Depois de enfrentar uma estrada em péssimas condições, caminhoneiros que chegaram ao Acre nesta quinta-feira (21) foram surpreendidos com a greve dos servidores da Superintendência da zona franca de Manaus (Suframa). A decisão da categoria federal é em protesto ao descumprimento de acordo com o governo sobre a reestruturação do Plano de cargos e salários.
A greve por tempo indeterminado na começou com críticas à infraestrutura e falta de valorização dos servidores. Em frente à sede do Acre, vários cartazes explicam alguns dos motivos da medida, que segundo os trabalhadores da autarquia, só depende do governo.
A greve é um protesto ao veto da presidente à emenda 13 da Medida Provisória que trata da reestruturação do Plano de cargos e salários dos servidores da Suframa.
Como em toda greve, os mais prejudicados são aqueles que dependem dos serviços públicos. Nesse caso, os caminhoneiros. Hoje, apenas nove ficaram sem atendimento, mas o fluxo maior é sempre na segunda-feira. Então quem está na estrada tem um motivo a mais do que se preocupar.
“Muitos bi-trens estão virando devido a buraqueira que ta a BR 364. A situação é feia mesmo. Agora chega aqui a greve, por tempo indeterminado”, critica o caminhoneiro Jorge Marques.
O motorista Vitalino Gasparelo chegou do Paraná na tarde desta quinta-feira. Também ficou sem atendimento. O transtorno segundo ele só começou por que vai atrasar o transporte de outra carga que já estava à espera.
“Isso gera custos. O prejuízo é normal por que numa hora dessas é só paciência, como você vai contra o governo, né”, questiona.
Segundo o coordenador local da Suframa, João Dias, os servidores cumpriram neste primeiro dia de greve o atendimento exigido de 30%, obedecendo a prioridade das cargas de medicamentos e alimentos perecíveis.
“Foi acordado deles cumprirem os 30% e hoje foi cumprido. E afirmaram que vão fazer isso todo dia de atendimento normal da Suframa”, explicou.
Fonte: Agazeta.net