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Acre

Após greve, Ifac tem disputa por reitoria e direções de campi; conheça os candidatos

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Após quase três meses de greve, os campi do Instituto Federal do Acre (Ifac) começaram nesta semana o processo de campanha nas eleições para diretores-geral e reitores. O site ContilNet conversou com Leandro Costa, presidente da comissão eleitoral sobre os candidatos e como esta eleição reflete um movimento que o Ifac vive desde o início do ano: o de mudanças.

Leandro passou por um processo seletivo interno para a seleção da comissão eleitoral e foi nomeado presidente da Comissão Eleitoral Central, responsável por conduzir a eleição. Ele conta uma das primeiras novidades deste processo eleitoral:

“Essa eleição será a primeira a ser realizada totalmente on-line, por meio do sistema de votação do IFAC, hospedado em nosso servidor”, revela.

O sistema atende a todas as necessidades da instituição, inclusive a realização da eleição. As eleições anteriores foram realizadas por meio de cédulas de votação. 

Candidatos

Os campi que contarão com a eleição serão os de Rio Branco, Rio Branco Baixada do Sol, Sena Madureira, Xapuri, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, para os anos de 2024 a 2028. Sendo 3 para reitoria e 12 para direção-geral, totalizando 15 candidaturas. O campus Tarauacá é o único que possui apenas um candidato inscrito, que também é o atual Diretor-Geral da unidade.

Confira os nomes dos candidatos:

Para a reitoria:

  • Fábio Storch de Oliveira
  • Maria Lucilene Belmiro de Melo Acácio
  • Maria das Graças Alves Pereira

Para a direção-geral no Campus Rio Branco:

  • Cleilton Sampaio de Farias
  • Paulo Jose dos Santos Pereira
  • Tânia Gomes Façanha

Para a direção-geral no Campus Rio Branco Baixada do Sol:

  • Matsunaga Paulo de Oliveira Sekiguchi
  • Hévea Monteiro Maciel

Para a direção-geral do Campus Xapuri:

  • Alana Chocorosqui Fernandes
  • Sérgio Luiz Pereira Nunes

Para a direção-geral do Campus Cruzeiro do Sul:

  • Ana Cláudia de Souza Garcia
  • Raelisson do Nascimento Walter

Para a direção-geral do Campus Tarauacá:

  • Denis Borges Tomio

Para a direção-geral do Campus Sena Madureira:

  • Daryl de Oliveira Abejdid
  • Naje Clécio Nunes da Silva

As campanhas vão até o dia 11 de julho e as votações serão no dia 12. A Comissão eleitoral é formada pela Central e pelas Comissões Locais. 

Eleições são realizadas logo após greve que durou quase 3 meses/Foto: Reprodução

“Cada comissão local deveria ser composta por três alunos, três servidores docentes e três técnicos administrativos. Esse grupo formaria a comissão local da Reitoria. A Comissão Central, por sua vez, seria formada por meio de eleição entre os membros eleitos para as comissões locais”, explica Leandro.

Mudanças no Ifac

Entre as reivindicações atendidas após o movimento grevista, estão: reajuste para os técnicos administrativos de 9% e 5% para ao anos de 2025 e 2026, respectivamente; 9% e 3,5% para os docentes em 2025 e 2026; reconhecimento de saberes e competências para os técnicos administrativos; revogação da portaria 983/2020; reestruturação, em parte, das carreiras.

Servidores fizeram manifestação em frente a Aleac/Foto: ContilNet

A greve geral do Ifac foi aprovada na 188ª assembleia do Sinasefe em 27 de março e durou até 27 de junho. Diante de um momento, em que os candidatos apresentam pautas que conversam diretamente com o caminho que as instituições irão trilhar, essas eleições refletem as transformações – ou retrocessos -, que os campi passarão:

“A eleição nos faz ver a face democrática da educação e acreditamos que a democracia é um valor inegociável de nossa vida social”, ressaltou Leandro.

Ainda no seu relato, o presidente da comissão eleitoral deixa claro como em 2024 o Ifac completou 14 anos no Estado do Acre, com sede própria em todas as suas estruturas, cursos regulares e de outras modalidades. Sendo assim, um dos grandes desafios da próxima gestão é contribuir planejando e desenvolvendo mais projetos e políticas para os institutos.

