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Epidemias e pandemia, saiba quais as doenças que estão em casos de alerta e como se prevenir!

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Durante os meses de novembro e dezembro, municípios do estado do Acre vem tomando medidas estratégicas para tentar diminuir casos de epidemias como o Zika Virus, Mão-Pé-Cabeça e Dengue. As prefeituras, bem como o Governo do Acre também tomam atitudes rigorosas para combater os casos de COVID-19, pandemia que surgiu em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, na China e teve a ultima variante denominada Ômicron de origem Africana com aproximadamente 50 mutações.

Várias partículas virais de Sars-CoV-2 são observadas no interior da célula após a infecção e a replicação viral. Registro do momento exato em que uma célula é infectada pelo novo coronavírus, obtido durante estudo que investiga a replicação viral do Sars-CoV-2 realizado pelos Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral e Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo, Instituto Oswaldo Cruz.

Obviamente, toda e qualquer doença não trás benefícios e apenas dificulta a rotina de qualquer cidadão além de ter a dor de cabeça de pegar aquele famoso atestado médico para se ausentar de seu trabalho e perder sua comissão. Pensando nisso, a Equipe do Jornal Oaltoacre destacou para você métodos de prevenção das principais doenças que são de fácil contaminação.

Doença Mão-Pé-Boca

A Síndrome Mão-Pé-Boca já foi detectada em Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Xapuri, Plácido de Castro e Porto Acre e sua disseminação preocupa o sistema de saúde pública do Acre.

A doença mão-pé-boca é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade. O nome da doença se deve ao fato de que as lesões aparecem mais comumente em mãos, pés e boca.

São sinais característicos da doença:

– febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
– aparecimento, na boca, amídalas e faringe, de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas;
– erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital;
– mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia;
– por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação.

A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. O período de incubação oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum.

Tratamento:

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, tratam-se apenas os sintomas. Medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.

Recomendações:

– nem sempre a infecção pelo vírus Coxsackie provoca todos os sintomas clássicos da síndrome. Há casos em que surgem lesões parecidas com aftas na boca ou as erupções cutâneas; em outros, a febre e a dor de garganta são os sintomas predominantes;
– alimentos pastosos, como purês e mingaus, assim como gelatina e sorvete, são mais fáceis de engolir;
– bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água são indispensáveis para manter a boa hidratação do organismo, uma vez que podem ser ingeridos em pequenos goles;
– lembre-se sempre de lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro. Se ela puder fazer isso sozinha, insista para que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada;
– evitar, na medida do possível, o contato muito próximo com o paciente (como abraçar e beijar);
– cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir;
– manter um nível adequado de higienização da casa, das creches e das escolas;
– não compartilhar mamadeiras, talheres ou copos;
– afastar as pessoas doentes da escola ou do trabalho até o desaparecimento dos sintomas (geralmente 5 a 7 dias após início dos sintomas);
– lavar superfícies, objetos e brinquedos que possam entrar em contato com secreções e fezes dos indivíduos doentes com água e sabão e, após, desinfetar com solução de água sanitária diluída em água pura (1 colher de sopa de água sanitária diluída em 4 copos de água limpa);
– descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em latas de lixo fechadas.

Zika Vírus

 

O vírus Zika é um arbovírus. Arbovírus são os vírus transmitidos por picadas de insetos, especialmente mosquitos. A doença pelo vírus Zika apresenta risco superior a outras arboviroses, como dengue, febre amarela e chikungunya, para o desenvolvimento de complicações neurológicas, como encefalites, Síndrome de Guillain Barré e outras doenças neurológicas. Uma das principais complicações é a microcefalia. A doença inicia com manchas vermelhas em todo o corpo, olho vermelho, pode causar febre baixa, dores pelo corpo e nas juntas, também de pequena intensidade

A microcefalia consiste em um problema neurológico no qual a criança possui a massa cefálica e o crânio reduzidos

O transmissor (vetor) do Zika vírus é o mosquito Aedes aegypti, que precisa de água parada para proliferar, portanto, o período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, épocas quentes e úmidas. No entanto, o cuidado com a higene e a conscietização de não deixar água parada em nenhum dia do ano são fundamentais, tendo em vista que os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano até encontrar as condições propícias para desenvolvimento.

