“O governo petista, com seu projeto de poder, nada fez para os acreanos se tornarem prósperos e felizes”, disse Petecão
Senador Sérgio Petecão em entrevista exclusiva ao Contilnet/Foto: Wiliandro Derze.
Sergio de Oliveira Cunha, 56 anos, é o nome que consta no batistério, porém ele é conhecido por Petecão. Suspeita-se que o apelido tenha algo a ver com o tamanho de sua cabeça. Filhos de comerciantes, começou a ter contato com ribeirinhos ainda na infância. A família era proprietária de uma bomba de gasolina flutuante na margem do rio Acre. Algum tempo depois, adquiriram um posto de gasolina, localizado na Rua Seis de Agosto, nome também dado ao bairro onde nasceu.
Na juventude, além de jogar futebol, passou a incentivar eventos esportivos na cidade e zona rural. Formou-se em técnico em Contabilidade. Em 1985, foi convidado a se candidatar a vereador pela Capital. Obteve 599 votos e se tornou suplente na sua primeira empreitada.
Em 1994, Sérgio Petecão foi eleito deputado estadual com 1.677 votos. Quatro anos depois, foi reeleito com 2.945 votos. Foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac). Em 2002, ele foi reeleito novamente deputado estadual, com 3.596 votos e, novamente, reeleito presidente da Casa, perfazendo um total de oito anos no cargo, algo inédito na história do parlamento brasileiro.
Todo esse capital político acumulado lhe rendeu a eleição para deputado federal com 27.936, o segundo mais votado no Estado. Na Câmara Federal, assumiu a liderança do PMN e se destacou como o primeiro parlamentar acreano num cargo dessa natureza. Assumiu ainda a 1ª Vice-Presidência da Comissão da Amazônia, além de ser membro-titular da Comissão de Constituição e Justiça e da CPI da energia elétrica.
O auge da carreira política, no entanto, veio nas eleições de 2010. Elegeu-se senador da República com quase 200 mil votos. Perto de concluir o mandato, Petecão, se não foi um parlamentar brilhante, destacou pelas causas do Acre e apoio aos município. “Com emendas parlamentares ou articulando convênios, o meu mandato é focado no auxílio a todas as prefeituras, independente do partido que o prefeito pertença”, frisou o senador, que é o coordenador da bancada acreana em Brasília.
Recentemente, ele tenta unir esforços para solicitar ajuda do governo federal diante da onda de violência no estado. Nos últimos meses, uma série de ataques atingiu a Capital e o interior. O último foi uma retaliação de facções criminosas à instalação de bloqueadores de sinal de celular nos presídios. “O governo federal precisa dar atenção ao Acre. Estamos numa situação muito difícil, e a população está em pânico”, disse Petecão.
O senador ainda não escolheu o próximo slogan de campanha, mas, a julgar pelos últimos [“100% Popular” e “Do Jeito Que o Povo Quer”], deve vir com o mesmo apelo, ou seja, o político, tem uma forte aproximação com a população. “Quando eu era presidente da Aleac, fui parar em um forró na periferia de Sena Madureira. A polícia entrou e mandou tudo mundo se encostar nas paredes. Para minha sorte, o chefe da equipe era um conhecido”, disse Petecão, em meio a risos.
Nesta entrevista concedida em sua casa, Petecão faz um balanço do seu mandato, avalia o governo petista e faz um prognóstico para as eleições que se avizinham: “agora eu tenho serviços prestados e um partido organizado nos 22 municípios”, enfatizou o senador. Vejam os principais trechos.
ContilNet – Por que o senhor quer voltar para o Senado da República?
Petecão – A minha candidatura à reeleição nasceu de um entendimento entre os membros da oposição. Nós precisamos lançar candidaturas competitivas, com densidade eleitoral para ajudar as demais candidaturas majoritárias. Tenho uma profunda identidade com o Acre e a nossa gente. Um senador pode articular muitas coisas a favor do estado, principalmente no tocante à questão econômica porque a população está clamando por oportunidades. Infelizmente perdemos duas décadas. O governo petista, com seu projeto de poder, nada fez para os acreanos se tornarem prósperos e felizes. Quero ser senador de novo não apenas para denunciar isso, mas para ajudar a colocar o Acre nos trilhos do desenvolvimento.
