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Mulheres que venceram o câncer são atendidas em programa de reconstrução mamária no Acre: ‘restaurar a autoestima’

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Programa Opera Mama, lançado em junho deste ano pelo sistema de saúde pública do Acre, tem como objetivo devolver a autoestima de mulheres que precisaram retirar a mama durante a batalha contra o câncer de mama. Pelo menos 18 pacientes devem ser contempladas com a prótese até o final de 2024.

De acordo com a presidente da Fundhacre, Ana Beatriz Souza, o projeto contou com emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri (PP) para a compra de próteses

Por Renato Menezes, g1 AC — Rio Branco

Esta frase, dita pela dona de casa Francisca Augusta Cândida, de 53 anos, descreve o sentimento e a reação de milhares de mulheres que já receberam o duro diagnóstico de câncer de mama e que precisaram tirar um dos seios na luta pela vida. Além de prejudicar a saúde e a imunidade por conta do tratamento agressivo e doloroso, a doença também afeta diretamente a autoestima – tão valorizada no meio feminino e igualmente importante para o processo de cura.

“Me faltou o chão nos meus pés”.

O programa ‘Opera Mama’, da Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre) e Secretaria estadual de Saúde, surge com este objetivo: o de reconstruir a mama de pessoas acometidas pelo câncer e de reviver o sentimento de alegria destas mulheres ao se olharem no espelho e voltarem a se sentir bem com a própria imagem.

Inclusive, engana-se quem pensa que o câncer e demais tumores acomete somente mulheres acima dos 50 anos, idade considerada de risco pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, a luz rosa de alerta pode acender entre 4% e 5% das mulheres com menos de 35 anos.

“As doenças hoje em dia estão mudando o perfil. Antes acometia mulheres de mais idade. Hoje, a gente já observa um índice muito grande, várias patologias atingindo pessoas mais jovens. E eu senti esse impacto quando eu ia fazer a consulta, porque as pessoas chegavam e falavam ‘nossa, mas você é tão nova’”, destacou Sara Cristina Ferreira, de 29 anos.

Sara Cristina, de 29 anos, foi acometida por um tumor raro filoide na mama; ela é uma das pacientes do programa Opera Mama, da Fundhacre — Foto: Renato Menezes/g1

No caso desta jovem, ela foi acometida por um tumor raro filoide na mama, ainda aos 21 anos. Apesar de ter sido benigno, Sara sentiu medo do que isto poderia ocasionar em sua vida, afinal, ele crescia de uma forma assustadora e saía secreção. Em 2018, ano em que fez a cirurgia de retirada do tumor, o nódulo já pesava mais de dois quilos. Desde então, outras cinco abordagens cirúrgicas foram feitas para que a mama fosse preservada o máximo possível. Contudo, em 2020, ela não teve outra opção a não ser fazer a retirada total do seio.

“Foi um processo muito doloroso porque mexe diretamente com a autoestima da mulher. Na sociedade, tem-se aquela imagem do corpo bonito, da mama bonita. Foi muito difícil passar por esse processo. Ainda é difícil, porque você deixa de fazer coisas. Eu por exemplo deixei de usar [blusa] regata, biquíni. Então, afeita diretamente a saúde física, mental, social, em todos os aspectos da mulher”, disse.
Medo

Francisca Augusta também foi impactada pela perda da autoestima após descobrir a doença. Ela conta que ao sentir o seio inchado, a primeira reação foi de susto. Depois, começaram a sair secreções. Logo, o medo aumentou e, na mesma proporção, o nódulo, que chegou a medir sete centímetros de diâmetro. A termos de comparação, é o mesmo tamanho da circunferência de uma peneira pequena. Ela precisou esperar desinchar para, então, fazer os exames de ultrassonografia e ver do que se tratava: câncer.

“Me faltou o chão nos meus pés. Eu perdi uma irmã, uma sobrinha e tenho outra que já fez uma cirurgia com o caroço assim”, disse.

