Boletim da Sesacre mostra que pandemia já causou 2.119 óbitos no estado desde 2020; incidência é maior em Acrelândia e letalidade se mantém baixa (0,4%). Foto: captada
O Acre chegou à 49ª semana epidemiológica de 2025, encerrada em 13 de dezembro, com 4.873 casos confirmados de Covid-19 e 24 mortes associadas à doença, segundo boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre). Desde o início da pandemia, em 2020, o estado acumula 444.878 notificações, com 176.241 confirmações e 2.119 óbitos.
A análise mais recente mostra que, entre 2023 e 2025, a maioria dos casos ocorreu na faixa etária de 40 a 49 anos, em ambos os sexos, com predominância feminina (62,8%). Em relação ao perfil étnico-racial, 67,6% das infecções em 2025 foram em pessoas pardas. A letalidade se manteve baixa (0,4%), mas as mortes concentram-se em idosos (60 anos ou mais), com 65,8% das vítimas apresentando comorbidades.
Acrelândia lidera a incidência acumulada no período (3.867 casos por 100 mil habitantes) e também em 2025 (1.433/100 mil). No estado, a incidência deste ano está estimada em 544,8 casos por 100 mil habitantes.
Notificações totais: 444.878
Casos confirmados: 176.241
Óbitos: 2.119
Faixa etária mais afetada: 40 a 49 anos (ambos os sexos)
Gênero: 62,8% dos casos em mulheres
Raça/cor: Pardos (67,6%), seguidos por amarelos (13,5%), brancos (12%), pretos (2,4%) e indígenas (0,3%)
Letalidade: 0,4% (considerada baixa)
Das 79 mortes registradas entre 2023 e 2025:
Maioria em idosos (60+)
Distribuição similar entre homens e mulheres
65,8% tinham comorbidades
Acrelândia lidera: 3.867 casos/100 mil hab (acumulado 2023–2025) e 1.433/100 mil hab (apenas 2025)
Média estadual em 2025: 544,8 casos/100 mil habitantes
Apesar da circulação contínua do vírus, a baixa letalidade reflete a cobertura vacinal e a adaptação do sistema de saúde. No entanto, a concentração de casos em grupos específicosrevela desigualdades no acesso à prevenção e ao tratamento.
A Sesacre mantém vigilância genômica para detectar variantes e monitora surtos em instituições de longa permanência, como asilos.
A pasta deve reforçar campanhas de vacinação em 2026, com foco em gestantes, idosos e pessoas com comorbidades. A testagem continua disponível em unidades de saúde.
Os dados mostram uma feminização da pandemia no Acre, possivelmente ligada à maior exposição de mulheres (cuidadores, profissionais da saúde) e à busca mais frequente por atendimento.
A letalidade se manteve baixa (0,4%), mas as mortes concentram-se em idosos (60 anos ou mais), com 65,8% das vítimas apresentando comorbidades. Foto: captada