ContilNet – O que seu mandato está fazendo pelos municípios?
Petecão – Com todo respeito aos colegas, eu fui o parlamentar que mais destinou emendas para os municípios. Alguns focam em uma região. Aloquei emendas para os 22 municípios. O prefeito que eu mais ajudei foi o Vagner Sales, tanto como deputado federal como senador, mesmo porque, ele por ser de oposição, era discriminado pelo governo petista. A Capital, por concentrar a metade da população, também foi muito beneficiada. O prefeito Marcus Alexandre reconhece isso. Ele não mistura política partidária com questões de interesse maior. Nos quatro cantos da cidade construímos quadras com grama sintética. O Terminal Urbano da Baixada também foi construído com uma das minhas emendas. As reformas e ampliações de todos os mercados. Em Sena Madureira, estamos reformando o Estádio Marreirão. Em Assis Brasil está sendo construído o maior ginásio do Estado. Eu foquei mais no esporte e lazer por entender que eles são instrumentos de inclusão social. São instrumentos para a redução da violência. Quando eu vejo crianças e jovens utilizando aqueles espaços tenho uma enorme satisfação, ao mesmo tempo em que sou acometido por sensação de dever cumprido.
ContilNet – O Acre é o melhor lugar para se viver na Amazônia?
Petecão – Desenvolvimento é mudança na qualidade de vida, sobretudo dos mais necessitados. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) destoa dessa ideia de que estamos no melhor lugar da Amazônia para se viver. O Acre, para mim, sempre será o melhor lugar do mundo para se viver, mas ainda precisamos fazer muito pelo nosso povo. O nosso PIB e a nossa renda per capta são os menores da Região Norte. Só perdemos para Roraima. No ranking das atividades econômicas quem lidera é a economia do contracheque. Em segundo lugar, vem a agropecuária com 18%. O Acre vive de repasses do governo federal. Não produzimos nada. Outra pesquisa mostra que 50% da população vive com menos de meio salário mínimo. Cerca de 400 mil pessoas no Acre vivem abaixo da linha de pobreza.
ContilNet – Como surgiram os slogans “100% Popular” e “Do Jeito Que o Povo Quer”?
Petecão – Quando eu fui candidato a vereador, inclusive perdi a eleição, eu procurei um rapaz para pintar umas camisas. Eu mostrei para ele o meu slogan ‘Jovem e competente’ e, de imediato, ele falou que aquilo estava muito manjado. E continuou: “você é um cara popular”. Ele me via interagindo com as pessoas no posto de gasolina. Não fui eu quem criou o slogan, foi a vida que bolou ele pra mim. Hoje, virou uma bandeira, um símbolo de uma trajetória pessoal e política. “O outro, Do Jeito Que o Povo Quer” tem o mesmo apelo, mas implica também a democracia e o acesso das pessoas ao meu mandato. A política é para servir as pessoas e muita coisa precisa ser do jeito que elas querem.
ContilNet – Quando começar o processo eleitoral, o que o senhor vai dizer para a população?
Petecão – A minha música dizia que quando o Petecão ganhar quem ganha é o povo. Vou dizer que o mandato é acessível a todas as pessoas que o procurarem. Eu gostaria de saber por que a maioria dos políticos não recebem as pessoas? Eu fui deputado estadual por três mandatos, presidente da Assembleia, deputado federal e agora sou senador e nunca tive problema com isso. Um dos questionamentos que eu faço é que, quando a gente faz reunião da bancada acreana em Brasília, eles nunca participam. Os senadores querem ter um tratamento diferenciado. Eu sou senador, mas também continuo a minha vida. Por que um senador, por exemplo, não pode se reunir com agricultores? Para mim, isso é a maior satisfação, sinceramente. O slogan “Quem Ganha é o Povo” foi cumprido ao trabalharmos esse mandato pelo desenvolvimento dos municípios.
ContilNet – Quais são as suas principais propostas como candidato à reeleição?
