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Depois de confusões no Conselho de Ética, Câmara aprova projeto para punir ‘deputados brigões’
O consenso foi por endurecer as medidas punitivas, mas deixando a cargo do Conselho de Ética decidir sobre elas
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12) um projeto para punir ’deputados brigões’ depois de tumultos no Conselho de Ética. O Projeto de Resolução 32/24, da Mesa Diretora, permite que este órgão suspenda, por até seis meses, o mandato de deputado federal acusado de quebra de decoro parlamentar, como medida cautelar. A pauta foi aprovada com 400 votos a favor, 29 contra e uma abstenção.
Em uma reunião extensa com líderes partidários nesta quarta, o consenso foi por endurecer as medidas punitivas, mas deixando a cargo do Conselho de Ética decidir sobre elas. Caberá à Mesa enviar uma sugestão de punição em até 72 horas após a briga, e o colegiado precisará decidir sobre a suspensão cautelar. Mesmo se for afastado, o parlamentar poderá recorrer contra uma decisão em definitivo.
“Nós não estamos entrando aqui em nada do Código de Ética e Decoro Parlamentar, apenas no Regimento Interno. É uma discussão processual, para dar agilidade. O que cabe para suspender um parlamentar já está no Código de Ética dessa Casa desde 2001 e nós temos visto que não tem sido suficiente para manter ambiente de urbanidade nessa Casa”, afirmou o relator deputado Domingos Neto (PSD-CE)
A resolução foi promulgada na sessão e agora integra o regimento interno da Casa. O texto entrou em regime de urgência na última terça-feira (11), mas a análise de seu conteúdo foi adiada para esta quarta-feira devido a divergências entre deputados, que questionaram o excesso de poder concedido aos parlamentares que ocupam posições na Mesa.
Alguns deputados relataram ter ficado incomodados com o poder que seria dado à Mesa Diretora da Casa. A maioria da Câmara se diz a favor de que haja algum tipo de suspensão aos parlamentares que protagonizarem brigas, mas os líderes destacaram que o melhor é que o Conselho de Ética dê a palavra final.
Além de Lira, assinam o projeto os demais membros da Mesa Diretora da Câmara: Marcos Pereira (Republicanos-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Luciano Bivar (União-PE), Maria do Rosário (PT-RS), Júlio César (PSD-PI) e Lúcio Mosquini (MDB-RO).
O presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que o projeto quer trazer o mínimo de tranquilidade para o funcionamento das comissões e do plenário. Segundo Lira, os acontecimentos de agressões entre deputados não têm sido esporádicos, mas reiterados.
“Com relação às agressões que ultrapassam o limite da racionalidade, não há mais o que pedir, o que alegar. Não temos tido respostas adequadas para o que está acontecendo,” disse o presidente da Casa.
“Os deputados têm se envolvido em agressões verbais e físicas. Em um dia de agendas externas, recebi telefonemas de diversos partidos solicitando a suspensão de uma sessão porque uma parlamentar havia passado mal após ser agredida verbalmente”, completou.
A proposta de Lira aconteceu depois do bate-boca que aconteceu na última quarta-feira (5) no Conselho de Ética, enquanto Guilherme Boulos (Psol-SP) lia seu parecer pelo arquivamento do processo contra André Janones (Avante-MG). No mesmo dia, mais tarde, a deputada Luiza Erundina (Psol-SP) passou mal após discussões na Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
“Não há mais o que pedir. O Conselho de Ética continuará funcionando plenamente. Os prazos regimentais para ampla defesa serão mantidos e os recursos para o plenário serão preservados. Mas agora, temos casos que se repetem constantemente”, declarou Lira durante a sessão.
Outro incidente recente aconteceu em abril, quando o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) retirou a chutes um integrante do MBL (Movimento Brasil Livre) da Câmara, alegando que ele teria ofendido uma pessoa. A confusão envolveu também o deputado Kim Kataguiri (União-SP).
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Ufac celebra 51 anos de federalização como única universidade pública federal do Acre
Instituição que nasceu como Faculdade de Direito em 1964 hoje atende mais de 8 mil alunos em três campi e mantém projetos estratégicos para o desenvolvimento regional