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Acre

PF deflagra ‘Operação Cerco 3’ contra facção criminosa no Acre

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Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão

Nesta sexta-feira, 12/7, a Polícia Federal, com o apoio da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e do Grupo Especial de Operações em Fronteira (GEFRON), deflagrou a Operação Cerco 3 para combater facção criminosa que atua no Acre.

A ação foi deflagrada pela Delegacia de Polícia Federal de Cruzeiro do Sul/AC em endereços situados nas cidades de Cruzeiro do Sul/AC e Mâncio Lima/AC, com o cumprimento de oito mandados judiciais de busca e apreensão expedidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça do Acre.

Durante a operação, dois homens foram presos por tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo.

Os investigados poderão ser processados pelo crime de integrar organização criminosa, além de quaisquer delitos correlatos, como tráfico de drogas e posse irregular de armas.

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Acre

A esquecida República do Acre, proclamada há 125 anos nos confins da selva em meio à corrida pela borracha

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Estado, que fazia parte do território boliviano, foi declarado república independente em 14 de julho de 1899; Brasil comprou o território em 1903.

Este era o município de Sena Madureira, no Acre, no início do século 20. Foto: ARQUIVO NACIONAL

BBC – Por Edison Veiga

O enredo pode parecer bastante confuso: há 125 anos, um espanhol proclamou uma república em um território boliviano que era majoritariamente ocupado por seringueiros brasileiros. O ato não tinha o apoio do governo do Brasil — mas, sim, do Estado do Amazonas.

No fim das contas, o desastrado ato criou um território pretensamente independente nunca reconhecido pela comunidade internacional, teve três proclamações da república diferentes, cinco mandatos presidenciais e, bem, durou apenas quatro anos.

E terminou com uma solução desfavorável para a Bolívia. O Acre acabaria oficializado parte do Brasil.

Esta é a história da República do Acre — ou Estado Independente do Acre —, cuja proclamação se deu em 14 de julho de 1899 em Puerto Alonso, rebatizada de Porto Acre.

E o protagonista foi o espanhol Luis Gálvez Rodríguez de Arias (1864-1935). Ele era graduado em ciências jurídicas e sociais pela Universidade de Sevilha e trabalhou como diplomata em Roma e em Buenos Aires.

Aventureiro, em 1897 decidiu procurar o Eldorado — a lendária cidade onde tudo seria feito de ouro — na Amazônia. Claro que não achou. E acabou se estabelecendo em Belém do Pará e, depois, em Manaus. Em ambas as cidades, atuou como jornalista, escrevendo para o Correio do Pará e para o Commercio do Amazonas.

Conforme consta da tese de doutorado defendida pelo historiador Eduardo de Araújo Carneiro em 2014 na Universidade de São Paulo (USP) também há registros de que o espanhol tivesse se tornado dono de “casa de jogos e prostituição” na capital amazonense.

Seringueiros

É preciso lembrar que nesta época o Brasil vivia o chamado Ciclo da Borracha, um momento em que estava em seu auge a extração de látex na região amazônica para abastecer o mercado internacional.

E este cenário fez com que muitos seringueiros ultrapassassem as fronteiras do país e fossem praticar esse extrativismo em terras bolivianas. Onde hoje é o Acre.

“A demanda crescente pela borracha no mercado mundial, a partir da década de 1870, provocou a busca de seringais em diferentes pontos da bacia amazônica. Nesta expansão houve a corrida pela localização de áreas economicamente viáveis para a coleta sistemática e o preparo das bolotas de goma para transporte e comercialização, em Manaus e Belém”, contextualiza à BBC News Brasil o historiador Paulo Henrique Martinez, professor na Universidade Estadual Paulista.

“As fronteiras entre o Brasil e a Bolívia e o Peru foram sendo transpostas pelos seringalistas [os donos do negócio] e a dispersão dos seringueiros [os trabalhadores desse extrativismo] pela mata na extração do látex. A distância e a ausência de controle e fiscalização dessas fronteiras foram estímulos para a invasão deliberada de territórios dos países vizinhos pelos extrativistas do Brasil. Quando o governo boliviano tomou medidas para conter essa penetração e arrecadar taxas sobre exploração clandestina e estrangeira das seringueiras, houve reação imediata. Os seringalistas temendo a queda nos lucros, o prejuízo nos investimentos e alta nos custos da extração na Amazônia boliviana, incitaram os seringueiros, moradores e comerciantes contra a afirmação soberana da Bolívia”, detalha ele.

