A transição entre as safras de castanha e açaí demonstra a importância da diversificação econômica para Pando. Foto: cedida
A temporada de safra de castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está chegando ao fim neste mês de março com um valor histórico de Bs 3.000 por barril, impulsionando a economia local e beneficiando milhares de famílias camponesas e indígenas. Yeri Galindo, secretário executivo da Federação dos Camponeses de Pando, destacou que o preço justo pago pelo produto gerou um impacto econômico significativo na região. Agora, os olhos se voltam para a próxima colheita, a de açaí, que deve começar em abril.
A safra de açaí, que começa em abril, conta com associações específicas de produtores em Pando. O fruto é comercializado principalmente para La Paz. Foto: cedida
“Este ano, os camponeses venderam a castanha a um preço justo, o que gerou um movimento econômico extraordinário em Pando. Com o fim da safra de castanha, estamos nos preparando para a colheita do açaí, outro produto essencial para nossa economia”, afirmou Galindo. Ele ainda agradeceu aos empresários locais que apostaram na compra da castanha a preços justos, evitando que o monopólio dos produtores do Beni, tradicionalmente maiores produtores, dominasse o mercado.
O secretário executivo da Federação dos Camponeses de Pando, destacou que o preço justo pago pelo produto gerou um impacto econômico significativo na região. Foto: cedida
A colheita de castanha, que começou em dezembro e se estende até março, envolve milhares de safeiras que adentram as florestas amazônicas para coletar os cocos que caem naturalmente das árvores. Cada coco pesa cerca de um quilo e, após a coleta, os frutos são reunidos em centros de coleta e comercializados para empresas beneficiárias. A atividade, apesar de desafiadora devido às chuvas intensas, é vital para a subsistência de muitas famílias na região.
Já a safra de açaí, que começa em abril, conta com associações específicas de produtores em Pando. O fruto é comercializado principalmente para La Paz, onde é processado como matéria-prima para diversos derivados. “Existem duas safras de açaí: uma na altura e outra no baixo. Ambas são fundamentais para a economia local”, explicou Galindo.
A transição entre as safras de castanha e açaí demonstra a importância da diversificação econômica para Pando, um departamento que depende fortemente dos recursos naturais da Amazônia. Enquanto a castanha encerra um ciclo de sucesso, o açaí surge como nova esperança para manter o dinamismo econômico e a geração de renda para as comunidades locais.
Com o fim da safra de castanha, estamos nos preparando para a colheita do açaí, outro produto essencial para nossa economia”, afirmou Galindo. Foto: cedida