uma forma de “privatizar” áreas de domínio público dentro das Florestas Estaduais.
O ministro relator, Nunes Marques, fundamentou seu voto em três pilares principais:
Violação de normas gerais da União: A norma estadual contrariava a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e a Lei de Gestão de Florestas Públicas, que determinam que florestas públicas devem permanecer sob domínio público, admitindo-se concessão de uso, mas não a transferência da propriedade a particulares.
Princípio da vedação ao retrocesso ambiental: A desafetação automática da área, sem estudos técnicos prévios e avaliação de impactos ambientais, representou uma redução do nível de proteção ambiental, ferindo o artigo 225 da Constituição.
Ofensa ao regime jurídico dos bens públicos: A alienação de imóveis públicos, como no caso, exigiria autorização legislativa específica e licitação. A regra criada pelo Acre foi considerada similar à aquisição de terras públicas por usucapião, o que é proibido pela Constituição.
Consequências
Com a decisão, o Estado do Acre não pode mais conceder títulos definitivos com base no dispositivo anulado, nem retirar essas áreas do regime de floresta pública.
É importante notar que, após a aprovação da lei estadual em 2024, as florestas estaduais do Acre apresentaram um aumento expressivo nas taxas de desmatamento. Dados do Imazon de agosto de 2025 mostraram que a FES do Rio Gregório, a FES do Mogno e a FES do Rio Liberdade estiveram entre as 10 unidades de conservação mais desmatadas naquele mês.
A FES do Rio Gregório, por exemplo, perdeu uma área equivalente a 200 campos de futebol. O julgamento do STF, realizado em sessão virtual entre 13 e 24 de fevereiro de 2026, encerra essa possibilidade legal e reacende o debate entre preservação ambiental e regularização fundiária na Amazônia acreana.
Ramal de acesso aos moradores da Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai), da floresta do Antimary, em Sena Madureira. Foto: captada
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, deu posse na manhã desta segunda-feira (2), aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026/2029. A solenidade foi realizada na Casa Rosa Mulher, localizada no Segundo Distrito da capital.
Prefeitura de Rio Branco dá posse aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom reforçou o compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, destacando que o respeito a elas deve ser uma prática constante, e não apenas uma prioridade no mês de março.
Prefeito Tião Bocalom reforça compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, afirmou o prefeito.
O gestor ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em áreas como transporte e construção civil, que tradicionalmente eram dominadas por homens.
O prefeito ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em muitas áreas profissionais. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Hoje, as mulheres desempenham funções que antes eram exclusivas dos homens, como motoristas de ônibus e caminhão, e até na construção civil, como pintoras. Elas são guerreiras e merecem ser reconhecidas”, frisou.
Suelen Araújo, diretora de Direitos Humanos, destacou a importância do conselho, especialmente no combate à violência contra a mulher.
Suelen Araújo mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O conselho tem como função garantir a segurança e dignidade das vítimas, assegurando que os casos de violação sejam denunciados e encaminhados aos órgãos competentes”, afirmou Suelen, acrescentando que fazia mais de cinco anos que o cargo de conselheiras não era preenchido. Ela também mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil.
A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, enfatizou a crescente preocupação com a violência contra a mulher no estado.
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas”, afirmou a vereadora. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou a vereadora.
Durante o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Durante todo o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres, com encontros, debates e fóruns que tratarão de temas como igualdade de direitos e enfrentamento à violência. A programação busca destacar as trajetórias das mulheres, fortalecer as políticas públicas voltadas para elas e ampliar o diálogo sobre seus direitos.
A Câmara dos Deputadosaprovou, nesta segunda-feira (2/3), o requerimento de urgência de um projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados. A proposta pode agora ser analisada diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas.
A proposta determina que varejistas interessados em vender os remédios deverão instalar um espaço específico, semelhante a um quiosque de farmácia, dentro de seus estabelecimentos. Pelo texto, a venda deverá ser feita obrigatoriamente sob a responsabilidade de um farmacêutico.
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