Irmão de Regina Patrícia Teixeira da Cunha, de 43 anos, reclamou da falta de informações, qualquer outro crime, menor que fosse, teria ido para o IML da capital. Foto: arquivo
A família de Regina Patrícia Teixeira da Cunha, de 43 anos, cobra justiça e agilidade nas investigações de seu assassinato, registrado como possível feminicídio. Ela foi encontrada morta com um corte profundo no pescoço na casa onde morava com a namorada, no bairro Samaúma, em Brasiléia, no Acre.
O irmão da vítima, o médico Jorge Teixeira, denuncia a falta de informações da polícia e erros no atestado de óbito. “Minha irmã foi degolada. Qualquer outro crime, menor que fosse, teria ido para o IML da capital. E o dela não, o corpo foi liberado”, afirmou. Vizinhos encontraram o corpo após estranharem a porta aberta. A namorada prestou depoimento e disse ter passado a noite fora, versão confirmada por um amigo. Uma testemunha, porém, relatou tê-la visto saindo do local com a bicicleta de Regina na noite do crime.
O relacionamento do casal era conturbado, e a vítima teria sido ameaçada na véspera. A polícia investiga também a possível atuação do local como ponto de venda de drogas. Até o momento, ninguém foi preso.
O médico Jorge Teixeira, irmão de Regina, contou ambas alugaram a casa para morar juntas, mas tinham um relacionamento conturbado. Segundo ele, a irmã chegou a ser ameaçada na noite anterior. Foto: arquivo
A perícia analisar uma faca encontrada pela Polícia Militar dentro da residência onde Regina Patrícia foi assassinada com um corte profundo no pescoço. A arma pode ser crucial para confirmar a autoria e as circunstâncias do crime, investigado como possível feminicídio.
A família, no entanto, segue angustiada com a lentidão das investigações segundo o irmão da vítima, o médico Jorge Teixeira, que não mora mais no município, o mesmo declarou que: “A família está desesperada, minha mãe é uma senhora de 74 anos que só tem eu por ela. Peço justiça pela minha irmã”. Ele critica a falta de transparência e informações por parte das autoridades, além de apontar supostos erros no atestado de óbito.
A polícia segue colhendo informações e detalhes, mesmo que pequenos, para tentar desvendar o assassinato de Regina Patrícia. Até o momento, nenhum suspeito foi preso, e o caso permanece em aberto, registrado como possível feminicídio. O irmão da vítima, Jorge Teixeira, reforçou o desespero da família e o pedido por respostas. A polícia não divulgou prazos para conclusão do inquérito.
A família de Regina Patrícia, cobra justiça e celeridade nas investigações do assassinato dela. Regina foi encontrada morta com um corte no pescoço na casa onde vivia com a namorada. Foto: arquivo