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Acre

32 horas depois: Motorista fala sobre acidente onde escapou após ponte desabar

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ponte assis

Alexandre Lima

32 horas depois após a ponte desabar no município de Assis Brasil, a equipe do jornal oaltoacre.com visitou o local onde está sendo construída uma ponte por conta do Governo do Acre, sob o igarapé São Pedro distante cerca de sete quilômetros da cidade que dá acesso à comunidade do Icuriã.

O motorista do caminhão, Antonio Rodrigues (43), que estava jogando barro nas cabeceiras, foi surpreendido quando parte da ponte ruiu fazendo com que caísse de uma altura que pode chegar próximo a 20 metros e milagrosamente, escapou para contar a história.

Antonio conta que foi tudo rápido e reconheceu que um erro, de não estar usando o cinto de segurança, lhe salvou a vida. Disse que estava dentro da água quando acordou após bater a cabeça e conseguiu sair rapidamente da boleia do caminhão.

Na visita feita na ponte, se pôde ver que uma vistoria por autoridades deve ser feita o mais rápido possível na obra. Suspeitas da solda mal aplicada nos ferros, pode ter sido o motivo que não suportou o peso da caçamba com o barro.

A preocupação maior, seria após a inauguração quando ônibus com alunos e caminhões com produtores estivessem passando. A tragédia seria em proporções inimagináveis, fato esse que vem revoltando os moradores que tanto vinham sonhando com a ponte.

A equipe do oaltoacre.com gravou momentos quando o caminhão foi retirado do local onde caiu e seria levado para tentar ser recuperado.

Veja a vídeo reportagem abaixo com Marcus José e imagens de Marquinho Filho.

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Ponte do Estado desaba com caçamba e motorista escapa por milagre em Assis Brasil

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Acre

Ieptec convoca aprovados para atuação como bolsistas docentes no Acre

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O Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec) publicou nesta quarta-feira, 01, a convocação de candidatos aprovados em processo seletivo simplificado para atuação como bolsistas docentes mensalistas. A seleção tem como objetivo formar cadastro reserva para cursos ofertados pela rede de educação profissional no estado.

Os convocados irão atuar no município de Marechal Thaumaturgo, na área de assessoria pedagógica, com carga horária de 40 horas semanais e período de contratação previsto de até 24 meses.

Foram chamados os seguintes candidatos: Lucas Lima de Souza – 3º colocado (nota 64), José Francisco Souza Silva – 4º colocado (nota 60) e Emily Cinara Paiva da Silva – 5º colocada (nota 57).

Os candidatos devem comparecer para entrega de documentação e assinatura do termo de compromisso no município de Cruzeiro do Sul, no Centro de Educação Profissional e Tecnológica (CEPT) Ceflora. O atendimento ocorrerá nos dias 1º, 6 e 7 de abril de 2026, das 8h às 12h.

Para efetivação da contratação, os convocados deverão apresentar original e cópia de documentos como RG, CPF, título eleitoral, comprovantes de quitação eleitoral e judicial, comprovante de residência, dados bancários, além de documentação acadêmica e profissional.

Também será necessário comprovar cadastro ativo como credor junto à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), além de apresentar foto 3×4 e demais comprovantes exigidos no edital.

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Acre

Rio Juruá sobe para 13,87 metros e amplia número de áreas alagadas em Cruzeiro do Sul

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Prefeitura abre segundo abrigo e já atende 55 pessoas afetadas pela cheia

O Rio Juruá atingiu 13,87 metros nesta quarta-feira (1º), em Cruzeiro do Sul, deixando 33 bairros, comunidades rurais e vilas com pontos de alagamento.

Diante do avanço das águas, a Prefeitura abriu um novo abrigo na Escola Corazita Negreiros, no bairro do Telégrafo, além da Escola Rita de Cássia, no bairro Cruzeirão. Ao todo, 55 pessoas, de 7 famílias, estão acolhidas nos dois espaços. Uma família também está abrigada em casa de parentes.

Na Escola Rita de Cássia, estão 40 pessoas de 4 famílias, sendo duas delas indígenas. Já na Escola Corazita Negreiros, 15 pessoas de 3 famílias recebem atendimento. Nos abrigos, as famílias contam com três refeições diárias, além de assistência social e atendimento de saúde.

Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, Damasceno Júnior, a gestão tem intensificado o suporte às famílias atingidas. “A gestão municipal tem dado todo o apoio com serviços de saúde, assistência social, kits de limpeza e higiene e alimentação. Temos mais de 12 bairros e comunidades afetadas. Quem precisar deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193”, destacou.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, Josadac Cavalcante, a tendência é de continuidade na elevação do nível do rio até os próximos dias. “Nos últimos dias tivemos mais de 110 milímetros de chuva na região das cabeceiras do Juruá. Há sinal de vazante em Marechal Thaumaturgo, mas ainda há previsão de cerca de 50 milímetros de chuva, o que deve manter o rio em elevação, com possibilidade de se aproximar dos 14 metros”, explicou.

As famílias que necessitarem de apoio para sair de suas residências devem acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

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Acre

Acre retoma liderança feminina no governo com a posse de Mailza Assis e dá continuidade a uma história de avanços e inclusão

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Iolanda Fleming assumiu a chefia do Executivo estadual entre 1986 e 1987, após a renúncia de Nabor Júnior para concorrer ao Senado

O Palácio Rio Branco, na capital acreana, volta a ser palco de um marco histórico ao registrar, pela segunda vez, uma mulher que assume o mais alto cargo do Poder Executivo do Acre. Se em 1986, Iolanda Fleming fez do estado o primeiro do país a ser governado por uma mulher, 40 anos depois é Mailza Assis quem sobe as escadarias do Palácio com a missão de dar continuidade ao plano de governo construído em parceria com Gladson Camelí, que deixa o cargo para disputar as eleições deste ano.

Iolanda Fleming foi a primeira mulher a governar um estado no país e fez mudanças importantes na inclusão de mulheres em áreas dominantemente masculinas. Foto: Acervo José Diaz

O simbolismo ganha ainda mais força porque a trajetória das duas mulheres a ocupar a cadeira do Executivo se entrelaça não apenas neste momento, mas também em uma história maior de reconhecimento às mulheres que ajudaram a construir o Acre e a formular políticas públicas que transformaram de maneira definitiva práticas e procedimentos no estado.

Vice-governadora ainda se emociona ao relembrar sua gestão, considerada por ela como “simples”. Foto: José Caminha/Secom

Aos 89 anos, Iolanda revisitou o Palácio Rio Branco, espaço que guarda parte essencial de sua história e também da memória do Acre, e falou sobre sua gestão. Emocionada, relembrou que sua posse foi marcada por intensa comemoração das mulheres e contou com o apoio da população, mesmo em um ambiente que, sobretudo na década de 1980, era considerado predominantemente masculino.

Iolanda ficou marcada como a 9ª governadora do Acre e a primeira mulher a governar um estado brasileiro. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

A primeira mulher no Palácio

Iolanda Fleming assumiu a chefia do Executivo estadual entre 1986 e 1987, após a renúncia de Nabor Júnior para concorrer ao Senado. Iolanda ficou marcada como a nona governadora do Acre e a primeira mulher a governar um estado brasileiro, reconhecimento que lhe rendeu, em 2019, o Diploma Bertha Lutz, concedido pelo Senado Federal. A homenagem foi entregue pela então senadora Mailza Assis.

Iolanda foi homenageada pela PM no ano passado. Foto: Matheus Holanda/PMAC

Nascida em Manoel Urbano, filha de um seringueiro e de uma imigrante árabe, Iolanda jamais imaginou que, após trabalhar como empregada doméstica e agricultora, iria se tornar uma das mulheres mais importantes do país. Sua trajetória ganhou novos rumos quando abraçou a educação, como professora e, mais tarde, a advocacia, abrindo caminho para uma carreira marcada pelo pioneirismo e pela força feminina na política acreana.

“Como advogada, eu também fazia meu trabalho gratuitamente para quem precisava, porque sempre fui muito ligada ao povo, porque eu vim do seringal. Foi nesse espírito que decidi construir a Delegacia da Mulher, a segunda do Brasil, feita aqui no Acre por mim. Além disso, apresentei na Assembleia Legislativa o projeto que permitiu às mulheres ingressarem na Polícia Militar. Hoje, há mulheres militares que chegaram a coronéis e se aposentaram, nomeadas ainda no meu governo. Isso me orgulha muito”, relembra.