Francisca Cândida, de 53 anos, teve que tirar parte da mama após receber o diagnóstico de câncer; ela também é uma das pacientes do ‘Opera Mama’ — Foto: Gilberto Sampaio/Rede Amazônica

Esta realidade é um pesadelo na vida de, pelo menos, 73.610 mulheres em 2024, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A estimativa de risco é de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres. O estudo “Controle do câncer de mama no Brasil: Dados e números 2024”, do Ministério da Saúde, lançado em outubro deste ano, mostra ainda que esta doença é a que apresenta a maior mortalidade entre as mulheres.

O mês de outubro – e a campanha Outubro Rosa, que foi criada no início da década de 1990 – têm como objetivo compartilhar informações e promover a conscientização sobre o câncer de mama, para reduzir a incidência e a mortalidade pela doença. O Inca destaca ainda que um em cada três casos de câncer pode ser curado se for descoberto logo no início.

O diagnóstico só pode ser feito após investigação. Para isso, pode ser necessária a realização de:

  • exame clínico das mamas;
  • exames de imagem (mamografia, ultrassonografia ou ressonância, por exemplo);
  • biópsia.

Com o diagnóstico em mãos, Francisca decidiu, ainda em 2019, que não faria parte desta triste estatística e que transformaria sua coragem em forçapara não se render a esta doença. Lutou com todas as forças que tinha e fez o tratamento de combate às células cancerígenas. No caso dela, foram oito sessões de quimioterapia, cirurgia para retirada do tumor, e agora, em 2024, segue o tratamento de radioterapia na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).

Por morar em Boca do Acre (AM), distante 170 km de Rio Branco, a luta foi ainda mais intensa, já que tinha que se deslocar constantemente, lidar com todas as reações dos fortes remédios quimioterápicos, e ainda compreender que estava em uma situação de vulnerabilidade, sem os cabelos e sem parte da mama.

“Eu não podia nem descer e nem subir a escada, de tão enjoada. A comida do hospital eu não comia de jeito nenhum. Se eu comesse, eu vomitava ‘até as tripas’”, relembrou.

Programa Opera Mama foi lançado na Fundhacre e teve início em 18 de junho deste ano — Foto: Asscom/Fundhacre

Recomeço

Apesar de serem duas realidades distintas, Sara e Francisca almejavam a cura ao passo que compartilharam dores físicas e psicológicas semelhantes. Afinal, como seria possível voltar a se olhar sem uma mama, sendo que a situação era outra antes da mastectomia? O espelho, tão aliado da beleza feminina, se impunha como um vilão que mostrava as dores da alma refletidas nas cicatrizes do corpo.

Além do cansaço físico e mental, Sara e Francisca lutavam contra todos os pensamentos negativos.

“Às vezes as pessoas ficam: ‘não, mas você tem que agradecer a Deus pela vida’ e tal. Não é sendo ingrata, é porque mexe com a autoestima, é social. A sociedade quer que você tenha um corpo bonito. Eu tinha as duas mamas e, de uma hora para outra, eu já não tenho mais. Então, é um choque muito grande você se olhar no espelho, se encarar naquela condição, e saber que não volta mais. Por mais que você faça cirurgia reparadora, o toque e a textura vão ser diferentes”, falou Sara.

Opera Mama

Visando prestar assistência a estas mulheres que perderam suas mamas por conta desta batalha, devolvendo-lhes não apenas a autoestima, mas também a dignidade e a qualidade de vida, o programa Opera Mama, implementado no primeiro semestre de 2024 pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), tem a previsão de operar, neste primeiro ano, 18 mulheres. Segundo a Fundhacre, 12 já passaram por este processo e seis seguem fazendo os exames de rotina.

A reconstrução de mama é um procedimento cirúrgico que devolve confiança e esperança a muitas mulheres após a mastectomia. Além de restaurar a forma física, essa cirurgia tem um impacto profundo na autoestima e no bem-estar emocional, ajudando as pacientes a se sentirem completas novamente.

De acordo com a presidente da Fundhacre, Ana Beatriz Souza, o projeto contou com emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri (PP) para a compra de próteses, e foi implementado visando diminuir a fila de espera de mulheres que anseiam pelo procedimento de reconstrução. Ela destaca que, como é uma cirurgia de grande porte, é necessário que seja feita uma série de exames nas pacientes para que o procedimento seja executado com sucesso, sem prejuízos à saúde da mulher.

