Coluna da Maria Coutinho

Pinguela mata burro, arte na rota do Pacífico…

Dizem que visitar o Alto Acre é pura emoção. O percurso sinistro da BR 317, não é para qualquer um. O rali compreende 346km de caminho tortuoso, com perigos evidentes e dificuldades gigantescas. A rodovia estreita, esburacada e mal sinalizada exige habilidade dos motoristas e resistência das máquinas.

A estrada do Pacífico…

…de fama internacional e trânsito intenso apresenta instabilidade no solo, a falta de conservação deixa a BR quase intrafegável. Os acidentes na via são constantes e os problemas se agravam no período invernoso.

A ponte que integra a BR 317.

Com a construção da ponte José Augusto, sobre o rio Acre na década de 80, a travessia de Epitaciolândia e Brasiléia exibiu progresso. As catraias e balsas arcaicas, desapareceram. A vida na região ganhou comodidade e praticidade.

Veículos praticamente degladiam pelo acesso à ponte José Augusto – Foto: Alexandre Lima/arquivo pessoal

Presente de grego

Mas, essa via de circulação regional essencial a comunidade, apresenta grande risco no trajeto diário.

A importância da Ponte.

A sorte não abandonou os habitantes dos Altos. A metálica mesmo em ruína, resiste ao tempo. E quando as enchentes isolam as comunidades vira ponto de acesso dos socorristas aos desabrigados.

Arena de atritos

Com o agravo dos problemas estruturais da ponte as denúncias de abandono se intensificaram.  A população cobra dos políticos as promessas de campanha que se arrastam por décadas.

O que precisa acontecer para o socorro chegar?

Se as reivindicações da fronteira não sensibilizarem as autoridades competentes, as tragédias nesse trecho acontecerão num curto espaço de tempo.

A derrota.

Pensar em melhorias efetivas nas regiões aonde as visitas se intensificam em período eleitoral é perca de tempo e dinheiro para muitos, nesse país.

Se queres conhecer seus gestores, conheça sua cidade…

…e reconheça suas necessidades. Os maus-representantes desconstroem o respeito, praticam a política do “pão e circo”, reforçam a alienação, os sonhos e os medos.

Fatiando ironias: expectativas x realidade.

Aos senhores representantes…

…da nação acreana que fatiam ilusões, a ponte José Augusto é antiga com peças desgastadas pelo tempo, mas a idade da construção em nada interfere em seu uso diário.

No trecho metálico…

…trafegam veículos pesadas, prova sensata de que a envelhecida ponte aguenta repuxo até a próxima campanha política.

A travessia do rio…

no Alto Acre privilegia a todos. A arquitetura de mão única é regulada por semáforos, conservação adequada, passarelas de ciclistas e pedestres, iluminação apropriada e segurança absoluta.

O crescimento populacional…

…, a expansão territorial e o aumento da frota automotiva, não justificam a necessidade de construção de outra ponte para viabilizar a trafegabilidade regional.

A velha Ponte…

…existente, atende perfeitamente mais de cinquenta mil habitantes em todo o alto Acre e recepciona plenamente os visitantes.

Engarrafamento…

…e fila dupla não há.  A travessia é maravilhosa, o transito organizado, o eixo entre Brasiléia e Epitaciolândia não oferece riscos e nem problemas a quem precisar cruzar as cidades.

Pinguela ou mata burro na ponte?

Que nada! A manutenção permanente dispensa paliativos. A pinguela/mata burro da Ponte José Augusto na fronteira Acreana é na verdade, o toque de modernidade que faltava na rota do Pacífico.

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Publicado por
Da Redação