Conecte-se conosco

Brasil

Brasil tem mais pessoas morando sozinhas, mostra pesquisa do IBGE

Publicado

em

O perfil dos homens e das mulheres que moram sozinhos é diferente. Enquanto a maioria (56,4%) dos homens de lares unipessoais tinha 30 a 59 anos, a maior parte (55%) das mulheres tinha 60 anos ou mais.

Morar sozinho é cada vez mais comum no Brasil. Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Mais pessoas estão morando sozinhas em todo o país, mostra a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios): Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores 2023, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta sexta-feira (20). Em 2012, os chamados domicílios unipessoais eram 12,2% e, em 2023, passaram a representar 18% do total, quase um a cada cinco lares do país.

Já os lares ocupados por famílias reduziram. Apesar do recuo, o arranjo domiciliar da maioria dos brasileiros segue sendo a nuclear, ou seja, lares ocupados por um único núcleo formado pelo casal, com ou sem filhos ou enteados. Esses domicílios representam 65,9% do total no país. Em 2012 eram 68,3%. São também nucleares as unidades domésticas compostas por mãe com filhos ou pai com filhos, as chamadas monoparentais.

As chamadas estendidas, compostas por pessoa responsável com pelo menos um parente, formando uma família que não se enquadre em um dos tipos descritos como nuclear, também apresentaram queda, passando de 17,9% em 2012 para 14,8% em 2023. Os lares compostos, ocupados por pessoas sem parentesco, caíram de 1,6% para 1,3% no mesmo período.

“[O arranjo] nuclear apresenta queda, porque estão surgindo novos domicílios unipessoais. São as pessoas que estão passando a sair da sua moradia e viver sozinhas ou que deixam a casa dos pais e vão morar sozinhas ou, então, após um divórcio, o pai vai morar sozinho, ou a mãe vai morar sozinha, e as crianças ficam com o pai ou com a mãe”, diz o economista analista da Pnad Wiliam Araujo Kratochwill.

Em relação às regiões, Sudeste e Centro-Oeste apresentaram os percentuais mais elevados de domicílios com apenas um morador, as duas com 18,9%. A região Norte registrou a menor proporção, 13,9%.

O Norte e Nordeste registraram as maiores proporções de unidades domiciliares estendidas, com 21,4% e 16,6%, respectivamente, enquanto na Região Sul essa configuração representou 12,2% dos domicílios.

Morando só

O percentual de pessoas morando sozinhas foi o único que cresceu no período analisado. Os dados mostram que os homens são maioria nesse arranjo. Em 2023, eles correspondiam a 54,9% das pessoas que moravam sozinhas, enquanto as mulheres, a 45,1%.

As porcentagens variam de acordo com a região. No Sul, as mulheres estavam presentes em quase metade dos arranjos unipessoais, 48,2%. Já na região Norte, esse percentual era 35,5%.

Em relação à idade, 12,1% tinham 15 a 29 anos; 47%, 30 a 59 anos; e 40,9%, 60 anos ou mais. O perfil dos homens e das mulheres que moram sozinhos é diferente. Enquanto a maioria (56,4%) dos homens de lares unipessoais tinha 30 a 59 anos, a maior parte (55%) das mulheres tinha 60 anos ou mais.

“Aí talvez caiba um estudo para ver se os homens estão se divorciando e indo morar sozinhos”, diz Kratochwill, “[As mulheres], provavelmente são as viúvas, ou então já viviam em um domicílio nuclear, somente com os filhos, aí os filhos casam e saem de casa ou saem para estudar e ela passa a viver sozinha. Cabem várias explicações”.

Aumento de aluguéis

De acordo com a Pnad, em 2023 havia 77,7 milhões de domicílios no país. A maior porcentagem era de casas, 84,6%. Os apartamentos representam 15,2%. Em 2016, essas porcentagens eram respectivamente 86% e 13,8%.

Em relação “a condição de ocupação dos domicílios, segundo a pesquisa, de 2016 a 2023, observou-se uma contínua redução do percentual de domicílios próprios já pagos e um aumento da proporção de domicílios alugados. Os domicílios já pagos tiveram uma redução de passaram de 66,7% para 62,3% nesse período. Já os alugados subiram de 18,5% para 22,4%.

O aumento dos aluguéis foi verificado também no Censo Demográfico 2022: Características dos Domicílios, divulgado no último dia 12 pelo IBGE.

“Em 2023, esse movimento de aumento do percentual de domicílios alugados continuou”, diz Kratochwill. “Isso mostra certa fragilidade da população em poder adquirir um imóvel. Talvez uma falta de planejamento público para facilitar a compra de imóveis”, acrescenta.