“Esta é uma cirurgia de grande porte, uma cirurgia grande, delicada, mas que tivemos o compromisso, na Fundação Hospitalar, de acolher esses pacientes, de fazer o ambulatório e também realizar a cirurgia. Tinham pacientes com espera de quatro anos na fila, e é muito grandioso a gente saber que estamos trabalhando para zerar essas filas”, disse.

Dr. Nelson Frota, cirurgião plástico, e paciente Francisca Augusta, uma das mulheres atendidas pelo programa Opera Mama — Foto: Gilberto Sampaio/Rede Amazônica

Profissionais empenhados

Um dos profissionais que atuam na linha de frente para devolver a autoestima a essas mulheres é o cirurgião plástico Nelson Frota, que trabalha na Fundhacre desde 2016 e, este ano, se uniu junto a outros médicos no programa Opera Mama. Ele explica que o primeiro contato que as pacientes tem é com o médico mastologista, onde é passado o procedimento necessário para cada caso, com intervenções cirúrgicas ou não. Após isto, o trabalho passa a ser feito em conjunto com a cirurgia plástica, visando à reconstrução.

“Essa cirurgia, uma vez personalizada, é possível atuar no próprio tratamento da doença já no tratamento da sua reconstrução mamária. A proposta que foi idealizada era que o cirurgião plástico atuasse junto com mastologia em conjunto, fazendo o tratamento da doença, a parte oncológica que fosse, e aí já entrasse no mesmo ato cirúrgico, na mesma internação, já com a reconstrução mamária, que já seria o chamado de ‘reconstrução mamária imediata’, podendo também ser prolongada e ser uma ‘reconstrução tardia’, quando é feito o tratamento oncológico e depois faz a parte de radioterapia, quimioterapia e faz a reconstrução”, falou.

Dr. Nelson Frota é cirurgião plástico e trabalha na Fundhacre desde 2016 — Foto: Gilberto Sampaio/Rede Amazônica

Este, inclusive, é o caso de Sara e Francisca, ambas acompanhadas pelo dr. Nelson. O profissional destacou ainda que a reconstrução mamária é muito mais do que um ato cirúrgico, é uma doação para fazer com que elas voltem a gostar de si próprias.

“E é isso que a gente busca para essas pacientes: trazer um conforto, trazer soluções, trazer com isso a reconstrução. E o que a gente observa é que essas pacientes ficam muito agradecidas, porque muitas estavam numa situação onde acreditavam que poderiam ficar daquela forma, mastectomizada, sem uma mama. E você traz essa opção de elas, novamente, poderem usar roupas que têm um contorno melhor, trazer essa parte da autoestima, deixá-la mais feminina, deixa a gente muito feliz em poder proporcionar isso para elas”, frisou.

Como já destacado, o procedimento é individualizado. A depender da cirurgia de personalização, elas seguem com os acompanhamentos nos meses seguintes para verificar se precisam, por exemplo, reconstruir o complexo areolopapilar – fundamental para a amamentação –, ou refinamento na parte de simetrização – para deixar as mamas mais harmônicas.

Para o médico, poder fazer parte deste processo de reconstrução da autoestima feminina por meio da cirurgia plástica é indescritível.

“Você poder, na posição de médico cirurgião, oferecer essa oportunidade de tratamento que muda a vida de uma pessoa, isso é muito mais do que gratificante. É fantástico”, destacou.

Dr. Nelson Frota e paciente Sara Cristina, uma das mulheres atendidas pelo programa Opera Mama — Foto: Gilberto Sampaio/Rede Amazônica

Esperança

Há três meses, Sara foi chamada para fazer a cirurgia de reconstrução mamária. Ela estava apta para o procedimento desde 2020. O Opera Mama contribuiu para que ela saísse dessa fila. Após o procedimento, ela tenta dar um novo rumo a vida. O pós-cirúrgico foi conturbado, em grande parte por conta do trauma de hospital. Agora, com a reconstrução, ela retorna a Fundhacre apenas para fazer os acompanhamentos de rotina, importantes na prevenção de outras doenças.

