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Saneacre vence barreiras da seca histórica e celebra vitórias alcançadas ao longo de 2023

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RETROSPECTIVA

As obras do governo, por meio do Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre), para levar água tratada a toda a população contempla cada um dos 22 municípios, incluindo a capital, em que o sistema de saneamento básico é gerido pela prefeitura, por intermédio do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), mudança que ocorreu em janeiro de 2022.

“A gestão Gladson Cameli não está medindo esforços para caminhar em consonância com a meta de universalização dos serviços de distribuição de água e tratamento de esgoto prevista no Marco Legal do Saneamento. Não existe, neste momento, um único município sem obra executada ou em execução pelo Saneacre”, comenta o presidente da autarquia, José Bestene.

Com a presença da vice-governadora, Mailza Assis, o presidente do Saneacre, José Bestene, assinou a ordem de serviço para revitalização da ETE Redenção, em Rio Branco. Foto: Aleksandro Soares/Saneacre

Quando faz um balanço das principais ações do Saneacre ao longo de 2023, Bestene logo aponta na direção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Redenção, localizada na parte alta de Rio Branco e que está prestes a ser inaugurada. A revitalização da ETE visa atender 40 mil rio-branquenses. A obra foi lançada em fevereiro.

Logo no início de 2023, o Saneacre teve que se preparar para minimizar os danos causados pelas mudança climáticas previstas para o ano, com a aproximação do El Niño e, ainda, a recente crise hídrica enfrentada pelo município do Bujari no verão de 2022.
“Nossas ações no Bujari ocorreram ainda durante o inverno, em parceria com o Deracre, limpando e ampliando a capacidade de reserva do açude”, lembra Bestene.

Saneacre ampliou a capacidade de reserva do açude que abastece o município de Bujari. Foto: Aleksandro Soares/Saneacre

As ações de contingência do Saneacre permitiram que o Bujari fosse um dos municípios menos agravados pela seca prolongada mais grave da história recente do Acre e da região amazônica, ocorrida neste ano de 2023. “Os mananciais do Saneacre colapsaram em vários municípios. Alguns sofreram racionamento, mas, graças à logística emergencial implementada para abastecimento por meio de caminhões-pipa, superamos a crise”, conta o presidente.

De acordo com Bestene, o governador Gladson Cameli garantiu total apoio para que o Saneacre enfrentasse a escassez. “Podemos dizer que enfrentamos uma verdadeira guerra e vencemos todas as batalhas contra esta estiagem histórica. E por esta experiência, temos o dever de manter o sistema sob controle, preservando e ampliando nossos mananciais para não sermos surpreendidos por outro desastre da natureza”, observou Bestene.

Regularize

Ao mesmo tempo em que executa obras para a ampliação da rede de distribuição e para a infraestrutura de captação e tratamento de água, o Saneacre está investindo na modernização de seu sistema de arrecadação.
Em julho, a autarquia lançou o programa Regularize, visando parcelar as contas vencidas dos consumidores em até 48 vezes. Em seis meses, foram arrecadados R$ 640 mil, numa demonstração de que o consumidor quer regularizar, bastando lhe oferecer uma oportunidade. Com isso, o Saneacre lembra que todo o valor arrecadado em tarifas de água e esgoto retornam como benefícios em saneamento para a população, o que possibilita à autarquia investir mais nessas ações.

Programa Regularize, até 31 de dezembro, oferece vantagens na renegociação de débitos de água junto ao Saneacre. Foto: Aleksandro Soares/Saneacre

Para que todos os usuários sejam atendidos, o Saneacre também adotou a Tarifa Social, que garante descontos para as famílias inscritas no Cadastro Único dos programas sociais do governo federal que, após aprovação do Conselho Superior da Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Acre (Ageac), entrará em vigor a partir de fevereiro de 2024.

“Hoje não temos dúvida de que estamos caminhando a passos largos para colocar o Acre mais à frente na meta de universalização do sistema de água tratada até 2030. Nossa parte está sendo feita, tendo a população como testemunha”, concluiu o presidente.

