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Edital de processo seletivo da prefeitura de Xapuri vaza antes de aprovação pela Câmara Municipal

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O processo seletivo cujo edital foi divulgado publicamente antes da aprovação na Câmara é destinado a contratação de funcionários temporários para as áreas da Educação, Saúde e Assistência Social

Por Raimari Cardoso 

O vazamento da minuta de um edital referente à abertura de um processo seletivo simplificado da Prefeitura de Xapuri causou confusão para internautas que acessaram o conteúdo do documento e buscaram informações sobre o processo de inscrição na plataforma da instituição responsável pelo certame.

Ocorre que o edital que circulou em grupos de WhatsApp não tem valor, pelos menos por ora, pois o projeto de lei que trata da realização do processo sequer foi apreciado pelas comissões da Câmara de Vereadores responsáveis por analisar a proposta antes de sua votação e possível aprovação

Resta saber quem foi o responsável pelo vazamento e por qual razão isso foi feito. O que se tem conhecimento até o momento é que o edital, que estava anexado ao Projeto de Lei, foi escaneado e compartilhado em um grupo oficial da Câmara, de onde foi disseminado para outros ambientes da internet.

A vereadora Alarice Botelho (PT) disse que deverá entrar com um pedido de providência em relação ao assunto. De acordo com ela, o fato ocorrido é inadmissível e a sociedade quer uma posição da Prefeitura e da Câmara a respeito do fato que afeta a credibilidade de ambas quanto à gestão dos processos internos.

“Vazou do grupo de WhatsApp da Câmara, que é composto pelos vereadores. Não há uma informação oficial de quem tenha sido. A sociedade quer uma postura da Prefeitura e da Câmara, tendo em vista que o edital pode ser até anulado, já que foi abertamente divulgado”, informou a vereadora.

O chefe de Gabinete da Prefeitura de Xapuri, João Ribeiro de Freitas, disse que a responsabilidade de explicar o vazamento do edital é da Câmara, uma vez que, segundo ele, o procedimento de envio da mensagem que continha o PL foi feito da maneira correta, em caráter interno.

“Apesar de reconhecermos que esse fato também compromete a prefeitura, entendemos que a obrigação de prestar um esclarecimento a respeito do que ocorreu é da Câmara, pois o documento foi enviado de maneira interna, para ser analisado e votado, e divulgado apenas depois de aprovado”, disse.

Procurado, o presidente da Câmara, Eriberto Mota (PSB), disse que o caso está apurado, no sentido de se descobrir se o vazamento se tratou de um mero equívoco ou se houve algum tipo de má-fé. Ele disse que o assunto está sendo analisado pelo setor jurídico da Casa e que uma nota de esclarecimento será publicada em breve.

“Nós não sabemos ainda o que houve realmente, se foi um ato feito de maneira deliberada ou apenas um erro, sem que tenha havido má-fé da parte de quem vazou o edital. Também vamos discutir com a Prefeitura para decidirmos como vai ficar a situação do processo seletivo após esse problema”, afirmou.

O processo seletivo cujo edital foi divulgado publicamente antes da aprovação na Câmara é destinado a contratação de funcionários temporários para as áreas da Educação, Saúde e Assistência Social. A matéria contendo o projeto de lei foi encaminhada à Câmara em regime de urgência.

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Acre tem pior vacinação contra HPV do país; cobertura entre meninos não chega a 50%

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Dados de 2025 mostram estado abaixo da média nacional e do Norte; especialista aponta desinformação e hesitação vacinal como causas e pede campanhas direcionadas

Entre as dúvidas mais frequentes levantadas por pais, crianças e adolescentes, o médico destaca questões sobre segurança e eficácia. Foto: captada

O Acre apresentou, em 2025, a pior cobertura vacinal contra o papilomavírus humano (HPV) do Brasil, ficando abaixo das médias nacional e da região Norte. Entre meninos de 9 a 14 anos, apenas 49,01% foram imunizados, enquanto entre as meninas da mesma faixa etária o índice foi de 57,52% — ambos muito inferiores às médias nacionais de 73,25% e 84,94%, respectivamente.

Os dados mostram uma melhora modesta em relação a 2024, quando a cobertura masculina era de 38,17% e a feminina de 48,77%, mas o estado segue isolado na última posição do ranking nacional. Na região Norte, por exemplo, a média para meninos foi de 71,51% e para meninas, 82,91%.