“Eu fiquei feliz e, ao mesmo tempo, apreensiva com a reconstrução mamária, porque seria mais uma cirurgia, né?! E eu vim de um processo já desgastante. Mas, foi um marco importante para eu restaurar minha autoestima de volta, porque é muito difícil se olhar no espelho e ver que foi mutilada”, comemorou.

Francisca Cândida, de 53 anos, teve que tirar parte da mama após receber o diagnóstico de câncer; ela é uma das pacientes do ‘Opera Mama’ — Foto: Gilberto Sampaio/Rede Amazônica

Já Francisca conta que foi pega de surpresa, já que pensava que seria prótese. No entanto, a cirurgia dela consistiu em reconstruir a mama mastectomizada com gordura coletada de áreas em excesso no corpo, para implantação nas mamas. Sobre o procedimento, ela disse que foi melhor que o esperado.

Agora, Francisca, Sara e as outras 16 mulheres contempladas pelo Opera Mama seguem em frente com os acompanhamentos médicos, revelando e ecoando seus depoimentos de otimismo a outras mulheres que estão neste processo de enfrentamento do câncer.

Sara deixa, por fim, uma mensagem de recomeço.

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Ambulatório Materno-Infantil de Rio Branco ultrapassa 3,1 mil atendimentos e reforça cuidado a gestantes de alto risco

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A gravidez desperta uma mistura intensa de emoções, sobretudo quando o percurso é marcado pelos desafios de uma gestação de alto risco. Em Rio Branco, esse cuidado especializado tem sido garantido pelo Ambulatório Materno-Infantil da Policlínica Barral y Barral, estruturado pela Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, como um reforço estratégico à rede de atenção à saúde da mulher e da criança.

Foto do Ambulatório
O Ambulatório Materno-Infantil da Policlínica Barral y Barral, é um reforço estratégico à rede de atenção à saúde da mulher e da criança. (Foto: Átilas Moura/Secom)

Implantado em maio de 2025 para responder a uma demanda reprimida superior a 350 gestantes que necessitavam de acompanhamento especializado, o ambulatório se aproxima de um ano de funcionamento com resultados expressivos. Entre maio de 2025 e a primeira semana de fevereiro de 2026, o serviço já realizou 3.153 atendimentos especializados, consolidando-se como referência no cuidado multiprofissional a gestantes de risco intermediário e alto, puérperas e crianças na primeira infância.

Para o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, os resultados alcançados pelo Ambulatório Materno-Infantil refletem o compromisso da gestão do prefeito Tião Bocalom com o cuidado às mulheres e às crianças, especialmente àquelas que vivenciam gestações de maior complexidade.

Foto do secretário de Saúde, Rennan Biths
“A implantação do Ambulatório Materno-Infantil foi uma decisão estratégica para garantir atendimento especializado, humanizado e contínuo às gestantes de alto risco”, destacou o secretário Rennan Biths. (Foto: Átilas Moura/Secom)

“Desde o início da gestão do prefeito Tião Bocalom, a saúde materno-infantil tem sido tratada como prioridade. A implantação do Ambulatório Materno-Infantil foi uma decisão estratégica para garantir atendimento especializado, humanizado e contínuo às gestantes de alto risco, reduzindo complicações e fortalecendo a rede de atenção à saúde. Esses mais de 3,1 mil atendimentos demonstram o empenho da gestão municipal em cuidar de quem mais precisa, com responsabilidade e compromisso com a vida”, destacou o secretário.

É nesse contexto que mulheres como Raíssa Fraga encontram acolhimento, cuidado e segurança. Aos nove meses de gestação, após vivenciar uma perda gestacional anterior, Raíssa segue uma nova trajetória de cuidado com acompanhamento contínuo no ambulatório.

Foto de Raíssa
Aos nove meses de gestação, Raíssa segue uma nova trajetória de cuidado com acompanhamento contínuo no ambulatório. (Foto: Átilas Moura/Secom)

“Em 2023, vivi uma perda muito marcante: descobri uma gravidez já avançada enquanto tratava uma pneumonia, e meu bebê já estava sem vida. A experiência deixou um trauma e muito medo. Agora, na segunda gestação, fiz todo o acompanhamento desde o início. Descobri descolamento de placenta, diabetes gestacional e pressão alta, e recebi todo o suporte no Barral y Barral, com acompanhamento constante da doutora Andressa”, relatou.

