Acre
Peixes da Amazônia S/A: Salmonela, dívidas e mais um fracasso do Governo Tião Viana
Como praticamente tudo projetado pela equipe do atual governador do Acre, Tião Viana (PT), o Complexo de Peixes da Amazônia S/A, nasceu embrulhada em lençóis que pareciam ter sido tecidos em fios de prosperidade e foi alimentada a base de doses cavalares de “megalomania”. O resultado mostrado nos anos que se seguiu ao grandioso projeto que se revelou apenas mais um elefante branco do governo petista não foi glorioso, saudável e nem próspero. O que se viu a seguir foi uma classe empresarial endividada, sendo executada pelo próprio parceiro e incentivador – O Governo do Acre – fornecedores tendo que recorrer à justiça para receber os que lhes cabia por direito e para completar, veio a notícia de que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) apreendeu mais de 18,2 toneladas de pescado produzido pelo Completo de Piscicultura Peixes da Amazônia com sede em Senador Guiomard, no interior do Acre, após ter identificado salmonela no lote. Foi a pá de cal que faltava para enterrar o projeto natimorto.
O fim mesmo veio em tom de piada ao Governo do Acre que rir da boa fé da população acreana e usar a verba de mídia, paga a peso de ouro, para vincular peças publicitárias dizendo que o projeto está sendo vítima de tentativa de descredibilização assim como aconteceu com a indústria da carne no Brasil em data recente. A peça publicitária é a prova de que algumas vezes a emenda sai pior que o soneto. Não tem nada haver com tentativa de descredibilizar a Peixes da Amazônia, senhores publicitários da Companhia de Selva! Sabe por quê? Ela já descredibilizada. O que houve foi apenas a imprensa noticiando a operação feita por um órgão da mais absoluta credibilidade.
A Peixes da Amazônia SA nasceu fadada ao fracasso. Foi mais um dos delírios de um governo que evoca uma Camelot imaginária e que fez boa parte do empresariado local embarcar no delírio. Os empresários sonharam em ficar ricos vendendo peixes. Esqueceram apenas que olhar o próprio umbigo, já que não se deram ao trabalho de avaliar as condições locais e nem os estados vizinhos, Rondônia e Amazonas, que são gigantes no mercado de produção de pescado e que não desapareceriam milagrosamente com o surgimento da idéia dourada de Viana.
Um lead de uma reportagem da Agência de Notícias do Governo do Acre publicada em 20 de maio de 2015 nos dá a idéia da grandiosidade do projeto que em pouco se revelaria uma caixa de pandora aos pobres e a já falida ala empresarial local. “Investimentos na casa dos R$ 80 milhões, o Complexo de Piscicultura Peixes da Amazônia S/A está entre os modernos do país. Sua estrutura púbico-privada-comunitária foi feita de forma que contemplasse pequenos, médios e grandes produtores”, escreveu uma entusiasmada assessora de imprensa que no decorrer do seu texto deu conta ainda que além de contar com a boa vontade e suado dinheiro dos empresários locais, o Governo do Acre também iria dispor de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco do Pará, ambos instituições que compõem o Fundo de Investimento em Participações (FIP) Amazônia.
Quando o dinheiro e a boa fé são dos outros fica fácil para qualquer governo projetar algo grandioso, porém sem viabilidade, pois quando der errado, basta pegar um pouco mais desse dinheiro e investir em propaganda fantasiosa, suja!
* Gina Menezes é colunista e jornalista formada.
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Riozinho do Rola apresenta estabilidade no nível após chuvas em Rio Branco
Principal afluente do rio Acre permanece em 11,30 metros; Defesa Civil mantém monitoramento por risco de rápida elevação

