Esses dados destacam a urgência de ações para combater a violência doméstica no estado e oferecer apoio às vítimas. Foto/Art
Os primeiros dois meses de 2025 registraram um cenário alarmante de violência contra mulheres no Acre: 905 casos de agressão doméstica foram contabilizados pelo Painel de Registros de Ocorrências do Ministério Público Estadual (MPAC). Os números representam um aumento de 101,11% em relação ao mesmo período de 2024, quando 450 casos foram reportados.
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), intensifica as ações de conscientização e atendimentos para mulheres, com o objetivo de ofertar suporte às vítimas de violência e prevenir que aconteçam novos casos, inclusive de feminicídios. Os serviços jurídicos, de assistência social e psicológicos também são realizados nos municípios do interior do Acre.
Secretaria da Mulher intensifica ações de conscientização e atendimentos para mulheres. Foto: Neto Lucena/Secom
A capital Rio Branco responde por mais da metade das ocorrências, seguida por Cruzeiro do Sul, que já apresenta quase 100 casos em 60 dias. Os dados revelam uma epidemia de violência de gênero que atinge todo o estado, com variações entre os municípios.
“Estes números exigem uma resposta imediata e multissetorial”, afirma a promotora Dulce Helena Franco, do MPAC. “Precisamos fortalecer a rede de proteção, melhorar a fiscalização de medidas protetivas e investir em políticas preventivas.”
Intensificação do monitoramento eletrônico de agressores
Campanhas educativas em escolas e comunidades
Ampliação dos canais de denúncia
Capacitação de agentes públicos
As vítimas podem buscar ajuda através do Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher), Delegacias Especializadas ou diretamente no Ministério Público. O MPAC ressalta a importância de romper o ciclo de violência através da denúncia.
O Acre segue a tendência de aumento de casos observada em outros estados brasileiros, reforçando a necessidade de políticas públicas eficazes no enfrentamento à violência contra a mulher. Os dados de 2025 projetam um ano crítico para a segurança das mulheres acreanas caso não haja intervenções imediatas.
Cruzeiro do Sul ocupa a segunda posição, com 95 casos, seguido por Sena Madureira, que registrou 57 casos, e Tarauacá, com 26. Foto: cedida