O déficit das contas externas do Brasil foi de US$ 68,8 bilhões em 2025, conforme dados do Banco Central (BC). O resultado foi o maior em 11 anos. O balanço do ano passado representa 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB).
O número de 2025 foi alcançado diante de um crescimento de 3,92% ante 2024. Naquele ano o déficit somou US$ 66,2 bilhões (3,03% do PIB).
As informações fazem parte do relatório de estatísticas do setor externo, publicado nesta segunda-feira (26/1) pelo Banco Central. O documento reúne os valores desses tipos de movimentações financeiras mês a mês.
O resultado anual de 2025 foi fechado com os números de dezembro, quando houve um déficit de US$ 3,4 bilhões ante um déficit de US$ 10,2 bilhões no mesmo mês de 2024. Os valores indicam que o Brasil gasta mais do que recebe do exterior.
Para o cálculo mensal das transações correntes, o Banco Central considera o saldo da balança comercial (diferença entre os valores das importações e das exportações), os serviços e a movimentação de renda para outros países.
A balança comercial foi superavitária em US$ 60 bilhões em 2025. O resultado do ano passado representa uma redução de 8,9% em relação ao apurado em 2024. As exportações totalizaram US$ 350,9 bilhões (+3,2%), enquanto as importações somaram US$ 290,9 bilhões (6,2%).
Os investimentos diretos no país registraram saídas líquidas de US$5,2 bilhões em dezembro de 2025. No mesmo mês de 2024, o valor apurado foi de US$ 160 milhões.
O Banco Central também informou que o saldo das reservas internacionais do país aumentou US$ 28,5 bilhões de 2024 para 2025, resultando em US$ 358,2 bilhões. O valor tem a função de proteger o país contra crises externas.
Os destaques foram as contribuições positivas de variações por paridades, US$12,9 bilhões, receita de juros, US$8,9 bilhões, e variações por preço, US$6,8 bilhões.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL