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Cotidiano

Para geógrafo, censo quilombola faz um retrato ainda incompleto

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Academia já vinha mapeando comunidades anos antes

Alcântara (MA) – Junho de 2009 – Moradores da Comunidade Quilombola Itamatatiua, em Alcântara, Maranhão. Foto: Divulgação/Ministério de Minas e Energia

Os dados sobre quilombolas no Brasil divulgados nessa quinta-feira (27) foram a primeira vez que um Censo Demográfico contabilizou a população quilombola. Mas, de acordo com o geógrafo Rafael Sanzio dos Anjos, os dados do Censo 2022 sobre os quilombolas devem ser encarados como um primeiro retrato oficial dessas populações, mas ainda não representa a realidade.

Os resultados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que vivem no Brasil 1.327.802 quilombolas, o que corresponde a 0,65% dos residentes no país. Os dados também mostram que essa população está distribuída por 1.696 municípios. Um levantamento prévio feito pelo IBGE em 2019 listou 5.972 localidades quilombolas para visitação durante o Censo 2022. No entanto, segundo o geógrafo, existem mais de 6 mil comunidades no país.

“Essa é uma primeira cartografia do IBGE. Podemos ter uma segunda, uma terceira e é lógico que isso deverá estar futuramente mais completo. Até porque nós estamos trabalhando com território de exclusão. São territórios que foram excluídos por cinco séculos. Não é no primeiro levantamento oficial que vamos ter todas as comunidades e todos os territórios étnicos. Seria pedir demais. Então é um processo. Acredito que o IBGE também tenha essa clareza”, avaliou.

Visibilidade

Pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em cartografia quilombola, Rafael destaca a importância do levantamento censitário para dar visibilidade a essas populações. “Nós temos sete Constituições Federais e apenas na última, de 1988, a palavra ‘quilombo’ vai aparecer. Ou seja, há 34 anos. Mas os quilombos estão presentes no Brasil desde o século 16. Por que tanto tempo, na nossa historiografia, tem esse registro de invisibilidade e de exclusão desse tipo de território de resistência?”, questiona.

O Censo Demográfico é a única pesquisa domiciliar que vai a todos os municípios do país. As informações levantadas subsidiam a elaboração de políticas públicas e decisões sobre onde o orçamento será investido. O Censo 2022 deveria ter sido realizado em 2020, mas foi adiado duas vezes: primeiro devido à pandemia de covid-19 e depois por questões orçamentárias. Embora o Brasil realize uma operação censitária a cada dez anos, somente nesta edição houve a inclusão de um quesito no questionário para identificar os quilombolas.

O geógrafo lembra, entretanto, que esforços para mapeamento dessas populações têm sido empreendidos há algum tempo na academia. Ele conta que uma dessas iniciativas está atrelada ao Projeto Geografia Afrobrasileira: Educação, Cartografia & Ordenamento do Território (Geoafro) que mobiliza pesquisadores da UnB, da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e de outras instituições, e conta com uma ampla rede de apoio que abrange inclusive órgãos vinculados ao governo, como a Fundação Cultural Palmares e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Rafael desenvolve estudos no âmbito desse projeto.

“Em 2000, o IBGE convidou o Geoafro para ir à sua sede no Rio de Janeiro apresentar seu primeiro cadastro. Apresentamos a publicação que constava uma pequena parte dos territórios quilombolas do Brasil. Então precisamos dizer que a preocupação do IBGE vem desde o ano 2000. Mas não aconteceu no Censo de 2000 e nem no de 2010. Finalmente aconteceu no Censo de 2022. É importante colocar isso porque esse dado novo que o IBGE levantou e está divulgando é resultado de um processo histórico que envolve diversos colaboradores”, pontua.

O Geoafro publicou no ano de 2020 seu mais recente cadastro de territórios quilombolas do Brasil, o qual aponta para os mais de 6.000 territórios quilombolas. Segundo Rafael, o Censo 2022 recenseou parte significativa, mas muitos ainda ficaram de fora. “Eu penso que é algo que o IBGE irá resolver dentro do seu processo de planejamento. Eu até diria que esses resultados deveriam ter um nome como primeira configuração ou como o primeiro retrato”.

De acordo com o pesquisador, um caminho para aprimorar futuros levantamentos é observar a distribuição geográfica das comunidades mapeadas e cruzar estas informações com dados históricos. “Aonde houve atividades econômicas coloniais imperiais, como mineração de ouro e diamante, ciclos de boiada, produção agrícola de cacau, café, cana-de-açúcar, algodão, enfim, onde houve essas atividades, existem comunidades quilombolas”.