Gálvez teve acesso a um documento em que o governo boliviano celebrava um acordo de exportação de borracha com um grupo norte-americano. Ora, isso poderia fazer com que o país vizinho resolvesse controlar melhor suas fronteiras. Ele levou o assunto ao então governador do Amazonas, Ramalho Júnior (1866-1952).

O ‘imperador do Acre’

‘Ao longo do século 20, a região foi muito ocupada por brasileiros de regiões muito distantes’, diz historiador. Foto: ARQUIVO NACIONAL

Ramalho Júnior decidiu apoiar que o aventureiro espanhol fosse reivindicar as terras do Acre. Extra-oficialmente, deu a ele recursos financeiros, armas e um pequeno exército de 20 soldados mercenários.

Havia interesse amazonense, claro. Entre 1890 e 1900, o dinheiro oriundo da borracha havia feito com que a receita pública do Estado aumentasse quase dez vezes. Ter o controle dessa região seria, portanto, mais do que conveniente, muito lucrativo.

Gálvez foi para Puerto Alonso e, em 14 de julho de 1899, proclamou um território independente. Seu argumento era que o local era basicamente povoado por seringueiros brasileiros e estes, não podendo ser brasileiros, não iriam aceitar se tornar bolivianos.

O espanhol se tornou o “imperador do Acre”. Assumiu o comando do novo “país”, mandou criar bandeira, assumiu o controle de escolas, hospitais, fundou exército e corpo de bombeiros.

Ele montou um ministério e despachou como um líder convencional, chegando inclusive a emitir despachos e enviar esforços diplomáticos para outros países, na expectativa de ter seu Estado reconhecido. Ali viviam 13 mil pessoas.

Em conversa com a reportagem da BBC News Brasil, o historiador Victor Missiato, pesquisador na Unesp e professor no Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré, comenta que esse governo “teve, sim, uma legitimidade popular naquele momento”.

“Era uma república com seus ministérios, seus despachos. Funcionou ativamente, mas em determinadas situações entrou em conflito com seringueiros por conta do controle da terra e de interesses externos. Isso a fragilizou”, contextualiza.

“A independência da região sob a bandeira republicana foi iniciativa consciente dos produtores e negociantes da borracha”, contextualiza Martinez. “O objetivo foi provocar a solidariedade do governo do Brasil em defesa dos trabalhadores e de suas possibilidade de sustento pessoal e familiar, considerando o contingente de nordestinos, fugidos das secas no fim do século 19.”

“A jovem, pequena e próspera República do Acre esperava contar com a solidariedade do Rio de Janeiro para integrar a federação da [então] República dos Estados Unidos do Brasil”, diz o historiador. “Esta grande tramoia política e econômica beneficiou diretamente os interesses exportadores nos seringais da Amazônia andina, pela consolidação e continuidade daquela produção regional.”

Martinez define o que aconteceu de “simulação de uma república modernizante e arrojada”. E acrescenta que ela “foi alardeada”. Havia motivo. “Por um lado, inibir uma ofensiva política e militar contra uma utopia redentora, na selva. Por outro, seduzir o governo brasileiro quanto às vantagens e convergências entre ambos os projetos republicanos”, afirma o historiador.

Para o professor, tudo não passou de “um grande golpe publicitário e financeiro”. “Comerciantes e seringalistas patrocinaram a ocupação clandestina do território boliviano. Em sua defesa argumentavam a vinda do progresso e prosperidade econômica regional com os dividendos da economia gomífera, a exemplo do que conheciam Manaus e Belém”, argumenta.

Nenhum governo atestou a legitimidade da república de Gálvez. Tampouco o brasileiro que, baseando-se na vigência do Tratado de Ayacucho, assinado em 1867, reconhecia o Acre como território da Bolívia.

