Luciano Tavares - Blog da Hora

Glória, arrogância, decadência, contradição, ressentimento e ódio.

O PT seguiu a cronologia da queda e peregrinou descendo rumo ao fundo poço. Em menos de 24 horas, no domingo (29), dia da votação, e na segunda-feira (30), dois episódios envolvendo nada mais nada menos que os presidentes do partido no Acre e em Rio Branco foram a representação máxima do pior momento da sigla no estado.

Primeiro veio declaração pública, no domingo, de voto do presidente estadual da sigla, o aguerrido Cesário Campelo Braga, em Tião Bocalom, agora prefeito eleito de Rio Branco pelo PP, alinhado com Jair Bolsonaro, inimigo número um do lulismo e do esquerdismo nacional. Depois surgem áudios da presidente municipal do partido, Selma Neves, chamando a atual prefeita de Rio Branco, Socorro Neri (PSB), de “vagabunda”. Uma mulher com ato de misoginia no comando de um partido que tem como uma de suas principais causas a defesa das minorias.

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O ambiente no PT é melancólico e deve ser encarado como terra arrasada, não pela sequência de derrota nas urnas, mas pela aparente perda daquilo que chamam de essência.

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E houve quem imaginasse que em 2018 ao perder o comando do Estado o PT havia chegado ao seu pior momento, mas não. Há algo para além do fundo do poço, que é abrir mão de princípios pelo fisiologismo.

PT: quem te viu, quem te vê.

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