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Brasil

Aviator é destaque entre jogos de cassino online em site de apostas

Publicado

em

Os jogos de cassino online ganharam forte popularidade entre os brasileiros nos últimos anos. Com a expansão das plataformas digitais e a regulamentação do setor no país, diferentes categorias passaram a atrair milhões de usuários.

Um levantamento divulgado por um site de apostas mostrou quais são os títulos e estilos mais procurados pelos jogadores, revelando tendências de comportamento e preferências dentro do mercado.

Entre os destaques do ranking aparece o jogo de aposta Aviator, que se consolidou como um dos títulos mais conhecidos do segmento de crash games. A lista também inclui diversos slots e outros jogos tradicionais de cassino digital, que continuam dominando boa parte da atividade dos apostadores.

O jogo de aposta Aviator lidera a categoria de crash games, considerada atualmente a segunda mais popular entre os usuários da plataforma analisada. Nesse tipo de jogo, o multiplicador cresce continuamente até que a rodada termine de forma repentina, exigindo que o jogador decida o momento de encerrar a aposta antes do “crash”.

Estudos internos divulgados pela operadora indicam que cerca de 40% dos entrevistados apontam o Aviator como seu crash game favorito, colocando o título à frente de outros jogos do mesmo gênero. Entre os fatores citados pelos usuários estão a facilidade de compreensão das regras, a dinâmica rápida e a possibilidade de multiplicadores elevados.

Outro indicador relevante é o retorno teórico ao jogador (RTP) do Aviator, certificado em 97%, valor considerado competitivo dentro do segmento. Em comparações com outros crash games presentes na plataforma, o jogo mantém uma base de usuários significativamente maior e apresenta níveis de engajamento superiores em diferentes períodos analisados.

O desempenho do jogo de aposta Aviator também aparece em rankings mensais divulgados pelo site de apostas KTO. Segundo levantamentos recorrentes da plataforma, o título costuma figurar entre os mais jogados em diferentes períodos, reforçando sua presença constante entre os favoritos dos usuários brasileiros.

O histórico de popularidade do Aviator no país acompanha a expansão dos jogos do tipo crash no mercado digital. Popularmente conhecido como “jogo do aviãozinho”, o título ganhou espaço nas plataformas de cassino online e se tornou um dos exemplos mais citados quando se fala na popularização desse formato de aposta no Brasil.

Além do destaque do Aviator, dados divulgados pela KTO mostram quais foram os jogos e categorias mais populares em 2025 dentro da plataforma. Os slots dominaram o ranking geral, com títulos como Fortune Tiger, que registrou média de popularidade de 39,29%, seguido por Fortune Rabbit, com 33,70%, e KTO Big Bass Splash, com 26,45%.

Outros jogos também apareceram com frequência nas preferências dos usuários, incluindo diferentes variações de slots temáticos e títulos conhecidos do catálogo internacional de cassinos online. A diversidade de opções ajuda a explicar a expansão do mercado, que hoje reúne desde jogos simples de rodada rápida até experiências mais complexas com múltiplos recursos.

O crescimento do setor também se reflete nos números da arrecadação pública. De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, o Gross Gaming Revenue (GGR) do mercado regulado no Brasil chegou a cerca de R$ 37 bilhões, com uma arrecadação federal estimada em aproximadamente R$ 9,95 bilhões em 2025.

Ainda segundo o balanço oficial, o governo também arrecadou cerca de R$ 2,5 bilhões em outorgas pagas por operadores autorizados, além de aproximadamente R$ 95,5 milhões em taxas administrativas relacionadas à operação das plataformas.

Os dados indicam que o setor de apostas online continua em expansão no país, impulsionado pela regulamentação e pelo aumento do interesse dos usuários. Nesse cenário, títulos como o jogo de aposta Aviator permanecem entre os mais reconhecidos pelos jogadores e ajudam a ilustrar as tendências atuais do mercado digital de cassinos.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Acre tem a terceira maior perda de água do país, aponta Instituto Trata Brasil

Publicado

em

Estado perde 62,25% da água na distribuição, quase 22 pontos percentuais acima da média nacional; Rio Branco está entre as dez piores capitais

Dados do Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, mostram que o Acre está entre os estados com maior perda na distribuição de água. São 62,25% de perdas. Foto: captada 

O Acre está entre os estados brasileiros com os maiores índices de perda de água na distribuição, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados. Com 62,25% de perda, o estado ocupa a terceira posição no ranking nacional, atrás apenas de Alagoas (69,86%) e Roraima (62,51%).

Os dados são referentes a 2023 e foram divulgados no final do ano passado. A média nacional de perda na distribuição fechou em 40,31%, o que significa que o Acre perde quase 22 pontos percentuais a mais que a média do país.