Petecão – Eu quero ajudar o futuro governador Gladson Cameli. Tenho algumas propostas sobre produção. Eu tenho absoluta certeza que este é o principal problema do Acre. Precisamos pensar um novo viés econômico para tirar a nossa economia dessa dependência dos repasses. Por que a gente não produz alimentos? Quando um ministro da Agricultura perguntou se a região do Vale do Juruá era construída em cima de uma laje, ou seja, por que importar alimentos que podem ser perfeitamente cultivados aqui? Produzindo, você emprega. Quando emprega, gera renda, o comércio se movimenta e o excedente a gente exporta. Isso é uma cadeia produtiva. Isso é desenvolvimento. Mas veja bem, é preciso distribuir a riqueza para todos os grupos sociais. Eu estive na semana passado em Ariquemes (RO), junto com o presidente do Basa, o Marivaldo. Fomos inaugurar uma fábrica de ração para peixes. Nós temos uma fábrica aqui, no entanto, para se fazer ração é preciso existir soja e milho, ou seja, nós não produzimos esses grãos. A fábrica de pescado precisa de pescado. Estamos importando peixes de Rondônia e Mato Grosso. As fábricas de ração e de peixe são dois elefantes brancos.
ContilNet – Como o senhor avalia a escalada da violência no estado, sabendo que o problema está relacionado ao consumo e tráfico de drogas?
Petecão – Como coordenador da bancada acreana, estou buscando soluções junto ao presidente Michel Temer. A população está aterrorizada. As drogas sempre foram um problema muito presente no Acre, sobretudo por sermos um estado de fronteira com a Bolívia e o Peru. Por isto mesmo eu fui o primeiro parlamentar a apresentar no Congresso um pedido de programa federal para o combate e prevenção ao “crack”. Fui ainda um dos criadores e primeiros participantes na Câmara Federal da Frente de Combate às Drogas. Aproveitei também para pedir ao Ministério da Justiça a instalação no Acre dos Postos Especiais de Fronteira (Pefrons) para combate ao narcotráfico nos municípios vizinhos. Também estamos propondo a construção de um hospital estadual para tratamento dos dependentes químicos.
ContilNet – O Acre é um Estado de fronteira e isto traz grandes problemas. Como pretende solucioná-los?
Petecão – Sem dúvida alguma, nossa localização geográfica tanto pode facilitar como criar problemas. Por esta razão é mais que necessário controle e fiscalização rigorosos de nossas fronteiras. Daí porque solicitei ainda ao Ministério da Justiça o aumento do efetivo da Polícia Federal no Estado e a criação da Superintendência da Policia Rodoviária Federal no Estado. Até hoje, o Acre depende em tudo da PRF de Rondônia enquanto nossas BR’s precisam de mais agentes para um policiamento adequado ao longo das vias.
ContilNet – Aqui de fora dá a impressão de que a oposição não se entende. Por que isso?
Petecão – Nós temos problemas como qualquer coligação ou aliança. Como se trata de política, isso é um processo natural. Lá no nosso debate a gente dá espaço para as pessoas se manifestarem. A democracia tem os seus louros e os seus revezes. A democracia precisa de um contraponto, um contraditório, pois toda unanimidade, como diz Nelson Rodrigues, é burra. Tenho certeza que posso contribuir nesse campo, até porque, dentro de uma canoa, todo mundo remando do mesmo lado, ela não vai pra frente. Não podemos hegemonizar todas as forças políticas num só campo. Na nossa chapa majoritária, existe um sentimento de ajuda mútua. Estamos numa mesma trincheira política. Unidade não é sinônimo de unanimidade.
A gravidez desperta uma mistura intensa de emoções, sobretudo quando o percurso é marcado pelos desafios de uma gestação de alto risco. Em Rio Branco, esse cuidado especializado tem sido garantido pelo Ambulatório Materno-Infantil da Policlínica Barral y Barral, estruturado pela Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, como um reforço estratégico à rede de atenção à saúde da mulher e da criança.
O Ambulatório Materno-Infantil da Policlínica Barral y Barral, é um reforço estratégico à rede de atenção à saúde da mulher e da criança. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Implantado em maio de 2025 para responder a uma demanda reprimida superior a 350 gestantes que necessitavam de acompanhamento especializado, o ambulatório se aproxima de um ano de funcionamento com resultados expressivos. Entre maio de 2025 e a primeira semana de fevereiro de 2026, o serviço já realizou 3.153 atendimentos especializados, consolidando-se como referência no cuidado multiprofissional a gestantes de risco intermediário e alto, puérperas e crianças na primeira infância.