Foto de Raíssa recebendo atendimento especializado
“Tive momentos de insegurança, especialmente entre cinco e seis meses, mas ainda bem que as coisas evoluíram bem”, relatou Raíssa. (Foto: Átilas Moura/Secom)

Pelo relato de Raíssa, é possível perceber que o maior medo não era apenas o diagnóstico clínico, mas o receio de reviver a dor da perda. Próxima de dar à luz, ela acrescentou:

“Tive momentos de insegurança, especialmente entre cinco e seis meses, mas ainda bem que as coisas evoluíram bem, com controle da diabetes e da pressão. Hoje, com nove meses, estou na penúltima consulta e sendo encaminhada para a maternidade para os exames finais.”

Foto do secretário Rennan Biths e da gestante Raíssa
Assim como Raíssa, outras gestantes chegam ao Ambulatório Materno-Infantil encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). (Foto: Átilas Moura/Secom)

Assim como Raíssa, outras gestantes chegam ao Ambulatório Materno-Infantil encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), após a identificação de fatores de risco. É o caso de Rosenir Rodrigues, de 37 anos, gestante de sete meses, encaminhada da unidade do Sobral.

“Descobri a gravidez aos três meses, levei um susto. Como não foi planejada e aconteceu muito próxima da outra gestação, tudo ficou mais delicado. A doutora Cássia acompanha tudo com muita atenção: pede exames, faz ultrassom, acompanha o crescimento e escuta direitinho o coração do bebê todos os meses”, contou.

Foto do Ambulatório Materno-Infantil no Barral Y Barral
As gestantes passam por classificação de risco conforme protocolo do Ministério da Saúde, que utiliza critérios clínicos e cores que variam do verde ao vermelho. (Foto: Átilas Moura/Secom)

O Ambulatório Materno-Infantil funciona como um importante equipamento de apoio à Atenção Primária e à assistência de média complexidade no município. As gestantes passam por classificação de risco conforme protocolo do Ministério da Saúde, que utiliza critérios clínicos e cores que variam do verde ao vermelho.

Foto de atendimento de crianças no Ambulatório
Do total de atendimentos realizados, 1.578 foram em obstetrícia de alto risco, eixo central do serviço. (Foto: Átilas Moura/Secom)

Os dados assistenciais evidenciam a efetividade da proposta. Do total de atendimentos realizados, 1.578 foram em obstetrícia de alto risco, eixo central do serviço. Também foram contabilizados 773 atendimentos em fisioterapia pélvica, 271 em pediatria, 226 atendimentos de enfermagem voltados ao risco intermediário, além de 255 atendimentos em nutrição e 50 em psicologia, assegurando cuidado integral e atuação multiprofissional.

Foto de atendimento em recém nascidos
São verificados sintomas clínicos, como edema e alterações no sono, além da aferição de sinais vitais, além d eoutros exames. (Foto: Secom)

A enfermeira do ambulatório, Naiane Dourado, explica que o atendimento começa com uma avaliação completa da gestante. São verificados sintomas clínicos, como edema e alterações no sono, além da aferição de sinais vitais, incluindo pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura, saturação e glicemia, especialmente nas pacientes com diabetes.

O pré-natal de alto risco realizado no ambulatório investe no acompanhamento contínuo, com exames periódicos, orientações nutricionais, incentivo à atividade física segura e atenção à saúde mental, permitindo intervenções precoces e redução de complicações.

Foto da Obtetra Kassia do Vale em atendimento com uma gestatnte
A obstetra destaca que o serviço é essencial para prevenir agravamentos clínicos durante a gestação. (Foto: Átilas Moura/Secom)

A obstetra Kássia do Vale destaca que o serviço é essencial para prevenir agravamentos clínicos durante a gestação. Segundo ela, a identificação precoce de condições como diabetes e hipertensão gestacional, aliada à atuação de uma equipe multidisciplinar, contribui para desfechos mais seguros para mães e bebês.

