Acre
Henrique Afonso é mais um político a criticar governo petista no Acre
Aliado de longa data da Frente Popular do Acre (FPA), deputado federal Henrique Afonso mudou a postura e adotou uma linguagem ácida, direta e sem poupar o atual governo petista de críticas.
Em um longo artigo, Henrique Afonso diz que é preciso assegurar o direito à informação, que é preciso celeridade para resolver as questões sensíveis e urgentes do Acre e diz que o Estado não aguenta mais o crescente desemprego.
Parlamentar diz que o Acre vive uma crise de desanimo e esperança.
Veja o artigo na íntegra.
Algo novo tem que acontecer no Acre!
O novo sempre vem! (Belchior)
Em meio a tanta inquietude e incerteza vigente, o que eu sei que há de mais certo é a decisão do povo de mudar sua realidade, pois o cenário mostra que ele (o povo) não aguenta mais tanta inoperância, atrevimento e decepção causados pelos dirigentes dessa geração.
A população não aguenta mais a morosidade em responder as questões mais sensíveis, simples e necessárias na promoção da felicidade das pessoas; não aguenta mais o descaramento de gente que já deu prova na história de desprezar a existência de segmentos da sociedade que sofrem pela falta de tudo e de todos; homens que fazem da política uma agência de negócios a serviço de seus cofres, seus grupos econômicos; não aguenta mais os campos em agonizantes gemidos nas grandes plantações, gerando fortuna aos poderosos magnatas, sanguessugas do poder e, portanto, da economia; não aguenta mais, grandes cordões de desempregados, correndo o risco de caminhar às masmorras das drogas, prostituição, marginalidade, da desilusão; não aguenta mais olhar para o passado e ver gotas de lágrimas contando o triste sofrimento da opressão, para o presente e ver a indiferença às suas necessidades e embaraçar-se diante do futuro mergulhado no vão das políticas e das palavras; não aguenta mais esperar quem não dá esperança a ninguém, a não ser a si próprio.
O maior desafio que o Acre tem a enfrentar é atravessar essa crise de desânimo e esperança em que o povo está. Mas que atravessar, é criar perspectivas e condições para que uma nova realidade tome o lugar dessa coisa tão agonizante que se instalou no mundo real das pessoas. Pois no mundo imaginário da pós-modernidade a realidade ganhou tonalidade colorida. Não temos quase percepção das cores que agridem os sentimentos, pensamentos, movimentos e a barriga das pessoas. O que vejo é uma grande máscara que se acopla na atmosfera política, econômica e social do nosso Estado a encobrir nossa visão, para não enxergarmos o movimento intenso da história das pessoas, agonizando nas cabeceiras dos rios, na intrafegabilidade das estradas, dos campos e nas periferias das cidades, com a falta de emprego, lazer, comida, remédio e tudo mais. Tudo virou imagem sacralizada pela avareza e vaidade de quem quer se perpetuar no poder. Acredito que o novo só virá se tivermos a ousadia de desmistificar essa realidade de sombras, e alumiar nosso Acre com a mais brilhante Estrela da Manhã.
Eu ponho fé no nosso povo, e me perturba reconhecer que vivemos a mais profunda crise de representatividade. A descrença generalizada ganhou o espaço da mente e do coração das pessoas. Não é possível deixar que esse fenômeno cresça a ponto de se enraizar e comprometer estruturas de instituições, programas, ideais e boas intenções. O novo tem que chegar e vai chegar, sob pena das ruínas exigirem seu recomeço daquilo que custou suor, lágrimas e sangue ao Acre, a sua bela e fascinante História.
Só tem um jeito de repor ao povo a condição de agentes de esperança. Primeiro, dando a ele o protagonismo na construção de um novo tempo. Para isso, é preciso uma mudança radical no sistema de poder instalado na sociedade. Não acredito mais que o atual modelo tenha tempo ou credibilidade para produzir mudanças de paradigmas e políticas transformadoras, capazes de resultar em benefícios geradores de bem estar às pessoas. Segundo, é necessário o estabelecimento de novos paradigmas políticos e de desenvolvimento que ensejem frutos na sociedade, como resultado da ampla participação da sociedade civil organizada.
Sou cristão, mas admito que os paradigmas gramscianos, no que concerne aos meios estratégicos de transformações na sociedade, podem ser o nosso foco na construção de um Acre melhor. Gramsci indica os aspectos superestruturais da sociedade como a mola principal das mudanças que almejamos. Os aspectos políticos, jurídicos, educacionais, ideológicos e culturais são os campos onde travaremos nossas lutas e conquistas, rumo a um tempo novo para o Acre.