Nas torneiras

As obras de extensão da rede de água causam um impacto tão grande na vida das pessoas que chega a ser comovente. Lembra-se, então, alguns depoimentos, como o de Andrés Cleumo Souza, presidente da Associação dos Moradores do Bairro São Cristóvão, em Cruzeiro do Sul, onde a autarquia chegou levando água tratada para a população.
“Essa era uma questão antiga na comunidade, mas agora, com a assistência do Saneacre, estamos encontrando uma solução. A comunidade do bairro está profundamente agradecida”, afirmou Andrés.

Água potável significa mais saúde e qualidade de vida para a população. Foto: Aleksandro Soares/Saneacre

Seu vizinho, Hagamede Rocha da Silva, que mora na comunidade há 40 anos, lembrou que passou uma vida inteira carregando latas d’água e agora ela cai de sua torneira. “Não tenho palavras para agradecer ao governador e a toda a equipe do Saneacre”, comentou o morador.

Também em Cruzeiro do Sul, o líder comunitário Lourenço de Jesus destacou a importância dos serviços de ampliação da rede de água para os moradores. “Ficamos muito gratos, pois essa extensão de rede vai garantir água tratada e tirar a gente dos tempos de dificuldade”, disse.

Moradores da zona rural de Xapuri tiveram reações semelhantes com a chegada da água nas torneiras. Raimundo Nonato de Souza é um desses beneficiados. Ele conta sobre a dificuldade que tinha para o acesso à água potável. “A gente compartilhava uma caixa d’água. Cada um ia lá e pegava cinco, seis baldes. Graças a Deus esse problema vai ser resolvido. Era bem difícil”, relata.

No município isolado de Marechal Thaumaturgo o Saneacre também chegou usando estrada, rio e avião para levar mão de obra e equipamentos para executar obras de melhoramento e expansão da rede.

“Melhorou muito. Agora a água vem muito boa e ficou perto. Isso devia ter acontecido há muitos anos, mas agora foi feito e é muito importante para o nosso bairro”, disse Rosenil Matias, morador do Bairro União.

Acesso universal ao saneamento básico é a chave para promover saúde, dignidade e prosperidade em comunidades ao redor do mundo. Foto: Aleksandro Soares/Saneacre

Ao todo, o Saneacre providenciou mais de 10 km de extensão de redes de água nos 21 municípios pelos quais é responsável, atendendo cerca de 740 novas famílias. Com isso, o Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre, contando com apoio integral do governador Gladson Cameli, não apenas avançou significativamente na expansão da infraestrutura de saneamento básico, mas também enfrentou com sucesso desafios como a crise hídrica provocada pelo El Niño. Com obras que impactam positivamente a vida dos cidadãos em diversos municípios, o Saneacre, ao encerrar o ano, reafirma seu compromisso com a meta de universalização do sistema de água tratada até 2030, consolidando-se como um agente transformador na qualidade de vida da população acreana.

Valorização dos servidores

Em 2023, o Saneacre, comprometido com a valorização de seus servidores e aprimoramento dos serviços prestados à população, direcionou significativos investimentos na revitalização das agências municipais. Exemplificando este compromisso, destacam-se as transformações realizadas nas agências de Manoel Urbano, Capixaba e na Estação de Tratamento de Senador Guiomard.

Agências municipais do Saneacre são a referência para os clientes de água e esgoto. Foto: Aleksandro Soares/Saneacre

Essas iniciativas não apenas proporcionaram condições de trabalho mais adequadas para os colaboradores, mas também resultaram em espaços de atendimento ao cliente mais agradáveis e eficientes. Além da infraestrutura física, o Saneacre priorizou o bem-estar dos funcionários, incluindo a construção de espaços de convivência, como copas, nas agências revitalizadas.

Vale ressaltar que tais melhorias são impulsionadas pelo Programa de Estímulo à Construção Civil para Geração de Emprego e Renda no Acre – PEC/GER-AC. Com os olhos no futuro, as metas para 2024 incluem avançar na revitalização das unidades municipais restantes, consolidando o compromisso contínuo com a excelência operacional e o bem-estar dos colaboradores.