Foto do Ambulatório Materno-Infantil
O Ambulatório Materno-Infantil amplia o acesso ao pré-natal especializado no âmbito municipal e contribui para a prevenção de internações evitáveis e de óbitos maternos e infantis. (Foto: Jefferson carvalho/Secom)

Parâmetros do Ministério da Saúde indicam que cerca de 15% das gestações podem evoluir para situações de alto risco, o que reforça a necessidade de serviços especializados integrados à rede básica. Nesse contexto, o Ambulatório Materno-Infantil amplia o acesso ao pré-natal especializado no âmbito municipal e contribui para a prevenção de internações evitáveis e de óbitos maternos e infantis.

Ambulatorio Barral y Barral 19

Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que aproximadamente 300 mil mulheres morrem todos os anos em decorrência de complicações na gravidez ou no parto, além de cerca de 2 milhões de bebês que não sobrevivem após 20 semanas de gestação ou durante o nascimento. No Brasil, a garantia do cuidado integral à gestante integra diretrizes acompanhadas pelo Ministério Público Federal (MPF), que atua no fortalecimento e na fiscalização de políticas públicas voltadas à saúde materna e infantil.

Foto do secretário Rennan Biths e de gestantes esperando pelo atendimento
No Brasil, a garantia do cuidado integral à gestante integra diretrizes acompanhadas pelo Ministério Público Federal (MPF). (Foto: Átilas Moura/Secom)

Além do impacto direto na assistência, o ambulatório fortalece a organização da rede municipal de saúde, garantindo que gestantes identificadas nas UBSs como de risco intermediário ou alto sejam encaminhadas de forma oportuna para acompanhamento especializado.

Foto do Ambulatório Materno-Infantil
O ambulatório garante que gestantes identificadas nas UBSs como de risco intermediário ou alto sejam encaminhadas de forma oportuna para acompanhamento especializado. (Foto: Jefferson Carvalho/Secom)

Por trás dos números, estão histórias como a de Raíssa Fraga, que sintetizam o papel do pré-natal de alto risco na garantia de cuidado, proteção e dignidade. Após uma perda marcada pela dor, o acompanhamento especializado permitiu não apenas o controle das condições clínicas, mas também a reconstrução da confiança em um novo desfecho.

Em Rio Branco, o acompanhamento especializado oferecido pelo Ambulatório Materno-Infantil reafirma o compromisso da Prefeitura com a ampliação e a qualificação dos serviços de saúde, consolidando-se como uma estratégia fundamental para proteger a vida de mães e bebês e melhorar os indicadores de saúde materno-infantil na capital.

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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Prefeitura de Rio Branco inicia retorno de famílias após vazante do Rio Acre

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A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, iniciou nesta segunda-feira (9), a operação de retorno das famílias que estavam abrigadas no Parque de Exposições, em decorrência da alagação provocada pela cheia do Rio Acre.

A ação marca o início da desmobilização do abrigo provisório após a redução do nível do rio, que nesta segunda-feira registrou a marca de 9,77 metros, oferecendo condições seguras para o retorno das famílias às suas residências.

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Segundo o tenente-coronel Balbino, da Defesa Civil, 39 famílias foram acolhidas no Parque de Exposições desde 17 de janeiro, sendo que nove já retornaram para casa com o início da operação de retorno. (Foto: Secom)

De acordo com o tenente-coronel Balbino, coordenador operacional da Defesa Civil no Parque de Exposições, 39 famílias foram acolhidas no local desde o dia 17 de janeiro. Destas, nove já retornaram para casa, duas na semana passada e sete nesta segunda-feira, quando oficialmente teve início a operação de retorno.

“Nós trabalhamos aqui no parque desde o dia 17, oferecendo toda a assistência às famílias. Nesse período, acolhemos 39 famílias e, agora, oficialmente, iniciamos a operação de volta para casa, com seis equipes atuando para garantir que esse retorno aconteça com dignidade. Essa foi uma das preocupações do nosso prefeito: envolver todas as secretarias, direta e indiretamente, para oferecer o apoio necessário às famílias”, destacou Balbino.

