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COREN-AC e COFEN discutem Piso Salarial e Jornada de Trabalho para fortalecer a Enfermagem no Acre

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O Teatro dos Náuas, em Cruzeiro do Sul, foi palco de uma importante audiência pública realizada pelo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), em parceria com o Conselho Regional de Enfermagem do Acre (COREN-AC). O evento reuniu profissionais da área para debater temas cruciais, como o Piso Salarial e os impactos da Jornada de Trabalho na Enfermagem Acreana.

A iniciativa reflete o compromisso do COREN-AC e do COFEN em fortalecer a categoria e criar um espaço de diálogo com os profissionais da região. Para o presidente do COREN-AC, Adailton Cruz, o encontro foi de grande relevância para a classe.

“Foi um evento extremamente gratificante. Com o apoio do COFEN, do COREN-AC, sindicatos e dos próprios profissionais, conseguimos abordar questões locais relacionadas ao Piso Salarial e aos impactos das Jornadas de Trabalho. Quero externar minha gratidão a todos os envolvidos. Foi uma honra ouvir cada um de vocês e compartilhar nosso trabalho e compromisso com a categoria”, destacou o presidente.

A audiência teve como principal objetivo aproximar ainda mais o COFEN e o COREN-AC dos profissionais do interior do estado, promovendo discussões que refletem os desafios vividos diariamente pela Enfermagem. Além disso, foi um momento de troca de conhecimentos e propostas para a valorização da categoria.

O COREN-AC reafirma seu compromisso na luta pelo fortalecimento da Enfermagem Acreana, reconhecendo o trabalho essencial que esses profissionais desempenham na sociedade. Eventos como este evidenciam o empenho do Conselho em promover melhorias e dar voz aos profissionais de Enfermagem em todo o estado.

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Acre

Prefeita de Cobija anuncia início de obras estruturais no Rio Acre para prevenir enchentes

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Ana Lucia Reis destaca que projeto visa proteger áreas vulneráveis e reduzir impactos das cheias na fronteira com o Brasil

Em janeiro o vice-ministro alertou sobre o risco crescente de o nível das águas subir durante o período de chuvas e afetar a população ribeirinha de Cobija. Foto: captada 

A prefeita de Cobija, Ana Lucia Reis (MAS), anunciou nesta quarta-feira (2) o início das obras de construção de medidas estruturais às margens do Rio Acre, que divide a Bolívia do Brasil (Cobija/Brasiléia). O projeto tem como objetivo principal mitigar os efeitos das enchentes que anualmente afetam a região fronteiriça do acre, com Departamento de Pando.

O vice-ministro Juan Carlos Calvimontes, realizar sobrevoo sobre o rio Acre, na companhia de autoridades locais como a prefeita Ana Lúcia, de Cobija e Carlinhos do Pelado, de Brasiléia na época. Foto: cedida 

No começo do ano, o vice-ministro da Defesa Civil da Bolívia, Juan Carlos Calvimontes, esteve em Cobija e alertou sobre o risco crescente de o nível das águas subir durante o período de chuvas e afetar novamente a população ribeirinha de Cobija. Ele reforçou que, embora as condições climáticas sejam semelhantes em ambas as margens do rio, a construção das encostas em Brasiléia tem sido uma ação positiva, que inspirava os planos para proteger a comunidades de Brasileia.

A expectativa é que o novo projeto em Cobija contribua para a segurança e o bem-estar das populações vulneráveis na região de fronteira, promovendo uma ação conjunta entre os governos brasileiro e boliviano.

O vice-ministro falou à reportagem. “Fizemos um sobrevoo sobre o rio Acre na companhia dos irmãos da República Federativa do Brasil, pudemos observar primeiro todos os locais onde o estudo técnico da nossa intervenção nos mostrou que são pontos críticos no Rio Acre, onde está sendo feita a dragagem, onde está prevista a construção de algumas comportas de ambos os lados do rio acre”, relatou Calvimontes.

O vice-ministro da Defesa Civil da Bolívia, Juan Carlos Calvimontes, disse que projeto para a segurança e o bem-estar das populações vulneráveis na região de fronteira de Cobija. Foto: cedida 

O vice-ministro da Defesa Civil da Bolívia, Juan Carlos Calvimontes, expressou grande impressão com a construção em andamento na cidade de Brasiléia, no Acre, especialmente no que diz respeito ao projeto de encostas que está sendo erguido na orla do município.

O projeto, que visa melhorar a infraestrutura e proteger as áreas ribeirinhas contra o avanço das águas do rio Acre, servirá como referência para proposta similar em Cobija, capital do Departamento de Pando, na Bolívia.

