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Polícia Civil indicia enfermeira e médica por homicídio culposo após morte de recém-nascido na Maternidade Bárbara Heliodora

Perícia apontou negligência e imperícia no pós-parto; bebê de 5 meses de gestação morreu em outubro de 2025. Caso será denunciado pelo MP-AC.

Bebê “ressuscitou” dentro do caixão após 12 horas em saco e morreu horas depois em UTI, aponta investigação. Foto: captada 

Uma enfermeira e uma médica que atuavam na Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, foram indiciadas por homicídio culposo pela morte de um recém-nascido de cinco meses de gestação, ocorrida em outubro de 2025. A informação foi divulgada pela Polícia Civil em coletiva nesta terça-feira (27).

De acordo com o delegado Alcino Júnior, coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a perícia identificou negligência e falta de cuidados no pós-parto, além de imperícia no atendimento ao bebê. “A investigação conclui por uma contribuição para uma negligência logo após o parto. Essa contribuição foi importante para o óbito final”, afirmou.

O inquérito foi finalizado e encaminhado à Justiça. O Ministério Público Estadual (MP-AC) deve oferecer denúncia contra as profissionais. Após o caso, o governador Gladson Cameli determinou o afastamento da equipe envolvida. A criança morreu na maternidade por volta das 23h do dia 26 de outubro.

Segundo o delegado Alcino Souza, coordenador da DHPP, houve um “atestado de óbito inoportuno” e falta de cuidados que poderiam ter preservado a vida da criança, mesmo em condições precárias de sobrevida. Foto: captada 

Investigações

A investigação da Polícia Civil sobre a morte de um recém-nascido na Maternidade Bárbara Heliodora — durante o qual o bebê foi dado como morto e deixado no necrotério — foi determinante para o óbito. Segundo o delegado Alcino Souza, coordenador da DHPP, houve um “atestado de óbito inoportuno” e falta de cuidados que poderiam ter preservado a vida da criança, mesmo em condições precárias de sobrevida.

“Ainda que as possibilidades de vida fossem mínimas, temos a obrigação de lutar por ela. Isso serve para nós policiais e para o serviço de saúde”, afirmou o delegado durante a apresentação do caso. A polícia ouviu dez servidores da maternidade e concluiu pela existência de negligência no atendimento.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que deve denunciar uma enfermeira e uma médica por homicídio culposo. Após o ocorrido, o governador Gladson Cameli determinou o afastamento da equipe envolvida.

Recém-nascido de 5 meses de gestação foi velado como morto, mas familiares o encontraram chorando; polícia indiciou duas profissionais por homicídio culposo. Foto: captada 

Relembre o caso

Um bebê de cinco meses de gestação foi dado como morto após o parto na Maternidade Bárbara Heliodora, em outubro de 2025, e passou cerca de 12 horas dentro de um saco no necrotério até ser colocado em um caixão para velório. Durante o velamento, familiares ouviram choro e constataram que a criança estava viva.

O recém-nascido foi levado de volta à maternidade e entubado na UTI Neonatal, mas não resistiu e morreu horas depois. A causa da morte atestada inicialmente foi hipóxia intrauterina (falta de oxigênio). A família é de Pauini (AM) e veio ao Acre devido a complicações na gravidez.

A polícia indiciou uma enfermeira e uma médica por homicídio culposo, alegando negligência no pós-parto e atestado de óbito “inoportuno”. A Sesacre afirmou ter seguido protocolos de reanimação, mas abriu apuração interna. O caso também é investigado pelo MP-AC e pelo CRM.

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Publicado por
Marcus José