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Idaf e Mapa Lança 2ª Caravana da Mosca da Carambola para combater praga que ameaça frutas tropicais

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Ao longo desta semana, o instituto realizará ações educativas com atividades que incluem reuniões técnicas, palestras em escolas de ensino fundamental, distribuição de materiais educativos e ação em campo com produtores rurais.

Caravana da Mosca da Carambola é uma iniciativa que visa intensificar o controle da praga por meio de ações educativas, de conscientização e de monitoramento. Foto: Felipe Freire/Secom

A equipe técnica do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), deu início na manhã desta terça-feira, 19, à 2 Caravana da Mosca da Carambola para engenheiros agrônomos, florestais e técnicos agropecuários da Região Norte.

A medida visa promover a conscientização e controle da Mosca da Carambola, uma das principais pragas que afeta frutas tropicais como carambola, manga, goiaba, acerola, mamão, entre outras, e reforçar a importância do manejo integrado de pragas, com foco na prevenção, monitoramento e controle para evitar  impactos na qualidade das frutas e danos econômicos.

Nossas atividades são dividas entre monitoramento e combate em campo, e principalmente em fiscalização de trânsito, buscando impedir que frutos contaminados saiam do estado, explica Tiago Baltazar, da Diagro. Foto: Felipe Freire/Secom

A praga quarentenária está presente no Brasil, com registro de ocorrência nos estados Amapá, Roraima e Pará, onde encontra-se sob controle oficial do Mapa e dos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária. “A gente convive com a praga desde 1996, quando tivemos nossa primeira ocorrência na cidade de Oiapoque, no estado do Amapá, se espalhando pela BR 156, e atingindo cerca de 16 municípios do estado. Nossas atividades são contínuas e dividas entre monitoramento e combate em campo, fortalecendo a fiscalização de trânsito, buscando impedir que  frutos contaminados saiam do estado”, ressalta Tiago Baltazar, gerente de defesa vegetal da Defesa e Inspeção Agropecuária (Diagro).

O estado do Acre, onde não há registros da Mosca da Carambola, é classificado pelo Mapa como de risco médio de entrada e dispersão da praga, conforme a Instrução Normativa nº 2, de 19 de janeiro de 2018, adotando procedimentos de prevenção estabelecidos pela Instrução Normativa da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA),  Mapa nº 28, de 21 de julho de 2017.

Uso de armadilhas de captura, que atraem os adultos da mosca, é uma das formas mais comuns de monitoramento e controle. Foto: Felipe Freire/Secom

Segundo a coordenadora estadual do Programa de Combate à Mosca da Carambola do Idaf, Gabriela Tamwing, a equipe técnica do órgão faz inspeções a cada 14 dias em armadilhas que são equipadas com iscas tóxicas. “O monitoramento é realizado por ações de educação sanitária vegetal e armadilhas instaladas em pontos estratégicos em todo o estado, mas esse trabalho de prevenção da mosca da carambola exige a colaboração de todos,  por isso é importante que não mexam nas armadilhas instaladas pela nossa equipe e jamais transportem frutas hospedeiras dos locais de ocorrência para nosso estado”.

De acordo com o Mapa, o Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, e a mosca-da-carambola é a principal ameaça à manutenção dos mercados de exportação já estabelecidos e em constante expansão da fruticultura. “Apesar do nome, o inseto afeta pelo menos 30 variedades de frutas, prejudicando a comercialização e, principalmente, a exportação. Então, é  fundamental que a população nos ajude neste processo de erradicação, evitando trazer frutas de estados que tem problema com a praga, principalmente frutas cítricas, explica Gustavo Ferreira, chefe da Defesa Agropecuária do Mapa.

O estado de Roraima ficou sob quarentena devido à mosca da carambola em abril de 2023, sendo impedido de exportar frutas hospedeiras da praga. “A defesa [agropecuária] do estado de Roraima vem executando ações de monitoramento e controle, com postos de fiscalizações em divisas estaduais com o Amazonas e dentro de Roraima, para evitar a dispersão para todo o Brasil, mas  ainda assim está fechado para exportação de frutas”, explica Guilherme Rodrigues, técnico fiscal da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Adeer).