IMPORTANTE:  Todos os sexos e faixas etárias são igualmente suscetíveis ao vírus Zika, porém mulheres grávidas e pessoas mais velhas têm maiores riscos de desenvolver complicações da doença. Esses riscos aumentam quando a pessoa tem alguma doença crônica, como diabetes e hipertensão, mesmo tratada.

A infecção por Zika Vírus na maioria dos casos é uma doença branda e tem cura espontânea depois de 10 dias. As principais complicações são neurológicas e devem ser tratadas caso a caso, conforme orientação médica. Todo o tratamento é oferecido, de forma integral e gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Existem três formas principais de transmissão do Zika Vírus:

  • Transmissão pela picada do mosquito Aedes Aegypti.
  • Transmissão sexual.
  • Transmissão de mãe para o feto durante a gravidez

No caso do feto ser infectado durante a gestação, este pode desenvolver lesões cerebrais irreversíveis e ter comprometida, definitivamente, toda a sua estrutura em formação. As doenças neurológicas, especialmente nas crianças com a doença congênita (infectados no útero materno), têm sequelas de intensidade variável, conforme cada caso.

O comprometimento nesses casos é tão importante que algumas crianças, ao nascerem, têm microcefalia, uma deformação dos ossos do cabeça, sinal do não crescimento adequado do encéfalo (cérebro).

Não há evidências de transmissão do vírus Zika por meio do leite materno, assim como por urina e saliva.

Quais são os sintomas do Zika Vírus?

Os sintomas mais comuns associados ao vírus Zika são:

  • “Vermelhão” em todo o corpo com muita “coceira” depois de alguns dias.
  • Febre baixa, muitas vezes não sentida.
  • Conjuntivite (olho vermelho) sem secreção.
  • Mialgia e dor de cabeça.
  • Dor nas juntas.

Todos os sintomas são de intensidade de leve a moderada.

O tratamento do Zika Vírus é feito de acordo com os sintomas, com o uso de analgésicos, antitermicos e outros medicamentos disponíveis em qualquer unidade pública de saúde para controlar a febre e a dor. No caso de sequelas mais graves, como doenças neurológicas, deve haver acompanhamento médico para avaliar o melhor tratamento a ser aplicado. As sequelas são tratadas em centros multi-profissionais especializados, como os Centros Especializados de Reabilitação (CERS).

Caso apresente algum sintoma suspeito, é fundamental procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico e prescrição dos medicamentos. Importante lembrar que o Ministério da Saúde não recomenda, em hipótese alguma, a auto-medicação.

Como é feito o diagnóstico do Zika Vírus?

O diagnóstico do Zika Vírus é clínico e feito por um médico. O resultado é confirmado por meio de exames laboratoriais de sorologia e de biologia molecular ou com o teste rápido, usado para triagem. A sorologia é feita pela técnica MAC ELISA, por PCR e teste rápido. Todos os exames estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os recém-nascidos com suspeita de comprometimento neurológico necessitam de exames de imagem, como ultrassom, tomografias ou ressonância magnética. Em caso de confirmação do Zika Vírus a notificação deve ser feita ao Ministério da Saúde em até 24 horas.

Como prevenir o Zika Vírus?

As medidas de prevenção e controle são semelhantes aos da dengue e chikungunya. A melhor forma de prevenção, e a mais eficaz de todas elas, é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que podem se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, lagões de água, pneus, garrafas pláticas, piscinas sem uso e manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas e pratos de plantas.