Educação Ambiental e Sanitária

O Saneacre tem desempenhado um papel crucial na promoção da educação ambiental e sanitária nas comunidades, reconhecendo a fundamental importância da conscientização da população para a preservação dos recursos naturais. Por meio do setor de Serviço Social, o Saneacre tem implementado ações que visam informar e engajar as comunidades em práticas sustentáveis. Parcerias estratégicas, como a estabelecida este ano com o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), fortalecem esses esforços, proporcionando uma abordagem integrada para a preservação ambiental.

Parcerias estabelecidas e as atividades promovidas pelo Saneacre têm desempenhado um papel fundamental na disseminação de conhecimentos sobre saneamento básico. Foto: Aleksandro Soares/Saneacre

A realização anual da Semana da Água destacou-se como uma iniciativa chave, proporcionando um período concentrado de conscientização e educação, onde a importância do saneamento básico, a economia de água e o correto descarte de resíduos são temas abordados de maneira abrangente, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável das comunidades. Essas iniciativas não apenas disseminam conhecimento, mas também fortalecem os laços entre a população e as práticas ambientais responsáveis.

Saneacre tem como meta em 2024 ampliar parcerias com instituições de conservação e de educação. Foto: Aleksandro Soares/Saneacre

Olhando para o futuro, a meta em 2024 é ampliar essas ações e parcerias, visando envolver ainda mais à população. Além disso, o Saneacre pretende incentivar escolas e outras instituições a explorarem de forma didática as estações de Tratamento de Água, proporcionando uma compreensão mais aprofundada do processo de tratamento. O desenvolvimento de materiais educativos, como revistas e jogos baseados em saneamento, será uma ferramenta adicional para educar e engajar os visitantes.

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Acre é destaque no ranking que mede equilíbrio de gênero na remuneração pública estadual

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O Acre continua em destaque no Ranking dos Estados com Maior Equilíbrio de Gênero na remuneração pública estadual, como o terceiro mais bem colocado, conforme Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (PNAD), que mede a diferença percentual do salário médio entre homens e mulheres na administração pública estadual, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicado nesta semana em que se comemora o Dia da Mulher.

Governo reforça necessidade de constantes investimentos que assegurem o protagonismo feminino Foto: Cedida.

Pelo terceiro ano consecutivo o Acre se mantem nessa posição, conforme dados da PNAD. Em nível estadual, as mulheres recebem, em média, 71% do salário dos homens. Para dar visibilidade a esse desafio, o Ranking de Competitividade dos Estados contempla o indicador de Equilíbrio de Gênero na Remuneração Pública Estadual com o objetivo de promover a equidade de gênero, e não favorecer um grupo em detrimento de outro.

O secretário de Estado de Administração, Paulo Roberto Correia avalia que esse resultado é motivo de orgulho para o Estado, ao passo que mostra que o serviço público do Acre vem avançando na construção de uma gestão mais justa e equilibrada. E, quando analisados os próprios dados da Secretaria de Administração, constata-se que as mulheres são maioria no quadro de servidores do Estado, o que demonstra a grande contribuição feminina para o funcionamento da máquina pública, acrescenta o secretário.

“Nosso compromisso é continuar valorizando todos os servidores, com critérios transparentes, respeito e igualdade de oportunidades. Uma gestão pública responsável e comprometida com as pessoas precisa garantir equidade, reconhecimento e valorização de quem trabalha pelo povo acreano”, reforçou Correia.

Desde que assumiu o Executivo, o governador tem sido um dos maiores incentivadores do protagonismo feminino, enaltecendo e elevando mulheres ao cargo de poder dentro de sua gestão.

Dar destaque ao público feminino também tem como pilar fortalecer a representatividade de um estado com população formada por 50% de mulheres. Dos 830.018 habitantes do Acre, 414.686 são do sexo feminino.

Governador defende e implementa ações que garantam que a representatividade feminina ocorra da prática. Foto: Marcos Santos/ Secom

“Esse resultado não é fruto do acaso, mas sim de políticas públicas consistentes que reconhecem o valor da representatividade e da igualdade de oportunidades. O governo do Acre tem desempenhado papel fundamental ao assegurar que mulheres estejam presentes em secretarias estratégicas, em cargos de liderança e em ações que moldam o futuro do estado”, destacou o governador do Acre, Gladson Camelí.

