Os últimos momentos do prazo para a realização das convenções partidárias em Brasiléia foram de polêmicas e reviravoltas entre os partidos de oposição. A previsão de que o município poderia ter três candidaturas à prefeitura não se confirmou e o número de chapas que vão disputar a eleição se resumiu a duas.

Uma composição entre a ex-deputada e ex-prefeita Leila Galvão (MDB) com o vereador Joelson Pontes (PP) chegou a ser dada como sacramentada por membros de ambos os partidos, mas no soar do gongo o Progressistas confirmou a tendência que já existia e anunciou adesão à coligação de Fernanda Hassem (PT).

Com a impossibilidade de ter Pontes na sua chapa, o MDB correu atrás de um substituto, que foi encontrado no PSL. O vereador Charbel Saady abriu mão de sua pretensão para ser o candidato a vice-prefeito de Leila Galvão. A oficialização da aliança ocorreu na noite desta quarta-feira, 16, data limite para o procedimento.

Como não aceitou apoiar Leila Galvão, o outro pretenso concorrente em Brasiléia, o empresário Manoel Prete (PSDB), que chegou a tentar uma aliança com o PSL para criar uma terceira via no pleito do município, desistiu da candidatura. Segundo uma fonte, sua militância deve se dividir entre as duas candidaturas que restaram.

 

A definição do cenário eleitoral em Brasiléia colocou em campos opostos duas antigas aliadas. Fernanda Hassem foi secretária de comunicação da prefeita Leila Galvão. Depois disso, ambas foram eleitas para os mandatos de vereadora e deputada estadual, respectivamente. Galvão não conseguiu a reeleição e Hassem foi eleita prefeita.

O confronto entre as duas passou a ser chamado em Brasiléia, em tom bem-humorado, como o embate entre a criadora e a criatura. Em entrevista antes da sua convenção, Fernanda Hassem disse a seguinte frase: “Respeito muito a história de quem veio antes mim, mas entendo que essa é a hora de continuar trabalhando”.

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