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Abertura da BR-421 poderia ser alternativa para o abastecimento do AC

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Com informações da Câmara dos Deputados

O líder do PSD na Câmara, Moreira Mendes (RO), usou a tribuna da Câmara,  usou a tribuna, para mais uma vez lamentar a situação em que se encontram os estados de Rondônia e Acre por causa das enchentes do Rio Madeira. Em sua fala, o parlamentar fez apelo para que as autoridades responsáveis liberem a BR-421 no entorno do Parque Estadual Guajará-Mirim. De acordo com Moreira, o trecho da rodovia vai garantir o abastecimento para as vítimas da enchente e a trafegabilidade até o Acre, que está isolado pela interrupção do tráfego na BR-364. “Faço esse apelo como modesto advogado do povo de Rondônia,  para que nos ajude a socorrer essa população sofrida do nosso estado e do Acre”, disse.

O parlamentar rondoniense lembrou que o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa aprovaram um decreto legislativo desobstruindo a BR-421, mas o Ministério Público Federal embargou a obra porque corta cerca de 18 quilômetros de uma unidade de conservação, um parque estadual. “Essa estrada poderia atender toda a comunidade de Guajará-Mirim, de Nova Mamoré, dos distritos de Abunã, de Vista Alegre do Abunã e do próprio Acre. Mas o Ministério Público não permite que a estrada seja aberta”, lamentou.

Segundo Moreira, que mora em Rondônia há 42 anos, a enchente do Madeira está prestes a atingir o maior nível da história. “Eu nunca vi nada parecido como a cheia que assola, hoje, Rondônia. A medida dos 19 metros acima do nível normal do rio é algo parecido com um edifício de 10 andares causando um verdadeiro desastre: mais de 2 mil famílias desabrigadas”, afirmou.

No discurso, o parlamentar explicou que as águas do Madeira vão continuar a subir, pois este rio é formado pelo Mamoré e Guaporé, afluente que começa a encher. Ele, também, disse que as Usinas de Santo Antônio e de Jirau não são responsáveis pelas enchentes.  “Essas duas usinas foram projetadas para receber um volume de água de até 83 mil metros cúbicos por segundo. Mesmo com toda a enchente ainda não atingiu 53 mil metros cúbicos por segundo. Portanto, não tem nada a ver com esses empreendimentos. Ainda há espaço para mais quase 40 mil metros cúbicos por segundo”, informou.

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Pé-de-Meia beneficia 39 mil acreanos e alcança quase 65% da rede pública

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O Acre registrou resultados com o programa Pé-de-Meia, que completou dois anos em 2026 e já beneficiou 39.161 estudantes do ensino médio, o que corresponde a 64,97% da rede pública do estado.

Desde a implementação, o número de alunos fora da escola caiu 43% no país, enquanto a taxa de reprovação escolar recuou 33% e o atraso escolar, conhecido como distorção idade-série, teve redução de 27,5% entre 2022 e 2025. A iniciativa faz parte de um esforço nacional que já beneficiou 5,6 milhões de estudantes em todo o país.

O programa oferece R$ 200 mensais aos estudantes que mantêm frequência escolar e um bônus de R$ 1.000 ao concluir o ano letivo, além de uma parcela extra para quem realiza o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os valores podem ser utilizados para despesas do dia a dia ou guardados em poupança, incentivando a continuidade e a conclusão dos estudos.

Segundo dados do Ministério da Educação, o Pé-de-Meia reforça políticas de inclusão e equidade, beneficiando especialmente meninas e estudantes negros, com 51,5% e 72,9% do total de beneficiários, respectivamente. Em todo o Brasil, 56.929 estudantes indígenas receberam o incentivo desde o início do programa.

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PF prende dois homens com cerca de R$ 1 milhão em dinheiro vivo em Boa Vista

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Valor apreendido pode estar ligado a fraudes em licitações e desvio de recursos públicos, segundo investigações

Dois homens, identificados como Idinaldo Cardoso da Silva e Ioladio Batista da Silva Neto, foram presos em flagrante pela Polícia Federal em Boa Vista com cerca de R$ 1 milhão em dinheiro vivo. A suspeita é de que o montante esteja relacionado a fraudes em licitações públicas.

O dinheiro foi encontrado dentro de uma mochila, dividido em cédulas de R$ 200, R$ 100 e R$ 50. A Polícia Federal não divulgou outros detalhes sobre os investigados.

Segundo a corporação, as investigações preliminares indicam que o valor pode estar ligado a irregularidades em processos licitatórios, além de possível desvio de recursos públicos e pagamento de vantagens indevidas.

Os suspeitos foram autuados pelo crime de lavagem de dinheiro e devem passar por audiência de custódia.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos no esquema. O Ministério Público se manifestou pela concessão de liberdade provisória aos presos.

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Rondônia rejeita subsídio federal ao diesel e aponta falta de garantia de redução nos preços

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Estado cita incertezas sobre efetividade da medida e limitações orçamentárias para não aderir ao programa do governo federal

O estado de Rondônia decidiu não aderir à proposta do governo federal que prevê subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio. A iniciativa tem como objetivo conter a alta no preço do combustível, mas, segundo o governo estadual, não há garantia de que o desconto seja repassado ao consumidor final nos postos.

Até o momento, Rondônia é o único estado da região Norte a recusar a adesão ao programa. Pará e Amapá ainda não se posicionaram oficialmente, enquanto os demais estados já sinalizam participação na medida.

De acordo com a Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), além das dúvidas quanto à eficácia do subsídio, o estado enfrenta limitações orçamentárias que dificultam a adesão neste momento.

O plano do governo federal prevê a divisão dos custos entre a União e os estados, com impacto estimado de aproximadamente R$ 1,5 bilhão nas receitas estaduais ao longo de dois meses. A compensação aos estados seria feita por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE). A proposta não inclui redução do ICMS e se soma a outras medidas já adotadas para tentar conter os preços dos combustíveis.

Até agora, 21 estados já aderiram à iniciativa. Mesmo sem consenso entre todas as unidades da federação, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a implementação do subsídio deve ocorrer.

Em nota técnica, a Sefin informou ainda que a decisão de Rondônia segue orientação do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), que aponta incertezas sobre a efetividade da proposta e alerta para possíveis impactos negativos nas contas públicas estaduais.

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