Prevenção domiciliar

Deve-se reduzir o número de mosquitos por meio da eliminação de criadouros, sempre que possível, ou manter os reservatórios e qualquer local que possa acumular água totalmente cobertos com telas/capas, impedindo o acesso das fêmeas grávidas do mosquito Aedes Aegypti. De forma complementar, deve ser realizada a proteção individual com uso de repelentes pela população.

Pode-se utilizar também roupas que minimizem a exposição da pele, proporcionando alguma proteção contra as picadas dos mosquitos, principalmente durante o dia, período que são mais ativos.

Prevenção na comunidade

As ações realizadas pelos programas locais de controle das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti são fundamentais para a prevenção das arboviroses. Estas ações, além de reduzirem o número de mosquitos na comunidade, interferem na probabilidade de um ser humano que está com o vírus circulante em seu sangue (viremia) servir como fonte de alimentação sanguínea e de infecção para Aedes aegypti e Aedes albopictus, levando a transmissão para uma outra pessoa e propagando, assim, a circulação viral na comunidade.

Prevenção/Proteção

  • Utilize telas em janelas e portas, use roupas compridas – calças e blusas – e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas, aplique repelente nessas áreas.
  • Fique, preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.
  • Pratique sexo seguro

Cuidados

  • Caso observe o aparecimento de manchas vermelhas na pele, olhos avermelhados ou febre, busque um serviço de saúde para atendimento.
  • Não tome qualquer medicamento por conta própria.
  • Procure orientação sobre planejamento reprodutivo e os métodos contraceptivos nas Unidades Básicas de Saúde.

Informação

  • Utilize informações dos sites institucionais, como o do Ministério da Saúde e das Secretarias de Saúde.
  • Se deseja engravidar: busque orientação com um profissional de saúde e tire todas as dúvidas para avaliar sua decisão.
  • Se não deseja engravidar: busque métodos contraceptivos em uma Unidade Básica de Saúde.

Cuidados – gestantes

Prevenção/Proteção

  • Utilize telas em janelas e portas, use roupas compridas – calças e blusas – e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas, aplique repelente nessas áreas.
  • Fique, preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.
  • Pratique sexo seguro

Cuidados

  • Busque uma Unidade Básica de Saúde para iniciar o pré-natal assim que descobrir a gravidez e compareça às consultas regularmente.
  • Vá às consultas às consultas uma vez por mês até a 28ª semana de gravidez; a cada quinze dias entre a 28ª e a 36ª semana; e semanalmente do início da 36ª semana até o nascimento do bebê.
  • Tome todas as vacinas indicadas para gestantes.
  • Em caso de febre ou dor, procure um serviço de saúde. Não tome qualquer medicamento por conta própria.

Informação

  • Se tiver dúvida, fale com o seu médico ou com um profissional de saúde.
  • Relate ao seu médico qualquer sintoma ou medicamento usado durante a gestação.
  • Leve sempre consigo a Caderneta da Gestante, pois nela consta todo seu histórico de gestação.

Cuidados – recém-nascido

  • Proteger o ambiente com telas em janelas e portas, e procurar manter o bebê com uso contínuo de roupas compridas – calças e blusas.
  • Manter o bebê em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.
  • A amamentação é indicada até o 2º ano de vida ou mais, sendo exclusiva nos primeiros 6 meses de vida.
  • Caso se observem manchas vermelhas na pele, olhos avermelhados ou febre, procurar um serviço de saúde.
  • Não dar ao bebê qualquer medicamento por conta própria.

Informação

  • Após o nascimento, o bebê será avaliado pelo profi ssional de saúde na maternidade. A medição da cabeça do bebê (perímetro cefálico) faz parte dessa avaliação.
  • Além dos testes de Triagem Neonatal de Rotina (teste de orelhinha, teste do pezinho e teste do olhinho), poderão ser realizados outros exames.
  • Leve seu bebê a uma Unidade Básica de Saúde para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento conforme o calendário de consulta de puericultura.
  • Mantenha a vacinação em dia, de acordo com o calendário vacinal da Caderneta da Criança.