Para o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, os resultados alcançados pelo Ambulatório Materno-Infantil refletem o compromisso da gestão do prefeito Tião Bocalom com o cuidado às mulheres e às crianças, especialmente àquelas que vivenciam gestações de maior complexidade.
“A implantação do Ambulatório Materno-Infantil foi uma decisão estratégica para garantir atendimento especializado, humanizado e contínuo às gestantes de alto risco”, destacou o secretário Rennan Biths. (Foto: Átilas Moura/Secom)
“Desde o início da gestão do prefeito Tião Bocalom, a saúde materno-infantil tem sido tratada como prioridade. A implantação do Ambulatório Materno-Infantil foi uma decisão estratégica para garantir atendimento especializado, humanizado e contínuo às gestantes de alto risco, reduzindo complicações e fortalecendo a rede de atenção à saúde. Esses mais de 3,1 mil atendimentos demonstram o empenho da gestão municipal em cuidar de quem mais precisa, com responsabilidade e compromisso com a vida”, destacou o secretário.
É nesse contexto que mulheres como Raíssa Fraga encontram acolhimento, cuidado e segurança. Aos nove meses de gestação, após vivenciar uma perda gestacional anterior, Raíssa segue uma nova trajetória de cuidado com acompanhamento contínuo no ambulatório.
Aos nove meses de gestação, Raíssa segue uma nova trajetória de cuidado com acompanhamento contínuo no ambulatório. (Foto: Átilas Moura/Secom)
“Em 2023, vivi uma perda muito marcante: descobri uma gravidez já avançada enquanto tratava uma pneumonia, e meu bebê já estava sem vida. A experiência deixou um trauma e muito medo. Agora, na segunda gestação, fiz todo o acompanhamento desde o início. Descobri descolamento de placenta, diabetes gestacional e pressão alta, e recebi todo o suporte no Barral y Barral, com acompanhamento constante da doutora Andressa”, relatou.
“Tive momentos de insegurança, especialmente entre cinco e seis meses, mas ainda bem que as coisas evoluíram bem”, relatou Raíssa. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Pelo relato de Raíssa, é possível perceber que o maior medo não era apenas o diagnóstico clínico, mas o receio de reviver a dor da perda. Próxima de dar à luz, ela acrescentou:
“Tive momentos de insegurança, especialmente entre cinco e seis meses, mas ainda bem que as coisas evoluíram bem, com controle da diabetes e da pressão. Hoje, com nove meses, estou na penúltima consulta e sendo encaminhada para a maternidade para os exames finais.”
Assim como Raíssa, outras gestantes chegam ao Ambulatório Materno-Infantil encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). (Foto: Átilas Moura/Secom)
Assim como Raíssa, outras gestantes chegam ao Ambulatório Materno-Infantil encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), após a identificação de fatores de risco. É o caso de Rosenir Rodrigues, de 37 anos, gestante de sete meses, encaminhada da unidade do Sobral.
“Descobri a gravidez aos três meses, levei um susto. Como não foi planejada e aconteceu muito próxima da outra gestação, tudo ficou mais delicado. A doutora Cássia acompanha tudo com muita atenção: pede exames, faz ultrassom, acompanha o crescimento e escuta direitinho o coração do bebê todos os meses”, contou.
As gestantes passam por classificação de risco conforme protocolo do Ministério da Saúde, que utiliza critérios clínicos e cores que variam do verde ao vermelho. (Foto: Átilas Moura/Secom)
O Ambulatório Materno-Infantil funciona como um importante equipamento de apoio à Atenção Primária e à assistência de média complexidade no município. As gestantes passam por classificação de risco conforme protocolo do Ministério da Saúde, que utiliza critérios clínicos e cores que variam do verde ao vermelho.
Do total de atendimentos realizados, 1.578 foram em obstetrícia de alto risco, eixo central do serviço. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Os dados assistenciais evidenciam a efetividade da proposta. Do total de atendimentos realizados, 1.578 foram em obstetrícia de alto risco, eixo central do serviço. Também foram contabilizados 773 atendimentos em fisioterapia pélvica, 271 em pediatria, 226 atendimentos de enfermagem voltados ao risco intermediário, além de 255 atendimentos em nutrição e 50 em psicologia, assegurando cuidado integral e atuação multiprofissional.