Calvimontes revelou que o projeto na Bolívia começará ao lado do Quartel Naval de Pando e se estenderá por diversos bairros ribeirinhos de Cobija, com foco especial na comunidade do bairro Manpajo, o maior da região. O bairro, assim como outras áreas vulneráveis, tem sido seriamente impactado pelo período de chuvas, que, neste ano, tem registrado um clima chuvoso em toda a Bolívia.

As intervenções incluirão:

  • Construção de diques de contenção
  • Sistema de drenagem pluvial
  • Reforço das margens em pontos críticos
  • Instalação de alertas hidrológicos

“Estamos investindo em infraestrutura permanente para proteger nossas famílias ribeirinhas e o comércio local que tanto sofre com as cheias do Rio Acre”, declarou a prefeita Ana Lúcia durante o anúncio realizado no bairro Manpajo, uma das áreas mais afetadas de Cobija.

O projeto, orçado em aproximadamente 90 milhões de Bolivianos, com distribuição de 5 milhões por etapa, terá execução faseada ao longo de 18 meses e contará com assessoria técnica de engenheiros hidráulicos de pando, como do centro do pais. A primeira etapa já começou pelas proximidades da Ponte da Integração, bairro Manpajo principal ligação com Brasileia, no Acre.

Moradores das áreas ribeirinhas comemoraram a iniciativa, mas cobram agilidade: “Todo ano perdemos móveis, eletrodomésticos e temos que reconstruir nossas casas. Esperamos que desta vez seja diferente”. Foto: arquivo

Contexto Histórico:

Nos últimos 13 anos, Cobija, Brasileia e Epitaciolândia registrou:

  • 4 enchentes severas (2012, 2015, 2023 e 2024)
  • Prejuízos superiores a US$ 25 milhões
  • 45 mil pessoas afetadas diretamente

A prefeitura estabeleceu parceria com o governo departamental de Pando e busca cooperação técnica com o Brasil para monitoramento binacional do rio. O cronograma prevê conclusão das obras prioritárias antes da próxima estação chuvosa, que começa em novembro de 2026.

O projeto tem como objetivo principal mitigar os efeitos das enchentes que anualmente afetam a região fronteiriça. Foto: captada

Moradores das áreas ribeirinhas comemoraram a iniciativa, mas cobram agilidade: “Todo ano perdemos móveis, eletrodomésticos e temos que reconstruir nossas casas. Esperamos que desta vez seja diferente”, relatou Juan Mendoza, líder comunitário.

A prefeitura criou um canal de acompanhamento das obras através do aplicativo “Cobija Digital”, onde serão publicados relatórios quinzenais de progresso e do investimento na ‘Orla’ do rio acre.

Veja vídeo:

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Acre

Acre registra 3.021 mortes violentas em 10 anos, com facções e tráfico respondendo por 42% dos casos

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Dados do Ministério Público apontam Rio Branco como epicentro da violência (57,2% dos casos); 2024 teve menor número em nove anos

O Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais inclui na estatística crimes como homicídio consumado, feminicídio, latrocínio, estupro seguido de morte. Foto: arquivo

O Acre contabilizou 3.021 mortes violentas intencionais nos últimos dez anos, segundo dados do Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais (MVI), do Ministério Público do Estado. Conflitos entre facções criminosas e o tráfico de drogas foram responsáveis por 42,2% das ocorrências no período.

O ano mais violento foi 2017, quando foram registradas 531 mortes. Em contrapartida, 2024 teve o menor número de casos nos últimos nove anos, com 178 ocorrências. Até 1º de abril de 2025, já foram registrados 23 casos no estado.

Relatório Especial: Uma década de violência no Acre (2015-2025)
Panorama Geral:
  • Total de mortes violentas: 3.021 em 10 anos
  • Principal motivador: Conflitos entre facções e tráfico de drogas (42,2% dos casos)
  • Ano mais violento: 2017 (531 mortes)
  • Menor registro: 2024 (178 casos) – menor número em nove anos
  • 2025 (até 1º de abril): 23 ocorrências
Perfil Geográfico:
  1. Rio Branco: 1.728 casos (57,2% do total)
  2. Cruzeiro do Sul: 236 (7,81%)
  3. Tarauacá: 136 (4,5%)
  4. Santa Rosa do Purus: 6 (menos de 0,2%)
Características das Vítimas:
  • Gênero:
    • Homens: 90,96%
    • Mulheres: 9%
  • Raça/Cor:
    • Não identificada: 51,87%
    • Pardos: 42,9%
    • Brancos: 2,18%
  • Faixa etária mais afetada: 20 a 34 anos
Modus Operandi:
  • Armas de fogo: 66,63% dos casos
  • Armas brancas: 24,4%
  • Horário com maior incidência:
    • Noite: 43,56%
    • Tarde: 21,98%
    • Madrugada: 17,81%
  • Dias mais violentos:
    • Domingo: 19,4%
    • Sábado: 16,42%
    • Segunda-feira: 14,46%
Metodologia:

O Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais (MVI) considera nove categorias de crimes:

  1. Homicídio consumado
  2. Feminícidio
  3. Latrocínio
  4. Estupro seguido de morte
  5. Extorsão mediante sequestro com morte
  6. Lesão corporal fatal
  7. Maus-tratos com resultado morte
  8. Morte decorrente de intervenção policial
Análise:

Os dados revelam uma concentração urbana da violência (Rio Branco responde por mais da metade dos casos) e um perfil específico das vítimas: homens jovens, predominantemente pardos. A redução em 2024 pode indicar efeitos de políticas públicas ou mudanças no cenário do crime organizado, mas especialistas alertam que o primeiro trimestre de 2025 mantém uma média preocupante.

Perspectivas:

O MP-AC destaca a necessidade de estratégias diferenciadas por município, com atenção especial aos finais de semana, quando ocorrem 35,82% dos casos. A predominância de armas de fogo aponta para a urgência no controle de armamento ilegal.

O Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais inclui na estatística crimes como homicídio consumado, feminicídio, latrocínio, estupro seguido de morte, extorsão mediante sequestro e morte, lesão corporal com resultado morte, maus-tratos com resultado morte e morte decorrente de intervenção policial.

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Auxiliar de limpeza atacada por cães rottweiler recebe alta de hospital em Rio Branco: ‘Chora quando lembra’, diz filha

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Adriana da Silva Souza, 45 anos, recebeu alta após três dias internada; marido também foi ferido ao tentar defendê-la. Caso expõe riscos com animais de grande porte

Adriana foi internada na última sexta (28) após o ataque sofrido no bairro Alto Alegre, Parte Alta da capital. Foto: cedida 

A auxiliar de limpeza Adriana da Silva Souza, 45 anos, recebeu alta do Pronto-Socorro de Rio Branco nesta terça-feira (1º) após sofrer um violento ataque de dois cães da raça rottweiler no bairro Alto Alegre. O incidente, ocorrido na última sexta (28), resultou na perda parcial da orelha esquerda e de parte do couro cabeludo da vítima.

Adriana acompanhava o marido, que prestava serviços de pintura em uma residência na Rua Juarez Távora, quando os animais romperam a cerca de proteção e avançaram contra ela. O esposo, que já havia trabalhado anteriormente no local e conhecia os cães, também foi mordido ao tentar defender a mulher.

“Ela está bem, mas chora quando lembra. A consulta com o cirurgião é semana que vem”, relatou Adrialle Correira, filha da vítima. Segundo ela, a auxiliar de limpeza deverá iniciar acompanhamento psicológico e consultas com otorrinolaringologista para avaliar os danos permanentes.

Detalhes do ataque:
  • Era a primeira vez que Adriana visitava a propriedade
  • O proprietário havia prendido os animais antes de sair
  • Os cães quebraram a cerca e atacaram sem provocação
  • O marido, que já conhecia os rottweilers, sofreu mordidas na tentativa de resgate

A família aguarda o parecer médico para entender a extensão dos danos e o tratamento necessário para a recuperação de Adriana, que estava de folga no dia do ataque.

“Ela está bem, mas chora quando lembra. A consulta com o cirurgião é semana que vem e vamos saber qual a orientação dele”, resumiu Adrialle Correira, filha de Adriana.

Ainda segundo Adrielle, a auxiliar de limpeza deve começa acompanhamento psicológico e também fará consultas com um otorrinolaringologista.

Ataque

Era a primeira vez que Adriana ia na residência. Contudo, o marido já tinha feito outros serviços na propriedade anteriormente e conhecia os animais. Ele foi mordido pelos cães quando tentou ajudar a mulher.

“Ela estava de folga do trabalho e foi acompanhar ele no trabalho. O dono de lá é patrão dele, já conhecia o local. Estava pintando, terminando uma reforma e o proprietário da casa não estava, mas prendeu os cachorros antes de sair”, explicou a filha.

A auxiliar de limpeza foi mordida quando os cachorros quebraram a cerca de proteção e correram na direção dela.

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