Cuidados – recém-nascido com microcefalia

  • Proteger o ambiente com telas em janelas e portas, e procurar manter o bebê com uso contínuo de roupas compridas – calças e blusas.
  • Manter o bebê em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.
  • A amamentação é indicada até o 2º ano de vida ou mais, sendo exclusiva nos primeiros 6 meses de vida.
  • Caso se observem manchas vermelhas na pele, olhos avermelhados ou febre, procurar um serviço de saúde.
  • Não dar ao bebê qualquer medicamento por conta própria.
  • Leve seu bebê a uma Unidade Básica de Saúde para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento conforme o calendário de consulta de puericultura.
  • Mantenha a vacinação em dia, de acordo com o calendário vacinal da Caderneta da Criança.

Informação

  • Além do acompanhamento de rotina na Unidade Básica de Saúde, seu bebê precisa ser encaminhado para a estimulação precoce.
  • Caso o bebê apresente alterações ou complicações (neurológicas, motoras ou respiratórias, entre outras), o acompanhamento por diferentes especialistas poderá ser necessário, a depender de cada
    caso.

Zika x microcefalia

O aumento de casos de microcefalia em bebês, relacionada ao vírus Zika, está preocupando as gestantes. O risco maior foi identificado nos primeiros três meses de gravidez, mas as investigações sobre o tema continuam para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Os casos de microcefalia reforçam ainda mais a importância dos cuidados para eliminação do mosquito Aedes Aegypti.

O Zika vírus tem taxa de incidência de 21,6 por 100 mil habitantes, com 196 doentes até outubro deste ano e a chikungunya de 25,4 casos por grupo de 100 mil habitantes, com 230 casos no mesmo período de avaliação em todo o estado do Acre.

Dengue

Dengue é uma doença febril grave causada por um arbovírus. Arbovírus são vírus transmitidos por picadas de insetos, especialmente os mosquitos. Existem quatro tipos de vírus de dengue (sorotipos 1, 2, 3 e 4). Cada pessoa pode ter os 4 sorotipos da doença, mas a infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para ele. No Acre, são 1.512 casos por grupo de 100 mil habitantes, num total 13.714 notificados.

O transmissor (vetor) da dengue é o mosquito Aedes aegypti, que precisa de água parada para se proliferar. O período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, mas é importante manter a higiene e evitar água parada todos os dias, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano até encontrar as melhores condições para se desenvolver.

Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis, porém as pessoas mais velhas têm maior risco de desenvolver dengue grave e outras complicações que podem levar à morte. O risco de gravidade e morte aumenta quando a pessoa tem alguma doença crônica, como diabetes e hipertensão, mesmo tratada.

Quais são os sintomas da dengue?

Os principais sintomas da dengue são:

  • Febre alta > 38.5ºC.
  • Dores musculares intensas.
  • Dor ao movimentar os olhos.
  • Mal estar.
  • Falta de apetite.
  • Dor de cabeça.
  • Manchas vermelhas no corpo.

No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Neste último caso pode levar até a morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Em alguns casos também apresenta manchas vermelhas na pele.

Na fase febril inicial da dengue, pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

São sinais de alarme da dengue os seguintes sintomas:

  • Dor abdominal intensa e contínua, ou dor à palpação do abdome.
  • Vômitos persistentes.
  • Acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, derrame pericárdico).
  • Sangramento de mucosa ou outra hemorragia.
  • Aumento progressivo do hematócrito.
  • Queda abrupta das plaquetas.

A dengue, na maioria dos casos, tem cura espontânea depois de 10 dias. A principal complicação é o choque hemorrágico, que é quando se perde cerca de 1 litro de sangue, o que faz com que o coração perca capacidade de bombear o sangue necessário para todo o corpo, levando a problemas graves em vários órgãos e colocando a vida da pessoa em risco.