Foto: Casa isolada pela água no riozinho do Rôla I Josenir Melo/ac24horas
As medições mais recentes do riozinho do Rola, principal afluente do rio Acre em Rio Branco, indicam estabilidade no nível do manancial na manhã desta quarta-feira (14), mesmo após as chuvas registradas nos últimos dias na região. Os dados constam nas planilhas do Sistema de Alerta de Eventos Críticos (Sace), do Serviço Geológico do Brasil (SGB).
De acordo com o monitoramento hidrológico, entre 8h15 e 9h15, o nível do riozinho do Rola permaneceu em torno de 11,30 metros, sem variações significativas. O registro aponta um cenário de equilíbrio momentâneo, após elevações observadas no início da semana.
Nas últimas 24 horas, o acumulado de chuva na área monitorada foi de 7,4 milímetros, volume registrado principalmente entre a madrugada e o início da manhã de terça-feira (13). As precipitações provocaram resposta hidrológica no rio, mas não resultaram em nova aceleração do nível nas medições mais recentes.
Apesar da estabilidade, o rio segue acima da marca de 11 metros, patamar considerado sensível por técnicos, especialmente por se tratar do principal afluente do rio Acre na capital. Segundo especialistas, qualquer novo aumento no volume de chuvas pode provocar elevação quase imediata no nível do manancial.
A Defesa Civil de Rio Branco acompanha as medições em tempo real e mantém estado de alerta, uma vez que o comportamento do riozinho do Rola costuma antecipar alterações no nível do rio Acre na capital acreana.
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Dois parques do Acre são indicados para turismo de observação de aves em catálogo de experiências de birdwatching no Brasil
O Parque Estadual Chandless e o Parque Nacional da Serra do Divisor, ambos no interior do Acre, são indicações de destinos ideais no Catálogo de Experiências do Turismo de Observação de Aves no Brasil, um produto consultivo de birdwatching (observação de aves), elaborado pelo Ministério do Turismo (MTur).
Os parques foram indicados para a publicação pela Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), como locais de prestígio para a prática da atividade que envolve a possibilidade de avistar aves raras e endêmicas. Acesse o catálogo aqui.

Para o titular da pasta, Marcelo Messias, o turismo de observação de aves é um dos setores que mais tem se destacado no Acre. “Estamos inseridos na região amazônica, o que por si só já é uma atração turística internacional. Então temos trabalhado para fortalecer tanto o turismo interno quanto a promoção do Acre, além de promovermos capacitações de bem receber, para melhor atender entusiastas que vêm de todos os lugares do mundo para conhecer as espécies da região”, destaca.

De acordo com o diretor de Turismo da Sete, Jackson Viana, o Acre é considerado o paraíso das aves entre os praticantes de birdwatching e a Secretaria de Turismo busca fortalecer o segmento. “Nós participamos de feiras nacionais – como o Avistar Brasil – levando o birdwatching, levando operadores de turismo que trabalham com esse segmento, promovendo atividades também aqui dentro do estado, de visitação a parques ambientais e locais onde existe a prática de observação de aves, bem como no Parque Nacional da Serra do Divisor”, destacou o diretor.
“É um trabalho que nós temos buscado fortalecer e consolidar e que ganha um novo registro e referência nacional ao fazer parte desse catálogo que detalha toda essa riqueza de aves do nosso país e que o Acre tem destaque nesse sentido. Então, para a nossa participação nesse processo, tivemos o cuidado de ajudar a fornecer informações para que agora tenhamos essa referência nacional por meio desse catálogo”, acrescentou Jackson.
Marco histórico na Ornitologia
Em janeiro do ano passado, o tovacuçu-xodó (Grallaria eludens) foi registrado por foto pela primeira vez na história, e a floresta acreana foi o cenário da façanha. A ave rara foi fotografada no Parque Estadual Chandless pelo biólogo e especialista em aves da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Ricardo Plácido.

Também em 2025, foi confirmado o registro de uma nova espécie de inhambu, a sururina-da-serra (Slaty-masked Tinamou), no topo do Parque Nacional da Serra do Divisor. A ave, localizada entre 300 e 500 metros de altitude, foi fotografada pelo pesquisador Luís Moraes, confirmando suspeitas dos ornitólogos Fernando Igor de Godoy e Ricardo Plácido, que já haviam feito uma gravação do canto da ave, em 2021.

Segundo o biólogo Ricardo Plácido, a observação de aves no Acre pode parecer uma atividade discreta, uma vez que os praticantes chegam de madrugada, passam o dia passarinhando (como é chamada a prática de observação de aves), geralmente na zona rural, e voltam à noite apenas para comer e dormir. No entanto, de acordo com o profissional, a prática de birdwatching tem uma história de mais de 10 anos no Acre e o reconhecimento do estado no Catálogo de Experiência em Turismo de Observação de Aves no Brasil veio para coroar esse trabalho.

“Na atividade em si, as pessoas querem aproveitar ao máximo a experiência em campo, na natureza, observando e fotografando os pássaros. Por isso que muitas vezes elas passam despercebidas. Mas esse fluxo já vem há mais de dez anos aqui no Acre e as plataformas de registros vêm demonstrando isso. As plataformas vêm tendo uma ascendência de número de registros e de espécies importantes que têm gerado repercussão nacional e induzindo a vinda de mais pessoas ao longo de quase quinze anos”, destacou Ricardo.
Reconhecimento e preservação da natureza
Os registros do tovacuçu-xodó já tinham colocado o Acre em evidência e a confirmação da sururina-da-serra levou o assunto a ser comentado como acontecimento ornitológico do século na Amazônia. Os feitos abriram novos debates sobre o fomento do ecoturismo e da observação de aves, desenvolvendo a economia ao passo que preserva a natureza.