Sucessores

Orientação da diplomacia brasileira era de não criar problemas com a Bolívia. Foto: ARQUIVO NACIONAL

Seis meses apenas durou este primeiro governo acriano. O seringalista Antônio de Sousa Braga (1841-1900) deu um golpe de Estado e, por um mês, foi o segundo presidente da tentativa de nova nação.

Quando reconheceu que não conseguiria gerir a confusão, chamou Gálvez de volta, em 30 de janeiro de 1900.

A esta altura, o governo federal brasileiro já havia enviado para a região uma expedição militar com o objetivo de destituir a República do Acre e devolver o território à Bolívia. A ideia da diplomacia nacional era não criar problemas com o vizinho.

No dia 11 de março, Gálvez se rendeu aos militares brasileiros. Foi enviado a Recife e, de lá, exilado para a Europa.

Estipulou-se então uma espécie de governo de transição, com o vice de Gálvez assumindo a presidência até que a região fosse devolvida à Bolívia. De 15 de março a 25 de abril de 1900, o comando do Acre ficou, então, a cargo do coronel e seringalista Joaquim Vitor da Silva.

Então o governo boliviano tomou novamente o controle da região, inclusive com bases militares.

No fim daquele ano, ainda houve uma outra tentativa de proclamação de república, desta vez empreendida pela inusitada Expedição dos Poetas, um grupo de boêmios e profissionais liberais da capital amazonense que tinha a pretensão de recriar o Estado independente.

A iniciativa contou mais uma vez com apoio do governo estadual, que cultivava o desejo de anexar a área. A derrota dos poetas ocorreu logo após a proclamação do que eles chamaram de “segunda República”, em 29 de dezembro de 1900.

Mas os empresários da borracha brasileiros, os seringalistas, não queriam ser obrigados a arredar o pé dali. A região era economicamente promissora para a extração do látex e eles temiam que o governo boliviano os obrigasse a voltar ao Brasil.

O grupo então se aproveitou da leniência da Bolívia e da indecisão brasileira. Organizou-se um exército de seringueiros e, sob o comando do militar brasileiro Plácido de Castro (1873-1908), ocorreu a chamada Revolução Acriana, com batalhas de agosto de 1902 a janeiro de 1903 — quando Rio Branco foi tomada.

Mais uma vez era declarado o Estado Independente do Acre, a terceira República do Acre, com Castro sendo aclamado chefe do Executivo.

Mapa do Estado Independente do Acre organizado para uso oficial pelo coronel Plácido de Castro.  Foto: ARQUIVO NACIONAL

Para especialistas, contudo, não é possível entender essa sucessão de governos como diretamente relacionadas. Em sua tese, Carneiro diz que “os diversos movimentos acrianos de contestação não formam uma série de acontecimentos contínuos e interligados”.

“Todos eles foram tentativas autônomas e singulares de impedir o exercício da soberania boliviana na região banhada pelo rio Purus”, escreve ele, citando a república de Galvez, o movimento de Castro e a Expedição dos Poetas.

“Em cada uma das repúblicas, temos grupos diferentes no poder. A primeira, liderados por um espanhol com apoio amazonense, a segunda por brasileiros de Manaus e a terceira, por pessoas da própria região”, comenta à BBC News Brasil o historiador Vitor Soares, que mantém o podcast História em Meia Hora.

Ele lembra que as dificuldades foram distintas. “Mas, talvez, a constante entre eles foi um poder político superior impedindo a independência da região. Por vezes, o governo boliviano. Por vezes, o brasileiro”, acrescenta. “O ponto é: eles não conseguiram. A realidade é que a República do Acre falhou.”

Também é preciso frisar que não se pode entender que havia um projeto de país entre aqueles brasileiros que primeiro ultrapassaram a fronteira com a Bolívia com o intuito de explorar o látex.

“Qualquer estudioso da sociedade gomífera tem consciência de que ninguém migrou para o extremo ocidente amazônico no final do século 19 com o fim de nacionalizar aquele território”, argumenta Carneiro. O historiador aponta, em sua tese, que a intenção desses migrantes era apenas ganhar dinheiro, e não fundar um lar. Nesse sentido, ele desconstrói narrativas ufanistas sobre o episódio.