Como toda infecção, pode levar ao desenvolvimento Síndrome de Gulliain-Barre, encefalite e outras complicações neurológicas.

Não há transmissão da mulher grávida para o feto, mas a infecção por dengue pode levar a mãe a abortar ou ter um parto prematuro, além da gestante estar mais exposta para desenvolver o quadro grave da doença, que pode levar à morte. Por isso, é importante combater o mosquito da dengue, fazendo limpeza adequada e não deixando água parada em pneus, vasos de plantas, garrafas, pneus ou outros recipientes que possam servir de reprodução do mosquito Aedes Aegypti.

Em populações vulneráveis, como crianças e idosos com mais de 65 anos, o vírus da dengue pode interagir com doenças pré-existentes e levar ao quadro grave ou gerar maiores complicações nas condições clínicas de saúde da pessoa. A dengue não é transmissível de pessoa a pessoa e não provoca sequelas, se tratada corretamente.

Como é feito o tratamento da dengue?

Não existe tratamento específico para a dengue. Em caso de suspeita é fundamental procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico.

A assistência em saúde é feita para aliviar os sintomas. Estão entre as formas de tratamento:

  • fazer repouso;
  • ingerir bastante líquido (água);
  • não tomar medicamentos por conta própria;
  • a hidratação pode ser por via oral (ingestação de líquidos pela boca) ou por via intravenosa (com uso de soro, por exemplo);
  • o tratamento é feito de forma sintomática, sempre de acordo com avaliação do profissional de saúde, conforme cada caso.

Como prevenir a dengue?

A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que podem se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, lagões de água, pneus, garrafas pláticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia – quando os mosquitos são mais ativos – proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser uma das medidas adotadas, principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia, como bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos.

No momento, só existe uma vacina contra dengue registrada na Anvisa, que esta disponível na rede privada. Ela é usada em 3 doses no intervalo de 1 ano e só deve ser aplicada, segundo o fabricante, a OMS e a ANVISA, em pessoas que já tiveram pelo menos uma infecção por dengue.

Esta vacina não está disponível no SUS, mas o Ministério da Saúde acompanha os estudos de outras vacinas.

IMPORTANTE: Manter a higiene dos locais e evitar a água parada é a melhor forma, por isso é fundamental e essencial a participação consciente e diária de toda a população.

Cuidados para prevenir a dengue

Dicas para os viajantes

A dengue é uma doença cujo período de maior transmissão coincide com o verão, devido aos fatores climáticos favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti em ambientes quentes e úmidos. Para quem vai viajar e deixar a casa fechada, a orientação é não deixar oportunidade para o vetor se proliferar.

Medidas simples pode ser adotadas, como substituir a água dos pratos dos vasos de planta por areia; deixar a caixa d´água tampada; cobrir os grandes reservatórios de água, como as piscinas, e remover do ambiente todo material que possa acumular água (garrafas pet, latas e pneus).

 

Covid-19 e variante Ômicron

O coronavírus (COVID-19) é uma doença infecciosa causada pelo vírus SARS-CoV-2.
A maioria das pessoas que adoece em decorrência da COVID-19 apresenta sintomas leves a moderados e se recupera sem tratamento especial. No entanto, algumas desenvolvem um quadro grave e precisam de atendimento médico.
COMO ELA SE ESPALHA
O vírus pode se espalhar pela boca ou pelo nariz de uma pessoa infectada, em pequenas partículas líquidas expelidas quando elas tossem, espirram, falam, cantam ou respiram. O tamanho dessas partículas vai de gotas respiratórias maiores até aerosois menores.
A infecção pode ocorrer caso você inale o vírus quando estiver perto de alguém que tenha COVID-19 ou se você tocar em uma superfície contaminada e, em seguida, passar as mãos nos olhos, no nariz ou na boca. O vírus se espalha com mais facilidade em locais fechados e em multidões.
Quando as pessoas infectadas transmitem o vírus?