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No período em que permaneceram acolhidas, as famílias receberam todo o suporte oferecido pelo município. (Foto: Wilkes Silva/Secom)

Mesmo com a desmobilização gradual, o Parque de Exposições seguirá com toda a estrutura montada e equipes de segurança de prontidão, caso seja necessário um novo acolhimento em razão de eventual elevação do nível do rio.

“O parque continuará com toda a estrutura montada, com equipe de segurança cuidando das instalações, pronto para receber novamente as famílias, se houver necessidade”, reforçou o tenente-coronel.

Durante o período de acolhimento, as famílias receberam assistência integral do município. O diretor de Política de Assistência Social, Ivan Ferreira, ressaltou que o atendimento seguiu a política de acolhimento humanizado adotada pela gestão municipal desde 2021.

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Mesmo com a desmobilização progressiva, o Parque de Exposições permanecerá com a estrutura ativa e equipes de segurança preparadas para um novo acolhimento, se houver elevação do nível do rio. (Foto: Wilkes Silva/Secom)

“Desde o início da gestão do prefeito Bocalom, priorizamos levar dignidade às famílias em situação de vulnerabilidade social. No parque, acolhemos 39 famílias, somando mais de 114 pessoas, que receberam atendimento completo, incluindo Cadastro Único, assistência social, acompanhamento psicológico, benefícios eventuais e alimentação diária. No momento da saída, as famílias também recebem kit de limpeza e cesta básica, garantindo condições adequadas para o retorno aos seus lares”, explicou.

A moradora do bairro Ayrton Senna, Bianca Cavalcante, que esteve abrigada no local com o marido e três filhos, avaliou de forma positiva o atendimento recebido.

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Prefeitura segue monitorando o Rio Acre e mantém o plano de contingência ativo, com atuação integrada das secretarias para garantir resposta rápida, segura e humanizada em situações de emergência. (Foto: Wilkes Silva/Secom)

“Fomos bem atendidos. Já sabemos como funciona, pois não é a primeira vez que precisamos do abrigo. A expectativa de voltar para casa é muito boa. A gente nem imaginava que retornaria agora, mas, graças a Deus, já estamos voltando”, afirmou.

A Prefeitura de Rio Branco reforça que segue monitorando constantemente o nível do Rio Acre e mantém ativo o plano de contingência, envolvendo diversas secretarias, para garantir resposta rápida, segura e humanizada em situações de emergência, sempre priorizando a segurança e a dignidade da população.

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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Prefeitura de Rio Branco amplia vagas em creches e abre inscrições para o ano letivo de 2026

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A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Educação, anunciou, na manhã desta segunda-feira (9), a abertura oficial das inscrições para as creches do município, trazendo como novidade a ampliação significativa do número de vagas para o ano letivo de 2026. A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a educação infantil e o cuidado com as famílias rio-branquenses.

O anúncio foi realizado durante coletiva de imprensa na Creche Municipal Francisca Silva Maia, localizada no bairro Morada do Sol, com a presença do prefeito Tião Bocalom e do vice-prefeito e secretário municipal de Educação, Alysson Bestene.

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O prefeito destacou que garantir vagas em creches é fundamental para apoiar as famílias, em especial as mães que precisam voltar ao trabalho. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

De acordo com o prefeito, a oferta de vagas em creches representa um momento fundamental para a população, especialmente para as mães que precisam retornar ao mercado de trabalho.

“Cuidar de crianças é um prazer e uma responsabilidade enorme. Quando assumimos a Prefeitura, não havia vagas para crianças de zero a dois anos. A partir daí, começamos a abrir novas vagas e hoje já temos quatro unidades oferecendo atendimento para essa faixa etária”, destacou Bocalom.

Este ano, estão sendo disponibilizadas 2.200 vagas para crianças de zero a quatro anos, com inscrições realizadas tanto pelo portal da Prefeitura, quanto diretamente nas unidades escolares. O número representa um avanço significativo em relação ao ano passado, quando foram ofertadas 1.600 vagas — um acréscimo de 600 novas vagas, mesmo antes da conclusão de duas novas creches que estão em fase final de obras. Com a entrada dessas unidades em funcionamento, a expectativa é ampliar ainda mais o atendimento.