Cenário nacional

O levantamento revela uma profunda desigualdade regional na infraestrutura hídrica brasileira. Enquanto estados do Norte e Nordeste lideram os rankings de perda, unidades da federação das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentam os melhores desempenhos.

Goiás (25,68%), Tocantins (30,96%), São Paulo (32,66%), Paraná (33,11%) e o Distrito Federal (31,46%) têm os menores índices de perda. Na sequência aparecem Santa Catarina (35,31%), Minas Gerais (36,22%), Rondônia (37,03%), Paraíba (37,53%), Mato Grosso do Sul (38,58%), Espírito Santo (38,70%) e Rio Grande do Sul (40,14%).

“Os indicadores revelam que as perdas no Brasil não se distribuem de forma homogênea, refletindo desigualdades territoriais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional”, destacam os pesquisadores.

O estudo aponta que estados com altos índices de perda são mais suscetíveis a desafios estruturais no abastecimento, incluindo maior risco de intermitência, maior pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos significativamente superiores para recuperação de eficiência.

Rio Branco entre as piores capitais

Quando se analisa os dados municipais, a capital acreana também figura entre as posições mais críticas. Rio Branco ocupa o 96º lugar no ranking de perda na distribuição entre as cidades brasileiras, com índice de 56,06%.

O percentual coloca a capital acreana entre as dez piores do país, evidenciando os desafios estruturais enfrentados pelo sistema de abastecimento local.

Os dados reforçam a necessidade de investimentos em infraestrutura e modernização da gestão hídrica no Acre, tanto na capital quanto no interior, para reduzir as perdas e garantir o acesso universal à água tratada.

Quando se analisa os dados referentes à Rio Branco, observa-se que a capital acreana está entre as 10 cidades com piores índices de distribuição: 56,06% de perda. Foto: captada 

“Os indicadores revelam que as perdas no Brasil não se distribuem de forma homogênea, refletindo desigualdades territoriais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação são mais suscetíveis a desafios estruturais no abastecimento, incluindo maior risco de intermitência, maior pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos significativamente superiores para recuperação de eficiência”, destacam os pesquisadores.

Quando se analisa os dados referentes à Rio Branco, observa-se que a capital acreana está entre as 10 cidades com piores índices de distribuição: 56,06% de perda, ocupando o 96º lugar no ranking de melhores e piores índices de perdas na distribuição.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Indústria de alimentos movimenta R$ 2,1 bilhões e representa 6,7% do PIB do Acre, aponta ABIA

Publicado

em

Setor emprega 4,4 mil trabalhadores diretos e mantém forte integração com a produção agropecuária; 78,4% das matérias-primas vêm do campo

As exportações da indústria de alimentos acreana somaram US$ 55 milhões, valor ainda modesto quando comparado a estados com maior estrutura industrial. Foto: captada 

A indústria de alimentos no Acre movimenta cerca de R$ 2,1 bilhões em valor de produção, de acordo com levantamento divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) com base em dados de 2025. O estudo, que traça um panorama do desempenho regional do setor no Brasil, revela que o segmento tem peso significativo na economia acreana, representando 6,7% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

Os dados apontam que o estado possui 170 empresas do setor alimentício, responsáveis por aproximadamente 4,4 mil empregos diretos e 17,9 mil postos de trabalho indiretos ligados à cadeia produtiva. A indústria também tem forte presença na estrutura industrial local: 59,7% dos empregos da indústria de transformação do Acre estão concentrados nesse segmento, segundo o levantamento.

Integração com o campo

Outro destaque do estudo é a ligação direta da indústria alimentícia com a produção agropecuária. No Acre, 78,4% das matérias-primas utilizadas pelas indústrias do setor são adquiridas da produção rural do próprio estado, indicando forte dependência e integração com a atividade agropecuária local.

Comércio exterior

No mercado internacional, as exportações da indústria de alimentos acreana somaram US$ 55 milhões. O valor ainda é modesto quando comparado a estados com maior estrutura industrial, mas demonstra a participação do Acre no comércio exterior do setor.

Panorama regional e nacional

O estudo também traz um panorama da Região Norte, onde a indústria de alimentos registra R$ 66,7 bilhões em valor de produção, com 2,5 mil empresas e 103 mil empregos diretos, reforçando o papel do segmento no desenvolvimento econômico regional.

Em nível nacional, a indústria de alimentos é considerada a maior do país, com R$ 1,388 trilhão em valor de produção, 42 mil empresas e mais de 2,12 milhões de empregos diretos, além de exportações que chegam a US$ 66,7 bilhões para cerca de 190 países.

Comentários

Continue lendo