O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta terça-feira (3/3) o Produto Interno Bruto do Brasil (PIB) relativo a 2025. A expectativas são de uma desaceleração em relação a 2024, quando o índice foi de 3,4%.
O governo federal, o Banco Central (BC) e o mercado acreditam que os números a serem revelados pelo IBGE serão inferiores a 2,5%, o que representa uma queda em relação a 2024, quando o resultado apurado foi de 3,4%.
A expectativa do governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é de que o índice fique em 2,3%. O número foi revisado para cima pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, no último dia 6. A projeção anterior era 2,2%.
A previsão do Banco Central também é que tenha ocorrido uma alta de 2,3% na economia brasileira em 2025. O Relatório de Política Monetária projeta que o índice será puxado pela agropecuária, com avanço de 11% no setor. Na visão da autoridade monetária, serviços deve ter expansão de 1,7% e a indústria de 1,6%.
O mercado tem uma previsão ligeiramente mais pessimista do que os órgãos governamentais, conforme o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central no dia 29 de dezembro do ano passado. Os analistas de mercado ouvidos pela instituição esperavam naquela data um crescimento da economia de 2,26% para 2025.
As últimas revisões das projeções de parte dos bancos e agências de investimento são similares ou flutuam ligeiramente abaixo do patamar esperado pelo governo para o PIB. Na XP, a perspectiva é avanço de 2,278%, no banco BTG 2,2% e o Itaú 2,3%.
O Monitor do PIB-FGV aponta crescimento de 2,2% na atividade econômica em 2025.
O PIB do terceiro trimestre de 2025 (julho, agosto, setembro) foi de 0,1%, quando comparado ao segundo trimestre, período em que a alta foi de 0,4%. Sinal de desaceleração na atividade econômica nacional.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) indica que a economia brasileira avançou 2,5% em 2025, na comparação com os 12 meses anteriores. Conforme o índice, o crescimento por setores foi o seguinte:
O IBC-Br é uma espécie de “prévia do PIB”. O índice incorpora estimativas de crescimento para os setores agropecuário, industrial e de serviços. Consolidado pelo BC o índice é uma espécie de termômetro da economia.
Apesar de indicar o desempenho da economia, ele não é comparável ao dado apurado pelo IBGE, uma vez que as instituições utilizam metodologias diferentes.
O resultado do PIB do quarto trimestre (outubro, novembro e dezembro) será divulgado na manhã da próxima terça-feira pelo IBGE.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL