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Acre tem aumento de mais de 51% no número de pessoas com HIV entre 2020 e 2021, aponta levantamento

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Testagem de pacientes com HIV é feita pela atenção primária — Foto: Divulgação/ Prefeitura de Guarujá

O número de pessoas infectadas com o vírus do HIV no Acre aumentou mais de 51% entre 2020 e 2021. Ano passado, o estado detectou 188 novos casos e em 2021 esse número subiu para 284. O dado é do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) divulgados pelo setor de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) da Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre).

A cidade acreana com o maior número de casos registrados esse ano é Rio Branco. Sozinha a capital soma 236 infecções pelo HIV.

Nesta quarta-feira (1º) é celebrado o Dia Mundial de Combate à Aids. O diagnostico e tratamento à doença é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

Conforme os dados da Sesacre, o maior número de casos detectados no estado acreano foi registrado em 2018. Naquele ano, foram 293 novas infecções diagnosticadas.

Houve uma redução em 2019 (249 novos casos), em 2020 (188) e voltou a subir em 2021. Ao todo, entre 2015 e este ano a saúde atestou 1.633 pessoas com o vírus da Aids.

                                                                   

Desse total, a maioria das pessoas infectadas são de idades entre 20 e 34 anos, com 886 casos. A segunda faixa etária que aparece na lista é de 35 a 49 anos (467) e logo depois 50 a 64 anos (155).

Para a coordenadora técnica de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) da Sesacre, Suilany Souza, o aumento de novos casos está ligado à volta de testagem nas unidades de saúde dos municípios. Por conta da pandemia, ela explicou que essa testagem não estava sendo feita constantemente.

“As unidades voltaram a fazer testagem, começaram a realizar também aquelas ações de rua. Por exemplo, na Campanha de Julho Amarelo, que é a campanha de combate à hepatite, a da sífilis que foi em outubro, eles voltaram a fazer a testagem nas ruas, então, isso contribui com o aumento de notificações. Isso é bom, considerando que essa população estava aí e, por conta da pandemia, ninguém estava fazendo testagem nenhuma, então, eram pessoas que estavam infectadas e não sabiam do seu estado sorológico”, frisou.

Ações de prevenção e combate

Suilany contou que, desde julho, a Sesacre trabalha na descentralização do trabalho. A ideia é levar o tratamento do paciente para a atenção primária, como já é feito em outros estados brasileiros. Com isso, o paciente faz a testagem, acolhimento e pega o medicamento nas unidades de saúde dos municípios.

“Então, o paciente quando é detectado na fase inicial da infecção, quando são solicitados exames da carga viral e todos os exames que para fazer o manejo clínico para ele iniciar o tratamento na atenção primária, não precisa ficar aguardando a consulta no Serviço de Assistência Especializada (SAE) ou sair de seu município para fazer o tratamento”, complementou.

Para fazer este tratamento, a coordenadora falou que cada município, com exceção da capital, Rio Branco, já indicou uma unidade de saúde que vai servir como referência no tratamento. Após essa indicação, as equipes da Sesacre iniciaram, em julho, alguns treinamentos e ações para garantir o atendimento aos pacientes:

  • Capacitações de profissionais médicos e enfermeiros para a realização do manejo clínico do paciente na atenção primária;
  • Capacitações para qualificação da Testagem Rápida;
  • Ofertar do diagnóstico e tratamento em tempo oportuno na atenção primária;
  • Expansão da oferta das profilaxia de prevenção ao HIV (PEP e PREP).

“Estamos trabalhando em várias linhas para darmos acesso ao paciente para que possa escolher a forma e como vai se sentir melhor para aderir ao tratamento. Então, hoje, pelo sistema do Ministério da Saúde, que é o Siclom [Sistema de Controle Logístico de Medicamentos], que libera a medicação do tratamento de HIV, onde estiver o Siclom e um farmacêutico operando vai poder, mediante prescrição médica, fazer a medicação sem precisar o paciente se deslocar para Rio Branco, largando a família e, muitas vezes, ficar passando necessidade”, acrescentou.

Abandono do tratamento

Conforme Suilany, este deslocamento até a capital para buscar a medicação é um dos principais causadores do abandono do tratamento. Dados do Sistema de Monitoramento Clínico de pessoas com HIV (SIMC) revelam que, atualmente, 382 pacientes abandonaram o tratamento no Acre.

A coordenadora cita outros motivos para o abandono.

“Os serviços deveriam fazer o acompanhamento desses pacientes e, no momento do abandono do tratamento, fazer esse resgate. Isso nunca foi feito, nem pelo serviço de atenção especializada, que deixou a desejar, e nem pelo município. Para o paciente não desenvolver a Aids, que é a doença, ele pode conviver com HIV durante anos, tem que fazer o tratamento. Se ele abandona, pode desenvolver a doença”, lamentou.