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O secretário Alysson Bestene afirmou que a rede municipal passa por planejamento pedagógico e formação dos profissionais, com investimentos que contribuem diretamente para os resultados alcançados. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

O secretário municipal de Educação, Alysson Bestene, ressaltou que toda a rede municipal se encontra em fase de planejamento pedagógico e de formação continuada dos profissionais. Segundo ele, os investimentos realizados refletem diretamente nos resultados alcançados pelo município.

“Ficamos felizes com esse resultado. Isso demonstra que estamos no caminho certo, investindo na educação como ferramenta transformadora do futuro dessas crianças. Hoje, Rio Branco é a segunda capital da Região Norte e a décima primeira do país em acessibilidade à educação pública, à frente de grandes capitais com orçamentos maiores. Vamos continuar avançando para melhorar cada vez mais a educação do nosso município”, afirmou o secretário.

O acréscimo de vagas possibilitará que cerca de 600 pais ingressem ou retornem ao mercado de trabalho, fortalecendo a renda familiar e garantindo mais segurança para as crianças.

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Logo cedo, Bruno Viga compareceu à Creche Francisca Silva Maia, no bairro Morada do Sol, para inscrever o filho Antony, de um ano e sete meses. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Logo nas primeiras horas do dia, o autônomo Bruno Viga, acompanhado do filho Antony Viga, de um ano e sete meses, esteve na Creche Francisca Silva Maia, no bairro Morada do Sol, para realizar a inscrição da criança.

“Chegamos cedo, fizemos a inscrição e agora é esperar o sorteio. Se Deus quiser, vamos ser contemplados para que meu filho possa começar a estudar e minha esposa possa trabalhar, melhorando a nossa rotina”, relatou.

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Assim como Bruno, Keitielly Rocha esteve na creche para inscrever o filho, concorrer a uma vaga e agradeceu à Prefeitura pela oportunidade oferecida à comunidade. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Assim como Bruno, Keitielly Rocha também compareceu à unidade para inscrever o filho e concorrer a uma das vagas disponibilizadas. Moradora da regional atendida pela creche, ela agradeceu à Prefeitura pela oportunidade.

“É uma ótima oportunidade para mães e pais que precisam trabalhar e não têm com quem deixar os filhos. Vim aqui porque essa creche é uma referência”, destacou a autônoma.

Ano letivo e investimentos na educação

Sobre o início do ano letivo, previsto para o dia 10 de março, o prefeito Tião Bocalom garantiu que, até o momento, a cheia do Rio Acre não deve interferir no calendário escolar. Segundo ele, com a redução do nível do rio, muitas famílias que estavam abrigadas no Parque de Exposições já retornaram para suas casas, sempre respeitando a vontade dos moradores.

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De acordo com o prefeito, até o momento, a cheia do Rio Acre não deve interferir no calendário escolar. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“Se houver necessidade, a Prefeitura dará todo o suporte e fará quantas remoções forem necessárias, priorizando sempre a segurança e a dignidade das famílias”, pontuou.

O secretário municipal de Educação destacou ainda que a rede está preparada para o início das aulas, com professores qualificados e estrutura adequada. Entre os investimentos realizados estão a distribuição de uniforme escolar, kit escolar, café da manhã e, como novidade para este ano, a entrega de tênis escolares para os alunos da rede municipal e papetes para as crianças das creches, garantindo mais conforto, dignidade e segurança.

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Os investimentos têm gerado resultados positivos, colocando Rio Branco como a segunda capital do Norte em acessibilidade à educação pública e referência na área. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Os investimentos refletem diretamente nos resultados. Rio Branco é hoje a segunda capital da Região Norte com melhor acessibilidade à educação pública, consolidando o município como referência na área educacional.

“Isso demonstra que estamos no caminho certo, investindo na educação como ferramenta de transformação do futuro das nossas crianças”, concluiu Alysson Bestene.

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Incricoes para Vaga nas Creches 9
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Incricoes para Vaga nas Creches 1

<p>The post Prefeitura de Rio Branco amplia vagas em creches e abre inscrições para o ano letivo de 2026 first appeared on Prefeitura de Rio Branco.</p>

Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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