Acre
Jornalista do governo do Acre ministra palestra sobre Lei de Acesso à Informação durante caravana de formação popular indígena em Rio Branco
Contribuindo com o projeto Caravana, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a jornalista da Secretaria de Estado Comunicação do Acre (Secom), Tácita Muniz, ministrou uma palestra sobre a Lei de Acesso à Informação (LAI) durante a formação em comunicação popular indígena, realizada entre quinta-feira, 4, e sábado, 6, no auditório do Centro de Educação Letras e Artes (Cela), na Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco. Em parceria com organizações indígenas, o projeto leva, de maneira itinerante, oficinas e palestras que capacitam comunicadores de cada região.
A jornalista abordou a LAI, desde sua regulamentação até sua aplicação no dia a dia, garantindo o acesso e fiscalização de dados públicos. Além disso, esclareceu dúvidas sobre a Lei da Transparência e todas as garantias que os comunicadores e cidadãos têm, por lei, no acesso a essas informações.
“O objetivo era detalhar como funciona a LAI, como solicitar informações por meio dessa plataforma e também a forma de trabalhar esses dados de maneira prática na elaboração de conteúdos. É de grande relevância que, não só comunicadores, mas qualquer cidadão conheça essas leis que regulamentam a divulgação de recursos e dados da gestão pública. A LAI, além de ser um meio de acessar informações, é uma forma de fiscalização do poder público com relação à transparência, que é um dos pilares de qualquer gestão”, destacou Tácita.

A jornalista explicou que existe a transparência ativa, em que são contemplados os gerais que constam nos portais, e a passiva, que é onde entra a LAI. “É preciso fazer um pedido claro e preciso sobre essas informações e acredito que a palestra tenha gerado um debate muito legal a respeito. Fico feliz em poder contribuir com essa formação e com o surgimento de novos comunicadores no estado, principalmente entre a população indígena, que passa a ter autonomia na sua narrativa e atuação”, observou.
Multiplicar conhecimento
José Wandres Shawanawa, da Terra Indígena Jaminawa-Arara do Rio Bagé, em Marechal Thaumaturgo, participou da capacitação e destacou a importância do projeto para as comunidades indígenas, uma vez que define a comunicação como fundamental para a autonomia e expressão desses grupos.
“As informações que foram repassadas nos norteiam, para que possamos aplicar melhor os conhecimentos em cima daquilo que precisamos defender em nossos territórios, compartilhar com outras sociedades, para que, não só a gente, mas todos compreendam a importância de se preservar a vida, o meio ambiente, a importância de se comunicar e aprender ferramentas que podem subsidiar conteúdos em diversos temas, em que muitas vezes não sabemos como nos manifestar. Então acredito que essa formação é o início para que possamos aprender mais. São informações muito válidas, porque nos despertam para os cuidados, caminhos e metodologia que podem ser usados”, disse.
José destaca ainda que o encontro foi importante para descomplicar alguns temas, como Lei de Acesso à Informação e produção jornalística. “Esses temas trouxeram novas perspectivas, mas é preciso não deixar as informações repassadas nas oficinas se perderem. É preciso que nossas informações, repassadas aos meios de comunicação, tenham êxito e sejam transformadas em notícias, revelando aquilo que queremos transmitir, porque é isso que nos faz ter acesso ao restante da sociedade”, analisou.
Tácita Muniz é formanda em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Acre e atua há 14 anos na área, tendo passagens por jornais impressos e online, além de experiência em rádio e TV. Nos últimos anos esteve à frente da editoria do portal g1 no Acre, onde passou mais de uma década. Durante sua atuação no site, desenvolveu reportagens especiais voltadas para o meio ambiente e colaborou com projetos nacionais. Atualmente é repórter na Agência de Notícias do Acre e tem reportagens publicadas também nos sites nacionais Ecoa.com e Mongabay.

Caravana
A formação também contou com rodas de conversa sobre experiências de comunicação indígena; fundamentos da reportagem; Amazônia livre de fake news; técnicas de produção audiovisual; protocolos de segurança e cuidados; cuidados com a legislação e assédio judicial; reunião de pauta e rodas de conversa sobre como fortalecer a comunicação do Acre.
Lançado em outubro de 2023, o Projeto Caravana, da Abraji, é a primeira atividade da rede nacional de treinamento itinerante da associação. O projeto oferece formações especializadas para organizações de comunicação local, estabelecendo parcerias e promovendo cursos sobre jornalismo e temas da realidade do território.
A iniciativa, financiada pela Fundação Ford, é coordenada pelas jornalistas Nina Weingrill, cofundadora da Énois Laboratório de Jornalismo, e Thaís Cavalcante, cofundadora do portal Favela em Pauta. O apoio formativo tem duração de dois anos, e se encerra em junho de 2025.
Fonte: Governo AC
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Prefeito acompanha instalação do primeiro secador de café de Assis Brasil para desenvolvimento da cafeicultura local
Equipamento moderno marca novo patamar para produtores da região, com potencial para aumentar qualidade e valor agregado do café