Esse é outro ponto que a Sesacre tenta alinhar com os municípios para tratar os pacientes. Ela afirmou que o acompanhamento e monitoramento dos pacientes devem ser garantidos pelo serviço que faz a testagem.

“Quando ele abandona o tratamento nem o serviço que cuidava dele faz a busca ativa para entender a dificuldade, se está tendo acesso à medicação e nem o próprio município. O município faz o teste, detecta o paciente, manda para o serviço especializado e por isso fica. Ele não faz o monitoramento e acompanhamento da sua população para o seu âmbito. Não acompanham”, finalizou.

Ellen Jady, estagiária sob supervisão de Janine Brasil.

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Monitorado é preso com revólver calibre 38 e drogas após denúncia de “disciplina” em bairro da cidade

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Suspeito tentou se livrar da arma com a chegada da Polícia Civil e foi autuado em flagrante por tráfico e posse ilegal

A Polícia Civil recebeu, na manhã desta terça-feira (24), uma denúncia de que um homem monitorado pela Justiça teria sofrido a chamada “disciplina”, supostamente aplicada por integrantes de uma facção criminosa.

De posse das informações, a equipe de investigação se deslocou até o bairro e localizou um dos suspeitos de ter praticado a tortura contra um jovem na noite anterior. Durante a abordagem, os policiais constataram que o homem estava em posse de uma arma de fogo e, ao perceber a presença da viatura, tentou se desfazer do objeto.

Na revista, os agentes apreenderam um revólver calibre 38, além de porções de drogas e uma quantia em dinheiro em espécie.

Diante dos fatos, o suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia, onde foi autuado em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas. Ele permanece à disposição da Justiça.

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Tadeu Hassem defende contratação de especialistas e comemora suspensão da terceirização do Hospital Raimundo Chaar

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Deputado afirma que decisão é resultado da mobilização conjunta e reforça apoio ao fortalecimento do SUS na região de fronteira

O deputado estadual Tadeu Hassem (Republicanos) defendeu a contratação de médicos especialistas para o Hospital Regional Raimundo Chaar, em Brasiléia, unidade que atende toda a regional do Alto Acre, composta por quatro municípios.

Durante reunião na Assembleia Legislativa, o parlamentar destacou a iniciativa do governo do Estado em abrir diálogo sobre o modelo de gestão da unidade, o que resultou na suspensão do processo de terceirização. Para ele, a decisão representa um avanço na busca por soluções que garantam melhor atendimento à população.

Após o encerramento da reunião, Tadeu Hassem falou à imprensa e classificou o momento como uma vitória para a população do Acre, especialmente da região de fronteira. Ele ressaltou sua ligação pessoal com o hospital e reafirmou posicionamento favorável ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

O deputado afirmou que esteve na unidade há cerca de 15 dias e que foi autor da proposta de levar o debate para a Assembleia, dando mais visibilidade ao tema. Segundo ele, a suspensão do processo foi resultado da união de esforços entre sindicato, vereadores e parlamentares estaduais.

Hassem defendeu a ampliação do quadro de médicos especialistas como prioridade, mas se posicionou contra a terceirização integral do hospital nos moldes inicialmente apresentados. Para o deputado, o mais importante é garantir melhorias no atendimento sem comprometer a gestão pública da unidade.

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Vereadores de Brasiléia acompanham servidores na Aleac contra terceirização de hospital

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Parlamentares defendem vigilância mesmo após anúncio de suspensão do edital pelo governo

Os vereadores de Brasiléia, Lessandro Jorge, Isabele Araújo e Lucélia Santos, estiveram na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) acompanhando servidores da saúde que se posicionam contra a proposta de terceirização do Hospital Regional do Alto Acre, apresentada pelo governo do Estado.

Durante a reunião, a vereadora Isabele Araújo destacou que, apesar do anúncio de suspensão do edital, é necessário manter atenção ao andamento do processo. Segundo ela, existe uma ação civil pública relacionada ao caso, o que exige acompanhamento constante para verificar os próximos desdobramentos e eventuais decisões judiciais.

Já o vereador Lessandro Jorge afirmou que a mobilização dos servidores, com apoio da Câmara de Brasiléia e de deputados estaduais, foi fundamental para o recuo do governo. Ele declarou que, na avaliação do grupo, a terceirização não deverá mais avançar, atribuindo o resultado à união dos trabalhadores da saúde e das lideranças políticas envolvidas.

A discussão sobre o modelo de gestão do hospital tem mobilizado servidores e dividido opiniões na região, enquanto o governo estadual afirma que a suspensão do edital permitirá novos estudos e avaliações antes de qualquer decisão definitiva.

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