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Brasil

Desenvolvimento de municípios estagnou em 2013, diz Firjan

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Retrocesso nas áreas de emprego e renda anulou as melhorias observadas nos campos da saúde e da educação

Indice de emprego e renda teve queda de 4,9% em 2014 e terá recuo de 22,1% neste ano

Indice de emprego e renda teve queda de 4,9% em 2014 e terá recuo de 22,1% neste ano

O desenvolvimento dos municípios brasileiros estagnou em 2013, graças ao retrocesso verificado na área de emprego e renda, que anulou as melhorias observadas nos campos da saúde e da educação. O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) avançou 0,2% na comparação com 2012, o menor crescimento já verificado na série do indicador, iniciada em 2005.

Em 2013, o desenvolvimento em educação melhorou 2,8%, enquanto na saúde a alta foi de 1,9% ante 2012. Mas esses resultados não foram páreos para o tombo de 4,3% observado no índice de emprego e renda. Como os três têm o mesmo peso no IFDM, houve a estagnação.

Pesquisadores da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) atentam para o risco de que a deterioração econômica comprometa os ganhos sociais obtidos na última década. Estimativas preliminares da entidade a partir de dados já conhecidos mostram que o índice de emprego e renda teve queda de 4,9% em 2014 e será seguido por um recuo impressionante de 22,1% neste ano. O fechamento de mais de um milhão de postos formais e a queda real na renda média devem pesar para o resultado.

“Vamos retroceder sete anos em termos de mercado de trabalho com o resultado de 2014. Em 2015, o recuo será de pelo menos 10 anos. Começamos a ter preocupação em relação ao futuro, não só econômico, que vai ser difícil. Nos perguntamos se a crise não está colocando em risco os avanços sociais”, diz o pesquisador Guilherme Mercês, gerente de Ambiente de Negócios e Infraestrutura da Firjan.

Os ganhos obtidos na área econômica durante a última década permitiram que a capacidade de investimento em políticas públicas de saúde e educação per capita aumentasse 80% entre 2005 e 2013, segundo dados do Tesouro Nacional citados pela Firjan. Apenas no ano de 2013, porém, esse indicador ficou estagnado (0,0%). Em 2014, a despeito da reação, a alta real de 3,9% ficou bastante aquém da média dos últimos anos.

“Economia e políticas públicas são ligadas pelo cordão umbilical. A expansão da economia é o que gera recursos para as políticas públicas, seja via arrecadação própria ou via transferências. Na medida em que economia desacelera, os recursos disponíveis também diminuem bastante”, explicou Mercês. “Num cenário econômico com queda de PIB e mercado de trabalho em um dos piores momentos, é quase impossível não ligar sinal de alerta e perceber que a crise coloca em xeque continuidade dos avanços sociais que vimos nos últimos anos.”

Piora generalizada. O indicador de emprego e renda avalia variáveis como geração de emprego formal, absorção de mão de obra local, geração de renda e salário médio, além da desigualdade. Segundo a Firjan, o quesito piorou em 55,4% das cidades, movimento que se espalhou por todas as cinco regiões do País. A deterioração não poupou sequer localidades onde o mercado de trabalho já apresentava baixo desenvolvimento.

“O interessante é que analisamos emprego e renda, e os dois pioraram. Houve redução de geração de empregos em grandes centros urbanos e uma desaceleração da renda no interior. Isso foi tão significativo que estamos no menor nível (do índice) desde 2009, quando houve a crise”, observa a pesquisadora Tatiana Sanchez, chefe da Divisão de Pesquisa e Estatística da Firjan.

A expectativa da entidade é de que esse movimento deve continuar e até se intensificar, à medida que os pequenos municípios passem também a demitir, enquanto os grandes centros não resistirão a um ajuste na renda dos trabalhadores.

Em uma mostra de que a piora já chegou às grandes cidades, oito capitais ficaram na lista de cidades com alto desenvolvimento – duas a menos do que no ano anterior. Deixaram esse seleto grupo Cuiabá e Palmas, que tiveram quedas de 6,3% e 15,6% no indicador de emprego e renda, respectivamente.