Com capacidade para processar sacas por ciclo, o equipamento beneficiará diretamente famílias de cafeicultores da região, que antes dependiam de métodos tradicionais de secagem. Foto: captada
O município de Assis Brasil na tríplice fronteira do acre, deu um importante passo no fortalecimento da cafeicultura municipal com a instalação do primeiro secador de café da região. O equipamento, que representa um avanço tecnológico para os produtores locais, está em fase final de montagem e promete revolucionar o processamento do grão no município.
O novo secador permite um controle mais preciso do processo de secagem, fator crucial para a qualidade final do produto. Com capacidade para processar sacas por ciclo, o equipamento beneficiará diretamente famílias de cafeicultores da região, que antes dependiam de métodos tradicionais de secagem.
“Esta conquista é fruto de parcerias entre o poder público e os produtores rurais. O secador vai elevar a qualidade do nosso café e abrir novas oportunidades de mercado”, destacou prefeito Jerry Correia, durante a inspeção.
A instalação faz parte do plano municipal de fortalecimento da agricultura familiar e deve impulsionar a economia local, com estimativa de aumentar a renda dos cafeicultores. A prefeito Jerry Coreia (PP), anunciou que o equipamento será administrado de forma comunitária, com capacitações técnicas programadas para os próximos meses.
Produtores comemoram a novidade, que coloca Assis Brasil no mapa da cafeicultura de qualidade no estado. “Agora teremos condições de competir em melhores condições no mercado”, comemorou um dos cafeicultores da região, representante da associação local de cafeicultores.
O município planeja expandir o projeto com a aquisição de novos equipamentos e a criação de uma marca própria para o café de Assis Brasil nos próximos dois anos.
Veja vídeo:
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Detento confessa assassinato por vingança em presídio do Acre; polícia investiga participação de outros presos
Rio Branco, AC – A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu as investigações do assassinato do detento Aldair Feitosa da Silva, ocorrido na última terça-feira (1º) dentro do maior complexo penitenciário do Acre. O autor confesso, Dhionatan Oliveira Silva, afirmou durante interrogatório na Delegacia de Flagrantes que cometeu o crime como retaliação por agressões à sua esposa e insultos sofridos na prisão.

DH investiga homicídio no presídio após detento confessar crime por vingança.
Aldair, que cumpria pena de 11 anos e 4 meses por assalto a uma barbearia em 2022, foi morto ao retornar do banho de sol. Segundo relatos, ele foi estrangulado com uma corda e depois atingido por múltiplos golpes de estoque (arma artesanal comum em presídios). A polícia não descarta a participação de outros detentos no crime, já que a execução ocorreu em área de circulação do presídio.
Dhionatan, preso por **latrocínio**, não foi indiciado imediatamente devido à complexidade do caso. A DHPP deve ouvi-lo novamente e aguardar laudos periciais para definir se outros envolvidos serão responsabilizados.
— “O crime tem características de execução e pode ter tido colaboração de outros presos”, avalia uma fonte policial.
O caso expõe a violência endêmica no sistema prisional acreano. Aldair, que deveria cumprir mais anos de pena, teve sua sentença “antecipada” por um tribunal informal do crime. A DHPP agora corre para evitar novos episódios enquanto apura se facções ou rivais pessoais estiveram por trás do homicídio.
O Ministério Público deve pedir a **transferência de Dhionatan** para regime mais rigoroso, enquanto a defesa pode alegar legítima defesa da honra ou violação de direitos na prisão.
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Vídeo: Aleac concede Título de Cidadão Acreano a Edivan em reconhecimento à sua contribuição ao Estado
Na manhã desta quinta-feira (03), a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) concedeu o Título de Cidadão Acreano ao médico veterinário Edivan Maciel, em reconhecimento aos seus 37 anos de dedicação ao Estado, especialmente nas áreas da agricultura e veterinária. A honraria foi entregue pelo secretário de Agricultura, José Luis Tchê, que destacou a importância do homenageado para o desenvolvimento do setor.
“Edivan trouxe muito progresso, principalmente na veterinária. Um dos exemplos é o fornecimento de nitrogênio na Universidade Federal do Acre, uma iniciativa dele, que muitos estados ainda não têm. Seu empenho tem sido fundamental para a evolução do setor agropecuário no Acre”, afirmou Tchê.
Atualmente, Edivan atua como secretário adjunto da Agricultura, contribuindo para a continuidade dos projetos da pasta. “Ele é um irmão que a vida me deu, um profissional dedicado ao crescimento do nosso Estado”, concluiu o secretário.
Texto: Andressa Oliveira
Fotos: Hugo Costa
Vídeoreportagem: Alexandre Lima
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