Aos 89 anos, Iolanda revisitou o Palácio Rio Branco, espaço que guarda parte essencial de sua história e também da memória do Acre, e falou sobre sua gestão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Conquistas que marcaram gerações

A presença feminina na Polícia Militar do Acre começou em 1985, quando cinco mulheres pioneiras ingressaram na corporação como sargentos, por meio de um concurso público exclusivo para candidatas. Naquele período, o Brasil vivia uma transição política, e a participação da mulher em funções militares ainda representava um grande desafio. Inicialmente destinadas a atividades administrativas e sociais, essas policiais romperam barreiras, destacaram-se pelo profissionalismo e contribuíram para a construção de uma nova imagem institucional.

Com o tempo, essas pioneiras, que só podiam alcançar o posto de capitã, mobilizaram-se politicamente e participaram da elaboração do projeto de lei que garantiu às policiais o direito de ascender aos postos mais altos da carreira, incluindo o de coronel. Em 1986, durante o governo da então governadora Iolanda Fleming, uma segunda turma feminina, composta por 11 mulheres, ingressou na corporação, formalizando o quadro feminino da PMAC. A partir daí, a presença das mulheres foi regulamentada e ampliada para todas as áreas da instituição: operações, inteligência, administração e comando.

Mailza Assis segue com planejamento da gestão Gladson Camelí. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Até brinquei com os militares dizendo que, se voltasse a ser governadora, meu secretariado seria formado só por mulheres, porque elas demonstraram um comportamento exemplar. Essas conquistas me marcaram profundamente e continuam me marcando”, relembra, com carinho.

Ao ser homenageada pela PM no ano passado, ela recebeu das mãos da comandante-geral, coronel Marta Renata Freitas, uma placa de homenagem por ter aberto esse espaço para as mulheres.

“Hoje é um momento muito emocionante. No meu governo, pude acompanhar o crescimento do Acre e o ingresso das mulheres na instituição. Tenho muito orgulho em ver que as mulheres acreanas alcançaram as mais altas funções no Estado. Todas as que hoje vestem o uniforme azul são vocacionadas e merecem estar aonde chegaram”, disse a ex-governadora.

Ao longo dessas quatro décadas, 566 mulheres já vestiram o uniforme da Polícia Militar do Acre. Atualmente, 302 estão na ativa, atuando em diferentes frentes: no policiamento ostensivo, no comando de batalhões e diretorias, na gestão administrativa e na formação de novos policiais.

Quando tomou posse, Laélia tinha 57 anos de idade e nunca havia ocupado um cargo político. Foto: Senado Federal

Mulheres que abriram caminhos

Para Iolanda, ver novamente uma mulher subir as escadarias do Palácio como a maior autoridade do estado é um misto de sensações e sentimentos. A cena revive aquilo em que sempre acreditou: a força feminina como motor de transformação social. Em uma época em que pouco se falava em empoderamento ou empatia, ela manteve firmeza nas decisões e conduziu o Acre com o que chamou de uma administração de “portas abertas”.

O Acre também foi pioneiro ao eleger a primeira mulher negra do país para exercer o mandato de senadora. Natural de Salvador (BA), Laélia Alcântara chegou ao estado em 1946, após se formar em medicina, e assumiu o mandato de senadora em 3 de abril de 1981, no período final da Ditadura Militar (1964-1985). Na época, o Acre ainda era território federal e contava com apenas seis médicos. Laélia se especializou em obstetrícia e pediatria, consolidando sua atuação na área da saúde.

Mailza iniciou sua vida pública em 2009, como secretária municipal de Administração de Senador Guiomard. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Sua carreira política teve início em 1962, quando foi eleita suplente de deputado federal pelo antigo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Com o bipartidarismo imposto pelos militares em 1965, migrou para o antigo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Em 1974, conquistou nova suplência, desta vez substituindo o senador Adalberto Sena.

Com a volta do pluripartidarismo em 1980, acompanhou a mudança da sigla e, já como peemedebista, tornou-se a primeira mulher senadora da República. Assumiu o mandato por cinco meses, entre abril e agosto de 1981, durante o afastamento de Sena por questões de saúde.

Sena retomou o cargo, mas faleceu em janeiro de 1982, confirmando o pioneirismo de Laélia Alcântara na Câmara Alta do Congresso Nacional. Ao ser efetivada, tornou-se também a terceira mulher a ocupar uma cadeira no Senado brasileiro.