“A descrição de uma espécie nova de Inhambu depois de quase cerca de 80 anos, mostrou de fato o nosso potencial e isso traz uma reflexão muito grande para que todos os atores, autoridades, tomadores de decisões e a nossa sociedade tenham um olhar de preocupação e de atuação, porque a gente tem, de um lado essa espécie recém descrita vulnerável, mas que a gente pode tornar isso uma oportunidade para atuar como um estado que protege suas espécies e gera benefícios financeiros com a conservação da natureza”, destacou Ricardo.

A sururina-da-serra, classificada como vulnerável, pode ser vista como uma “espécie bandeira” e “guarda-chuva” para a conservação ambiental, destaca o biólogo. “O desafio é esse, tornar a conservação da natureza algo que gere renda para as comunidades locais, para o estado, para a região como todo, e que essa movimentação ajude a proteger a espécie,” explica Plácido.
Patrimônio natural reconhecido
Localizado no extremo Oeste do Brasil, na fronteira com a Bolívia e o Peru, o Acre abriga mais de 700 espécies de aves, incluindo inúmeros endemismos da Amazônia e do Centro de Endemismo Inambari, o que representa mais de um terço das aves endêmicas do bioma amazônico. Na Serra do Divisor, próxima aos Andes, por exemplo, o estado possui avifaunas endêmicas, exclusivas da região, como a sururina-da-serra.

Com patrimônio natural rico, o biólogo Ricardo Plácido celebra o reconhecimento nacional e internacional, mas aponta a necessidade de ser reconhecido e valorizado localmente. “A gente precisa que a sociedade local reconheça a potência em biodiversidade que o Acre é, e adquirir esse pertencimento, que tenha orgulho, honra com o seu patrimônio natural, porque o Acre, de fato, ele é destaque internacionalmente por causa disso.”
Como chegar
No Catálogo de Experiências de Observação de Aves, foi indicado o Parque Estadual Chandless, que abrange os municípios de Manoel Urbano, Sena Madureira e Santa Rosa do Purus, no interior do Acre. O acesso pode ser feito por via fluvial, pelo rio Purus, partindo de Manoel Urbano, cidade a 228 km da capital Rio Branco, onde está o Aeroporto Internacional de Rio Branco (RBR), ou por avião de pequeno porte de empresas de táxi aéreo. Mais informações podem ser encontradas na página do Instagram: @pechandless.
O Parque Nacional da Serra do Divisor, que abrange os municípios de Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima e fica na região de fronteira com a Bolívia e o Peru, também foi indicado para a prática de observação de aves. Para chegar ao local, é recomendado o Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul. Do porto da cidade, segue-se viagem fluvial de dois dias para as pousadas localizadas no parque. Alternativamente, é possível dirigir 42 km por terra até Mâncio Lima e continuar a viagem por via fluvial, que dura cerca de oito a nove horas. Saiba mais aqui. Acesse o miniguia de aves da região aqui.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Rio Envira permanece acima da cota de transbordamento e mantém Feijó em alerta
Nível do manancial marcou 12,01 metros nesta quarta-feira (14); duas famílias foram retiradas de áreas alagadas

O rio Envira permanece acima da cota de transbordamento no município de Feijó e segue mantendo autoridades e moradores das áreas ribeirinhas em estado de alerta. De acordo com o Informativo Hídrico divulgado pela Defesa Civil Municipal nesta quarta-feira (14), às 6h, o nível do rio foi registrado em 12,01 metros.
Apesar da leve redução em relação à medição do dia anterior, quando o manancial atingiu 12,39 metros, o rio continua acima da cota de transbordamento, fixada em 12 metros, e bem acima da cota de alerta, que é de 11 metros. O cenário ainda é considerado preocupante pela Defesa Civil.
O transbordamento ocorreu na tarde de terça-feira (13), causando alagamentos em áreas ribeirinhas e em bairros mais baixos da cidade. Em decorrência da cheia, duas famílias precisaram ser retiradas de suas residências e encaminhadas para locais seguros.
A Defesa Civil de Feijó informou que mantém o monitoramento permanente do comportamento do rio e equipes de prontidão para agir em caso de nova elevação do nível ou necessidade de novas remoções. O órgão destacou ainda que o nível máximo histórico do rio Envira no município é de 14,54 metros, o que reforça o estado de atenção enquanto o manancial permanecer acima das cotas de segurança.









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