Segundo André Hassem, os gestores municipais do Alto Acre já iniciaram as conversas para deliberar uma greve para alertar a população e tentar sensibilizar o Congresso e o governo federal sobre as dificuldades financeiras as prefeituras atravessam. “O corte do repasse do FPM impossibilita quase todos os investimentos municipais. Estamos conversando e poderemos fechar as portas das prefeituras em protesto”, diz Hassem.
De acordo com o prefeito, o movimento vem ganhando adesão em nível nacional. “Nos últimos dias, 1.206 prefeituras de sete Estados decidiram fechar as portas. Muitos serviços estão paralisados em cidades do Rio, Tocantins, Goiás e Sergipe. A situação O é tão grave que em algumas das cidades, o funcionamento de escolas e a coleta de lixo foram suspensos. De janeiro a setembro deste ano, o FPM recebeu cortes na ordem de d30% a 40%”, ressalta o gestor.
Ele alerta que a situação das administrações municipais do Acre podem se agravar mais que das cidades dos demais estados. “O nosso povo poderá sofrer ainda mais com o agravamento desta crise. Nossas cidades dependem dos repasses constitucionais, diante dos atrasos e cortes nos recursos, até os serviços básicos poderão como a coleta de lixo e funcionamento de escolas públicas poderão ser prejudicados. A única alternativa é protestar”, finaliza Hassem.
Da ContilNet