Independentemente de apresentarem sintomas ou não, as pessoas infectadas podem ser contagiosas e o vírus pode se espalhar para outras pessoas.

Os dados laboratoriais sugerem que as pessoas infectadas parecem ser mais infecciosas imediatamente antes de desenvolverem os sintomas (ou seja, 2 dias antes de desenvolverem os sintomas) e no início da doença. Pessoas que desenvolvem doenças graves podem ser infecciosas por mais tempo.

Embora alguém que nunca desenvolve os sintomas possa transmitir o vírus para outras pessoas, ainda não está claro com que frequência isso ocorre e mais pesquisas são necessárias nessa área.

Como posso reduzir o risco de pegar COVID-19?

Há muitas coisas que você pode fazer para manter você e seus entes queridos protegidos do COVID-19. Conheça seus riscos para diminuir os riscos. Siga estas precauções básicas:

  • Siga as orientações locais: verifique o que as autoridades nacionais, regionais e locais estão aconselhando para que você tenha as informações mais relevantes sobre onde você está.
  • Mantenha distância: mantenha-se a pelo menos 1 metro de distância das outras pessoas, mesmo que elas não pareçam estar doentes, pois as pessoas podem ter o vírus sem apresentar sintomas.
  • Use uma máscara: use uma máscara de três camadas bem ajustada, especialmente quando você não puder se distanciar fisicamente ou se estiver dentro de casa. Limpe as mãos antes de colocar e tirar a máscara.
  • Evite locais lotados, mal ventilados, locais internos e evite o contato prolongado com outras pessoas. Passe mais tempo ao ar livre do que dentro de casa.
  • A ventilação é importante: abra as janelas quando estiver dentro de casa para aumentar a quantidade de ar externo.
  • Evite tocar nas superfícies, especialmente em locais públicos ou instalações de saúde, no caso de pessoas infectadas com COVID-19 as terem tocado. Limpe as superfícies regularmente com desinfetantes padrão.
  • Limpe frequentemente as mãos com água e sabão ou com um produto para esfregar as mãos à base de álcool. Se possível, leve consigo gel à base de álcool e use-o com frequência.
  • Cubra suas tosses e espirros com um cotovelo ou lenço de papel dobrado, jogando os lenços usados ​​em uma lixeira fechada imediatamente. Em seguida, lave as mãos ou use um gel à base de álcool.
  • Vacinar-se: Quando for sua vez, vacine-se. Siga as orientações e recomendações locais sobre vacinação.

Variante Ômicron

O surgimento de uma variante no novo coronavírus confirmado em regiões da África preocupa especialistas internacionais de saúde. Batizada de Ômicron – letra grega correspondente à letra “o” do alfabeto -, a cepa B.1.1.529 foi identificada em Botsuana, país vizinho à África do Sul, em meados de novembro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a variante pode se tornar responsável pela maior parte de novos registros de infecção pelo novo coronavírus em províncias sul-africanas.

Onde a variante foi identificada?

Além de países vizinhos a Botsuana – África do Sul, Lesoto, Namíbia, Zimbábue e Eswatini (ex-Suazilândia) -, casos da variante Ômicron também foram registrados em outras regiões: Hong Kong, na China, foi a primeira delas. Israel e Bélgica também tiveram registros, casos que seguem isolados.

O que há de diferente?

Nos casos analisados, constatou-se que a variante é portadora de dezenas de mutações genéticas que podem afetar os índices de contágio e de letalidade. A OMS, entretanto, afirmou que ainda não há estudos suficientes para afirmar as propriedades da Ômicron, mas que já existem esforços científicos acelerados para estudar as amostras. Um time de cientistas de universidades da África do Sul está decodificando o genoma da Ômicron, juntamente com dezenas de outras variantes do novo coronavírus.