São verificados sintomas clínicos, como edema e alterações no sono, além da aferição de sinais vitais, além d eoutros exames. (Foto: Secom)
A enfermeira do ambulatório, Naiane Dourado, explica que o atendimento começa com uma avaliação completa da gestante. São verificados sintomas clínicos, como edema e alterações no sono, além da aferição de sinais vitais, incluindo pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura, saturação e glicemia, especialmente nas pacientes com diabetes.
O pré-natal de alto risco realizado no ambulatório investe no acompanhamento contínuo, com exames periódicos, orientações nutricionais, incentivo à atividade física segura e atenção à saúde mental, permitindo intervenções precoces e redução de complicações.
A obstetra destaca que o serviço é essencial para prevenir agravamentos clínicos durante a gestação. (Foto: Átilas Moura/Secom)
A obstetra Kássia do Vale destaca que o serviço é essencial para prevenir agravamentos clínicos durante a gestação. Segundo ela, a identificação precoce de condições como diabetes e hipertensão gestacional, aliada à atuação de uma equipe multidisciplinar, contribui para desfechos mais seguros para mães e bebês.
O Ambulatório Materno-Infantil amplia o acesso ao pré-natal especializado no âmbito municipal e contribui para a prevenção de internações evitáveis e de óbitos maternos e infantis. (Foto: Jefferson carvalho/Secom)
Parâmetros do Ministério da Saúde indicam que cerca de 15% das gestações podem evoluir para situações de alto risco, o que reforça a necessidade de serviços especializados integrados à rede básica. Nesse contexto, o Ambulatório Materno-Infantil amplia o acesso ao pré-natal especializado no âmbito municipal e contribui para a prevenção de internações evitáveis e de óbitos maternos e infantis.
Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que aproximadamente 300 mil mulheres morrem todos os anos em decorrência de complicações na gravidez ou no parto, além de cerca de 2 milhões de bebês que não sobrevivem após 20 semanas de gestação ou durante o nascimento. No Brasil, a garantia do cuidado integral à gestante integra diretrizes acompanhadas pelo Ministério Público Federal (MPF), que atua no fortalecimento e na fiscalização de políticas públicas voltadas à saúde materna e infantil.
No Brasil, a garantia do cuidado integral à gestante integra diretrizes acompanhadas pelo Ministério Público Federal (MPF). (Foto: Átilas Moura/Secom)
Além do impacto direto na assistência, o ambulatório fortalece a organização da rede municipal de saúde, garantindo que gestantes identificadas nas UBSs como de risco intermediário ou alto sejam encaminhadas de forma oportuna para acompanhamento especializado.
O ambulatório garante que gestantes identificadas nas UBSs como de risco intermediário ou alto sejam encaminhadas de forma oportuna para acompanhamento especializado. (Foto: Jefferson Carvalho/Secom)
Por trás dos números, estão histórias como a de Raíssa Fraga, que sintetizam o papel do pré-natal de alto risco na garantia de cuidado, proteção e dignidade. Após uma perda marcada pela dor, o acompanhamento especializado permitiu não apenas o controle das condições clínicas, mas também a reconstrução da confiança em um novo desfecho.
Em Rio Branco, o acompanhamento especializado oferecido pelo Ambulatório Materno-Infantil reafirma o compromisso da Prefeitura com a ampliação e a qualificação dos serviços de saúde, consolidando-se como uma estratégia fundamental para proteger a vida de mães e bebês e melhorar os indicadores de saúde materno-infantil na capital.
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, iniciou nesta segunda-feira (9), a operação de retorno das famílias que estavam abrigadas no Parque de Exposições, em decorrência da alagação provocada pela cheia do Rio Acre.
A ação marca o início da desmobilização do abrigo provisório após a redução do nível do rio, que nesta segunda-feira registrou a marca de 9,77 metros, oferecendo condições seguras para o retorno das famílias às suas residências.
Segundo o tenente-coronel Balbino, da Defesa Civil, 39 famílias foram acolhidas no Parque de Exposições desde 17 de janeiro, sendo que nove já retornaram para casa com o início da operação de retorno. (Foto: Secom)
De acordo com o tenente-coronel Balbino, coordenador operacional da Defesa Civil no Parque de Exposições, 39 famílias foram acolhidas no local desde o dia 17 de janeiro. Destas, nove já retornaram para casa, duas na semana passada e sete nesta segunda-feira, quando oficialmente teve início a operação de retorno.