Trabalho em conjunto entre o governo e produtores é fundamental para garantir que o controle da praga seja eficaz e sustentável, permitindo a preservação da qualidade da fruta. Foto: Felipe Freire/Secom

O efeito da praga na produção agrícola

Os ovos são depositados no interior dos frutos verdes ou próximos à maturação, resultando na eclosão das larvas após alguns dias. Estas larvas se alimentam da polpa, criando galerias e provocando o amadurecimento e a queda precoce dos frutos. No solo, as larvas se enterram para entrar na fase de pupa. Posteriormente, o inseto adulto emerge e atinge a maturidade, após cerca de 10 dias, completando um ciclo que varia de 30 a 40 dias, entre a fase de ovo a adulto. O inseto adulto pode viver até 126 dias no ambiente.

Ao longo desta semana, o instituto realizará ações educativas com atividades que incluem reuniões técnicas, palestras em escolas de ensino fundamental, distribuição de materiais educativos e ação em campo com produtores rurais.

Para depositar as larvas, as moscas fazem furos nas frutas para colocar os ovos, ponto no qual principia o apodrecimento. Foto: cedida

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Avião desvia de carros e caminhões ao fazer pouso forçado em rodovia de SC

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Avião de pequeno porte faz pouso forçado em rodovia de Santa Catarina. O caso ocorreu na tarde deste sábado, 5, na BR-101, na altura do município catarinense de Garuva. Um motorista registrou o momento em que a aeronave desvia de carros e caminhões e consegue pousar na via. Na gravação, as pessoas se desesperam com a possibilidade de uma tragédia e comemoram a manobra bem-sucedida. Segundo a concessionária responsável pelo trecho, a Arteris Litoral Sul, ninguém ficou ferido no incidente.

 

Assista ao vídeo:

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Ronaldo Caiado lança pré-candidatura à Presidência em 2026

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Governador de Goiás lançou pré-candidatura em meio a divisões no União Brasil

Ronaldo Caiado, governador de Goiás, disse que lançaria sua pré-candidatura no dia 4 de abril e cumpriu (Foto: Andre Corrêa/Agência Senado)

Ronaldo Caiado (União Brasil), atual governador de Goiás, lançou nesta sexta-feira (4) sua pré-candidatura à Presidência da República, durante um evento no Centro de Convenções de Salvador (BA). O vice na chapa de Caiado ainda não foi anunciado. Na mesma ocasião, o chefe do executivo goiano foi homenageado na capital com o título de Cidadão Baiano e com a Comenda 2 de julho — as maiores honrarias do estado.

O evento foi acompanhado pelo prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), pela primeira dama, Gracinha Caiado, além do senador Sérgio Moro, que destacou a segurança pública como um dos maiores feitos de Caiado pelo estado de Goiás. O evento em Salvador contou com a presença e organização dos correligionários do ex-prefeito da capital baiana e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, e de Bruno Reis, atual prefeito da cidade.

Segundo Caiado, a trajetória da pré-candidatura, que começou pela Bahia, deve continuar pelo Brasil, mostrando para os outros estados o que foi feito em Goiás até hoje.

“É o melhor estado, o estado mais bem governado do país e ao mesmo tempo ele está em primeiro lugar em todas as áreas de atuação do governo. Educação, segurança , parte digital de serviço público. O que é um orgulho para nós, mostrando que a gestão do União Brasil faz a diferença”, declarou Caiado.

Racha no partido

O lançamento da pré-candidatura vem em meio a rachaduras no partido União Brasil. O presidente do partido, Antônio Rueda, não esteve presente no lançamento, assim como os três ministros da sigla que atuam no governo Lula: Celso Sabino do Turismo, Juscelino Filho das Comunicações e Waldez Goés da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Durante a entrevista coletiva, Caiado não deixou por menos e disparou contra Rueda.

“O partido está aberto a todos que quiserem disputar a prévia. O partido não tem aqui decisão de dizer quem pode e quem não pode. Quem tiver coragem, independência moral e intelectual se apresente”, disse o pré-candidato.

Segundo Caiado, “não cabe ao presidente hoje tomar parte de um candidato A ou B”. Para ele, o candidato tem que se apresentar e ir para as prévias.

Rueda teria considerado a pré-candidatura de Caiado como ‘prematura’. Outra questão que divide o União Brasil é a possível federação com o Progressistas, à qual Caiado já se mostrou contrário. E essa divisão pode ser um desafio que Caiado vai enfrentar para consolidar sua candidatura.