Tulio de Oliveira, diretor do Centro para Respostas e Inovações Epidêmicas da universidade de KwaZulu-Natal, afirmou em coletiva de imprensa que a variante Ômicron possui “uma constelação incomum de mutações”. A variante Delta, por exemplo, possuía duas mutações em relação à cepa original do novo coronavírus, enquanto a Ômicron possui cerca de 50 – 30 delas localizadas na proteína Spike, responsável por infectar células saudáveis, explicou o brasileiro.

Por que Ômicron?

A OMS usa letras do alfabeto grego para denominar as variantes importantes do novo coronavírus. A última variante registrada havia sido a Mu, que deveria ser seguida das letras gregas Nu (equivalente ao N) e Xi. As letras, no entanto, poderiam causar confusão, já que Nu em inglês tem pronúncia quase idêntica à palavra new (novo). Enquanto a letra Xi corresponde a um nome comum na Ásia, principalmente na China. A OMS decidiu, então, pular as duas letras.

A cura da Covid-19 é feito mediante a vacinação, a eficácia da vacina varia de acordo com a empresa que a produziu.

 

 

 

Referencias: infoescola.com, who.int, agenciabrasil.ebc.com.br, antigo.saude.gov.br

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Duas armas de fogo e munições são apreendidas no bairro Taquari

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Duas armas de fogo foram apreendidas no Taquari na tarde de quarta-feira, 24, por militares do 2° Batalhão, durante a ação dois envolvidos foram conduzidos um homem foi preso e um menor apreendido.

Uma guarnição fazia patrulhamento no bairro quando recebeu informações de outra equipe policial de que dois indivíduos poderiam estar portando armas de fogo, e indicaram o endereço, os militares fizeram o deslocamento até o local, de longe a guarnição avistou os dois suspeitos que ainda tentaram se evadir, correndo para um terreno baldio tentando se esconder, mas foram abordados, após consulta nominal foi descoberto que um dos indivíduos era menor, com eles foram encontradas as duas armas de fogo (uma submetralhadora e um armamento adaptado para uso de calibre.22).

Os militares encaminharam os envolvidos à Delegacia de Flagrantes (DEFLA) para que fossem tomadas as medidas cabíveis.

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Polícia Penal do Acre dá instruções em curso de formação de cabo do Exército Brasileiro

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Os 29 alunos aspirantes a cabo receberam instruções em instrumento de menor potencial ofensivo, atendimento pré-hospitalar (APH) em combate, noções de operações com cães e segurança penitenciária.

Polícia Penal dá instruções em curso de cabo do Exército Brasileiro. Foto: Antonio Moura/Iapen.

As forças especializadas da Polícia Penal ministraram um módulo do curso de formação de cabo do Exército Brasileiro do 7º Batalhão de Engenharia e Construção Barão do Rio Branco. Participaram como instrutores os policiais da Divisão Penitenciária de Operações Especiais (DPOE), Divisão do Serviço de Operações e Escolta (DSOE) e Divisão de Operações com Cães (DOC). O curso teve duração de três dias. Iniciou no dia 19, sexta-feira, continuou na segunda-feira, 22, e finalizou na terça-feira, 23.

O aluno de Formação de Cabo do Exército Brasileiro, Richard Rodrigues, explica que achou muito importante todas as instruções que recebeu, mas a que mais lhe chamou a atenção foi a de atendimento pré-hospitalar (APH) em combate: “Um ponto também muito importante que eu achei na instrução foi o uso de torniquete, porque, até então, na minha vida, eu nunca tinha tido a experiência de aprender como utilizar um torniquete. E foi aqui que eu aprendi como transportar um ferido, muito importante para minha vida militar e também para minha vida pessoal, em caso de algum acidente”.

Alunos aspirantes a cabo recebem instruções de forças especializadas da Polícia Penal. Foto: Antonio Moura/Iapen.