A compra do território

A situação não seria resolvida sem a intervenção do governo federal brasileiro. Em 17 de novembro de 1903 foi assinado o Tratado de Petrópolis. O Brasil pagou à Bolívia 2 milhões de libras esterlinas e se comprometeu a construir a ferrovia Madeira-Mamoré. A partir de então, aquela área se tornaria definitivamente território brasileiro.

“A Bolívia teve que satisfazer seu desejos com a entrega do território em disputa, após tentativas frustradas de exercer a sua soberania nacional, mediante o controle da extração, mas não teve êxito”, pontua Martinez. “Aquela expectativa foi dissimulada, então, com a ‘venda’ de cerca de 150 mil quilômetros quadrados ao Brasil.”

“Houve o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas (entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões nos valores atuais) e o Brasil arcaria com a construção da ferrovia ligando as bacias dos rios Madeira e Mamoré, permitindo o escoamento da produção agromercantil da Bolívia pela bacia amazônica e o acesso ao mercado externo pelo porto de Belém”, explica ele. “Após a derrota na Guerra do Pacífico, em 1883, contra o Chile, a Bolívia perdeu a sua saída para mar, o que resultou no insulamento do país no interior do continente sul-americano.”

Desse passado, ficaram poucas marcas. “Restaram as ruínas das instalações e os escombros das máquinas, equipamentos e trilhos da ferrovia Madeira-Mamoré”, diz Martinez. “Esta, pouco e mal funcionou, devido ao declínio vertiginoso da borracha sul-americana no mercado mundial, a partir de 1910.”

“Restou o trauma da morte de centenas de trabalhadores na ferrovia, dizimados pela malária e outras doenças tropicais. Um número desconhecido e que nunca poderá ser calculado com precisão, dada a escala de vidas perdidas”, prossegue o historiador.

“Restou o constrangimento da manipulação da população pelos agentes diplomáticos e econômicos no cenário internacional”, acredita. Martinez cita o momento em que o então presidente boliviano Evo Morales, em maio de 2006, segundo ele “destilou o ressentimento nacional em seu país”, ao afirmar em entrevista que o Acre havia sido “trocado por um cavalo”.

Para Missiato essas idas e vindas fronteiriças e toda a hesitação deixou ainda outra marca. “Ainda hoje há um deslocamento muito grande da identidade acriana em relação ao Brasil e até mesmo em relação a si própria”, analisa. “Na historiografia se vê uma busca das origens da ocupação a partir de povos indígenas. Ao longo do século 20, a região foi muito ocupada por brasileiros de regiões muito distantes.”

 

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Acre

Morre piloto de avião que caiu em Manoel Urbano após 3 meses internado; comandante é a 4ª vítima

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Governador Gladson Cameli publicou nota de pesar confirmando a morte de Valdir Roney Mendes, de 59 anos. Ele comandava avião que caiu em Manoel Urbano em março.

Valdir Roney Mendes era natural de Sena Madureira e tinha 37 anos de aviação. Foto: Arquivo pessoal

Com assessoria

O piloto Valdir Roney Mendes, de 59 anos, morreu nesta sexta-feira (12) em Manaus (AM), após mais de três meses internado no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na capital amazonense. Ele é a quarta vítima fatal da queda do aviãoem Manoel Urbano, interior do Acre, em 18 de março deste ano.

Sete pessoas estavam a bordo da aeronave que caiu após decolar, incluindo o piloto, sendo quatro homens e três mulheres. Eles seguiam para a cidade de Santa Rosa do Purus, distante 150 km do município de onde decolaram. Sidney Estuardo Hoyle Vega, comerciante peruano, morreu no acidente. Nove dias depois, Suanne Camelo morreu em Manaus (AM). No dia 24 de maio, morreu a biomédica Amélia Cristina Rocha, de 28 anos, a terceira vítima.

A informação foi divulgada pelo governador Gladson Cameli, por meio de uma publicação em rede social. Mendes foi transferido à unidade em Manaus no dia 22 de março. Na postagem, o governador ressaltou que o profissional, natural de Sena Madureira, no interior do Acre, tinha 37 anos de aviação, e se compadeceu com a família.

“Rogamos a Deus que possa, neste momento de profunda dor, consolar seus familiares, amigos e colegas de profissão”, destacou Cameli.

O piloto estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com 40% do corpo queimado. Ainda não há informações sobre o translado do corpo de Mendes para o Acre.

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