Em uma tarde marcada pela esperança da dignidade humana e reforço da cidadania , o governador Gladson Cameli assinou nesta terça-feira, 9, a ordem de serviço para a construção de 250 unidades habitacionais na Cidade do Povo, em Rio Branco. Este é o primeiro lote de um total de mil casas que serão construídas na região, como parte do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.
Assinatura da ordem de serviço foi prestigiada por parceiros na Cidade do Povo. Foto: José Caminha/Secom
O evento realizado no próprio bairro contou com a presença de autoridades estaduais, representantes da Caixa Econômica Federal, e dezenas de membros da comunidade, maior conjunto habitacional do estado. A assinatura simboliza um avanço significativo na redução do déficit habitacional no Acre, especialmente para as famílias em situação de vulnerabilidade social.
Durante seu discurso, o governador Gladson Cameli destacou a importância da iniciativa para as famílias de baixa renda. “É sempre uma alegria estar aqui na Cidade do Povo, lugar de um povo trabalhador e hospitaleiro que enfrenta suas dificuldades do dia a dia com orgulho e determinação. Um lugar de gente de valor que engrandece Rio Branco. Fico mais feliz ainda por poder trazer boas notícias para vocês. Vejam que estamos falando em mais de R$ 70 milhões em obras que irão acontecer aqui na Cidade do Povo. Isso significa que serão gerados muitos empregos para os moradores daqui, vai fomentar o comércio local e ajudar muitos pais de família a dar sustento aos seus filhos”, afirmou.
Trabalho, renda e dignidade humana foram temas tocados pelo governador Gladson Cameli. Foto: José Caminha/Secom
Cameli ressaltou ainda o impacto que o trabalho conjunto é capaz de realizar na vida das pessoas. “Tenho muitos motivos para manifestar minha gratidão ao presidente Lula, que autorizou esse investimento, e ao nosso secretário de Habitação e Urbanismo, Egleuson Santiago, e a sua equipe. Entendo que é a união entre diversos setores das representações públicas que permite um anúncio tão importante como esse que estamos fazendo agora. É assim, com empenho, determinação e propósito, que vamos ajudar os moradores da Cidade do Povo a terem cada vez mais orgulho em viver aqui”, completou.
Dignidade para quem precisa
As novas moradias serão destinadas a grupos específicos que enfrentam grandes desafios, incluindo: pessoas com deficiência; famílias com membros que possuem doenças crônicas incapacitantes para o trabalho; idosos; mulheres sob medidas protetivas da Lei Maria da Penha; famílias vivendo em áreas de risco ou insalubres; e beneficiários do programa de aluguel social.
Unidades habitacionais serão entregues gratuitamente para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Foto: José Caminha/Secom
O projeto envolve um investimento total de mais de R$ 77 milhões, sendo R$ 34,8 milhões repassados pelo governo federal e uma contrapartida de R$ 36 milhões do governo estadual. Além das casas, estes recursos serão utilizados para manutenção da Estação de Tratamento de Esgoto, construção de elevatórias, conclusão de obras de infraestrutura de esgoto, drenagem e pavimentação. Além disso, o governo estadual fornecerá terrenos no valor de R$ 6,3 milhões.
Equipes já estão realizando a primeira etapa no terreno. Foto: Samuel Moura/Secom
O secretário de Estado de Habitação e Urbanismo, Egleuson Santiago, completa: “Hoje iniciamos as obras de 250 novas unidades habitacionais na Cidade do Povo, a primeira etapa de um total de mil unidades. As unidades serão destinadas a famílias em vulnerabilidade, como aquelas afetadas por enchentes, mães solteiras e idosos. E nossa expectativa é gerar mais de 6 mil empregos na construção civil, trazendo renda e dignidade para a população local”.