O Estado de S.Paulo

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Médico alerta para risco de transmissão de Mpox após Carnaval: “Monitorar por até 21 dias”

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Com casos confirmados em Rondônia, população deve redobrar a atenção após período de contato intenso nas festas

O médico destaca que qualquer pessoa que tenha tido contato próximo – seja contato íntimo, beijo, abraço ou proximidade prolongada – deve monitorar a própria saúde por até 21 dias. Foto: montagem 

Redação Anne Nascimento

Com o registro de quatro casos de Mpox em Rondônia nesta sexta-feira (20), o infectologista Thor Dantas reforça que o momento exige vigilância redobrada no Acre, principalmente por causa das aglomerações e do contato físico intenso durante o Carnaval.

O médico explicou que o período festivo aumenta o risco de transmissão, já que a doença se espalha principalmente por meio do contato direto com lesões na pele e proximidade física. “Depois de um evento como o Carnaval, em que há grande interação entre as pessoas, é fundamental que todos fiquem atentos ao surgimento de sintomas”, alertou.

O médico destaca que qualquer pessoa que tenha tido contato próximo – seja contato íntimo, beijo, abraço ou proximidade prolongada – deve monitorar a própria saúde por até 21 dias, período de incubação do vírus.

“Se nesse intervalo surgirem febre, dor no corpo, aumento dos gânglios e principalmente lesões na pele, é preciso procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e notificação”, explicou. Caso não haja manifestação de sintomas após os 21 dias, a infecção é descartada.

Isolamento e responsabilidade

De acordo com o infectologista, pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem permanecer em isolamento domiciliar desde o início dos sintomas até a queda completa das crostas das lesões, o que pode levar de duas a quatro semanas. “O paciente deve ficar isolado em casa e rastrear as pessoas com quem ele teve contato – sexual ou não. Esse monitoramento deve existir, e o paciente deve fazer o diagnóstico com coleta de material, um serviço feito pela própria saúde pública”, finaliza.

Veja vídeo, médica detalha situação em Porto Velho:

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Lei obriga uso de crachá de identificação por todos os servidores municipais de Rio Branco

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Medida visa coibir fraudes e reforçar segurança após relatos de falsários que se passavam por funcionários públicos no Bairro da Paz

Segundo o parlamentar, a iniciativa surgiu após relatos de moradores do Bairro da Paz que foram vítimas de assalto praticado por pessoas que se passavam por servidores municipais. Foto: captada

Foi promulgada nesta sexta-feira (20) a Lei Municipal nº 2.663/2026, que torna obrigatório o uso de crachá de identificação por todos os servidores públicos municipais de Rio Branco, incluindo efetivos, comissionados, temporários e colaboradores terceirizados no exercício de suas funções .

De autoria do vereador Leôncio Castro, a medida visa reforçar a segurança e a transparência no atendimento à população .

Segundo o parlamentar, a iniciativa surgiu após relatos de moradores do Bairro da Paz que foram vítimas de assalto praticado por pessoas que se passavam por servidores municipais .

“A cidade ganha com essa lei. A identificação dos servidores garante mais segurança para a população e mais confiança no serviço público”, destacou o vereador .

A norma foi promulgada pela Câmara Municipal de Rio Branco com base no §7º do artigo 40 da Lei Orgânica do Município e já está em vigor, conforme publicação no Diário Oficial .

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Xadrez eleitoral no Acre: alianças, vetos e disputas internas redesenham corrida ao governo e ao Senado

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Fontes indicam que a direção nacional do PL prioriza a eleição de senadores nos Estados, o que pode significar negativa de legenda a Bocalom no estado do Acre

Caso a aliança se confirme nos termos anunciados (PP/MDB), possível presença de nomes como Jéssica Sales na composição amplia o alcance regional e fortalece o discurso de unidade. Foto: captada 

Por Dell Pinheiro

A corrida eleitoral de 2026 no Acre entrou de vez na fase das articulações decisivas. Declarações recentes do governador Gladson Cameli (PP), revelam um cenário em que alianças estão praticamente seladas, mas ainda cercadas de condicionantes políticos e disputas internas que podem alterar o tabuleiro.