Mais de 8 mil estudantes estão matriculados na instituição. A universidade também mantém projetos de extensão voltados a populações indígenas, ribeirinhas e urbanas. Foto: internet
A Universidade Federal do Acre (Ufac) comemora neste sábado (5) 51 anos de sua federalização, consolidada pela Lei nº 6.025 de 1974. Única instituição federal de ensino superior no estado, a Ufac mantém atualmente mais de 8 mil estudantes matriculados em cursos de graduação, pós-graduação (mestrado e doutorado) e projetos de extensão que beneficiam populações indígenas, ribeirinhas e urbanas em todo o território acreano.
Com raízes que remontam à criação da Faculdade de Direito em 1964, a Ufac passou por um processo de expansão que incluiu a formação do Centro Universitário do Acre em 1970, o reconhecimento como universidade em 1971 e finalmente sua federalização em 1974. Hoje, com sede em Rio Branco e campi em Cruzeiro do Sul e Sena Madureira, a instituição concentra a maior parte da oferta de ensino superior público no estado.
Além de formar profissionais em áreas estratégicas como saúde, educação, direito e agronomia, a Ufac se destaca por:
- Desenvolver pesquisas sobre biodiversidade amazônica, mudanças climáticas e comunidades tradicionais
- Manter programas de extensão que levam conhecimento e serviços às populações do interior
- Oferecer formação qualificada para professores da rede pública acreana
O reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou que:
“Esses 51 anos representam o compromisso da instituição com a transformação social por meio do conhecimento, formando cidadãos e desenvolvendo pesquisas que dialogam com as necessidades da Amazônia”.
A universidade segue ampliando sua infraestrutura e oferta de cursos, mantendo-se como principal polo de produção científica e cultural do estado do Acre.

A história da Ufac começou em 1964, com a criação da Faculdade de Direito. Outras unidades foram sendo criadas nos anos seguintes, e em 1970 foi formado o Centro Universitário do Acre. Foto: internet
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Acre registra mais de 2,5 mil contratos do novo consignado do Crédito do Trabalhador em duas semanas
Operações no estado somam R$ 14,8 milhões, mas colocam Acre como penúltimo no ranking nacional; valor médio por empréstimo fica abaixo da média do país

No total, 532.743 contratos foram firmados, com um valor médio de R$ 6.209,65 por trabalhador, segundo o Ministério.
O Acre contabilizou 2.506 empréstimos do novo consignado do Crédito do Trabalhador entre 21 de março e 3 de abril, segundo balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Os contratos, realizados por meio da Carteira de Trabalho Digital, beneficiaram 2.494 trabalhadores formais no estado com taxas de juros reduzidas.
Embora o volume de operações no período tenha ultrapassado R$ 14,8 milhões, o Acre aparece como penúltimo colocado no ranking nacional, à frente apenas do Amapá. Os dados revelam que:
- O valor médio por empréstimo no estado foi de R$ 5.906,79 (contra R$ 6.209,65 da média nacional)
- As parcelas médias ficaram em R$ 330,60
- O prazo médio de pagamento foi de 18 meses
No panorama nacional, o programa já movimentou R$ 3,3 bilhões em todos os estados, com 532.743 contratos assinados desde seu lançamento. A adesão acreana representa 0,47% do total de operações no país.
Especialistas em economia creditícia apontam que o desempenho modesto no estado pode refletir tanto o tamanho reduzido da população economicamente ativa formal quanto a necessidade de ampliar a divulgação do novo produto financeiro entre trabalhadores e empregadores.
O Ministério do Trabalho projeta que a demanda deve crescer à medida que mais pessoas conhecerem as vantagens do consignado digital.
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“Tijolos não resolvem”: Moradores de Feijó protestam contra operação tapa-buraco ineficaz
Solução improvisada na Avenida Marechal Deodoro já apresenta falhas; prefeito alega problemas com chuvas e promete ações mais duráveis

Em resposta às críticas, o prefeito Railson gravou um vídeo reconhecendo os problemas. Foto: cedidas
A operação tapa-buraco realizada pela prefeitura de Feijó virou alvo de críticas da população após a solução improvisada – usando tijolos para cobrir crateras – se mostrar ineficaz e até perigosa. Fotos compartilhadas por moradores mostram o estado precário da Avenida Marechal Deodoro, onde os tijolos já estão se soltando, deixando a via em condições ainda piores que as originais.
Os registros evidenciam o desgaste rápido do material, com pedaços espalhados e acúmulo de barro, situação que representa risco para motoristas e pedestres. “Em vez de resolver, piorou. Agora temos buracos com tijolos soltos que podem causar acidentes”, reclama um comerciante local.
Em resposta às críticas, o prefeito Railson gravou um vídeo reconhecendo os problemas. Ele atribuiu a má qualidade do serviço às chuvas intensas do período, que impediriam uma solução mais eficaz. “Pedimos compreensão. Assim que o tempo melhorar, faremos reparos definitivos”, afirmou o gestor.
Enquanto aguardam ações concretas, os moradores cobram urgência: “Precisamos de soluções reais, não de remendos que duram dois dias”, protesta uma moradora do bairro. A situação expõe o desafio da administração municipal em conciliar a demanda por reparos imediatos com soluções estruturais para o problema crônico das vias públicas na cidade.
A prefeitura não informou quando as obras definitivas terão início, deixando a população em alerta contra os perigos da via mal conservada.

Fotos compartilhadas por moradores mostram o estado precário da Avenida Marechal Deodoro. Foto: cedida
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