Políticas públicas

Lideranças de comunidades quilombolas e organizações representativas têm manifestado a expectativa de que a divulgação dos resultados abra caminho para maior reconhecimento, garantia de direitos e acesso a políticas públicas. Rafael avalia que os dados levantados pela academia são dados “oficiosos”, que tem validade e credibilidade. Segundo o geógrafo, o dado oficial do IBGE tem outro tipo de penetração, devido ao seu valor dentro da governança da nação.

“É preciso olhar para essa oficialidade que o Brasil está dando aos territórios quilombolas e ver de que forma serão implementadas de fato políticas que são esperadas há muito tempo. Então, eu diria que é um momento especial nesse sentido, para que tenhamos diretrizes mais assertivas de políticas públicas”, diz.

“A educação quilombola, por exemplo, é necessária nos quilombos porque ela guarda a tradição, a cultura, a historicidade, a língua, as referências religiosas. Esse tipo de educação para um território tradicional merece uma prioridade. E aí o Ministério da Educação tem que trabalhar com isso”, conclui.

Edição: Marcelo Brandão

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Plácido de Castro bate o Náuas e estreia com vitória no Estadual

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O Plácido de Castro derrotou o Náuas por 1 a 0 na tarde deste domingo, 3, no Florestão, e estreou com vitória no Campeonato Estadual. O atacante Chico, ainda no primeiro tempo, decidiu o confronto para o Tigre.

Resumo da partida

Com um time formado por jogadores experientes, o Plácido de Castro começou dominando o jogo e criando oportunidades. A equipe fez 1 a 0 e poderia ter ampliado.

Na segunda etapa, o Náuas passou a jogar melhor e perdeu oportunidades para empatar.

Fala, Ismael!

“Estávamos precisando jogar. Fizemos um bom primeiro tempo e poderíamos ter conquistado uma vitória com um placar maior. Plácido é uma equipe de tradição e o nosso primeiro objetivo é classificar para o returno”, declarou o atacante Ismael.

Náuas desconcentrado

Para o goleiro Jorge, o Náuas pagou pela desconcentração na primeira etapa da partida.

“Falhamos no gol e demoramos para entrar na partida. Ainda tentamos o empate, mas infelizmente não foi possível”, disse o goleiro.

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Antônio Frota: um campeão nos circuitos e trilhas por acidente

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Foto PHD: Antônio Frota é um dos destaques do time Honda para a temporada

Não é exagero dizer que o ciclista Antônio Frota, 50, um dos melhores do Norte, é um campeão por acidente. O atleta começou a pedalar por causa de uma lesão grave na perna em um acidente de jet sky.

“Passei três meses em uma cadeira de rodas por causa do acidente. Minha esposa (Raquel Frota) sugeriu a bicicleta para ajudar e acelerar o processo de recuperação. Consegui me recuperar e não parei mais de pedalar”, disse Antônio Frota.

Muitos títulos

Antônio Frota é um dos principais atletas do time Honda para a disputa da temporada de 2024. Atual campeão acreano de velocidade, o atleta tem conquistas no mountain bike e também em eventos fora do Estado como no Norte/Nordeste.

“Disputei algumas das principais provas do ciclismo brasileiro com resultados importantes. O esporte requer um trabalho duro e vamos para mais uma temporada em busca de mais conquistas”, afirmou o ciclista.

Última temporada

Antônio Frota não fala em deixar as pistas e trilhas, mas essa deve ser a última temporada na categoria Elite.

“Tenho minha empresa e a família também pede mais tempo. O ciclismo hoje faz parte da minha vida e a ideia iniciar é diminuir os treinamentos e as competições”, declarou Frota.

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Amigos Solidários e Xavier Maia ganham jogos equilibrados na Copinha

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Foto Manoel Façanha: Boas partidas marcaram mais uma rodada no ginásio do Sesc

Partidas equilibradas marcaram a rodada, da categoria Sub-14, na fase de classificação da 9ª Copinha Arasuper de Futsal, nesSe sábado, 2, no ginásio do Sesc.

Os Amigos Solidários venceram o Real Madrid por 3 a 1 no primeiro confronto da programação e na segunda partida, o Xavier Maia bateu o Fênix por 3 a 2.

Sub-12

Furacão do Norte B 7 x 1 Cruz Azul

AME 3 x 2 Fênix

Sub-10

Furacão do Norte 5 x 2 Xavier Maia

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