Durante coletiva realizada na tarde desta segunda-feira,5, o delegado José Henrique Maciel afirmou que a investigação que apura o desvio de medicamentos e equipamentos hospitalares teve início após solicitação direta do secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal.
Segundo o delegado, a iniciativa demonstra que o governo não compactua com práticas ilegais dentro da administração pública.
“Isso demonstra que o governo não compactuou com esse tipo de coisa ilegal dentro do governo”, destacou.
Maciel explicou que, a partir das informações repassadas pelo secretário, a Polícia Civil, por meio da delegacia especializada, deu início às apurações que culminaram no cumprimento do mandado de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira.
“Hoje pela manhã houve esse primeiro desfecho desse contexto do mandado, onde foi constatada a existência de muitos medicamentos, alguns controlados e de alto valor, além da prisão em flagrante de uma pessoa que se encontrava no local”, afirmou.
De acordo com o delegado, o suspeito detido deverá ser indiciado por envolvimento no esquema, que, segundo a polícia, não se trata de uma ação isolada, mas sim da atuação de uma quadrilha.
“Isso não é coisa de uma pessoa só. Com certeza há participação de várias pessoas, inclusive, provavelmente, de pessoas de dentro da Sesacre”, pontuou.
Maciel ressaltou ainda a gravidade do crime, destacando que os medicamentos desviados eram destinados a pacientes que realmente necessitam, como pessoas em tratamento contra o câncer e portadores de doenças graves.
“Hoje nós temos provas cabais de que havia e há pessoas comercializando remédios que deveriam chegar a quem precisa. Para a Polícia Civil e para a Segurança Pública, isso é gravíssimo”, concluiu.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema e possíveis servidores públicos ligados ao desvio.