O chefe do Departamento de Operações Penitenciárias, Caio Borges Vilela, explica como funciona essa parceria: “A instrução para o curso de formação de cabos do 7º Batalhão de Engenharia e Construção Barão do Rio Branco, o 7º BEC, é uma parceria que existe já desde 2018. São 29 alunos buscando esse conhecimento. E é de grande valia para o sistema, porque o objetivo da instrução é prepará-los caso seja preciso instalar a GLO, a Garantia da Lei e da Ordem, que é quando o Exército toma de conta de algumas ações no estado. Então, essa parceria é importante, para que se acontecer algo dessa forma, eles estejam preparados para atuar dentro dos presídios e nos auxiliar aí nessa missão”.

Polícia Penal dá instrução para aspirantes a Cabo do 7º Batalhão de Engenharia e Construção Barão do Rio Branco. Foto: Antonio Moura/Iapen.

Nos três dias de curso, os 29 alunos aspirantes a cabo receberam instruções em instrumento de menor potencial ofensivo, atendimento pré-hospitalar (APH) em combate, noções de operações com cães e segurança penitenciária.

Instrução da Polícia Penal para aspirantes a cabo do Exército Brasileiro. Foto: Lucas Manoel/Iapen.

O chefe da Divisão de Operações com Cães (DOC), James dos Santos, instruiu os aspirantes sobre o uso dos cães em operações: “A gente está passando para eles um pouco da dinâmica que a Divisão de Operações com cães trabalha dentro das unidades prisionais, o emprego dos cães dentro desse corredor de segurança”.

Curso de Formação de Cabo do Exército Brasileiro, com instrução da Polícia Penal. Foto: Antonio Moura/Iapen.

O chefe da Divisão Penitenciária de Operações Especiais (DPOE), William Monteiro da Silva, um dos instrutores do curso, falou sobre as atividades que foram realizadas durante sua aula com os alunos: “Hoje estamos com o CFC, Curso de Formação de Cabos. Passamos o dia aplicando e mostrando, ensinando várias técnicas de revista, buscas pessoais, mostrando as diversas estruturas dos pavilhões que as nossas unidades dispõem. Esse treinamento é de essencial importância, pois futuramente podemos estar atuando junto com eles, como já aconteceu em 2019 na GLO”.

O coordenador de Operações e Treinamento do DSOE, Wendel Silva, e instrutor de APH falou sobre os procedimentos ensinados no curso de formação: “Nós estamos aqui com os guerreiros do curso de cabo do Exército e estamos passando para eles algumas técnicas de aplicação de torniquete e apresentando também o plano de evacuação. Esses dois protocolos que estamos passando para eles podem ser usados tanto na vida operacional, na vida laboral, como também na vida particular. É um conhecimento de suma importância que estamos repassando ao Exército Brasileiro”.

Instrução de APH durante curso de formação de cabo do Exército Brasileiro. Foto: Lucas Manoel/Iapen.

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Mulher com mais de 40 pacotes de cocaína é presa em Sana Madureira

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A mulher recebeu voz de prisão e foi encaminhada para a Unidade de Segurança Pública de Sena para os procedimentos de praxe.

Uma ocorrência de tráfico de drogas foi registrada na tarde desta terça-feira (23) em Sena Madureira, interior do Acre. O caso se deu na Rua Enertina Souza Chaves, bairro Ana Vieira, e resultou na prisão em flagrante de uma mulher de 35 anos.

Conforme a capitã Ivanise Pontes, comandante do 8º BPM, o serviço de inteligência levantou informações sobre tal prática no referido endereço.

Ao chegar lá, mediante autorização expressiva do proprietário da casa, entraram no quintal e encontraram 44 pacotes de cocaína. Além disso, identificaram a proprietária da droga.

Em face do exposto, a mulher recebeu voz de prisão e foi encaminhada para a Unidade de Segurança Pública de Sena para os procedimentos de praxe.

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