Após chegar a 8,70 metros na semana passada, medição nesta quinta-feira (1º) registrou 2,40 m. Dados sobre famílias desabrigadas ainda não foram atualizados devido ao feriado. Foto: Marcus José
O Rio Acre deixou a cota de transbordamento (14 metros) na manhã desta quinta-feira (1º) em Rio Branco, marcando 13,94 metros às 6h. O recuo traz alívio para as dezenas de famílias que tiveram que deixar suas casas durante a cheia histórica de dezembro, cujo pico foi registrado no dia 29, quando o rio atingiu 15,41 metros.
Na fronteira com a Bolívia, o nível permanece estável, com 2,40 metros nesta tarde, após ter registrado 8,70 metros na semana passada — nível considerado “tranquilo” pela Defesa Civil da região.
Apesar da vazante, a Defesa Civil mantém monitoramento contínuo e alerta diante da previsão de chuvas para os próximos dias, especialmente nas regiões do Alto e Baixo Acre. Não há, no momento, indicação de risco iminente para comunidades urbanas na capital e na fronteira.
A régua linimétrica marcava 2,40 metros, um recuo significativo em relação aos 8,70 metros registrados na semana passada, que já haviam sido classificados como sem risco imediato. Foto: Marcus José
Fronteira (Brasiléia/Epitaciolândia/Cobija): Nível estável em 2,40 metros na tarde desta quinta (1º) – patamar considerado “tranquilo” pela Defesa Civil, mesmo após a elevação de 8,70 mregistrada em 19 de dezembro;
Rio Branco: Águas recuaram para 13,94 metros às 6h de 1º de janeiro, abaixo da cota de transbordamento (14 m), após pico de 15,41 m no dia 29 de dezembro.
O recuo nas águas na capital traz alívio para famílias ribeirinhas que haviam deixado suas casas, mas o número oficial de desabrigados ainda não foi atualizado neste feriado.
A Defesa Civil mantém alerta devido à previsão de chuvas para os próximos dias, mas sem indicação de risco iminente para áreas urbanas. O acompanhamento busca antecipar eventuais elevações que possam afetar comunidades no Alto e Baixo Acre.
Mesmo com as chuvas nestes últimos dois dias o nível do Rio Acre na fronteira se mantém estável e considerado “tranquilo” pela Defesa Civil. Foto: Marcus José
A diferença no comportamento do rio entre a fronteira e a capital evidencia a complexidade hidrológica da bacia, influenciada por chuvas localizadas, relevo e ação humana. Apesar da trégua, a situação ainda exige atenção constante das autoridades.
Em 2024, o Rio Acre havia registrado uma das maiores cheias da década, com transbordamentos recorrentes entre fevereiro e março. A vazante atual não descarta novos picos durante o período chuvoso, que segue até abril.
O monitoramento hidrológico continua ativo, com atenção para possíveis elevações diante da previsão de novas chuvas nas regiões do Alto e Baixo Acre. Foto: Marcus José