Em sua gestão, o chefe do Executivo Estadual reconheceu e deu espaço para que mulheres pudessem ser protagonistas. Um dos exemplos foi a posse de uma mulher no Comando da Polícia Militar do Acre pela primeira vez em mais de 100 anos.

“Essa presença feminina não é apenas simbólica, pois fortalece a gestão pública, amplia perspectivas e garante que decisões sejam tomadas de forma mais inclusiva e justa. Equidade de gênero na remuneração significa reconhecer que competência e dedicação não têm gênero”, enfatizou, ao frisar que este é um passo decisivo para que a sociedade avance rumo a um modelo de desenvolvimento em que homens e mulheres sejam igualmente valorizados.

“O Acre mostra ao Brasil que representatividade é mais do que números, é a construção de um poder público que reflete a diversidade de sua população e que se compromete com justiça social. Que esse equilíbrio inspire outros estados e se consolide como marca da nossa gestão”, finalizou o governador.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Bebê indígena de 1 ano morre após cair de rede em Santa Rosa do Purus; corpo foi armazenado em caixa térmica na delegacia

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Criança da etnia Kaxinawá morreu na sexta (6) e aguardava chegada de legista de Rio Branco; acesso à cidade isolada é feito apenas por barco ou avião

O coordenador regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Júnior Manchineri, confirmou que chefia da Unidade Técnica Local de Santa Rosa do Purus acompanha o caso. Foto: captada 

Um bebê indígena de 1 ano, da etnia Kaxinawá, morreu em Santa Rosa do Purus, cidade isolada no interior do Acre, na sexta-feira (6) após cair de uma rede. No hospital, o médico encontrou hematomas no corpo e acionou a Polícia Civil e a perícia para investigar a morte.

Sem Instituto Médico Legal (IML) na cidade, o corpo da criança foi armazenado em uma caixa térmica com gelo na delegacia enquanto aguardava a chegada de um médico legista de Rio Branco. O acesso à cidade de Santa Rosa do Purus é feito apenas por barco ou avião.

“Fizeram os cuidados necessários, colocaram gelo para manter o corpo da criança até a chegada da perícia. A família quer fazer o sepultamento, mas o corpo está na delegacia armazenado de acordo com o que o médico pediu. Está dentro de uma caixa térmica, colocaram gelo e cuidaram para que não tenha contato com a água. É a forma que tem de armazenamento lá”, confirmou o coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Purus (Dsei), Evangelista da Silva de Araújo Apurinã.

O médico encontrou hematomas no corpo e acionou a Polícia Civil e a perícia para investigar a morte. Foto: captada 

 

Equipe de legistas deslocada para o local

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que foi solicitada a ida de uma equipe de legistas na noite de sexta. Na manhã deste sábado (7), uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) pousou na cidade com os profissionais para realizar os procedimentos periciais necessários.

O coordenador regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Júnior Manchineri, confirmou que a chefia da Unidade Técnica Local de Santa Rosa do Purus acompanha o caso para garantir que todos os direitos dos indígenas sejam preservados durante a investigação.

Sem Instituto Médico Legal (IML) na cidade, o corpo da criança foi armazenado em uma caixa térmica com gelo na delegacia enquanto aguardava a chega de um médico legista de Rio Branco. Foto: captada 

De acordo com o coordenador, a criança é filho de um agente de saúde indígena da Aldeia Monte Sião. O servidor havia retornado com a família para a área urbana do município nesta semana para o início das aulas dos filhos.

Na última quarta-feira (4), o agente de saúde deixou o filho de 1 ano com uma das filhas adolescentes, de cerca de 13 anos, e foi até a região central pegar uma cesta básica com a Defesa Civil da cidade.

“Nesse período, deixaram o bebê com a filha e ele caiu da rede. Não está muito claro como ocorreu, mas a menina não contou para a mãe. No momento em que a mãe chegou, ela foi amamentar a criança e ela começou a vomitar. Mas começaram a dar chá para o bebê e cuidar em casa”, contou Evangelista Apurinã.

Após dois dias em casa, os pais do bebê resolveram ir até a unidade mista da cidade. “Sentiram que a criança estava em vida e levaram para a unidade. O médico de plantão falou que a criança chegou sem vida e foi fazer a declaração de óbito. Contudo, ele viu que a criança tinha alguns hematomas pelo corpo e não poderia dar a declaração. Então, foi à delegacia e acionou a polícia”, destacou.