“Nós trabalhamos aqui no parque desde o dia 17, oferecendo toda a assistência às famílias. Nesse período, acolhemos 39 famílias e, agora, oficialmente, iniciamos a operação de volta para casa, com seis equipes atuando para garantir que esse retorno aconteça com dignidade. Essa foi uma das preocupações do nosso prefeito: envolver todas as secretarias, direta e indiretamente, para oferecer o apoio necessário às famílias”, destacou Balbino.
No período em que permaneceram acolhidas, as famílias receberam todo o suporte oferecido pelo município. (Foto: Wilkes Silva/Secom)
Mesmo com a desmobilização gradual, o Parque de Exposições seguirá com toda a estrutura montada e equipes de segurança de prontidão, caso seja necessário um novo acolhimento em razão de eventual elevação do nível do rio.
“O parque continuará com toda a estrutura montada, com equipe de segurança cuidando das instalações, pronto para receber novamente as famílias, se houver necessidade”, reforçou o tenente-coronel.
Durante o período de acolhimento, as famílias receberam assistência integral do município. O diretor de Política de Assistência Social, Ivan Ferreira, ressaltou que o atendimento seguiu a política de acolhimento humanizado adotada pela gestão municipal desde 2021.
Mesmo com a desmobilização progressiva, o Parque de Exposições permanecerá com a estrutura ativa e equipes de segurança preparadas para um novo acolhimento, se houver elevação do nível do rio. (Foto: Wilkes Silva/Secom)
“Desde o início da gestão do prefeito Bocalom, priorizamos levar dignidade às famílias em situação de vulnerabilidade social. No parque, acolhemos 39 famílias, somando mais de 114 pessoas, que receberam atendimento completo, incluindo Cadastro Único, assistência social, acompanhamento psicológico, benefícios eventuais e alimentação diária. No momento da saída, as famílias também recebem kit de limpeza e cesta básica, garantindo condições adequadas para o retorno aos seus lares”, explicou.
A moradora do bairro Ayrton Senna, Bianca Cavalcante, que esteve abrigada no local com o marido e três filhos, avaliou de forma positiva o atendimento recebido.
Prefeitura segue monitorando o Rio Acre e mantém o plano de contingência ativo, com atuação integrada das secretarias para garantir resposta rápida, segura e humanizada em situações de emergência. (Foto: Wilkes Silva/Secom)
“Fomos bem atendidos. Já sabemos como funciona, pois não é a primeira vez que precisamos do abrigo. A expectativa de voltar para casa é muito boa. A gente nem imaginava que retornaria agora, mas, graças a Deus, já estamos voltando”, afirmou.
A Prefeitura de Rio Branco reforça que segue monitorando constantemente o nível do Rio Acre e mantém ativo o plano de contingência, envolvendo diversas secretarias, para garantir resposta rápida, segura e humanizada em situações de emergência, sempre priorizando a segurança e a dignidade da população.
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Educação, anunciou, na manhã desta segunda-feira (9), a abertura oficial das inscrições para as creches do município, trazendo como novidade a ampliação significativa do número de vagas para o ano letivo de 2026. A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a educação infantil e o cuidado com as famílias rio-branquenses.
O anúncio foi realizado durante coletiva de imprensa na Creche Municipal Francisca Silva Maia, localizada no bairro Morada do Sol, com a presença do prefeito Tião Bocalom e do vice-prefeito e secretário municipal de Educação, Alysson Bestene.
O prefeito destacou que garantir vagas em creches é fundamental para apoiar as famílias, em especial as mães que precisam voltar ao trabalho. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
De acordo com o prefeito, a oferta de vagas em creches representa um momento fundamental para a população, especialmente para as mães que precisam retornar ao mercado de trabalho.
“Cuidar de crianças é um prazer e uma responsabilidade enorme. Quando assumimos a Prefeitura, não havia vagas para crianças de zero a dois anos. A partir daí, começamos a abrir novas vagas e hoje já temos quatro unidades oferecendo atendimento para essa faixa etária”, destacou Bocalom.