Inelegibilidade

Apesar da pré-candidatura, o governador Caiado está inelegível pelos próximos 8 anos — por abuso de poder político. Na decisão em 1ª instância, a juíza Maria Umbelina Zorzetti também tornou inelegíveis o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil) e a vice-prefeita da cidade, Claudia da Silva Lira (Avante).

A juíza entendeu que o governador Caiado  teria favorecido tanto Sandro Mabel quanto Cláudia nas eleições para a prefeitura da cidade no ano passado. Todos eles já recorreram da decisão no TRE-GO e, como a decisão não tem execução imediata, continuam no cargo.

Experiência

Esta é a segunda vez que Caiado disputa as eleições presidenciais. A primeira foi logo após a redemocratização, em 1989, quando conquistou 1% dos votos. Na ocasião, eram 22 candidatos e Caiado alcançou o 10º lugar, sendo mais jovem na disputa à época.

Aos 75 anos, Ronaldo Caiado é médico e está no seu segundo mandato como governador de Goiás. Antes disso, já foi senador por um mandato e deputado federal por cinco mandatos. Nascido em Anápolis, a 55 km de Goiânia, Caiado faz parte de uma família de produtores rurais que tem forte atuação política no estado.

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Anvisa proíbe suplementos alimentares com ora-pro-nóbis; entenda

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Agência reguladora afirma que a planta Pereskia aculeata não tem autorização para uso em suplementos; consumo in natura não é afetado pela medida

Em nota, a Anvisa informou que a decisão foi adotada porque a planta, de nome científico Pereskia aculeata, não é autorizada como constituinte para suplementos alimentares. Foto: internet 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (4) uma resolução que proíbe a comercialização, fabricação, distribuição e propaganda de suplementos alimentares contendo ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata). A decisão, que consta no Diário Oficial da União, também determina o recolhimento dos produtos do mercado.

Em nota, a Anvisa informou que a decisão foi adotada porque a planta, de nome científico Pereskia aculeata, não é autorizada como constituinte para suplementos alimentares.

“Para um ingrediente específico ser autorizado como suplemento alimentar, é necessário que ele passe por uma avaliação de segurança e eficácia”, destacou a agência no comunicado.
Isso significa que empresas interessadas em comercializar o produto devem comprovar, de forma científica, que ele é fonte de algum nutriente ou substância de relevância para o corpo humano.

“Suplementos alimentares não são medicamentos e, por isso, não podem alegar efeitos terapêuticos como tratamento, prevenção ou cura de doenças. Os suplementos são destinados a pessoas saudáveis. Sua finalidade é fornecer nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos em complemento à alimentação.”

Motivo da proibição:

A Anvisa esclareceu que a planta não possui registro como ingrediente autorizado para suplementos alimentares. Em nota, a agência destacou:

“Para um ingrediente específico ser autorizado como suplemento alimentar, é necessário que ele passe por uma avaliação de segurança e eficácia.”

O que muda na prática:
  • Suplementos com ora-pro-nóbis devem ser retirados das prateleiras
  • Empresas que desejarem comercializar o produto precisam submeter estudos científicos comprovando sua segurança e relevância nutricional
  • A proibição não se aplica ao consumo da planta in natura, tradicional em culinárias regionais (especialmente em Goiás e Minas Gerais)
Diferença entre suplemento e alimento:

A Anvisa reforçou que suplementos alimentares não são medicamentos e, portanto, não podem alegar propriedades terapêuticas:

“Suplementos são destinados a pessoas saudáveis, com a função de complementar a alimentação com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos.”

Contexto:

O ora-pro-nóbis é popularmente conhecido como “carne de pobre” devido ao alto teor proteico de suas folhas. Seu uso em suplementos cresceu nos últimos anos, muitas vezes associado a benefícios não comprovados cientificamente.

Próximos passos:

Fabricantes terão prazo para adequação à norma. Consumidores que possuíam os produtos proibidos devem suspendem o uso e, em caso de dúvidas, consultar um nutricionista. A medida, segundo a Anvisa, não afeta o consumo ou a comercialização da planta fresca, que tem tradição de uso na alimentação, sobretudo nos estados de Goiás e Minas Gerais.

Para saber mais:

A decisão completa pode ser consultada no Diário Oficial da União, determina ainda o recolhimento dos produtos. Denúncias sobre produtos irregulares podem ser feitas à Anvisa por meio da Ouvidoria Geral do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

A resolução, publicada no Diário Oficial da União, determina ainda o recolhimento dos produtos. Foto: internet 

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