Cerca de 6 mil empregos devem ser criados na construção civil durante as obras. Foto: José Caminha/Secom
Apenas o início de algo maior
Além das 250 unidades iniciais, mais 750 casas ainda serão construídas na Cidade do Povo pelo programa Minha Casa Minha Vida, totalizando mil novas residências no convênio pelo governo federal. O programa estadual Pró-Moradia também adicionará 383 unidades, abrangendo os bairros Irineu Serra, Calafate, e as cidades de Xapuri e Cruzeiro do Sul.
A expectativa é que a obra das 250 unidades seja concluída em 18 meses, transformando a vida de centenas de famílias e promovendo dignidade e cidadania.
Senador Alan Rick reforçou a satisfação pela redução do déficit habitacional. Foto: José Caminha/Secom
Presente no evento, o senador Alan Rick reforçou os sentimentos positivos construídos junto à Cidade do Povo: “O trabalho que mais traz alegria a qualquer gestor é reduzir o déficit habitacional. No Acre, temos um déficit estimado em mais de 20.000 unidades. Quando começamos a fazer as entregas, oferecemos uma solução para a população que mais precisa. Isso é o que o povo espera de nós. Seguimos avançando todos os dias e precisamos de um intercâmbio contínuo para alcançar nossos objetivos”.
Esta iniciativa demonstra o compromisso contínuo do governador Gladson Cameli em melhorar as condições de vida dos acreanos, criando um futuro mais promissor para todos.
Por unanimidade, Corte considerou inconstitucional dispositivo que concedia título definitivo de terras após dez anos de ocupação; decisão atinge cinco unidades de conservação e reacende debate ambiental na Amazônia
A Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é possível transformar áreas de florestas públicas do Acre em propriedade privada após dez anos de ocupação ou concessão de uso. Por unanimidade, os ministros derrubaram um trecho da lei estadual que abria caminho para a titulação definitiva de áreas localizadas dentro de florestas públicas estaduais.
Para a Corte, a norma contrariava a Constituição ao criar uma espécie de regularização que resultava, na prática, na privatização de terras públicas inseridas em áreas protegidas. O entendimento reforça que florestas públicas só podem ter sua destinação alterada mediante critérios rigorosos e legislação específica.
O ministro Nunes Marques também afirmou que a medida viola o artigo 225 da Constituição, que garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Para ele, a desafetação automática com base apenas no decurso de prazo, sem estudos técnicos prévios e sem avaliação dos impactos ambientais, representa redução do nível de proteção ambiental.
O voto do relator invoca o princípio da vedação ao retrocesso ambiental, segundo o qual o legislador não pode enfraquecer conquistas já consolidadas na tutela do meio ambiente.
Outro fundamento apontado foi a ofensa ao regime jurídico dos bens públicos. A alienação de imóveis públicos, destacou o ministro, exige autorização legislativa específica e, em regra, licitação, conforme as normas gerais federais. Além disso, a Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada, o que é vedado pelas normas federais.
Florestas Atingidas e Mecanismo Anulado
A decisão impede a titulação definitiva de terrenos em cinco Florestas Estaduais (FES) do Acre:
FES do Rio Gregório
FES do Rio Liberdade
FES do Mogno
FES do Antimary
FES do Afluente do Complexo do Seringal Jurupari
A regra agora anulada, que alterava a Lei Estadual nº 1.787/2006, permitia que produtores de agricultura familiar ou extrativistas recebessem o título definitivo da área após dez anos de uso ou posse. Com o registro em cartório, a área seria automaticamente retirada da condição de floresta pública.
A Floresta Estadual do Antimary foi criada em 7 de fevereiro de 1997 com uma área total de 57.629,00 hectares, entre os municípios de Bujari e Sena Madureira. Foto: captada
Ação e Argumentos
A ação que levou à decisão foi movida pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas, que argumentou que a medida representava risco ao meio ambiente e afrontava regras constitucionais sobre terras públicas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também questionou a lei, classificando-a como uma forma de “privatizar” áreas de domínio público dentro das Florestas Estaduais.