Este ano, estão sendo disponibilizadas 2.200 vagas para crianças de zero a quatro anos, com inscrições realizadas tanto pelo portal da Prefeitura, quanto diretamente nas unidades escolares. O número representa um avanço significativo em relação ao ano passado, quando foram ofertadas 1.600 vagas — um acréscimo de 600 novas vagas, mesmo antes da conclusão de duas novas creches que estão em fase final de obras. Com a entrada dessas unidades em funcionamento, a expectativa é ampliar ainda mais o atendimento.
O secretário Alysson Bestene afirmou que a rede municipal passa por planejamento pedagógico e formação dos profissionais, com investimentos que contribuem diretamente para os resultados alcançados. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O secretário municipal de Educação, Alysson Bestene, ressaltou que toda a rede municipal se encontra em fase de planejamento pedagógico e de formação continuada dos profissionais. Segundo ele, os investimentos realizados refletem diretamente nos resultados alcançados pelo município.
“Ficamos felizes com esse resultado. Isso demonstra que estamos no caminho certo, investindo na educação como ferramenta transformadora do futuro dessas crianças. Hoje, Rio Branco é a segunda capital da Região Norte e a décima primeira do país em acessibilidade à educação pública, à frente de grandes capitais com orçamentos maiores. Vamos continuar avançando para melhorar cada vez mais a educação do nosso município”, afirmou o secretário.
O acréscimo de vagas possibilitará que cerca de 600 pais ingressem ou retornem ao mercado de trabalho, fortalecendo a renda familiar e garantindo mais segurança para as crianças.
Logo cedo, Bruno Viga compareceu à Creche Francisca Silva Maia, no bairro Morada do Sol, para inscrever o filho Antony, de um ano e sete meses. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Logo nas primeiras horas do dia, o autônomo Bruno Viga, acompanhado do filho Antony Viga, de um ano e sete meses, esteve na Creche Francisca Silva Maia, no bairro Morada do Sol, para realizar a inscrição da criança.
“Chegamos cedo, fizemos a inscrição e agora é esperar o sorteio. Se Deus quiser, vamos ser contemplados para que meu filho possa começar a estudar e minha esposa possa trabalhar, melhorando a nossa rotina”, relatou.
Assim como Bruno, Keitielly Rocha esteve na creche para inscrever o filho, concorrer a uma vaga e agradeceu à Prefeitura pela oportunidade oferecida à comunidade. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Assim como Bruno, Keitielly Rocha também compareceu à unidade para inscrever o filho e concorrer a uma das vagas disponibilizadas. Moradora da regional atendida pela creche, ela agradeceu à Prefeitura pela oportunidade.
“É uma ótima oportunidade para mães e pais que precisam trabalhar e não têm com quem deixar os filhos. Vim aqui porque essa creche é uma referência”, destacou a autônoma.
Ano letivo e investimentos na educação
Sobre o início do ano letivo, previsto para o dia 10 de março, o prefeito Tião Bocalom garantiu que, até o momento, a cheia do Rio Acre não deve interferir no calendário escolar. Segundo ele, com a redução do nível do rio, muitas famílias que estavam abrigadas no Parque de Exposições já retornaram para suas casas, sempre respeitando a vontade dos moradores.
De acordo com o prefeito, até o momento, a cheia do Rio Acre não deve interferir no calendário escolar. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Se houver necessidade, a Prefeitura dará todo o suporte e fará quantas remoções forem necessárias, priorizando sempre a segurança e a dignidade das famílias”, pontuou.
O secretário municipal de Educação destacou ainda que a rede está preparada para o início das aulas, com professores qualificados e estrutura adequada. Entre os investimentos realizados estão a distribuição de uniforme escolar, kit escolar, café da manhã e, como novidade para este ano, a entrega de tênis escolares para os alunos da rede municipal e papetes para as crianças das creches, garantindo mais conforto, dignidade e segurança.
Os investimentos têm gerado resultados positivos, colocando Rio Branco como a segunda capital do Norte em acessibilidade à educação pública e referência na área. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Os investimentos refletem diretamente nos resultados. Rio Branco é hoje a segunda capital da Região Norte com melhor acessibilidade à educação pública, consolidando o município como referência na área educacional.
“Isso demonstra que estamos no caminho certo, investindo na educação como ferramenta de transformação do futuro das nossas crianças”, concluiu Alysson Bestene.
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