Imigrante pede dinheiro aos motoristas para comer e poder chegar ao abrigo na capital do Acre - Foto: Alexandre Lima
Imigrante pede dinheiro aos motoristas para comer e poder chegar ao abrigo na capital do Acre – Foto: Alexandre Lima

Alexandre Lima

Um imigrante de aproximadamente 25 anos, foi flagrado na cidade de Brasiléia na manhã desta quinta-feira, dia 29, pedindo dinheiro para poder chegar na capital do Acre, Rio Branco, aos motoristas que esperavam para atravessar para a cidade vizinha de Epitaciolândia.

Depois de dois meses do fechamento do abrigo que foi montado pelo governo do Acre no mês de Abril passado, chegou a ter mais de 2500 imigrantes cadastrados. Foram quase quatro anos e cerca 30 mil imigrante de várias nacionalidades que receberam ajuda com abrigo, alimentação, tratamento médico e milhares de reais custeados pelos cofres públicos.

Até o mês de abril passado, a intolerância já era visível por parte da população de Brasiléia e Epitaciolândia, devido casos de brigas, custos, furtos, assédios e problemas na estrutura montada num antigo clube esportivo que se tornava a cada dia, impróprio para seres humanos.

Com a crescente visão da mídia nacional e internacional, fora as cobranças por parte do MP estadual e Federal, o governo do Acre se viu obrigado a tomar medidas urgentes, transferindo o abrigo para o parque de exposições na Capital do Acre.

Dessa forma, sem ajuda na fronteira do Acre, muitos chegaram sem dinheiro em Brasiléia e continuaram a viajem a pé pela BR 317 (cerca de 245 km até a Capital), outros estão mendigando pelas cidades da fronteira para poder comer e comprar a passagem de ônibus.

Em tempo, o governo federal não tem qualquer intenção no momento de barrar a entrada dos imigrantes no Brasil pela fronteira do estado do Acre.

Ao perceber que estava sendo fotografado, imigrante saiu do meio dos veículos - Foto: Alexandre Lima
Ao perceber que estava sendo fotografado, imigrante saiu do meio dos veículos – Foto: Alexandre Lima

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