O corpo da criança foi armazenado em uma caixa térmica com gelo na delegacia enquanto aguardava a chegada de uma equipe de legistas de Rio Branco. Uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) pousou na cidade na manhã deste sábado com os profissionais para realizar os procedimentos periciais necessários.

Uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) pousou na cidade com os profissionais para realizar os procedimentos periciais necessários. Foto: captada

O médico legista responsável pela análise do caso do bebê indígena de 11 meses afirmou que a causa da morte foi uma queda acidental. A informação consta no laudo preliminar elaborado por peritos e médicos legistas da Polícia Civil, que apontou traumatismo craniano na criança.

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) acompanha o caso para garantir que todos os direitos dos indígenas sejam preservados durante a investigação.

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Acre participa da 2ª Conferência Nacional do Trabalho e contribui com propostas para políticas de empregabilidade

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O governo do Acre participou entre terça, 3, e quinta-feira, 5, da 2ª Conferência Nacional do Trabalho. Por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine), vinculado à Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), o Executivo integrou os debates do encontro. O Estado foi representado pela coordenadora do Sine no Acre e secretária executiva do Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Renda (CTER-AC), Jaqueline Castro. A atividade foi realizada em São Paulo e reuniu representantes de todo o país para construir políticas públicas voltadas ao trabalho.

A conferência faz parte de um processo nacional de construção de políticas de trabalho que começou nas etapas estaduais, realizadas em todas as unidades da federação. No Acre, a fase local foi promovida em setembro de 2025 com representantes do poder público, trabalhadores, estudantes e empregadores para debater ideias voltadas ao fortalecimento da geração de emprego e renda. As contribuições foram encaminhadas para discussão na etapa nacional, organizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que consolidou 370 propostas para ações futuras.

Conferência discutiu políticas públicas para fortalecer a geração de emprego e renda no Brasil. Foto: Matheus Itacaramby/MTE

Jaqueline Castro destacou que o encontro permitiu integrar experiências de diferentes regiões do Brasil na construção coletiva das proposições. “As propostas apresentadas pelos estados passaram por comissões temáticas e grupos de consenso, onde analisamos prioridades e discutimos soluções para os desafios do mercado de trabalho. Cada região possui suas particularidades, e esse processo permite que diferentes realidades participem da construção das políticas nacionais”, disse.

Parte dos debates também envolveu o fortalecimento institucional do Sistema Nacional de Emprego em todo o país para alcançar cada vez mais trabalhadores. “Discutimos propostas diretamente voltadas aos Sines, inclusive buscando ampliar a participação desses serviços nas discussões orçamentárias. Houve grupos trabalhando nessa construção e fiz parte de um deles, contribuindo com o debate para fortalecer o atendimento aos trabalhadores em todo o país”, afirmou. Na fase acreana, o MTE anunciou R$ 1 milhão ao Sine Acre para a Casa do Trabalhador.

Jaqueline Castro, coordenadora do Sine Acre e secretária executiva do Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Renda (CTER-AC), representou o Acre no evento. Foto: cedida

O titular da Seict, Assurbanípal Mesquita, destacou a importância da participação do Acre nos espaços nacionais de debate. Para ele, estar na construção de propostas permite que as demandas regionais sejam consideradas na definição das estratégias. “Participar desse processo é fundamental para garantir que as demandas do Acre também estejam presentes na formulação das políticas nacionais. Quando o estado contribui com propostas e acompanha o debate, fortalecemos o papel do Sistema Nacional de Emprego e ampliamos as possibilidades de qualificação, intermediação de mão de obra e geração de oportunidades para a população acreana”, afirmou.

As delegações dos estados participaram de comissões responsáveis por avaliar e selecionar propostas que seguiram para votação na plenária final realizada na quinta-feira. As prioridades definidas vão orientar diretrizes nacionais relacionadas à geração de emprego, qualificação profissional, inclusão produtiva e melhoria das relações de trabalho no Brasil. A participação do Acre reforça a articulação entre estados e governo federal na construção de estratégias voltadas à geração de oportunidades e ao fortalecimento do Sistema Nacional de Emprego.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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