No centro da estratégia governista está a vice-governadora Mailza Assis (PP), apontada por Cameli como sua candidata natural à sucessão. Segundo o governador, o acordo com o MDB estaria fechado, restando apenas o anúncio oficial. A promessa inclui participação na chapa majoritária e apoio na formação das nominatas para deputado federal.

A consolidação de Mailza e o peso do MDB

Caso a aliança se confirme nos termos anunciados, Mailza inicia sua pré-campanha com musculatura reforçada, especialmente no Vale do Juruá — reduto estratégico que concentra lideranças influentes do MDB. A possível presença de nomes como Jéssica Sales na composição amplia o alcance regional e fortalece o discurso de unidade.

A orientação de Cameli para que Mailza mantenha o secretariado ao assumir o governo em abril revela uma tentativa clara de transmitir estabilidade administrativa e coesão política. A leitura é pragmática: evitar rupturas internas e impedir desgastes antes do período eleitoral mais sensível, quando a legislação impõe restrições à máquina pública.

No entanto, há um “abacaxi” a ser descascado: a segunda vaga ao Senado na chapa governista. Estão no radar nomes como Márcio Bittar (PL), Sérgio Petecão (PSD), Eduardo Veloso (UB) e Jéssica Sales (MDB). Qualquer escolha implicará perdas e possíveis dissidências.

Com a possibilidade de veto dentro do PL, Bocalom sinaliza que não recuará. Alternativas como AVANTE ou PSDB são cogitadas. O desafio, contudo, vai além da legenda. Foto: captada 

O impasse no PL e o futuro de Bocalom

Se no campo governista há tentativa de unificação, no PL o cenário é de tensão. O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, mantém pré-candidatura ao governo, mas enfrenta resistência interna.

Fontes indicam que a direção nacional do PL prioriza a eleição de senadores nos Estados, o que pode significar negativa de legenda a Bocalom. A disputa com o senador Márcio Bittar não é apenas pessoal; reflete o controle do partido no Acre e a estratégia nacional da sigla.

Mesmo diante da possibilidade de veto, Bocalom sinaliza que não recuará. Alternativas como AVANTE ou PSDB são cogitadas. O desafio, contudo, vai além da legenda: montar chapas competitivas para deputado estadual e federal, já que muitos nomes fortes estão comprometidos com outros blocos.

PSD entre o pragmatismo e o isolamento

O PSD vive seu próprio dilema. O senador Sérgio Petecão adota postura de “tudo ou nada”: só discutirá aliança após Mailza assumir o governo e exige representação na chapa majoritária. Sem espaço, o partido pode liberar seus candidatos ou buscar novo rumo.

A relação com o senador Alan Rick (Republicanos) é marcada por desconfiança. Parte da direção do PSD resiste a uma aproximação, enquanto alianças com a esquerda são consideradas improváveis. O resultado pode ser um partido fragmentado no apoio ao governo.

Republicanos e o fator Alan Rick

Alan Rick desponta como alternativa competitiva ao Palácio Rio Branco. Há movimentações nos bastidores indicando que lideranças governistas podem migrar para seu campo, caso percebam enfraquecimento na candidatura de Mailza.

Ao mesmo tempo, aliados de Alan torcem para que Bocalom não deixe a prefeitura para disputar o governo, avaliando que um cenário polarizado apenas entre Mailza e Alan favoreceria uma definição mais rápida, possivelmente em primeiro turno.

PP sob tensão interna

No PP, a posição do vice-prefeito Alysson Bestene — que declarou apoio à reeleição de Márcio Bittar independentemente do cenário — cria embaraço para a direção regional. A coerência disciplinar do partido passa a ser questionada, especialmente diante de punições cogitadas contra outros filiados por apoios diverge

O senador Sérgio Petecão adota postura de “tudo ou nada”: só discutirá aliança após Mailza assumir o governo e exige representação na chapa majoritária. Foto: captada 

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