Vejo na EDUCAÇÃO a esperança de configurarmos um tempo seguro e de grandes realizações para O ACRE. É nela que arvoraremos nossa pretensão de um acre solidário, próspero e promotor de cidadania. Os valores mais estratégicos serão trabalhados durante toda a fase de desenvolvimento do ser humano. A valorização da vida, do conhecimento e suas inovações, a manifestação da ética, em todos os espaços e em todas as áreas da vida da sociedade, a prioridade de atenção aos mais necessitados, a necessidade de repartir com quem não tem, o amor ao próximo e o respeito às diferenças, só podem ter sentido no tecido social, se a EDUCAÇÃO FOR PRIORIDADE ABSOLUTA. Nela e com ela vamos tirar nosso Estado do ostracismo. Vamos sair da esterilidade e caminhar para um mundo bem melhor. Não estou dando à educação uma missão messiânica no Acre, mas entendo que se soubermos considerar a importância da transversalidade em todas as áreas de atuação política no nosso Estado, e isso só os valores podem exercer, estaremos realizando algo muito novo no nosso Acre.
Os valores indicam o que queremos ser. É nessa definição que elaboramos nosso esforço de transformar nosso Estado, extraindo dos valores as causas que assumimos no dia-a-dia da nossa luta.
Acredito que o Acre nunca almejou com tanta intensidade a paz em suas relações sociais. Penso que é possível e valioso perseguir esse tesouro. Não tem algo mais valioso no Acre que viver no seu seio, com união, harmonia e alegria fazendo parte da nossa rotina. Todavia o que assistimos é um cenário de guerra interminável, em todos os cantos da sociedade. Isso tira nossa autoestima e nos transforma em um povo sem vida e sem esperança. O novo vem, quando nos juntamos num pacto permanente em defesa da paz e no enfrentamento das guerras.
Às vezes fico pensando na nossa fragilidade em resolver os mais importantes e simples problemas da sociedade. Por exemplo, vejo as políticas públicas de saúde como o desafio que deve ser colocado em nossa frente como menina dos olhos de nossa atenção e solução.
O desemprego é fenômeno que merece ser estudado a partir das causas e consequências. Não é possível ficarmos tão somente nos programas de transferência de renda. É necessário ir além, como diz o velho ditado “antes de dar o peixe ensine-o a pescar”. A promoção e o incentivo de atividades econômicas que resultam na geração de rendas e oportunidades é nossa busca e conquista neste século.
Só acredito em algo muito novo, quando tivermos claro o que concerne o epicentro de um projeto novo, vivo, consistente, viável e producente. Penso que precisamos nos encontrar com um modelo que restabeleça a dignidade da vida, o fortalecimento da família e o respeito às liberdades da sociedade.
A promoção da vida e vida em abundância é a pedra angular do projeto. A pedra angular é o elemento essencial que dá existência aquilo que se chama de fundamento da sociedade, para definir a colocação de outras pedras e alinhar toda a construção.
O novo vem quando aprendemos a democratizar nosso modelo de democracia. Então a promoção da democracia na sua plenitude, me parece, é onde está o veio principal da cara nova da política do Acre.
Democratizar é participar; é assegurar o direito a informação; é usufruir do resultado das riquezas produzidas na sociedade; é dar condições dos aparelhos de controle e fiscalização ter autonomia para exercer suas atribuições na era pós-moderna; é reconhecer o direito de autonomia autoral oriunda da participação da população nas redes sociais no destino do Brasil; é proporcionar a vivência e a expressão de relações multicêntricas que se manifestam na sociedade; é dar a maioria o respeito de o Brasil ser o que ela exprime nas suas necessidades, anseios e decisões; é também assegurar constitucionalmente o espaço de vivência e participação das minorias.
Temos que encontrar um jeito de incentivar iniciativas de produção que levem ao crescimento de todos, crescimento este que leve em conta a repartição de lucros e propicie situações possibilitadoras de felicidade dos mais oprimidos.
Para concluir, apresento duas considerações que mostram a necessidade de mudança de paradigmas, num futuro projeto de desenvolvimento do Estado e no aparecimento de algo novo na política:
· Humanizar o homem deve ser a tarefa mais urgente e necessária nos dias de hoje. Acredito que isso passa pelo fortalecimento e repasse dos valores morais que restituam o valor da vida e da família na sociedade. Vivemos atualmente uma crise de ideais identificatórios nos marcos do século XXI, como diz Marina Silva. Somente com a elucidação do que queremos para essa época, definiremos valores, através dos quais, saberemos mostrar as bandeiras fundamentais que, com certeza, impulsionarão os cordões em defesa de uma sociedade sadia, livre, justa e igualitária.
· Nossa peregrinação passa muito rápido na sociedade. Por isso, que o realizar algo importante que promova a plenitude da vida, seja a marca que identifique nossa razão de ser no século XXI. A palavra de ordem que devemos levantar é o crescimento da diminuição das desigualdades, da diminuição das injustiças sociais, da diminuição da pobreza e da diminuição do ceticismo. Precisamos reencontrar a nossa essencialidade e dar a nós mesmos a esperança de ressignificação da vida no planeta terra, superar a obsessão humana de ter pelo ter. É mister que na nossa missão libertadora nos reencontremos mais humanos, solidários, coletivos, afetivos, altruístas, misericordiosos, justos, criativos, inventivos e participativos. Oremos a Deus para que o homem tenha maior compaixão, pois a compaixão está entre os valores mais sublimes para garantia de um mundo melhor.
Encerro, parafraseando Willian Shakespeare: “aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão”.
(Henrique Afonso – Deputado Federal PV/AC)
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Acre
Rio Acre apresenta queda gradual em Rio Branco e mantém nível abaixo do transbordo
Boletim da Defesa Civil aponta vazante com medições de 13,74 metros ao meio-dia; cota de alerta permanece em 13,50 metros.

Foto: Whidy Melo/ac24horas
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Acre
Defesa Civil do Estado monitora rios e mantém ações preventivas

Conforme o boletim divulgado às 15h desta sexta-feira, 23, pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pela Defesa Civil, a capital acreana segue em cota de transbordamento. Enquanto em Cruzeiro do Sul, o rio Juruá apresenta vazante, mas segue acima da cota de alerta.
Em Rio Branco, o rio Acre marcou 14,36 metros, mas segue com tendência de vazante, indicando redução gradual do nível. A atuação contínua do Estado, por meio da Defesa Civil, garante o monitoramento em tempo real, o apoio às defesas civis municipais e a pronta mobilização das equipes para atendimento às famílias em áreas de risco.
Em Cruzeiro do Sul, o Rio Juruá registrou 12,05 metros, permanecendo acima da cota de alerta e abaixo da cota de transbordamento, também em vazante.
Nos demais municípios monitorados, os rios permanecem abaixo das cotas de alerta, com predominância de vazante. Localidades como Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri, Capixaba, Porto Acre, Sena Madureira, Manoel Urbano, Porto Walter, Tarauacá, Feijó e Plácido de Castro apresentam cenário hidrológico estável.
O Riozinho do Rola, importante afluente do Rio Acre, também segue abaixo da cota de alerta e em queda, contribuindo para a redução gradual do volume de água na principal bacia do estado.
A Defesa Civil segue fazendo o monitoramento dos rios em todo o estado, além do acompanhamento das previsões de chuvas. Segundo o coordenador da Defesa Cìvil, coronel Carlos Batista, o alerta seguirá pelos próximos meses, fevereiro e março, visto que são períodos chuvosos. “Todo sistema está sempre em alerta pra agir por meio das defesas civis municipais.”
O coordenador também alertou a população sobre os riscos que as enchentes trazem. “Nesses períodos de vazante sempre há problemas de movimentação de solo. Por isso, se a população identificar que está tendo alguma agitação nos seus quintais, que apresentou rachadura numa árvore, parede, porta ou janela, é importante entrar em contato imediato com a Defesa civil ou corpo de bombeiros”.
O coordenador ressaltou a importância de acionar os serviços competentes e afirmou o compromisso do governo do Estado com a população atingida. “É importante você entrar em contato imediato com o corpo de bombeiros pelo número 193, para que uma equipe especializada possa ir ao local para fazer a devida análise. O governo do Estado está sempre com o objetivo de preservar bens e vidas”, salientou.
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Acre
Rio Acre registra 13,86 metros às 9h e segue em vazante em Rio Branco

Foto: Sérgio Vale
O nível do Rio Acre atingiu 13,86 metros às 9h deste sábado, 24, segundo boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal de Rio Branco. O dado confirma a tendência de vazante observada nas últimas medições, com redução gradual do volume de água ao longo da manhã.
Na leitura anterior, realizada às 5h45, o rio marcava 13,98 metros, o que representa uma diminuição de 12 centímetros em pouco mais de três horas. Apesar da queda, o manancial ainda permanece acima da cota de alerta, que é de 13,50 metros, e abaixo da cota de transbordo, estabelecida em 14 metros.
De acordo com a Defesa Civil, não foi registrado volume de chuva nas últimas 24 horas, fator que contribui para a tendência de recuo das águas. O órgão segue monitorando o comportamento do rio e orienta moradores de áreas ribeirinhas a permanecerem atentos aos boletins oficiais.


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