O ministro relator, Nunes Marques, fundamentou seu voto em três pilares principais:
Violação de normas gerais da União: A norma estadual contrariava a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e a Lei de Gestão de Florestas Públicas, que determinam que florestas públicas devem permanecer sob domínio público, admitindo-se concessão de uso, mas não a transferência da propriedade a particulares.
Princípio da vedação ao retrocesso ambiental: A desafetação automática da área, sem estudos técnicos prévios e avaliação de impactos ambientais, representou uma redução do nível de proteção ambiental, ferindo o artigo 225 da Constituição.
Ofensa ao regime jurídico dos bens públicos: A alienação de imóveis públicos, como no caso, exigiria autorização legislativa específica e licitação. A regra criada pelo Acre foi considerada similar à aquisição de terras públicas por usucapião, o que é proibido pela Constituição.
Consequências
Com a decisão, o Estado do Acre não pode mais conceder títulos definitivos com base no dispositivo anulado, nem retirar essas áreas do regime de floresta pública.
É importante notar que, após a aprovação da lei estadual em 2024, as florestas estaduais do Acre apresentaram um aumento expressivo nas taxas de desmatamento. Dados do Imazon de agosto de 2025 mostraram que a FES do Rio Gregório, a FES do Mogno e a FES do Rio Liberdade estiveram entre as 10 unidades de conservação mais desmatadas naquele mês.
A FES do Rio Gregório, por exemplo, perdeu uma área equivalente a 200 campos de futebol. O julgamento do STF, realizado em sessão virtual entre 13 e 24 de fevereiro de 2026, encerra essa possibilidade legal e reacende o debate entre preservação ambiental e regularização fundiária na Amazônia acreana.
Ramal de acesso aos moradores da Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai), da floresta do Antimary, em Sena Madureira. Foto: captada
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, deu posse na manhã desta segunda-feira (2), aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026/2029. A solenidade foi realizada na Casa Rosa Mulher, localizada no Segundo Distrito da capital.
Prefeitura de Rio Branco dá posse aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom reforçou o compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, destacando que o respeito a elas deve ser uma prática constante, e não apenas uma prioridade no mês de março.
Prefeito Tião Bocalom reforça compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, afirmou o prefeito.
O gestor ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em áreas como transporte e construção civil, que tradicionalmente eram dominadas por homens.
O prefeito ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em muitas áreas profissionais. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Hoje, as mulheres desempenham funções que antes eram exclusivas dos homens, como motoristas de ônibus e caminhão, e até na construção civil, como pintoras. Elas são guerreiras e merecem ser reconhecidas”, frisou.
Suelen Araújo, diretora de Direitos Humanos, destacou a importância do conselho, especialmente no combate à violência contra a mulher.
Suelen Araújo mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O conselho tem como função garantir a segurança e dignidade das vítimas, assegurando que os casos de violação sejam denunciados e encaminhados aos órgãos competentes”, afirmou Suelen, acrescentando que fazia mais de cinco anos que o cargo de conselheiras não era preenchido. Ela também mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil.
A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, enfatizou a crescente preocupação com a violência contra a mulher no estado.
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas”, afirmou a vereadora. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou a vereadora.
Durante o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Durante todo o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres, com encontros, debates e fóruns que tratarão de temas como igualdade de direitos e enfrentamento à violência. A programação busca destacar as trajetórias das mulheres, fortalecer as políticas públicas voltadas para elas e ampliar o diálogo sobre seus direitos.
A Câmara dos Deputadosaprovou, nesta segunda-feira (2/3), o requerimento de urgência de um projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados. A proposta pode agora ser analisada diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas.
A proposta determina que varejistas interessados em vender os remédios deverão instalar um espaço específico, semelhante a um quiosque de farmácia, dentro de seus estabelecimentos. Pelo texto, a venda deverá ser feita obrigatoriamente sob a responsabilidade de um farmacêutico.
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