O primeiro semestre do ano representa um período determinante para o comércio, especialmente diante do comportamento da economia nacional, do nível de renda da população e das estratégias adotadas pelos empresários para estimular o consumo. Nesse contexto, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC), em parceria com o Instituto DataControl, realizou, em janeiro de 2026, uma pesquisa junto a 112 empresários e dirigentes comerciais de Rio Branco, com o objetivo de identificar as expectativas de vendas para o primeiro semestre do ano, abrangendo os segmentos de vestuário (24,1%), serviços (14,3%), variedades (11,6%), acessórios (8,0%), supermercados (8,0%), materiais de construção (7,1%) e outros, como peças para veículos (5,4%), agronegócio (5,4%), cosméticos (5,4%), artigos de farmácia (4,5%), bijuterias (2,7%), máquinas e equipamentos (1,8%) e móveis e eletrodomésticos (1,8%).
A possibilidade “mais crédito para a clientela” demonstra a diferença para 6,0%, assim como 3,0% propensos a premiar, em sorteios, clientes pontuais.
O endividamento da população também é um inibidor de consumo, vindo a preocupar 20,1% dos empresários de Rio Branco. No mais, o comércio via internet é uma ameaça conforme 6,7% dos pesquisados, assim como o comércio informal (5,4%) e a concorrência (5,4%). Por fim, outros 6,0% têm motivos diversos para sentimento de ameaças para vendas.
Opinião do comércio de Rio Branco quanto à nova reforma tributária
Com relação à nova reforma tributária do Governo Federal, 44,0% dos empresários e dirigentes de lojas de Rio Branco acreditam em continuidade sem alteração, enquanto 23,3% acham que pode vir a incidir mais impostos para a atividade comercial. A pesquisa destaca ainda 12,9% dos entrevistados que não esboçam preocupação e até admitem a diminuição de impostos. Também existe a preocupação de 6,9% com novas exigências contábeis e 2,6% com opiniões diversas.
Estratégia empresarial com relação à elevada taxa Selic
Para 22,9% dos pesquisados, a decisão básica é evitar ao máximo os empréstimos bancários para capital de giro. Da mesma forma, 22,9% vêm minimizando o financiamento para investimentos fixos.
Sem explicação, 18,6% dos entrevistados admitem não se preocupar com os efeitos da taxa Selic, e 6,8% simplesmente admitem a transferência de custos financeiros para os preços de vendas.
Por fim, existem 28,8% que dizem não saber o que fazer para equilibrar os custos Selic com o operacional do negócio.
Fatores mais relevantes para as vendas de 2025
Para 27,7% dos empresários de Rio Branco, as iniciativas promocionais contribuíram grandemente para as vendas em 2025, seguido pela qualidade do atendimento ao cliente (26,8%). Também os preços são destacados por mais 19,6% dos entrevistados e “as novidades” por outros 9,8%. Os prazos e descontos sobre vendas tiveram a manifestação positiva de 8,0% e 8,0% dos empresários, respectivamente.
Avaliação das vendas de 2025 pelos entrevistados para a presente pesquisa.
Para 52,7%, dos pesquisados, os níveis de vendas do comércio de Rio Branco em 2025 tiveram comportamento regular. Enquanto outros 9,8%, admitem ter sido ruim. Também 30,4% dos pesquisados admitem melhora com relação a 2024, porém, 7,1%consideram ter havido igualdade nessa relação.
Influência do grande comércio sobre os pequenos.
Apenas 15,2% dos entrevistados demonstram preocupação com o impacto da grande concorrência sobre o pequeno comércio. Porém, na opinião de outros 34,8% esse impacto é administrável, partindo do ponto de vista que no mercado local existe uma espécie de fidelidade de clientes o que assegura condições para perenidade do pequeno negócio. Para outros 33,0%, é pouco impactante, entretanto para 17,0%, as “promoções” realizadas pelo grande comércio diminuem a capacidade operacional do comércio de pequeno porte.
Influência do período eleitoral e Copa do Mundo de futebol sobre o comércio de Rio Branco.
Para 57,1% dos empresários do comércio de Rio Branco, o movimento de mercado em ano eleitoral e de Copa do Mundo de futebol sempre é favorável para os negócios de compra e vendas de consumo. Porém, 33,9% são indiferentes à questão. A pesquisa destaca, ainda, 8,0% dos empresários com expectativa desfavorável para aumento de vendas do comércio e 0,9% não se manifestam.