Em 2014, Mailza foi eleita primeira suplente de senadora na chapa de Gladson Camelí. Foto: Neto Lucena/Secom

Gestão com sensibilidade e firmeza

Para Mailza Assis, ao subir as escadarias do Palácio Rio Branco, todas essas vozes e histórias femininas acompanham seus passos e suas mãos, que agora continuam escrevendo uma nova página da história do Acre, marcada pelo desenvolvimento, pelo protagonismo e pelo compromisso maior de focar nas pessoas e reduzir desigualdades.

Natural de Novo Mundo, em Mato Grosso, construiu uma trajetória pautada pela dedicação à gestão pública, pela inclusão social e pela defesa dos direitos humanos.

Sua vida pública começou em 2009, como secretária municipal de Administração de Senador Guiomard. Entre 2012 e 2013, assumiu a Secretaria de Assistência Social do município, onde idealizou projetos de grande impacto comunitário, como o Prefeitura no Bairro, que levava serviços públicos diretamente às comunidades, e o Natal Feliz, evento tradicional voltado ao acolhimento de famílias em situação de vulnerabilidade.

Sobre a continuidade da gestão, Mailza Assis ressalta que sua atuação ao lado de Gladson Camelí não se limita a um plano partidário, mas de estado. Foto Lucena/Secom

Em 2014, Mailza foi eleita primeira suplente de senadora na chapa de Gladson Camelí. Com a eleição de Gladson ao governo do Acre em 2018, ela assumiu a titularidade no Senado Federal em 2019, tornando-se a quarta mulher na história do estado a ocupar uma cadeira na Casa — após Íris Célia Cabanellas, Laélia Alcântara e Marina Silva — e a primeira senadora acreana a dar à luz durante o exercício do mandato.

“Assumir o governo é uma responsabilidade enorme, mas também um grande orgulho. É a oportunidade de mostrar que as mulheres, que já têm representatividade nesta gestão, podem avançar ainda mais. Para mim, significa muito poder demonstrar que é possível conduzir um governo que realiza obras e grandes projetos, mas que também tem sensibilidade para cuidar das pessoas”, reconhece.

Desde junho de 2024, Mailza Assis está à frente da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), conduzindo ações estratégicas em políticas afirmativas voltadas para o enfrentamento da pobreza, a segurança alimentar e nutricional, a igualdade de gênero e a garantia dos direitos humanos.

Como vice-governadora, é considerada pelo governador Gladson Camelí seu braço direito na gestão, reconhecida pelo olhar sensível e ao mesmo tempo pragmático para os assuntos de Estado.

Mailza Assis destaca que plano de governo segue focado em cuidar das pessoas. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Entre os principais programas de governo, Mailza se destaca pela atuação em iniciativas como o Mães da Ciência, voltado para mães solo; o Mulheres Mil, do governo federal que oferece cursos profissionalizantes em parceria com o Instituto Federal do Acre (Ifac) para mulheres em busca de inserção no mercado de trabalho; e o Mentes Azuis, direcionado a mães atípicas; além do Cozinha Solidária, do Juntos pelo Acre e, em parceria com a Receita Federal, o Guarda-Roupa Social.

“A mulher é o membro da família que se preocupa com todos. É a mulher que acompanha mais de perto a saúde das suas crianças, de seus pais e até do marido. Então, nós teremos sim um olhar diferenciado voltado para as questões femininas, mas sem abrir mão de continuar cuidando de todos. A principal marca da mulher é a inclusão”, enfatiza.

Sobre a continuidade da gestão, Mailza Assis ressalta que sua atuação ao lado de Camelí não se limita a um plano partidário, mas representa um legado para o Acre e para a população que acreditou e continua acreditando em um estado capaz de alcançar números históricos e se destacar, nacional e internacionalmente, com modelos pioneiros em diferentes áreas que melhoram a vida dos acreanos.

“Seguimos firmes, com seriedade, planejamento e compromisso, dando continuidade a um trabalho que olha para o presente e constrói, com responsabilidade, o futuro do Acre. Cuidar das pessoas é e sempre será a nossa maior prioridade”, afirma a governadora Mailza Assis.

Mailza também ressalta que a revitalização do Palácio faz parte de um conjunto de ações voltadas para a cultura. Foto: Neto Lucena/Secom

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