O médico pediatra e imunologista Dr. Guilherme Augusto Pulici, que atua no Acre, atribui a queda a fatores como desinformação, hesitação vacinal agravada pela pandemia, fake news sobre eventos adversos e barreiras de acesso. “A literatura médica mostra que os melhores resultados foram atingidos em países que adotaram o método de imunização escolar”, destacou, defendendo campanhas educativas e maior oferta nas escolas.

O HPV é responsável por cânceres como o de colo do útero e por verrugas genitais. A vacina, disponível no SUS para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 9 a 14 anos, é considerada segura por evidências científicas robustas.

A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Dados por faixa etária (2025):
  • Meninas: Cobertura varia de 47,37% (9 anos) a 65,51% (11 anos)

  • Meninos: Cobertura varia de 41,24% (9 anos) a 55,52% (11 anos)

Em 2015, o Acre atingiu 114% de cobertura no público feminino, superando a meta com campanhas robustas. A queda drástica desde então é atribuída a:

  1. Hesitação vacinal agravada pela pandemia de Covid-19;

  2. Falta de recomendação ativa por parte de profissionais de saúde;

  3. Desinformação sobre segurança e eficácia da vacina;

  4. Barreiras socioeconômicas e geográficas no acesso.

Impacto na saúde:

A baixa imunização aumenta o risco de infecções por HPV, associadas a câncer de colo do útero, pênis, garganta e verrugas genitais. “Tem sido cada vez mais comum observar patologias relacionadas à falta de imunização em consultório”, alerta Dr. Pulici.

Desafios locais:

O especialista cita um episódio regional que abalou a confiança: casos de eventos adversos inicialmente atribuídos à vacina, depois descartados por estudos do Instituto de Psiquiatria do HC-USP.

Estratégias para reverter o cenário:
  • Retomar a vacinação em escolas, método com melhor resultado internacional;

  • Campanhas direcionadas a faixas etárias mais baixas (9–10 anos);

  • Comunicação transparente sobre segurança (vacina não causa doenças autoimunes ou neurológicas);

  • Redução das desigualdades de acesso no interior.

Posicionamento da Sesacre:

A diferença de quase 25 pontos percentuais entre a cobertura masculina no Acre (49,01%) e a média nacional (73,25%) revela uma vulnerabilidade específica dos meninos – grupo que também precisa da imunização para frear a transmissão do vírus.

Especialistas cobram um plano estadual de vacinação contra HPV com metas claras e parcerias com municípios. Enquanto isso, pais e responsáveis podem procurar a vacina gratuita no SUS em postos de saúde. Foto: captada 

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Ivan Mazzuia define programação do Tricolor antes da estreia

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Foto Sueli Rodrigues: O goleiro Rafael Bretas deve ser um dos titulares do Independência

O elenco do Independência reapresenta-se nesta segunda, 12, e inicia a reta final de treinos visando a estreia no Campeonato Estadual. O primeiro desafio do Tricolor, atual bicampeão acreano, será na quinta, 15, às 17 horas, no Tonicão, contra o Santa Cruz.

“Vamos para os detalhes finais. Teremos mais três treinamentos e a meta é conseguir montar um time competitivo para a estreia”, declarou o técnico Ivan Mazzuia.

Somente na quarta

Segundo Ivan Mazzuia, os titulares do Independência serão definidos somente após o treinamento da quarta, 14.

“Temos uma ideia da equipe, mas ainda teremos trabalhos importantes. O mais importante é chegar na estreia com uma equipe forte”, afirmou o treinador.

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Ancelmo acerta com o São Francisco e disputará o Parazão

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Foto arquivo pessoal: Ancelmo tem contrato até o fim do Campeonato Estadual

O meia Ancelmo, bicampeão Estadual pelo Independência, acertou com o São Francisco, do Pará, e vai disputar o Parazão em 2026. O atleta chega em Santarém para ser uma peça importante na equipe.

“Surgiram algumas propostas, mas retornar ao futebol do Pará é motivo de satisfação. Estamos no início do trabalho e o objetivo é realizar uma grande campanha e garantir o calendário nacional em 2027”, declarou Ancelmo.

Evoluir fisicamente

Segundo Ancelmo, os treinamentos estão intensos e o objetivo é evoluir fisicamente para o jogo de estreia.

“O primeiro desafio no Estadual será contra o Capitão Poço. Temos uma semana para treinar forte e evoluir ainda mais na parte física”, disse o meia acreano.

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